Atlético Acreano: campeão acreano de 2019

Atlético Acreano: o grande campeão do Acre em 2019

Depois de empatar em 1 a 1 com o Galvez na segunda partida da final do Campeonato Acreano 2019 na noite desta segunda-feira (22), na Arena da Floresta, em Rio Branco, o Atlético Acreno levou a melhor diante do Impeador na disputa por pênaltis após fazer 5 a 4 e conquistar pela nona vez o campeonato estadual. O título do Galo Carijó veio de forma invicta.

O torcedor ainda estava se preparando para assistir a decisão do Acreano quando, no primeiro minuto, o Galvez surpreendeu. Adriano fez boa jogada pelo meio, tabelou com Ciel e recebeu na volta para mandar no cantinho de Miller, que nada pôde fazer. Após o revés, o Atlético tentou responder com Diogo, aos cinco, mas a zaga do Imperador tirou o perigo. Seis minutos depois foi a vez de Araújo tentar, mas estava em posição irregular. Em seguida, aos 14, Binho recebeu no ataque, tentou de prima, mas o chute saiu fraco.

O Galo Carijó se esforçava em correr atrás do prejuízo. Aos 18, a dupla Careca e Diogo tabelaram pela esquerda e o camisa 10 mandou o petardo, mas a redonda foi à direita da meta de Tião. Mais tarde, aos 22, depois do escanteio cobrado, Araújo cabeceou e a bola foi por cima do gol. Com a tentativa do alviceleste de buscar o empate, o time militar tentava tirar proveito nos contragolpes. Aos 28, Binho recebeu de Ciel na pequena área, mas cabeceou mal e mandou para fora. Em seguida, aos 30, foi a vez de Adriano chutar e ser travado no momento certo pela zaga atleticana.

Mas o Atlético seguiu na luta pela igualdade. Aos 36, Diogo tentou cruzar na área na cobrança de falta e a esférica bateu na barreira e quase surpreendeu Tião, que estava abatido no lance. Até que aos 39. após cruzamento da direita, o goleiro espalmou para frente e Careca chutou de primeira para empatar a decisão: 1 a 1, na Arena da Floresta.

Depois do gol sofrido, o Galvez esforçou uma reação. Aos 46, Adriano driblou Gabriel, entrou na área e caiu em lance com o defensor adversário, mas a arbitragem não marcou a penalidade, para desespero do atacante. Mas, a etapa inicial terminou empatada mesmo em 1 a 1, resultado que levara a disputa para os pênaltis.

Na segunda etapa, o Galo dominou as primeiras ações ofensivas, mas quem criou uma boa oportunidade foi o Imperador, aos quatro. Adriano recebeu, chutou, a bola desviou na defesa do Atlético e saiu. Na sequência do escanteio, Binho cabeceou e mandou por cima.

A partida seguiu com os dois times nervosos e para atestar a tensão do jogo, por volta dos 13 minutos, o auxiliar comunicou ao árbitro da partida uma confusão envolvendo jogadores das duas equipes e, com isso, três jogadores (um do Galvez e dois do Atlético) foram expulsos. Pouco tempo depois do tumulto, outro contratempo, aos 23, atrapalhou o andamento do jogo: um pico de energia deixou alguns refletores do estádio apagados e a partida precisou ser paralisada.

Depois da interrupção, a bola voltou a rolar na Arena da Floresta. E, obviamente, com um jogador a menos, o Galo não demonstrou pressa e tratou de segurar o placar (e a bola) no decorrer do jogo. Apesar de ter ficado com um jogador a mais, o Galvez não soube tirar proveito, pelo contrário, quase foi surpreendido pelo Atlético num contra-ataque que culminou com a expulsão de Neto (pelo segundo amarelo) por ter parado o lance do adversário. Com nove jogadores para cada lado, a peleja deu uma bela esfriada e os dois times pareciam convencidos de que o melhor seria levar a disputa do título para os pênaltis. E o árbitro ainda deixou o jogo correr até os 50 minutos, mas o placar do primeiro tempo foi mantido. Fim de jogo na Arena da Floresta: Atlético 1, Galvez 1. A finalíssima do Campeonato Acreano foi para as cobranças penais.

Na série de cinco cobranças, quase todos os batedores dos dois times converteram. Pelo lado do Galvez marcaram Ciel, Adriano, Jeferson e Daniego, enquanto Igor, Lucas, Marcílio, Gabriel e Diego anotaram pelo Atlético. Renato desperdiçou a última cobrança do Imperador ao mandar para fora. Sendo assim, com o triunfo de 5 a 4 nos pênaltis, o Atlético Acreano conquistou, de forma invicta, o Campeonato Acreano de 2019, o nono de sua história.

O Galvez conseguiu inaugurar o placar em sua primeira investida ao ataque, com menos de dois mnutos com Adriano. O Atlético sentiu o baque e não conseguia encaixar as jogadas de ataque e investiu durante parte do primeiro tempo em bolas na área. Até que, aos 39, Careca aproveitou o rebote do goleiro Tião e deixou tudo igual. No segundo tempo, assim como no primeiro, começou com o time militar criando a primeira chance, mas não marcou. No entanto, os ânimos foram exaltados entre os atletas e o árbitro José Antônio Pinheiro, com o auxílio de Fábio Nascimento, que “dedurou” os brigões, botou três jogadores para fora de uma vez só. Mais tarde, houve uma queda de energia no estádio e a partida ficou paralisada por cerca de 20 minutos. Depois do restabelecimento de energia, o Galo Carijó ficou mais recuado por ter um jogador a menos e quase supreendeu o Galvez em um contra-ataque que só foi interrompido porque Neto impediu a sequência da jogada ao fazer uma falta e, consequentemente, receber o segundo amarelo e igualar o número de jogadores para cada lado. Mas o placar ficou mesmo no 1 a 1 e o campeão saiu nos pênaltis. Nas cobranças, méritos para os batedores que acertaram quase todas, porém, para azar do Galvez Renato desperdiçou a última cobrança ao mandar a bola para fora.

Com o encerramento do Estadual, as atenções das duas equipes estarão voltadas para o Campeonato Brasileiro. Pela Série C, o Atlético estreará no certame no próximo sábado (27) contra o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira, no Rio de Janeiro, às 16h (horário de Brasília). Enquanto isso, já pela Série D, o Galvez só entrará em campo no dia 4 de maio, no sábado, ao encarar o Real Ariquemes, de Rondônia, às 19h (horário de Brasília), na Arena da Floresta, em Rio Branco.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:
Primeiro Turno (Grupo A):
24/01 – Atlético (AC) 6×0 São Francisco (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
03/02 – Atlético (AC) 1×0 Plácido de Castro – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
10/02 – Atlético (AC) 0x0 Vasco (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
14/02 – Nauás 0x4 Atlético (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
28/02 – Atlético (AC) 1×0 Galvez – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Semifinal (primeiro turno):
17/03 – Atlético (AC) (4)2×2(2) Independência – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Final (primeiro turno):
21/03 – Atlético (AC) (4)1×1(5) Galvez – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Segundo Turno (Grupo A):
24/03 – Atlético (AC) 6×0 Humaitá – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
28/03 – Andirá 1×2 Atlético (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
05/04 – Atlético (AC) 4×1 Independência – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
10/04 – Rio Branco (AC) 0x1 Atlético (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Semifinal (segundo turno):
13/04 – Atlético (AC) 1×0 Galvez – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Final (segundo turno):
16/04 – Atlético (4)0x0(3) Rio Branco (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
Final – Acreano 2019:
19/04 – Galvez 1×1 Atlético (AC) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
22/04 – Atlético (AC) (5)1×1(4) Galvez – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO ACREANO (5)1×1(4) GALVEZ
Competição/Fase: Campeonato Acreano 2019 – final (2º jogo)
Data: 22 de abril de 2019, segunda-feira – 19h (horário local)
Público pagante: 1.250 torcedores
Renda: R$ 12.910,00
Árbitro: José Antônio de Almeida Pinheiro
Auxiliares: Marcio Cristiano e Fábio Nascimento
Cartões Amarelos: Igor, Marquinhos, Leandro, Douglas, Miller(Atlético-AC); Thiaguinho, Neto, Renato
Cartões Vermelhos: Matheus e Stênio (Atlético-AC); Binho e Neto (Galvez)
Gols: Adriano, a um minuto (0-1) e Careca, aos 39 min do 1º tempo (1-1)
Pênaltis convertidos: Igor, Lucas, Marcílio, Gabriel e Diogo (Atlético Acreano); Ciel, Adriano, Jeferson e Daniego (Galvez)
Pênalti desperdiçado: Renato (Galvez)
ATLÉTICO ACREANO: 1.Miller (12.Babalu); 2.Matheus, 3.Gabriel, 4.Douglas e 6.Igor; 5.Leandro, 8.Marquinhos (20.Marcílio) e 10.Careca (22.Lucas); 7.Jordão, 11.Diogo e 9.Stênio. Técnico: Álvaro Miguéis
GALVEZ: 1.Tião; 2.Renato, 3.Jô, 4.Reginaldo e 6.Tiaguinho (Alemão); 5.Wilson (17.Daniego), 8.Neném (Neto), 7.Jeferson e 10.Ciel; 11.Adriano e 9.Binho. Técnico: Zé Marco

Parabéns ao Atlético Acreano pelo título.

Por Jorge Almeida

Anúncios

Fluminense: campão da Taça Guanabara 2017

Jogadores do Fluminense comemoram o título da Taça Guanabara junto do troféu. Foto: Agência O Globo
Jogadores do Fluminense comemoram o título da Taça Guanabara junto do troféu. Foto: Agência O Globo

Em um jogo eletrizante, o Fluminense bateu o Flamengo nos pênaltis por 4 a 2 após empate em 3 a 3 no tempo normal e levou de forma invicta a Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato estadual do Rio de Janeiro, neste domingo (5), no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio. Nos 90 minutos, Wellington Silva, Henrique Dourado e Lucas anotaram os tentos tricolores, enquanto Willian Arão, Everton e Paolo Guerrero fizeram os gols rubronegros. Nas penalidades, Lucas, Henrique, Marquinho e Marcos Júnior converteram as cobranças a favor da equipe das Laranjeiras, enquanto Diego e Guerrero anotaram para o lado da Gávea. Mas, Réver parou em Júlio César e Rafael Vaz mandou para fora.

O primeiro tempo do Fla-Flu ficou marcado pelas viradas sucessivas no marcador, em compensação, no segundo, o ritmo da partida diminuiu, mas foi o suficiente para o Flamengo chegar ao empate e levar a decisão para os pênaltis.

Logo aos quatro minutos, o meia flamenguista Diego cobrou falta e acertou a barreira. Wellington Silva pegou a bola na intermediária de defesa e puxou um contragolpe com muita velocidade e, nisso, foi beneficiado pelo escorregão de Pará, ficou cara a cara com Muralha e tocou no canto esquerdo do goleiro para colocar o Flu à frente do marcador.

Mas a alegria tricolor durou apenas quatro minutos. Mancuello cobrou falta na área, Guerrero tocou de cabeça, enquanto o goleiro Júlio César errou na saída e a bola sobrou para Rafael Vaz, que tocou com o pé esquerdo para o gol, Henrique Dourado cortou em cima da linha, mas a redonda sobrou para Arão, que só precisou empurrar para o gol praticamente vazio e empatar o clássico.

Aos 14, Vaz perdeu a bola no campo de ataque e o Flu atacou em três contra dois. Lucas chegou na área, mas Trauco cortou e o peruano recuou para Muralha, que pegou com a mão. O árbitro apitou corretamente o recuo na pequena área do Flamengo: falta em dois lances. Na cobrança, Sornoza encheu o pé e a redonda bateu no peito de Pará, que estava posicionado em cima da linha do gol junto com os demais flamenguistas.

Aos 23, o rubronegro virou o placar. Pára recebeu na direita e cruzou na medida para Guerrero. O atacante peruano cabeceou, Júlio César defendeu parcialmente e, no rebote, Éverton, de cabeça, estufou as redes do Fluminense.

Pouco tempo depois, o Flu teve uma grande chance aos 27. Sornoza cobrou escanteio para Richarlison, que dividiu com a defesa flamenguista por cima e a bola sobrou para Renato Chaves, que cabeceou fraco e permitiu a fácil defesa de Muralha. Três minutos depois, o time de Abel Braga chegou mais uma vez através da bola alçada na área. Sornoza, mais uma vez, cobrou escanteio na área seguida de uma disputa de cabeça e, na sobra, Henrique encheu o pé e acertou o arqueiro rubronegro.

No minuto seguinte, o Fluminense cobrou o córner pelo seu lado esquerdo de ataque, Léo desviou de cabeça e a bola bateu no braço de Paolo Guerrero, que foi ajudar a defesa na área. Pênalti. Na cobrança, Henrique Dourado cobrou no canto direito de Muralha, que acertou o canto, mas não alcançou. Empate no Engenhão: 2 a 2.

Aos 35, o Flamengo levou perigo com Trauco. Diego serviu o lateral-esquerdo que bateu forte, mas a bola saiu rente à trave de Júlio César.

O clássico seguia equilibrado. Mas, aos 40 minutos, foi a vez do Fluminense virar o placar. Em um contra-ataque, Wellingtou Silva viu a infiltração de Lucas na entrada da área e deu um excelente passe para o lateral, que avançou, olhou para Muralha e tocou no lado esquerdo do goleiro para pôr o Flu à frente do marcador: 3 a 2.

E, antes do intervalo, o Flamengo quase chegou ao empate. Aos 45, Éverton cruzou na área para Mancuello, que dominou e serviu William Arão. E o camisa 5 chegou batendo cruzado para defesa do arqueiro tricolor.

Nos primeiros minutos da etapa complementar, o Fluminense esteve perto do quarto gol. Depois do escanteio, a bola passou por todo mundo e sobrou para Henrique Dourado. O Ceifador gira o corpo e, de primeira, manda uma bomba para o gol, mas a bola vai para fora.

A partir de então, o Flu ficou bem fechado à espera do Flamengo, que pecou na articulação de jogadas e, para piorar, Diego teve uma atuação discreta, quase nula. E o jogo ficou cerca de 30 minutos sem levar emoção ao torcedor que compareceu no Engenhão. Enquanto isso, Zé Ricardo botou o time para frente ao promover as entradas de Berrio, no lugar de Arão, e de Felipe Vizeu no de Trauco.

Aos 34, o Flamengo errou na saída de bola e Wellington tirou proveito e partiu em direção ao ataque e tocou para Marcos Júnior, que chutou cruzado à direita da meta defendida por Muralha.

O Fla respondeu no minuto seguinte. Diego lançou Berrío na ponta direita e entrou na área tricolor. O colombiano arriscou e a esférica ficou na rede, pelo lado de fora. O rubronegro arriscou mais uma vez com Diego, que chutou no meio do gol para defesa de Júlio César.

E, de tanto insistir depois dos 30, o Flamengo chegou ao empate aos 39. Guerrero cobrou falta com categoria, por fora da barreira, e acertou o canto esquerdo de Júlio César, que nem se mexeu, para empatar o Fla-Flu: 3 a 3.

Depois do empate, a decisão por pênaltis era o caminho mais natural pelo que as equipes estavam a apresentar após o empate flamenguista. E, antes do término do jogo, o Fla ainda conseguiu perder um gol, aos 46 minutos, com Berrío, que recebeu na marca do pênalti, mas finalizou sem força no meio do gol.

Assim, aos 48 minutos, o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães decretou o fim de jogo. A Taça Guanabara 2017 foi decidida nas penalidades.

Nas cobranças penais, Diego iniciou a série para os flamenguistas e acertou a sua. Lucas empatou para os tricolores. Guerrero converteu a dele e pôs sua equipe em vantagem. Mas Henrique empatou. Réver bateu no canto esquerdo e Júlio César defendeu com a perna. O Flu passou à frente com Marquinho, que bateu rasteiro e no canto direito. Rafael Vaz desperdiçou a chance de empatar a decisão para o Fla ao mandar sua cobrança para fora. E, finalmente, Marcos Júnior deslocou Muralha e converteu a cobrança que deu a taça para o Fluminense.

Depois da confusão sobre o local da decisão da Taça Guanabara, o clássico Fla-Flu foi realizado no Engenhão mesmo. As duas equipes fizeram uma partida eletrizante, especialmente no primeiro tempo, onde ambos jogavam abertos à procura do gol. Tanto que houve duas reviravoltas no placar: Flu na frente, virada do Fla, Flu empatou e virou novamente. Tudo isso ainda no primeiro tempo.

Com a vantagem no placar, o Fluminense não se arriscava tanto, o que deixou o segundo tempo com o ritmo mais lento. Afinal, a marcação tricolor ficou mais recuada. Enquanto isso, Zé Ricardo botou sua equipe no ataque. Mas o empate só veio aos 39 minutos através de uma cobrança de falta excelente de Paolo Guerrero. Na decisão por pênaltis, não teve jeito. Deu o óbvio: levou a melhor que teve o melhor aproveitamento. Pois, não havia como prever um favorito em uma disputa como essa.

A seguir, o resumo da campanha e o ficha técnica da decisão.

Primeira fase (Grupo C):
29/01/2017 – Vasco 0x3 Fliminense – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
1º/02/2017 – Fluminense 1×0 Resente – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)
05/02/2017 – Portuguesa (RJ) 0x3 Fluminense – Los Larios, Duque de Caxias (RJ)
12/02/2017 – Fluminense 4×0 Bangu – Los Larios, Duque de Caxias (RJ)
18/02/2017 – Fluminense 3×0 Volta Redonda – Moça Bonita, Rio de Janeiro (RJ)
Semifinal:
25/02/2017 – Fluminense 0x0 Madureira – Los Larios, Duque de Caxiais (RJ)
Final:
05/03/2017 – Fluminense (4)3×3(2) Flamengo – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

FICHA TÉCNICA: FLUMINENSE (4)3×3(2) FLAMENGO
Competição/fase: Taça Guanabara 2017 (1º turno Campeonato Carioca) – final/jogo único)
Local: Estádio Nilton Santos (Engenhão) – Rio de Janeiro (RJ)
Data: 5 de março de 2017, domingo – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Correa e Luiz Claudio Regazone
Cartões Amarelos: Richarlison (Fluminense); Everton e Trauco (Flamengo)
Gols: Wellinton Silva, aos 4 min do 1º tempo (1-0); Willian Arão, aos 7 min do 1º tempo (1-1); Everton, aos 23 min do 1º tempo (1-2); Henrique Dourado, de pênalti, aos 31 min do 1º tempo (2-2); Lucas, aos 40 min do 1º tempo (3-2); e Guerrero, aos 39 min do 2º tempo (3-3)
Pênaltis convertidos: Lucas, Henrique, Marquinho e Marcos Júnior (Fluminense); Diego e Guerrero (Flamengo)
Pênaltis desperdiçados: Réver e Rafael Vaz
FLUMINENSE: 22.Julio César; 2.Lucas, 4.Renato Chaves, 33.Henrique e 15.Léo; 18.Orejuela, 5.Pierre e 20.Sornoza (7.Marquinho); 70.Richarlison, 11.Wellington Silva (30.Marquinhos Calazans) e 9.Henrique Dourado (35.Marcos Junior). Técnico: Abel Braga
FLAMENGO: 38.Alex Muralha; 21.Pará, 33.Rafael Vaz, 15.Réver e 13.Trauco (47.Felipe Vizeu); 27.Rômulo, 5.Willian Arão, 11.Mancuello (17.Gabriel); 35.Diego e 22.Éverton; 9.Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo

Parabéns ao Fluminense Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Manchester City: campeão da Copa da Liga Inglesa 2015/16

O capitão Kompany ergue a taça da Copa da Liga Inglesa no Wembley Stadium, em Londres. Foto: Getty Images
O capitão Kompany ergue a taça da Copa da Liga Inglesa no Wembley Stadium, em Londres. Foto: Getty Images

Em uma decisão por pênaltis onde brilhou a estrela do goleiro argentino Caballero, o Manchester City levou a melhor sobre o Liverpool e conquistou a Copa da Liga Inglesa 2015/16 na tarde deste domingo (28) no lendário Estádio de Wembley, em Londres. Depois do empate em 1 a 1 no tempo normal, com gols dos brasileiros Fernandinho, para os Citizens, e Philippe Coutinho, para os Reds, a final seguiu em uma prorrogação sem gols. Nos tiros penais, o time de Liverpool até começou bem ao acertar a primeira cobrança com Can, enquanto Fernandinho desperdiçou. A partir daí em diante, o goleiro Caballero se destacou ao defender três cobranças seguidas: ele pegou os chutes de Lucas, Philippe Coutinho e Lallana. Enquanto Navas, Agüero e Yaya Touré converteram com sucesso suas cobranças.

O Liverpool começou melhor a decisão. Logo aos 40 segundos, os Reds levaram perigo com Moreno, que cruzou rasteiro e exigiu que Caballero se antecipasse e fizesse a defesa. O Manchester City conseguiu equilibrar a partida a partir dos dez minutos do primeiro tempo.

Inclusive, a primeira oportunidade real de gol foi justamente dos Citizens. Aos 23, Agüero recebeu em profundidade, avançou, passou por Lucas e Sakho para finalizar no canto. O arqueiro do time de Anfield Road deu um leve toque na bola, que bateu na trave.

Depois disso, a decisão permaneceu equilibrada e o jogo truncado, o que rareou as chances de gols por ambas as equipes e, consequentemente, o placar manteve-se inalterado na etapa inicial.

Ao contrário do primeiro tempo, em que a equipe da terra dos Beatles começou melhor, o lado azul de Manchester mostrou mais disposição nos primeiros minutos do segundo tempo. Aos 3, Agüero recebeu lançamento no ataque, invadiu a área, mas finalizou por cima. No minuto seguinte, o camisa 10 do City recebeu lançamento na intermediária, encarou a marcação à espera de Fernandinho, que avançou rápido pela direita e recebeu do argentino para bater forte, sem ângulo e com contribuição de Mignolet para fazer o primeiro gol da decisão.

O tento sofrido estabilizou o Liverpool e motivou o Manchester City. Aos 14, os Citizens desperdiçam outra ótima oportunidade com Sterling. O camisa 7 recebeu passe rasteiro de David Silva, próximo da pequena área e, na tentativa colocar a bola no contrapé de Mignolet, exagerou um pouco e a redonda saiu à esquerda da meta. Sete minutos depois, a equipe de Manoel Pellegrini quase fez o segundo, mas David Silva cobrou a falta um pouco acima do travessão. O City, que estava melhor no jogo no momento, por pouco não fez o segundo gol. Aos 35, Agüero cruzou para trás e Sterling chutou “mascado” e a esférica saiu à direita do gol.

O Liverpool passou todo o segundo tempo sendo “engolido” pelo Manchester City. Mas, aos 39, Philippe Coutinho pegou a sobra da finalização de Lallana e empatou a final. O Manchester City deu o troco aos 43. Fernando recebeu cruzamento e finalizou à queima roupa para grande defesa do arqueiro dos Reds.

O empate persistiu até o fim e a definição do campeão ficou para a prorrogação. No primeiro tempo extra, o Liverpool se comportou igualmente ao início do tempo regulamentar, buscando o ataque, mas de forma mais contida, ou seja, sem se expor muito. No entanto, assim como foi dentro dos 90 minutos, o City foi quem criou as melhores oportunidades. Primeiro foi aos 15 minutos do tempo extra com Agüero que, cara a cara com Mignolet, permitiu o arqueiro fazer um milagre e impedir o que poderia ser o gol do título dos Citizens.

No segundo tempo da prorrogação, foi a vez dos Reds darem o troco. Aos 5 minutos, Sturridge cruzou na medida para Origi cabecear e Caballero fazer uma linda defesa e salvar o City. Se o belga da camisa 27 fizesse um gol naquela altura, provavelmente, seria o do título. Essa foi a principal oportunidade de gol no tempo final. E, como já era de se esperar, a decisão foi para os tiros penais.

Nas cobranças, brilhou a estrela de Caballero, o goleiro defendeu as cobranças dos brasileiros Lucas e Philippe Coutinho. Mas na série inicial, Can fez o único gol do Liverpool, inclusive, sendo o primeiro a bater. Depois foi a vez de Fernandinho, mas o brasileiro acertou a trave. Em seguida, foi a vez de Caballero tornar-se o heroi da decisão. Primeiro defendeu o pênalti de Lucas, viu Navas empatar a série para, em seguida, pegar a cobrança de Philippe Coutinho, comemorou Agüero converter o seu tiro penal e, mais uma vez, pegar outro pênalti. Dessa vez, cobrado por Lallana. E, finalmente, Yaya Touré fez o dele e deu números finais à decisão: Manchester City 3, Liverpool 1.

Manchester City e Liverpool fizeram um jogo equilibrado no primeiro tempo. Embora tenha mantido mais posse de bola (67% a 33%), os Reds praticamente não levou perigo à meta do bom Caballero. Tanto que a principal oportunidade de gol foi criada pelo City, com Agüero acertando a trave. Na etapa complementar, os Citizens deram as caras e conseguiram o gol no início com Fernandinho, embora Mignolet deu uma colaborada. O tento motivou o time de Manchester, que ficou à espera do Liverpool para contra-atacar, mas os comandados de Mário Pellegrini desperdiçaram algumas ótimas chances, especialmente com Sterling. E, quando o desfecho parecia levar a taça para o arquirrival do United, Philippe Coutinho empatou o jogo. Na prorrogação, as duas equipes não quiseram se expor muito, tanto que, em 30 minutos de tempo extra, só aconteceram duas finalizações, uma para cada lado. Nos pênaltis, méritos para Caballero, responsável por três defesas e também para o treinador da equipe, que manteve o goleiro como titular nas copas nacionais que seu time disputou, enquanto Hart permanece dono da meta nos jogos do Campeonato Inglês e da UEFA Champions League.

E, por falar em Pellegrini, o treinador chileno em três temporadas à frente do City, conquistou o que pode ser o seu último título com o Manchester City, uma vez que a partir da próxima temporada, Pep Guardiola será o comandante do clube. Aliás, o treinador ainda pode conquistar, embora seja mais complicado, a UEFA Champions League e o Campeonato Inglês. Em 148 partidas pelo clube inglês, foram 94 vitórias, 20 empates e 34 derrotas e três títulos: duas Copa da Liga Inglesa (inclusive a de hoje) e o campeonato nacional na temporada 2013/14.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Terceira fase:
22/09/2015 – Sunderland 1×4 Manchester City – Stadium Of Light, Sunderlund
Oitavas-de-final:
28/10/2015 – Manchester City 5×1 Crystal Palace – Etihad Stadium, Manchester
Quartas-de-final:
1º/12/2015 – Manchester City 4×1 Hull City – Etihad Stadium, Manchester
Semifinais:
06/01/2016 – Everton 2×1 Manchester City – Goodison Park, Liverpool
27/01/2016 – Manchester City 3×1 Everton – Etihad Stadium, Manchester
Final:
28/02/2016 – Liverpool (1)1×1(3) Manchester City – Wembley Stadium, Londres

FICHA TÉCNICA: LIVERPOOL (1)1×1(3) MANCHESTER CITY
Competição/fase:
Copa da Liga Inglesa – final (jogo único)
Local: Wembley Stadium, Londres, Inglaterra
Data: 28 de fevereiro de 2016 – 13h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Michael Oliver
Cartões Amarelos: Clyne, Moreno e Can (Liverpool); Kompany, Otamendi (Manchester City)
Gols: Fernandinho, aos 4 min do 2º tempo; Philippe Coutinho, aos 37 min do 2º tempo
Pênaltis convertidos: Can (Liverpool); Navas, Agüero e Yaya Touré (Manchester City)
Pênaltis desperdiçados: Fernandinho (Manchester City); Lucas, Philippe Coutinho e Lallana (Liverpool)
LIVERPOOL: 22.Mignolet; 2.Clyne, 21.Lucas, 17.Sakho (3.Kolo Touré) e 18.Moreno (20.Lallana); 14.Henderson, 23.Can, 7.Milner, 11.Firmino (27.Origi) e 10.Coutinho; 15.Sturridge. Técnico: Jürgen Klopp
MANCHESTER CITY: 13.Caballero; 3.Sagna (5.Zabaleta), 4.Kompany, 30.Otamendi e 22.Clichy; 5.Fernando (7.Navas), 42.Yaya Touré, 25.Fernandinho, 21.David Silva (14.Bony) e 7.Sterling; 10. Agüero. Técnico: Manoel Pellegrini

Parabéns ao Manchester City Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida