Corinthians: campeão brasileiro de 2017

Jogadores do Corinthians posam para a foto oficial. Créditos: Marcos Ribolli

O Corinthians é matematicamente o grande campeão brasileiro de 2017. O Timão venceu o Fluminense, de virada, na Arena Corinthians por 3 a 1 em confronto válido pela 35ª rodada na noite desta quarta-feira (15). Com gol de Henrique para o Flu no primeiro tempo e dois gols de Jô e um de Jadson, a equipe de Fábio Carille chegou aos 71 pontos e não pode ser mais alcançada na tabela faltando três rodadas para o término da competição.

A partida começou com o visitante querendo estragar a festa do anfitrião. No primeiro minuto de jogo, Marcos Júnior cobrou escanteio e Henrique subiu entre Jô e Pedro Henrique para cabecear para o fundo das redes e colocar o Fluminense na frente. Depois de sofrer o tento, os corinthianos procuraram incentivar o time para buscar o empate, que quase veio aos 5 com Pablo. Fagner cobrou escanteio e o camisa 3 testou firme com perigo por cima da meta de Diego Cavalieri.

O Timão tentou insistir na posse de bola, marcando presença no campo do adversário e investindo principalmente pelo lado direito com Fagner e Romero. Porém, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, marcara bem. Com a pressão dos mandantes, o Flu partia para os contragolpes e, assim, aos 21 minutos assustou com Scarpa. Henrique Dourado passou pelo marcador e cruzou para o meia cabecear na área e a bola bateu em Guilherme Arana que evitou o segundo gol.

O Fluminense equilibrou as ações da partida e o jogo ficou mais pegado. Contudo, aos 30, Romero acionou Fagner, que apareceu muito bem e chutou forte cruzado e Jô chegou um pouco atrasado. Foi a melhor oportunidade do Corinthians no primeiro tempo. Aos 37, o tricolor carioca deu o troco. Scarpa levantou na área, Reginaldo cabeceou e Caíque França afastou o perigo de soco.

O jogo ficou tenso devido ao nervosismo corinthiano aliado ao excesso de atendimento no campo aos jogadores do Fluminense, o que levou o árbitro catarinense a dar quatro minutos de acréscimos na primeira etapa que terminou com vitória parcial da equipe visitante.

Assim como recebeu o golpe pelo gol sofrido no começo do primeiro tempo, o Corinthians deu o troco da mesma forma. A um minuto da etapa complementar, Jô recebeu da direita, tocou para Clayson, que cruzou na medida para o camisa 7 cabecear para as redes e empatar o jogo. E, dois minutos mais tarde, veio a virada. Caíque França pôs a bola em jogo com um chutão, Jô desviou, a redonda sobrou para o Clayson, que tentou o cruzamento, porém, a esférica bateu no travessão e Jô pegou o rebote ao cabecear para os fundos das redes. De quebra, ele se tornou, por enquanto, o artilheiro isolado do campeonato com 18 gols. E um detalhe: na volta para o segundo tempo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson, o que mudou a postura da equipe.

O Fluminense tentou estragar a festa na casa corinthiana aos 10. Marcos Junior recebeu pela esquerda e arriscou um chute perigoso pela diagonal, mas mandou para fora.  O Flu atacou novamente, aos 15, com Wendel, que se livrou da marcação de Rodriguinho e chutou por cima da meta. Quatro minutos mais tarde, Scarpa recebeu e finalizou colocado, levando perigo à meta de Caíque França.

Depois do gol da virada, o Corinthians só voltou a ameaçar Diego Cavalieri aos 21 minutos. Jô tentou finalizar, a defesa tricolor afastou parcialmente e, na sobra, Rodriguinho chutou forte e o camisa 12 espalmou para escanteio.

A partida seguiu com os comandados de Abel Braga pressionando e insistindo com bolas alçadas na área, enquanto isso, o Corinthians, recuado no campo de defesa, tentou o contragolpe. Foi então que, aos 37, Guilherme Arana cruzou, Clayson não dominou, a defesa afastou parcialmente, Jadson fintou o marcador e bateu colocado e acertou a trave. Dois minutos mais tarde, o camisa 10 foi recompensado: Fagner fez boa jogada pela direita e tocou para Jadson na área que dominou para chutar forte e cruzado em diagonal, sem chance para Cavalieri. É o gol do título.

Após o terceiro gol alvinegro, a torcida acendou os sinalizadores, o que exigiu a paralisação da partida por cerca de oito minutos. E, após o reinício do jogo, Fábio Carille promoveu a terceira alteração: saiu o ovacionado Jô para a entrada de Danilo, que foi recebido de pé pela torcida e recebeu a braçadeira de capitão. Depois de 472 dias sem jogar, Zidanilo voltou a ativa nesta noite. Com a camisa do Corinthians, o veterano meia de 38 anos conquistou o seu sétimo título pelo clube e, ao lado do ex-jogador Dinei, tornou-se o único atleta tricampeão brasileiro pelo Corinthians.  E, por conta dos sinalizadores, o jogo foi até os 55 minutos, mas o placar foi mantido: Corinthians 3, Fluminense 1. O Timão é matematicamente heptacampeão brasileiro.

O jogo começou com o Corinthians sendo surpreendido no primeiro minuto ao tomar o gol relâmpago. Passou a pressionar a equipe do Fluminense, especialmente pela direita e criou algumas chances, enquanto isso, o Tricolor das Laranjeiras, bem postado na defesa, tinha a nítida estratégia de partir em contragolpes e conseguiu sair vitorioso no primeiro tempo. Na volta do intervalo, Fábio Carille tirou Camacho e colocou Jadson. A mudança surtiu efeito e, em menos de quatro minutos, o Timão virou o placar com dois gols de Jô. Após passar à frente do marcador, o alvinegro recuou um pouco e sofreu alguns sustos por conta das investidas do Flu. Mas, aos 39, Jadson, que fazia uma boa partida, sacramentou a vitória corinthiana e fez o terceiro gol da partida. E Fábio Carille, em uma bonita atitude, colocou Danilo no lugar de Jô como uma forma de homenagear o meia que estava há mais de um ano sem jogar.

O Corinthians começou o ano de 2017 desacreditado por grande parte da mídia e dos torcedores (rivais), responsáveis em apelidar a equipe de Fábio Carille de “quarta força do futebol paulista”. Também pudera, pois, das quatro grandes equipes, o Timão, na teoria, estaria um patamar abaixo dos rivais por conta do baixo investimento e pelo pífio desempenho no segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2016. Mas, à medida que a temporada foi passando, o técnico alvinegro mostrou sua competência e deu um padrão para a sua equipe que, de fato, não havia um elenco e sim um time. Primeiro veio a conquista do Campeonato Paulista, onde, inclusive, não perdeu nenhum clássico. Mesmo assim, a dúvida em relação ao desempenho do Corinthians pairava quanto ao Brasileirão. No entanto, o alvinegro fez um primeiro turno impecável e chegou à primeira metade do campeonato invicto. Contudo, no segundo turno, os comandados de Carille deram a esperada “relaxada” e perderam jogos que, teoricamente, seriam fáceis, como as derrotas para Vitória e Atlético Goianiense em casa. Mas, para a sorte da Fiel, os adversários postulantes ao título não souberam tirar proveito e também patinaram ao longo da segunda metade do certame. O Timão só foi ameaçado pelo Palmeiras na 31ª quando o alviverde poderia diminuir a diferença de pontos para 3, contudo, a equipe palestrina tropeçou em casa diante do Cruzeiro ao empatar em 2 a 2 e, consequentemente, manteve a diferença de cinco pontos. Na rodada seguinte, foi disputado o derby na Arena Corinthians e o alvinegro bateu o arquirrival por 3 a 2, e praticamente colocou as duas mãos na taça e, de quebra, viu o rival ser ultrapassado pelo Grêmio. Na sequência, vieram as vitórias sobre o Atlético Paranaense e Avaí, ambas por 1 a 0 com gols dos contestados Giovanni Augusto e Kazim, respectivamente. E, na 35ª rodada, o Corinthians só precisava da vitória para conquistar o seu sétimo Brasileirão, o que faz dele o maior vencedor do campeonato em seu atual formato (pontos corridos) com quatro títulos. Apesar de ter o elenco mais fraco dentre àqueles que conquistaram o Brasileirão pelo alvinegro, o rol corinthiano de 2017 fez um feito que apenas o timaço de 1999 conseguiu: ganhar o Paulista e o Brasileiro na mesma temporada. O Corinthians merecidamente conquistou esse título. Pois, ao longo da campanha, Carille e companhia quebraram algumas marcas, tais como: maior número de rodadas na liderança até o título (desde a quinta rodada), o melhor primeiro turno da história dos campeonatos brasileiros da era dos pontos corridos, melhor mandante, melhor visitante, melhor defesa e ainda pode ter o artilheiro do certame – Jô. Aliás, caso o camisa 7 termine a competição no topo da artilharia, ele será o primeiro artilheiro do Corinthians da história do Campeonato Brasileiro. Atualmente, com 18 gols, Jô é o terceiro maior artilheiro do Timão em uma única edição do Brasileirão, ficando atrás de Luisão (com 21 gols em 1999) e Carlitos Tevez, com 20 tentos em 2005.

Apesar de o campeão já estar definido, o Brasileirão ainda segue. O Corinthians vai até o Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, encarar o Flamengo no próximo domingo e o Fluminense joga na segunda-feira (20), às 17h, contra a Ponte Preta no Maracanã. Com 43 pontos, o Flu está a quatro pontos da zona de rebaixamento.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica do jogo que deu ao Corinthians o seu sétimo Campeonato Brasileiro.

Data – Jogo – Local:
13/05 – Corinthians 1×1 Chapecoense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
21/05 – Vitória 0x1 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
28/05 – Atlético Goianiense 0x1 Corinthians – Serra Dourada, Goiânia (GO)
03/06 – Corinthians 2×0 Santos – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
07/06 – Vasco 2×5 Corinthians – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
11/06 – Corinthians 3×2 São Paulo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
14/06 – Corinthians 1×0 Cruzeiro – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
18/06 – Coritiba 0x0 Corinthians – Couto Pereira, Curitiba (PR)
22/06 – Corinthians 3×0 Bahia – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
25/06 – Grêmio 0x1 Corinthians – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
02/07 – Corinthians 1×0 Botafogo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/07 – Corinthians 2×0 Ponte Preta – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
12/07 – Palmeiras 0x2 Corinthians – Allianz Parque, São Paulo (SP)
15/07 – Corinthians 2×2 Atlético Paranaense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/07 – Avaí 0x0 Corinthians – Ressacada, Florianópolis (SC)
23/07 – Fluminense 0x1 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
30/07 – Corinthians 1×1 Flamengo – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
02/08 – Atlético Mineiro 0x2 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte
05/08 – Corinthians 3×1 Sport – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/08 – Corinthians 0x1 Vitória – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/08 – Chapecoense 0x1 Corinthians – Arena Condá, Chapecó (SC)
26/08 – Corinthians 0x1 Atlético Goianiense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
10/09 – Santos 2×0 Corinthians – Vila Belmiro, Santos (SP)
17/09 – Corinthians 1×0 Vasco – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
24/09 – São Paulo 1×1 Corinthians – Morumbi, São Paulo (SP)
1º/10 – Cruzeiro 1×1 Corinthians – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
11/10 – Corinthians 3×1 Coritiba – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/10 – Bahia 2×0 Corinthians – Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
18/10 – Corinthians 0x0 Grêmio – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
23/10 – Botafogo 2×1 Corinthians – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
29/10 – Ponte Preta 1×0 Corinthians – Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
05/11 – Corinthians 3×2 Palmeiras – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
08/11 – Atlético Paranaense 1×1 Corinthians – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
11/11 – Corinthians 1×0 Avaí – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/11 – Corinthians 3×1 Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
19/11 – Flamengo x Corinthians* – Luso-Brasileiro, Rio de Janeiro (RJ)
26/11 – Corinthians x Atlético Mineiro* – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
03/12 – Sport x Corinthians* – Ilha do Retiro, Recife (PE)
* Jogos a serem realizados.

FICHA TÉCNICA: CORINTHIANS 3×1 FLUMINENSE
Competição/Fase: Campeonato Brasileiro Série A 2017 – 35ª rodada
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP)
Data: 15 de novembro de 2017, quarta-feira – 21h45 (horário de Brasília)
Público: 45.775 espectadores
Renda: R$ 2.882.688,00
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Neusa Inês Back, ambos de SC
Cartões Amarelos: Gabriel (Corinthians); Léo, Henrique Dourado, Reginaldo, Pedro, Henrique e Lucas (Fluminense)
Gols: Henrique, a 1 min do 1º tempo (0-1); Jô, ao 1 min (1-1) e aos 3 min do 2º tempo (2-1); e Jadson, aos 39 min do 2º tempo (3-1)
CORINTHIANS: 40.Caíque França; 23.Fagner, 34.Pedro Henrique, 3.Pablo e 13.Guilherme Arana; 5.Gabriel, 29.Camacho (10.Jadson), 26.Rodriguinho, 11.Romero e 25.Clayson (8.Maycon); 7.Jô (20.Danilo). Técnico: Fábio Carille
FLUMINENSE: 12.Diego Cavalieri; 2.Lucas, 40.Reginaldo, 33.Henrique e 15.Léo; 23;Marlon Freitas (32.Pedro), 37;Wendel, 20.Sornoza (28.Matheus Alessandro) e 10.Gustavo Scarpa; 35.Marcos Júnior (27.Peu) e 9.Henrique Dourado. Técnico: Abel Braga

Parabéns ao Sport Club Corinthians Paulista pelo título.

Por Jorge Almeida

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Cruzeiro: campeão da Copa do Brasil 2017

Jogadores do Cruzeiro comemoram o pentacampeonato da Copa do Brasil. Foto: Douglas Magno

O Cruzeiro é o primeiro representante brasileiro na Copa Libertadores da América em 2018. Isso porque na noite desta quarta-feira (27), a Raposa conquistou o título da Copa do Brasil no Mineirão nos pênaltis contra o Flamengo após empate em 0 a 0 no tempo normal. Nas penalidades, o flamenguista Diego parou em Fábio. O Cruzeiro tornou-se juntamente com o Grêmio os maiores detentores de títulos do torneio: cinco para cada.

Antes de a bola rolar, um clima de muita festa no Mineirão, com direito a queima de fogos e a presença de jogadores que fizeram história nos dois clubes, como o ex-goleiro Raul Plassmann, que completou 73 anos e foi homenageado pelos dois times – e com direito a bolo. E as presenças de Júnior e Sorín exibindo a taça pelo gramado do estádio.

A decisão começou com o Flamengo tendo a iniciativa. Contudo, logo aos três minutos, o Cruzeiro precisou fazer a primeira alteração. Raniel, com lesão muscular nas duas pernas, precisou ser substituído e, em seu lugar, entrou Arrascaeta. O rubronegro criou a primeira ocasião de gol. Aos seis, Guerrero cobrou falta visando o ângulo de Fábio, que pulou, porém, a bola acertou o travessão e saiu.

Enquanto o Flamengo manteve a posse, o Cruzeiro visava os contragolpes. E, em uma dessas investidas, o time celeste levou perigo aos 13 minutos. Após rebatida de Arão, a redonda foi alçada na área rubronegra e, depois da disputa pelo alto, Arrascaeta ficou com a sobra e tentou emendar de primeira, mas não pegou em cheio e o chute saiu torto pela linha de fundo. No lance seguinte, Arrascaeta ganhou de Pará pela esquerda e passou para Thiago Neves dentro da área, mas o camisa 30 chutou forte e cruzado por cima da meta de Alex Muralha.

Depois de sofrer dois sustos seguidos, o Fla voltou a trocar passes, enquanto os mineiros ficaram atrás da linha da bola. No entanto,  os comandados de Mano Menezes, bem compactados, conseguiram avançar um pouco mais e também valorizaram a troca de passes, contudo, encontraram dificuldades na criação.

Aos 25, Thiago Neves cobrou falta, Juan subiu mais que Muralha, que não achou nada, e mandou de cabeça para escanteio, quase um gol contra. Dois minutos depois, Arão errou no meio-campo, Robinho partiu para o ataque, acionou Arrascaeta pela direita da área, o camisa dez tentou tirar do arqueiro rubronegro e mandou à direita do poste.

O jogo seguiu equilibrado. Mas, aos 35, a Raposa roubou a bola e, após troca de passes, Hudson tocou para o meio da área, Arrascaeta não conseguiu amortecer a esférica e deixou escapar para as mãos de Muralha. O Flamengo respondeu na sequência. Diego partiu pela esquerda e rolou para a entrada da área, Guerrero não alcançou, mas a bola ficou para Berrío, que arriscou um chute rasteiro e mandou para fora.

Ao contrário da etapa inicial, o Cruzeiro começou melhor o  tempo complementar e criou a primeira chance aos seis minutos. Thiago Neves cruzou no primeiro pau, Henrique desviou de cabeça, mas não assustou Muralha. A partida seguiu equilibrada, mais truncada, na verdade. O Flamengou levou perigo apenas aos 19 minutos. Berrío deixou para Guerrero, o peruano foi desarmado por Murilo e, na sequência, Diego arriscou de fora da área para defesa de Fábio.

O Mengão cresceu no jogo, porém, o Cruzeiro conseguiu neutralizar bem as investidas rubronegras. Aos 29, Diego deixou para Guerrero, porém, o camisa 9 arriscou de fora da área e a bola subiu demais.

O time da casa levou perigo aos 32. Diego Barbosa cruzou da esquerda, Muralha deu um tapa fraco na redonda e, para alívio do goleiro, a bola bateu no rosta de Arrascaeta e foi pela linha de fundo. Seis minutos mais tarde, Arrascaeta cobrou falta em direção ao gol e a esférica saiu por cima da meta flamenguista.

E, quando à decisão estava em direção às penalidades, aos 42, Guerrero recebeu lançamento, dominou, passou por Léo e encheu o pé para o gol para ótima defesa de Fábio, que salvou a pátria celeste. O Cruzeiro ainda teve uma chance aos 45. Hudson lançou Élber, todavia, o camisa 23 não foi feliz na finalização e apenas amorteceu de cabeça para o arqueiro rubronegro. E, dessa forma, assim como em 2015, a Copa do Brasil foi para a disputa de pênaltis.

Nas cobranças de pênalti, todos os jogadores cruzeirenses (Henrique, Léo, Hudson, Diogo Barbosa e Thiago Neves) converteram suas cobranças. Pelos lados do Flamengo, apenas Diego teve a sua cobrança não convertida – Fábio defendeu, enquanto Guerrero, Juan e Trauco balançaram as redes. Porém, os flamenguistas reclamaram de um possível dois toques que Thiago Neves deu na cobrança derradeira, mas a arbitragem ignorou a queixa.

Apesar de o jogo ter sido no Mineirão, o Flamengo sentiu-se no Maracanã nos minutos iniciais e dominou as ações nos 15 primeiros minutos da decisão com direito a uma bola no travessão. Do lado cruzeirense, o técnico Mano Menezes precisou queimar a sua primeira alteração logo aos três minutos em virtude de um estiramento que tirou Raniel da decisão. A jovem promessa da Raposa foi substituída por Arrascaeta e, com isso, o esquema 4-3-2-1 foi trocado pelo tradicional 4-4-2 que variou para 4-3-3. Mas o Cruzeiro equilibrou o jogo e criou oportunidades, sendo algumas oriundas de erros na saída dos flamenguistas ou bolas roubadas pelos anfitriões. No segundo tempo, a Raposa melhorou ligeiramente, mas Mano Menezes voltou do intervalo promovendo uma segunda alteração por motivo de contusão – Rafinha no lugar de Robinho. No entanto, tecnicamente, a final ficou truncada e a bola quase não rolou. E, de forma justa, o título ficou definido nos tiros penais, melhor para o Cruzeiro que, assim como o Grêmio, conquistou a sua quinta taça da Copa do Brasil. Coincidentemente, a partir da quarta fase até a final do certame, o Cruzeiro passou por adversários que perderam decisões da Copa do Brasil para o time mineiro: São Paulo (2000), Palmeiras (1996), Grêmio (1993) e Flamengo (2003).

Primeira Fase:
15/02/2017 – Volta Redonda (RJ) 1×2 Cruzeiro (MG) – Estádio da Cidadania, Volta Redonda (RJ)
Segunda Fase:
22/02/2017 – Cruzeiro (MG) 6×0 São Francisco (PA) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Terceira Fase:
08/03/2017 – Murici (AL) 0x2 Cruzeiro (MG) – Estádio José Gomes da Costa, Murici (AL)
15/03/2017 – Cruzeiro (MG) 2×0 Murici (AL) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Quarta Fase:
13/04/2017 – São Paulo (SP) 0x2 Cruzeiro (MG) – Morumbi, São Paulo (SP)
19/04/2017 – Cruzeiro (MG) 1×2 São Paulo (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Oitavas-de-final:
03/05/2017 – Cruzeiro (MG) 1×0 Chapecoense (SC) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
1º/06/2017 – Chapecoense (SC) 0x0 Cruzeiro (MG) – Arena Condá, Chapecó (SC)
Quartas-de-final:
28/06/2017 – Palmeiras (SP) 3×3 Cruzeiro (MG) – Allianz Parque, São Paulo (SP)
26/07/2017 – Cruzeiro (MG) 1×1 Palmeiras (SP) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Semifinais:
16/08/2017 – Grêmio (RS) 1×0 Cruzeiro (MG) – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
23/08/2017 – Cruzeiro (3)1×0(2) Grêmio – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Final:
07/09/2017 – Flamengo (RJ) 1×1 Cruzeiro (MG) – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
27/09/2017 – Cruzeiro (MG) (5)0x0(3) Flamengo (RJ) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)

FICHA TÉCNICA: CRUZEIRO (MG) (5)0x0(3) FLAMENGO (RJ)
Competição/fase: Copa do Brasil 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 27 de setembro de 2017 – 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Cartões Amarelos: Ezequiel, Hudson (Cruzeiro); Pará e Guerrero (Flamengo)
Pênaltis convertidos: Henrique, Léo, Hudson, Diogo Barbosa e Thiago Neves (Cruzeiro); Guerrero, Juan e Trauco (Flamengo)
Pênalti desperdiçado: Diego (Flamengo)
CRUZEIRO (MG): 1.Fábio; 2.Ezequiel, 3.Léo, 35.Murilo e 6.Diogo Barbosa; 8.Henrique, 25.Hudson, 19.Robinho (70.Rafinha), 11.Alisson e 30.Thiago Neves; 36.Raniel (10.Arrascaeta). Técnico: Mano Menezes
FLAMENGO (RJ): 38.Alex Muralha; 21.Pará, 15.Réver, 4.Juan e 13.Trauco; 5.Willian Arão, 26.Cuéllar e 35.Diego; 28.Berrío (2.Rodinei), 22.Everton (39.Lucas Paquetá) e 9.Paolo Guerrero. Técnico: Reinaldo Rueda

Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube pelo título.

Por Jorge Almeida