Exposição “Um Tronco Para Exu” no MAC-USP

A instalação “Um Tronco Para Exu” na entrada do MAC-USP. Foto: Isis Naura

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) está com a exposição “Um Tronco Para Exu” em cartaz até o próximo domingo, 13 de agosto. A mostra é composta por uma raiz milenar de um pequi-vinagreiro, árvore típica do Sul da Bahia, que faz reverência à mitologia afro-baiana na figura do Exu apresentado pelo designer Hugo França.

Na mitologia afro-baiana dos orixás, Exu é quem constitui a ponte entre deuses e mortais. E é exatamente esse espaço de ligação entre obra e cidade, entre o dentro e o fora, que é a ponte materializada na instalação de Hugo França.

O tronco do pequi-vinagreiro, com suas quatro toneladas de peso, cruza a entrada do museu, e se expõe suspenso, o que podemos interpreta como símbolo de força, indagando os limites da materialidade e a efemeridade da vida.

Essa árvore, que tem cerca de 1.200 anos de existência e capacidade de resistir até mesmo ao fogo, contrai uma visibilidade magnífica, pontuando o andar térreo e envidraçado do edifício modernista com a organicidade delineada pela deterioração da própria existência são enaltecidas pelo olhar preciso e amoroso do escultor.

A instalação traz um contraste, porque a sua suspensão e a possibilidade de silêncio e contemplação que o museu e suas obras propõem ao observador faz um embate com o outro lado do espaço, o externo, onde o fluxo constante dos carros e pessoas transitando pela avenida defronte produz velocidade incessante a tudo que cerca esse cenário.

SERVIÇO:
Exposição: Um Tronco Para Exu
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 13/08/2017; às terças, das 10h às 21h; quarta a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Monumentos Temporários – Fyodor Pavlov-Andreevich” no MAC-USP

Uma das obras do artista russo Fyodor Pavlov-Andreevich. Foto: Isis Naura

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) apresenta até o próximo domingo, 13 de agosto, a exposição “Monumentos Temporários – Fyodor Avlov-Adreenvich”, que traz um conjunto de registros de fotoinstalações, microfilmes e uma performance do artista russo Fyodor Pavlov-Andreevich.

Na mostra, o artista leva o seu corpo ao limite para recordar o vexame daqueles que foram e ainda são escravizados, além de cenas montadas que recriam circunstâncias históricas e contemporâneas sobre o racismo. Tais ações estabelecem aquilo que ele próprio designa de “monumentos temporários”, provocando a perenidade do conceito tradicional de monumento e seu viés glorificador.

Considerado um dos principais performers da arte contemporânea, Fyodor Pavlov-Andreevish apresenta em São Paulo pela primeira vez a sua individual, após ter sido exibida no Centro de Arte Contemporânea Winzavod, em Moscou.

SERVIÇO:
Exposição: Monumentos Temporários – Fyodor Pavlov-Andreevich
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 13/08/2017; às terças, das 10h às 21h; quarta a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Inventário; Arte Outra” no MAC-USP

A obra que dá nome à exposição em exibição no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida
A obra que dá nome à exposição em exibição no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida

Com curadoria de Ana Avelar, a mostra “Inventário; Arte Outra” está em exibição no Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) até o próximo domingo, 5 de fevereiro, e reúne 34 pinturas recentes e inéditas do artista visual Gustavo von Ha. As obras remetem a uma visualidade inscrita a partir do segundo pós-guerra, entre os anos 1950 e 1960, comumente denominada abstração expressiva ou gestual.

A produção mais atual do artista paulista mostra o seu mais novo aspecto no enfoque do problema da autoria e da autenticidade na arte e, simultaneamente, em que brinca com seu protótipo maior: a pintura.

Com a mostra, Von Ha traz uma seleção de obras caracterizadas pela gestualidade, ou seja, pelas suas assinaladas significativas na superfície da tela.

Dessa forma, de acordo com a curadora Ana Magalhães, ele “se passa por Jackson Pollock ou Yves Klein, ladeando suas versões contemporâneas desses artistas com pinturas completamente carregadas de tinta, formando um objeto quase escultórico”. Portanto, a pintura é literalmente desarranjada para criar essas telas.

Além das obras, a mostra apresenta livros do artista, um conjunto de documentos, certificados, convites, cartazes e fotos, além de uma vitrine com objetos de trabalho do artista.

Em meio aos destaques estão a obra que dá nome à mostra (foto), sem data, composta de tinta automotiva sobre lona; o vídeo “Atravessando pelo tempo” (2016), com 17 minutos de duração; e a série de dez não-pinturas a partir de obras de Volpi, Hércules Barsotti e Willys de Castro, todos sem data.

SERVIÇO:
Exposição:
Inventário; Arte Outra
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 05/02/2017; terça-feira, das 10h às 21h; de quarta-feira a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Alex Flemming: RetroPerspectiva” no MAC

"Yemanjá Hipocondríaca", uma das obras de Alex Flemming em exposição no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida
“Yemanjá Hipocondríaca”, uma das obras de Alex Flemming em exposição no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) realiza até o próximo domingo, 11 de dezembro, a exposição “Alex Flemming: RetroPerspectiva”, que apresenta a trajetória de 40 anos de carreira do artista brasileiro Alex Flemming que, atualmente, vive na Alemanha. Com cerca de 120 obras, a mostra se divide em três núcleos: o trabalho com o corpo humano, a pintura sobre superfícies não tradicionais e sua pesquisa de materiais de produção.

Artista múltiplo, Alex Flemming maneja pintura, fotografia e gravura como incríveis exercícios de liberdade e paixão. Mas é, predominantemente, como pintor que ele se vê. Os temas trabalhados pelo artista estão relacionados à vida, à morte, ao corpo, à sexualidade e à espiritualidade, enfim, a alma.

Uma técnica muito comum nas produções de Flemming são as colagens com cartelas de remédios e outros materiais plásticos, que indiciam uma de suas pesquisas, que é o uso de materiais não artísticos para a elaboração de suas obras. Isso pode ser conferida em meio aos seus autrorretratos e também em “Yemanjá Hipocondríaca” (foto) (1985-2006), feita em tinta acrílica e embalagens de remédios sobre tela, que relembra série dos anos de 1980 – “Anjos e Sereias” -, quando ele propôs em elevar imagens populares, reproduzidas infinitas vezes, de São Jorge, Santa Cecília e de outros “santinhos” populares.

Os autorretratos são obras que transportam o visitante ao entendimento de outras obras, de épocas distintas, que, paralelamente, indiciam a ideia de apropriação, reutilização e reconstrução essenciais em Alex Flemming, como na obra “Autorretrato como Jesus Cristo” (2007) e “Autorretrato como Verônica” (1996).

Entre os trabalhos está a obra “Lápides”, composta por 60 computadores pintados que levam os nomes de seus antigos dono. Além das séries “Caos”, “Alturas” e “Body Builders”.

SERVIÇO:
Exposição:
Alex Flemming: RetroPerspectiva
Onde: Museu de Arte Contemporânea (MAC-USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 11/12/2016; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Oswaldo Vigas. Antológica 1943-2013” no MAC

Reprodução de murais de Oswaldo Vigas no MAC. Foto: Isis Naura
Reprodução de murais de Oswaldo Vigas no MAC. Foto: Isis Naura

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC) realiza até o próximo domingo, 10 de julho*, a exposição “Oswaldo Vigas. Antológica 1943-2013”, que traz cerca de 80 obras, pinturas e cinco esculturas, que fazem uma retrospectiva inédita no Brasil do pintor e muralista venezuelano Oswaldo Vigas (1926-2014) que, inclusive, aos 27 anos, participara da II Bienal de Artes Plásticas de São Paulo, entre dezembro de 1953 e janeiro de 1954.

A retrospectiva representa uma síntese original das raízes culturais latino-americanas e das correntes vanguardistas da modernidade europeia. Ele foi um dos inúmeros artistas que participaram na experiência da Síntese das Artes como concebida pelo compatriota Carlos Raúl Villanueva, arquiteto do extraordinário campus da Universidad Central de Venezuela, reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Segundo o diretor do MAC, entre 2014 e 2015, Hugo Segawa, a retrospectiva de Vigas poderia ser interpretado “como o reencontro de Vigas com São Paulo”, uma vez que, em 1953, a sua obra foi exposta no atual Pavilhão Armando de Salles de Oliveira, que acolheu o acervo das primeiras bienais de São Paulo e, por anos, foi sede do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Além das obras, a mostra ainda apresenta catálogos, fotografias, pinceis, cartões, desenhos e objetos da coleção privada de Oswaldo Vigas, além de seis maquetes de murais.

Em meio aos destaques estão “Renovació en El origen”, um filme sobre o artista, de 1996, com 25 minutos de duração; a escultura de bronze “Matadora” (1997) e “Murais”, reprodução da Trilogia para Banesco (2005), mural de 5 metros por 40 metros feito em mosaico no Bisazz de Veneza, para o prédio Ciudad Banesco, em Caracas, Venezuela.

SERVIÇO:
Exposição:
Oswaldo Vigas. Antológica 1943-2013
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 10/07/2016*; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

* Sujeito à alteração

Por Jorge Almeida

Exposição “Samson Flexor – Traçados e Abstrações” no MAC-USP

"Cristo Na Cruz" (1949), um dos trabalhos do moldávio Samson Flexor no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida
“Cristo Na Cruz” (1949), um dos trabalhos do moldávio Samson Flexor no MAC-USP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte Contemporânea da USP promove até o próximo domingo, 14 de fevereiro, a exposição “Samson Flexor – Traçados e Abstrações”, que apresenta cerca de 30 obras do artista moldávio Samson Flexor (1907-1971), entre pinturas e desenhos, que pertencem ao acervo do museu.

A seleção dos trabalhos delineia aspectos da trajetória do artista, enfatizando a produção feita entre 1948 e 1960. A variação plástica desse período de 12 anos busca uma movimentação na estrutura, que constitui nos pensamentos estéticos entre abstrato, construtivo e expressivo.

Os desenhos indicam relações ratificadas no próprio percurso de Flexor e, como consequência, o título da exposição surgiu a partir da observação desse segmento que, por meio de muitas aparências do seu pensamento, multiplicaram formas, planos e espaços em diagramas que se projetaram em muitos outros. Os desenhos a lápis grafite e tinta nanquim nos mostram um recorte do trabalho de ateliê, permitindo o contato com aquilo que, normalmente, fica à sombra do público.

Em meio aos destaques estão “Pintura” (1980) e “Cristo Na Cruz” (foto), de 1949, ambas em óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição:
Samson Flexor – Traçados e Abstrações
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC – USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 14/02/2016*; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

* Sujeito a alteração

Por Jorge Almeida

Exposição faz retrospectiva de Hans Gunter Flieg no MAC – USP

Uma das imagens publicitárias registrada por Hans Gunter Flieg. Crédito: divulgação
Uma das imagens publicitárias registrada por Hans Gunter Flieg. Crédito: divulgação

O Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC – USP) realiza até o próximo dia 29 de março a exposição “Flieg Fotógrafo. Indústria, Design, Publicidade, Arquitetura e Arte na Obra de Hans Gunter Flieg” que apresenta aproximadamente 220 trabalhos do fotógrafo alemão naturalizado brasileiro.

A mostra faz uma retrospectiva de um dos pioneiros e colaborador da profissionalização da produção fotográfica dedicada à arquitetura, à indústria, ao design e à publicidade: o alemão Hans Gunter Flieg, que atuou no segmento por cerca de 40 anos. Imigrante alemão de origem judaica, Flieg se instalou no Brasil, mais precisamente na cidade de São Paulo, em 1939, e nas duas décadas seguintes participaria por um intenso procedimento de desenvolvimento industrial e cultural que a capital paulista passara.

Já como fotógrafo profissional, em 1945, Flieg fora comissionado para atuar na captação de imagens relacionadas ao circuito artístico paulistano. Entre eles, documentou a primeira edição da Bienal Internacional de São Paulo, além de ter registrado a demolição do belvedere do Trianon para dar lugar ao pavilhão da Bienal.

Além de registros fotográficos, a exposição é complementada com catálogos, reproduções de painéis publicitários, vídeos, livros e duas esculturas. Além disso, o visitante pode conferir a maleta com equipamento fotográfico de Hans Gunter Flieg e também o bilhete de Bruno Giorgio para o fotógrafo.

Entre os destaques está uma escultura de bronze – “Gato Persa” (1949) feita pelo artista italiano Luciano Minguzzi e “Pinx, oficina de pinturas de painéis publicitários e caminhões de distribuição de produtos”, da Agência de Publicidade Época, São Paulo, de 1952 (foto acima).

SERVIÇO:
Exposição: Flieg Fotógrafo. Indústria, Design, Publicidade, Arquitetura e Arte na Obra de Hans Gunter Flieg
Onde: Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC – USP) – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Quando: até 29/03/2015*; às terças-feiras, das 10h às 21h; de quarta a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

* Sujeito a alterações.

Por Jorge Almeida