Cruzeiro: campeão mineiro de 2019

Os jogadores do Cruzeiro comemoram o título do Campeonato Mineiro de 2019, conquistado de forma invicta. Foto; Telmo Ferreira/Gazeta Press

Com o empate em 1 a 1 na segunda partida da final do Campeonato Mineiro 2019 disputada no Independência na tarde deste sábado (20), o Cruzeiro sagrou-se bicampeão mineiro diante do arquirrival Atlético Mineiro. Com gols de Elias para o Galo e Fred, de pênalti, para a Raposa, os comandados de Mano Menezes fizeram 3 a 2 no agregado e conquistaram o 40º Estadual para o clube celeste. O título de 2019 foi ganho de forma invicta e o Cruzeiro ainda teve Fred como artilheiro máximo do certame, com 12 gols.

O clássico mineiro já começou pilhado logo nos momentos iniciais. Com menos de três minutos de bola rolando, já veio o primeiro cartão amarelo do jogo. Geuvânio foi advertido pelo árbitro (depois de ter consultado o VAR) após pisão no pé do adversário.

E o primeiro lance de perigo foi protagonizado pelo Atlético. Aos cinco minutos, Geuvânio cruzou, Ricardo Oliveira desviou e mandou a bola no travessão. No rebote, Luan bateu cruzado para fora. Recuado, o Cruzeiro ficou à espera de conseguir o contragolpe, que veio aos nove. Rodriguinho tentou de longe e mandou por cima da meta de Victor. Dois minutos depois, a Raposa atacou pela esquerda com Marquinhos, que cruzou rasteiro e Igor Rabello, ao tentar cortar, mandou no travessão e, por pouco, não marcou um gol contra.

Depois de um início eletrizante, com os dois times mandando bolas na trave e com chegadas mais fortes nos lances de ambos os lados, o duelo seguiu equilibrado. Aos 21, Henrique pegou a sobra e mandou de longe, mas sem direção. Enquanto os comandados de Mano Menezes ainda não conseguiam encaixar bem a marcação, o Galo chegou ao seu gol aos 29 minutos justamente com um velho conhecido do comandante cruzeirense. Chará lançou Ricardo Oliveira, o Pastor finalizou, Fábio defendeu parcialmente e, no alto, Elias levou a melhor com Dodô e cabeceou para as redes. A bola ainda desviou em Léo antes de entrar: Atlético 1 a 0. Resultado que deixaria o título mineiro no Horto.

Após o gol sofrido, o time celeste passou a ocupar mais os espaços no campo do rival, que se fechou na defesa. Aos 40, Rodriguinho recebeu na área, girou e chutou, mas a redonda desviou no meio da trajetória e foi parar nos braços de Victor. Na jogada posterior, aos 42, Geuvânio recebeu passe invertido na direita, limpou para o meio e bateu cruzado para excelente defesa de Fábio. Mas a etapa inicial foi até os 49 minutos com vitória parcial do Galão da Massa pelo placar mínimo.

Na volta para o segundo tempo, o Cruzeiro partiu para cima. Aos dois minutos, Robinho bateu a falta colocada e a esférica passou muito próximo da trave direita do arqueiro atleticano. Os anfitriões conseguiram dar uma neutralizada no ímpeto do rival, equilibrou o jogo e ficou por um tempo no campo de ataque. Mano Menezes fez a sua primeira alteração aos 19 ao colocar Pedro Rocha no lugar de Marquinhos Gabriel. E, em sua primeira participação no jogo, aos 20, o camisa 32 recebeu de Robinho na entrada da pequena área, dominou e finalizou, mas a redonda saiu na rede pelo lado de fora.

A Raposa seguiu no ataque. Aos 26, Dodô recebeu na esquerda, limpou para o meio e tentou com a perna direita, mas errou o alvo. Eis que, cinco minutos depois, o lance que definiu o Campeonato Mineiro. Aos 31, Pedro Rocha entrou na área, tentou driblar Leonardo Silva, que bateu com a mão na bola. O árbitro Leandro Bizzio Marinho foi à beira do gramado analisar o lance com o auxílio do VAR e, depois de três minutos, marcou a penalidade a favor do Cruzeiro. Na cobrança, Fred bateu cruzado, no canto direito de Victor, que caiu do outro lado, e empatou o jogo no Independência: 1 a 1.

Imediatamente após o gol de empate, Mano Menezes sacou Rodriguinho e colocou o volante Lucas Silva deixando claro que o negócio agora era segurar o resultado e tentar surpreender o adversário no contragolpe. Aos 40, depois do bate-rebate na área atleticana, a bola sobrou para Lucas Silva, que mandou por cima do gol de Victor.

Por conta das substituições e do tumulto no lance do pênalti a favor do Cruzeiro, o árbitro Leandro Bizzio decretou sete minutos de acréscimos, mas, o “enjoado” time de Mano Menezes tratou de administrar o placar e conseguiu o resultado necessário para poder comemorar o bicampeonato. Fim de jogo no Independência, Atlético Mineiro 1, Cruzeiro 1. A Raposa conquista o estadual de forma invicta.

A final do Campeonato Mineiro foi do jeito que era esperado: o Atlético Mineiro indo para cima para reverter a desvantagem e o Cruzeiro querendo surpreender o adversário no contragolpe. O Galo até conseguiu parte do objetivo ao fazer o gol no primeiro tempo através de Elias, mas a Raposa voltou disposta e conseguiu o empate através de um pênalti em que a bola bateu na mão de Leonardo Silva e que a arbitragem assinalou depois de consultar o VAR. O “rei dos stories” Fred não perdoou e fez o gol do título cruzeirense e o seu 12º gol no certame em 12 jogos. O primeiro conquistado pelo clube na casa do adversário.

Com o fim do Estadual, as atenções dos dois times estarão voltadas para a Copa Libertadores da América na terça-feira. O Cruzeiro irá encarar o Deportivo Lara, na Venezuela, às 17h (horário de Brasília), e, depois, às 21h30, o Atlético receberá o Nacional, do Uruguai, no Mineirão. Ambos estrearão no Campeonato Brasileiro 2019 no próximo sábado (27). Enquanto o Galo receberá o Avaí, a Raposa irá até o Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase:
19/01 – Guarani (MG) 1×3 Cruzeiro – Farião, Divinópolis (MG)
23/01 – Cruzeiro 1×0 Patrocinense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
27/01 – Cruzeiro 1×1 Atlético Mineiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
31/01 – Boa Esporte 2×2 Cruzeiro – Melão, Varginha (MG)
03/02 – Villa Nova (MG) 0x3 Cruzeiro – Castor Cifuentes, Nova Lima (MG)
10/02 – Cruzeiro 3×0 Tupynambás – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
17/02 – América (MG) 0x0 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)
24/02 – URT 1×1 Cruzeiro – Zama Maciel, Patos de Minas (MG)
10/03 – Cruzeiro 2×0 Tombense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
16/03 – Tupi (MG) 0x3 Cruzeiro – Helenão, Juiz de Fora (MG)
20/03 – Cruzeiro 3×0 Caldense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Quartas-de-final:
23/03 – Cruzeiro 5×0 Patrocinense – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Semifinais:
31/03 – América (MG) 2×3 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)
06/04 – Cruzeiro 3×0 América (MG) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Final:
14/04 – Cruzeiro 2×1 Atlético Mineiro – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
20/04 – Atlético Mineiro 1×1 Cruzeiro – Independência, Belo Horizonte (MG)

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO MINEIRO 1×1 CRUZEIRO
Competição/Fase: Campeonato Mineiro 2019 – final (2º jogo)
Local: Estádio Raimundo Sampaio (Independência) – Belo Horizonte (MG)
Data: 20 de abril de 2019, sábado – 16h30 (horário de Brasília)
Público: 21.862
Renda: R$ 1.208.669,00
Árbitro: Leandro Bizzio Marinho
Auxiliares: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior
Cartões Amarelos: Geuvânio, Luan, Ricardo Oliveira e Victor (Atlético); Edílson, Thiago Neves, Fred e Fábio (Cruzeiro)
Gols: Elias, aos 29 min do 1º tempo (1-0); e Fred, de pênalti, aos 34 min do 2º tempo)
ATLÉTICO MINEIRO: 1.Victor; 98.Guga, 3.Leonardo Silva, 16.Igor Rabello e 6.Fábio Santos; 14.José Welison (44.Alerrandro), 7.Elias e 27.Luan (92.Vinícius); 8.Chará, 49.Geuvânio (11.Maicon) e 9.Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana
CRUZEIRO: 1.Fábio; 2.Edílson, 26.Dedé, 3.Léo e 18.Dodó; 8.Henrique, 29.Lucas Romero (10.Thiago Neves), 19.Robinho, 20. Marquinhos Gabriel (32.Pedro Rocha) e 23.Rodriguinho (16.Lucas Silva); 9.Fred. Técnico: Mano Menezes

Parabéns ao Cruzeiro Esporte Clube pelo bicampeonato.

Por Jorge Almeida

Anúncios

Flamengo, campeão da Copa do Brasil 2013

Jogadores do Flamengo posam para a foto antes da partida que rendeu o título da Copa do Brasil. Foto:  Foto: Flaimagem/Flamengo/Divulgação
Jogadores do Flamengo posam para a foto antes da partida que rendeu o título da Copa do Brasil. Foto: Foto: Flaimagem/Flamengo/Divulgação

O Clube de Regatas Flamengo conquistou pela terceira vez em sua história a Copa do Brasil ao bater o Atlético Paranaense por 2 a 0 na segunda partida da final da competição nacional disputada na noite desta quarta-feira (27) no Estádio do Maracanã. Com gols de Elias e Hernane, o rubronegro carioca sacramentou o título após empate em 1 a 1 entre as duas equipes na primeira partida da decisão.

Campeão nas edições de 1990 e 2006, a terceira Copa do Brasil conquistada pelo Flamengo foi o primeiro título do clube no novo Estádio do Maracanã. Por outro lado, pela terceira vez consecutiva, o futebol paranaense ficou com o vice-campeonato. Nas duas últimas edições, o arquirrival do Furacão, o Coritiba, perdeu as decisões para Vasco e Palmeiras.

O Flamengo já começou a decisão “com o título” por conta do resultado conquistado no jogo de Curitiba. E, com o Maraca tomado pelos rubronegros, as duas equipes fizeram um primeiro tempo equilibrado, mas com os anfitriões finalizando mais a gol, principalmente nos tiros de fora da área. Logo aos seis minutos, Luiz Antônio arriscou da intermediária, a bola foi em direção ao canto direito, mas Weverton se esticou e espalmou. Depois disso, as duas equipes abusaram dos erros de passe e se alternavam no meio-campo. Aos 41, o Mengão quase abriu o placar em mais uma finalização de Luiz Antônio. O camisa 15 cobrou falta, a esférica fez uma curva e acertou a junção da trave com o travessão.

Na etapa complementar, o panorama não mudou muito. O Atlético, de forma tímida, tentou superar a defesa flamenguista, mas não com eficiência. Enquanto isso, o time de Jayme de Almeida partiu para o contra-ataque e desperdiçou algumas oportunidades. Aos 19, Hernane recebeu belo passe, bateu de primeira, mas o goleiro paranaense fez boa defesa. Dois minutos depois, o Brocador perdeu outra oportunidade ao cabecear para fora um cruzamento feito por Luiz Antônio após bela jogada. Aos 38, Paulinho alçou a bola na área, Hernane pegou de voleio, mas Weverton fez mais uma excelente defesa.

E como esperava o Atlético em seu campo, o Flamengo aproveitou os contra-ataques, e foi assim que aos 42 saiu o primeiro gol. Elias puxou o contragolpe, tocou para Paulinho, que avançou e lançou Hernane. O Brocador finalizou, Weverton defendeu, no rebote, o camisa 9 rubronegro lançou para Paulinho, que levou para o fundo e tocou para Elias, desmarcado, para finalizar no contra-pé do goleiro atleticano. Após o tento flamenguista, André Santos e Ciro se desentenderam e ambos foram expulsos. E, para sacramentar de vez a conquista do Mengo, aos 49, Luiz Antônio fez grande jogada pela direita e cruzou para Hernane, que dominou e acertou um “meio voleio” para fazer o segundo gol da final e o seu 17º tento em 17 partidas disputadas no novo Maracanã. Flamengo tricampeão.

A decisão entre os rubronegros começou com o Atlético não se intimidando com a pressão da torcida adversária e postou-se bem na defesa. Em virtude disso, o Flamengo não conseguiu infiltrar-se na área do Furacão e, então, suas finalizações no primeiro tempo foram apenas de fora da área. Apesar de exercer uma boa marcação, o Atlético Paranaense não fez variações de jogadas ao longo da etapa inicial, pois resolveu apostar nos passes longos em direção do velocista Marcelo Cirino e, consequentemente, não ameaçou o goleiro Felipe nos 45 minutos iniciais. Pelo contrário, as melhores oportunidades foram criadas pelos anfitriões. No segundo tempo, o Atlético não conseguiu atacar de forma aguda o Flamengo, ficou exposto aos contragolpes e sofreu os dois gols. E o Furacão só não saiu com um placar mais elástico porque o Flamengo perdeu muitos gols.

Com o título, o Flamengo está classificado para Copa Libertadores da América 2014. Enquanto para o Atlético Paranaense resta agora manter-se no G4 do Campeonato Brasileiro para carimbar a sua vaga para a principal competição interclubes das Américas do ano que vem.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira fase:
03/04/2013 – Remo (PA) 0x1 Flamengo (RJ) – Belém (PA)
17/04/2013 – Flamengo (RJ) 4×0 Remo (PA) – Volta Redonda (RJ)
Segunda fase:
1º/05/2013 – Campinense (PB) 1×2 Flamengo (RJ) – Campina Grande (PB)
15/05/2013 – Flamengo (RJ) 2×1 Campinense (PB) – Juiz de Fora (MG)
Terceira fase:
10/07/2013 – ASA (AL) 0x2 Flamengo (RJ) – Arapiraca (AL)
17/07/2013 – Flamengo (RJ) 2×1 ASA (AL) – Volta Redonda (RJ)
Oitavas-de-final:
21/08/2013 – Cruzeiro (MG) 2×1 Flamengo (RJ) – Belo Horizonte (MG)
28/08/2013 – Flamengo (RJ) 1×0 Cruzeiro (MG) – Rio de Janeiro (RJ)
Quartas-de-final:
25/09/2013 – Botafogo (RJ) 1×1 Flamengo (RJ) – Rio de Janeiro (RJ)
23/10/2013 – Flamengo (RJ) 4×0 Botafogo (RJ) – Rio de Janeiro (RJ)
Semifinais:
30/10/2013 – Goiás (GO) 1×2 Flamengo (RJ) – Goiânia (GO)
08/11/2031 – Flamengo (RJ) 2×1 Goiás (GO) – Rio de Janeiro (RJ)
Finais:
20/11/2013 – Atlético (PR) 1×1 Flamengo (RJ) – Curitiba (PR)
27/11/2013 – Flamengo (RJ) 2×0 Atlético (PR) – Rio de Janeiro (RJ)

FICHA TÉCNICA: FLAMENGO (RJ) 2X0 ATLÉTICO (PR)
Competição/fase: segunda partida da final da Copa do Brasil 2013
Data: 27/11/2013 (quarta-feira), 21h50 (horário de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Público total: 68.857 pessoas
Renda: R$ 9.733.785,00
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
Cartões Amarelos: Samir (Flamengo) e Dellatorre (Atlético)
Cartões Vermelhos: André Santos (Flamengo) e Ciro (Atlético)
Gols: Elias, aos 42, e Hernane, aos 49 minutos do segundo tempo
FLAMENGO (RJ): 1.Felipe; 2.Léo Moura (4.González), 14.Wallace, 33.Samir e 27.André Santos; 15.Luiz Antônio, 40.Amaral, 8.Elias (16.João Paulo) e 20.Carlos Eduardo (35.Diego Silva); 9.Hernane e 26.Paulinho. Técnico: Jayme de Almeida
ATLÉTICO (PR): 12.Weverton; 28.Juninho (4.Cleberson), 3.Manoel, 35.Luiz Alberto e 6.Pedro Botelho; 5.Deivid, 31.Zezinho, 11.Felipe (49.Dellatorre) e 30.Paulo Baier; 7.Marcelo Cirino e 77.Éderson (9.Ciro). Técnico: Vagner Mancini

Parabéns ao Clube de Regatas Flamengo.

Por Jorge Almeida