Luverdense: campeão da Copa Verde 2017

Os jogadores do Luverdense erguem a taça da inédita Copa Verde. Créditos: Fernando Torres/Paysandu

O Luverdense empatou em 1 a 1 com o Paysandu no Mangueirão, em Belém, na noite desta terça-feira (16) e é o mais novo campeão da Copa Verde. Como havia vencido o jogo de ida, em Lucas do Rio Verde (MT), por 3 a 1, o LEC fez 4 a 2 no placar agregado e ficou com a taça. Os gols da partida foram marcados por Leandro Carvalho para o time da casa no primeiro tempo e por Rafael Silva, cobrando pênalti, na etapa final. Essa foi a primeira conquista do Verdão do Oeste fora da esfera estadual em 13 anos de existência, e de forma invicta.

Com o apoio da torcida, o Paysandu começou o jogo disposto a reverter a (boa) vantagem do Luverdense. Assim, logo, aos três minutos, após cobrança de falta pela direita, em jogada ensaiada, Diogo Oliveira cruzou rasteiro, a zaga do LEC afastou mal e Leandro Carvalho emendou de primeira e colocou no canto de Diogo Silva e colocar o bicolor paraense na frente.

Depois do gol sofrido, o Verdão do Norte tentou se encontrar em campo para não deixar a vantagem que, aquele momento, mesmo com a derrota parcial, lhe era favorável. No entanto, a equipe da casa sempre levava perigo pelas jogadas rápidas nas laterais. Embora precisasse fazer mais um gol, o time paraense apostou em contra-ataques na etapa inicial. Assim, o LEC passou a ter mais o controle da bola e de criar mais algumas oportunidades, mas parava em Emerson e na falta de capricho nas finalizações.

Aos 29 minutos, Ayrton passou pela marcação, avançou pela direita e cruzou na área, mas a bola passou por Bérgson e saiu pela linha de fundo. Quatro minutos depois, o Luverdense chegou com Douglas Baggio. Em jogada pela esquerda, Macena cruzou rasteiro e o camisa 7, da altura da meia-lua, pegou de primeira e  mandou para longe. No minuto seguinte, o clube matogrossense, em um contragolpe fulminante, Rafael Silva recebeu pela esquerda e finalizou forte para Emerson fazer a defesa. Aos 36, Marcos Aurélio avançou e chutou da entrada da área para o camisa 1 bicolor fazer a defesa no meio do gol. Dessa forma, com vitória parcial do Paysandu, o título estava a caminho de Lucas do Rio Verde.

Na volta do intervalo, o goleiro Emerson sentiu uma lesão na coxa e foi substituído por Marcão. E, assim como foi no primeiro tempo, a etapa final começou com o Papão pressionando e, a um minuto, Alfredo disparou em velocidade pela esquerda, entrou na área e chutou cruzado para Diego Silva segurar a bola.

Aos 7, Rodrigo Andrade saiu driblando na defesa e foi desarmado e Marcos Aurélio puxou contra-ataque e foi derrubado na meia-lua. Falta perigosa. Na cobrança, o próprio Marcos Aurélio chutou forte no canto e a redonda acertou a trave direita e, na sobra, Erik não dominou a bola. O Paysandu trocou passes no campo de ataque, aos 12, até que Ayrton, lançado na área e sem ângulo, tentou bater no canto e a bola saiu pela linha de fundo.

E, aos 19, o Paysandu quase fez o gol que lhe daria o bicampeonato. Ayrton cobrou falta pela direita, Wesley desviou no primeiro pau, Wikerson e Diogo não alcançaram na segunda trave e a bola saiu. Nos oito minutos seguintes, as duas equipes caíram de rendimento e o jogo ficou “feio”, com muitos passes errados. Até que, aos 27, o camisa 10 do LEC pegou a sobra da entrada da área e a esférica passou rente à trave e saiu pela linha de fundo.

A partida seguia monótona até que, aos 31 minutos, o lance capital da decisão. Marcão derrubou Rodrigo Fumaça (substituto de Raphael Macena) na área. O árbitro Rodrigo Batista Raposo marcou pênalti. Na cobrança, Rafael Silva bateu colocado no canto direito, Marcão acertou o lado, mas não alcançou. É o empate do Verdão do Norte.

E, depois do gol sofrido, o Paysandu foi para o abafa, mas o Luverdense conseguiu se segurar e se fechar na defensa, enquanto isso, o Papão tentou furar a bem postada defesa do LEC. E a última oportunidade dos anfitriões veio aos 46. A bola foi alçada na área, Diogo Silva não alcançou e Gilvan desviou para fora. Fim de jogo no Mangueirão: Paysandu 1, Luverdense 1. Dessa forma, o LEC é o mais novo campeão da Copa Verde.

Em um genuíno clima de decisão no Mangueirão, o Paysandu, como já era de se esperar, partiu para cima do Luverdense para diminuir a vantagem do rival e, logo aos três minutos, conseguiu abrir o placar com Leandro Carvalho. Início fulminante para o bicolor, que pressionou os visitantes nos 20 minutos iniciais, até que a equipe de Lucas do Rio Verde conseguiu sair para o jogo e equilibrar o jogo e, inclusive, conseguiu criar algumas oportunidades, sendo apenas uma que, de fato, levou perigo à meta do Papão. A vitória parcial no primeiro tempo, no entanto, não era suficiente para o Paysandu, que precisava de mais um gol para levar o bicampeonato do torneio. Os primeiros minutos do segundo tempo foram semelhantes aos da etapa inicial, com o time da casa pressionando, mas o LEC voltou com mais determinação e, aos 9, acertou a trave. E, depois de uma oportunidade desperdiçada pelo Papão aos 19, o jogo ficou nervoso e as duas equipes mostravam mais disposição do que técnica e, com isso, o número erros de passe aumentou. Depois os minutos de péssimo futebol, o Luverdense melhorou na partida e chegou ao empate. Aos 31, Rodrigo Fumaça foi derrubado na área e sofreu a penalidade máxima. Rafael Silva cobrou e empatou a peleja. O Paysandu foi para cima nos momentos finais, mas não obteve forças o suficiente para conseguir os dois gols que poderiam levar a decisão para os pênaltis.

Com o título, conquistado de forma invicta, o Luverdense, com apenas 13 anos de existência e três estaduais no currículo, ergueu o primeiro título fora do âmbito estadual para o Mato Grosso e, em 2018, terá o direito assegurado de disputar a Copa do Brasil a partir das oitavas-de-final. Enquanto isso, o trabalho de Marcelo Chamusca está sendo contestado pelo torcedor bicolor, uma vez que o Paysandu, além dessa perda, embora tenha conquistado o Campeonato Paraense, fora eliminado recentemente pelo Santos na Copa do Brasil.

O troféu do Luverdense faz do Mato Grosso o Estado mais vencedor da Copa Verde, com duas conquistas (o outro campeão é o Cuiabá, em 2015). Já o Pará se manteve presente nas quatro finais do torneio, com um título (com Paysandu em 2016) e três vices – Paysandu em 2014 e 2017 e Remo, em 2015.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Data – Jogo – Local:
Primeira Fase:
04/03/2017 – Ceilândia (DF) 0x1 Luverdense (MT) – Maria Abadia, Ceilândia (DF)
19/03/2017 – Luverdense (MT) 3×1 Ceilândia (DF) – Passos das Emas, Lucas do Rio Verde (MT)
Segunda fase:
29/03/2017 – Luverdense (MT) 5×0 Rio Branco (ES) – Passos das Emas, Lucas do Rio Verde (MT)
1º/04/2017 – Rio Branco (ES) 2×2 Luverdense (MT) – Kléber Andrade, Cariacica (ES)
Semifinais:
15/04/2017 – Rondoniense (RO) 1×2 Luverdense (MT) – Arena da Floresta, Rio Branco (AC)
20/04/2017 – Luverdense (MT) 3×1 Rondoniense (RO) – Passo das Emas, Lucas do Rio Verde (MT)
Final:
04/05/2017 – Luverdense (MT) 3×1 Paysandu (PA) – Arena Pantanal, Cuiabá (MT)
16/05/2017 – Paysandu (PA) 1×1 Luverdense (MT) – Mangueirão, Belém (PA)

FICHA TÉCNICA: PAYSANDU (PA) 1×1 LUVERDENSE (MT)
Competição/fase: Copa Verde 2017 – final (2º jogo)
Local: Estádio Mangueirão, Belém (PA)
Data: 16 de maio de 2017, terça-feira – 20h (horário de Brasília)
Público total: 28.553 torcedores
Renda: R$ 668.225,00
Público pagante: 26.653 pessoas
Público não pagante: 1.900 pessoas
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade e Ciro Chaban Junqueira, ambos do DF
Cartões Amarelos: Daniel Sobralense, Leandro Carvalho e Wesley (Paysandu); Diogo Silva, Ricardo, Erik e Rodrigo Fumaça (Luverdense)
Gols: Leandro Carvalho, aos 3 min do 1º tempo (1-0); Rafael Silva (pênalti), aos 33 min do 2º tempo (1-1)
PAYSANDU (PA): 1.Emerson (12.Marcão); 2.Ayrton, 26.Perema, 4.Gilvan e 6.Willian Simões (20.Daniel Sobralense); 32.Rodrigo Andrade, 15.Wesley e 10.Diogo Oliveira; 36.Leandro Carvalho, 30.Bérgson (21.Will) e 28.Alfredo. Técnico: Marcelo Chamusca
LUVERDENSE (MT): 1.Diogo Silva; 2.Aderlan, 3.Pierre, 4.Dalton (13.Negrete) e 6.Paulinho; 5.Erik, 10.Marcos Aurélio (Alaor Júnior) e 8.Ricardo; 7.Douglas Baggio e 9.Raphael Macena (Rodrigo Fumaça). Técnico: Júnior Rocha

Parabéns ao Luverdense Esporte Clube pela conquista.

Por Jorge Almeida

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Cuiabá: campeão da Copa Verde 2015

Jogadores do Cuiabá posam para foto na final da Copa Verde. Créditos: site do Cuiabá EC
Jogadores do Cuiabá posam para foto na final da Copa Verde. Créditos: site do Cuiabá EC

O Cuiabá Esporte Clube é o campeão da segunda edição da Copa Verde. A equipe comandada por Fernando Marchiori goleou o Remo por 5 a 1 na noite desta quinta-feira (7) na Arena Pantanal. Com três gols de Raphael Luz, sendo dois de pênalti, Dadá (contra) e Nino Guerreiro, enquanto Val Barreto descontou para o Leão do Norte, o Dourado reverteu a enorme desvantagem do jogo de ida do certame e conquistou o segundo título para a região Centro-Oeste e assegurou a sua vaga para a Copa Sulamericana 2016.

O Cuiabá entrou em campo e tinha de partir pra cima. Mas quase fora surpreendido no primeiro minuto de jogo quando Alex Ruan cruzou da esquerda e Rafael Paty finalizou com perigo. Egon deu o troco aos cinco ao cabecear com perigo por cima do gol.

Precisando do milagre, o Dourado pressionou o Leão do Norte, especialmente em bolas alçadas pela direita, com Kaique. Aos 14, Gean cruzou da direita, a bola desviou no marcador, mas o goleiro Fabiano deu um tapa para evitar o primeiro gol da partida. Era o Cuiabá partindo em busca do resultado.

Com presença maciça no campo de ataque, o time da casa chegou ao primeiro gol com o inspirado Raphael Luz. Aos 23, Nino Guerreiro recebeu dentro da área, se enroscou com Max e caiu. O árbitro Paulo Schleich Vollkopf não titubeou e marcou pênalti. Na cobrança, Raphael Luz mandou no canto esquerdo do arqueiro, que acertou o lado, mas não alcançou a pelota. Festa na Arena Pantanal.

O gol motivou o Cuiabá, que continuou a partir para cima. Aos 28, Kaique recebeu na direita, cruzou rasteiro, mas Nino Guerreiro por pouco não consegue desviar a bola para as redes. Dois minutos depois, o zagueiro Max evitou por duas vezes o segundo gol dos anfitriões ao salvar a bola em cima da linha. Primeiro, o camisa 3 tirou a esférica na finalização de Nino Guerreiro, na sequência, após o bate-rebate, Giovani cabeceou e o defensor afastou mais uma vez a bola em cima da linha. Incrível.

E, na base da pressão, o Cuiabá chegou ao segundo gol aos 34. Gean cruzou, Nino Guerreiro não alcançou e, na sobra, Raphael Luz ajeitou de cabeça para chutar forte e ampliar o marcador para a equipe matogrossense: 2 a 0.

A cada bola alçada na área remista era um “Deus nos acuda” e, antes do intervalo, aos 40 minutos, através de uma cobrança de falta efetuada por Kaique, Dadá tentou cortar de cabeça, errou o “timing” da bola e a mesma bateu em seu joelho e foi para as próprias redes, 3 a 0 para o Dourado. Em 40 minutos, o Cuiabá conseguiu buscar o que era considerado o “impossível”, os três gols que, até aquele momento, lhe renderia o título. Mas ainda tinha o segundo tempo.

Na etapa complementar, os anfitriões continuaram a pressão nos primeiros minutos e, aos cinco minutos, chegaram ao quarto gol com Raphael Luz, de pênalti. No lance que originou a penalidade, Fabiano deu rebote depois de uma finalização, em seguida, Max esticou a perna para proteger o goleiro que fazia a defesa, mas Raphael Luz chutou a perna do zagueiro e caiu. A arbitragem interpretou como pênalti.

Apesar de continuarem a ditar o ritmo da partida, o Cuiabá deu uma “diminuída no freio”, mas manteve o domínio do jogo e, mesmo assim, perdeu mais algumas chances para fazer o quinto gol. E, para aumentar ainda o drama do Remo, Max derrubou Nino Guerreiro próximo da grande área e foi expulso.

Mesmo com um homem a menos, a equipe azulina chegou ao gol que lhe deu sobrevida no certame. Aos 29, Levy cruzou da direita e Val Barreto testou firme para diminuir o prejuízo para a equipe paraense. A partir desse tento, a decisão da competição estava a caminho da disputa por pênaltis.

Contudo, cinco minutos depois, o Cuiabá deu o “tiro de misericórdia” com Nino Guerreiro. Kaique deu belo passe de calcanhar para Blau pela esquerda, que cruzou para o meio da área, para o camisa 9 cabecear e fazer o gol que sacramentou o título para o Cuiabá.

Apesar da enorme vantagem adquirida pelo adversário, o Remo não se deu por vencido e tentou o segundo gol, o que poderia lhe render a taça, aos 42. Levy cobrou falta no capricho e Willian Alves espalmou, para alívio da torcida matogrossense.

Nos minutos finais, os amarelados Raphael Luz e Felipe Macena foram expulsos ao cometerem faltas dignas de cartão. E, aos 50 minutos, Val Barreto levantou na área e Rafael Paty bateu pra fora. Fim de jogo na Arena Pantanal, Cuiabá 5, Remo 1.

Com o resultado, o Cuiabá conquistou o seu primeiro título fora do âmbito estadual pela primeira vez em 13 anos de existência e, graças ao feito, terá presença garantida na Copa Sulamericana 2016, o que faz dele a primeira equipe matogrossense a disputar uma competição oficial internacional.

O Cuiabá enfrentou uma situação que, para muitos, era considerada irreversível. Depois de perder por 4 a 1 para o Remo no Mangueirão na primeira partida da final da Copa Verde, o Dourado tinha que fazer pelo menos 3 a 0 e ainda não tomar gol para levar o troféu. Então, o técnico Fernando Marchiori resolveu colocar o time para o “tudo ou nada” e atacar o Leão Azul desde o primeiro minuto até o último. A tática surtiu efeito e, assim, o Cuiabá fez uma etapa inicial avassaladora e conseguiu o resultado necessário em apenas 40 minutos e ainda manteve a pressão nos minutos iniciais da etapa complementar. Destaque para a dupla Gean e Kaique pela direita do ataque cuiabano, que infernizou o setor Alex Ruan e Igor João. O Remo esboçou uma reação ao descontar com Val Barreto, mas o gol de Nino Guerreiro acabou com os sonhos da equipe paraense, que falhou na maioria das bolas aéreas, jogada em que o Cuiabá insistiu efusivamente ao longo dos 90 minutos. Pelo fato de o time da casa precisar buscar um resultado muito adverso, os expectadores que compareceram à Arena Pantanal assistiram a um belo espetáculo proporcionado pelas duas equipes: o Remo, apesar da goleada, se esforçou, mas não o suficiente para evitar que a taça ficasse no Mato Grosso.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Oitavas-de-final:
08/02/2015 – Cene (MS) 0x1 Cuiabá (MT) – Olho do Furacão, Campo Grande
22/02/2015 – Cuiabá (MT) 3×1 Cene (MS) – Arena Pantanal, Cuiabá}
Quartas-de-final:
08/03/2015 – Estrela do Norte (ES) 0x1 Cuiabá (MT) – Sumaré, Cachoeiro do Itapemirim
22/03/2015 – Cuiabá (MT) 1×1 Estrela do Norte (ES) – Arena Pantanal, Cuiabá
Semifinais:
04/04/2015 – Luverdense (MT) 0x1 Cuiabá (MT) – Passo das Emas, Lucas do Rio Verde
16/04/2015 – Cuiabá (MT) 0x0 Luverdense (MT) – Arena Pantanal, Cuiabá
Final:
30/04/2015 – Remo (PA) 4×1 Cuiabá (MT) – Mangueirão, Belém
07/05/2015 – Cuiabá (MT) 5×1 Remo (PA) – Arena Pantanal, Cuiabá

FICHA TÉCNICA: CUIABÁ (MT) 5×1 REMO (PA)
Competição/fase:
Copa Verde 2015 – final (segundo jogo)
Local: Arena Pantanal – Cuiabá (MT)
Data: 07/05/2015 – 22h (horário de Brasília)
Árbitro: Paulo H. Schleich Vollkopf (MS)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
Cartões Amarelos: Kaique, Raphael Luz e Willian Alves (Cuiabá); Max, Felipe Macena, George Lucas e Ciro Sena (Remo)
Cartões Vermelhos: Max e Felipe Macena (Remo); Raphael Luz (Cuiabá)
Gols: Raphael Luz, de pênalti, aos 24, aos 34 min do 1º tempo e aos 5 min do 2º tempo, de pênalti; Dadá (contra), aos 40 min do 1º tempo; Val Barreto aos 29 min; e Nino Guerreiro, aos 34 min do 2º tempo
CUIABÁ (MT): 1.Willian Alves; 2.Gean, 3.Diego Macedo, 4.Egon e 6.Maninho; 5.Bogé, 7.Kaique, 8.Felipe Blau e 10.Raphael Luz; 11.Geovani e 9.Nino Guerreiro. Técnico: Fernando Marchiori
REMO (PA): 1.Fabiano; 2.Levy, 3.Max, 4.Igor João e 6.Alex Ruan; 5.Ameixa, 8.Dadá, 11.Ratinho e 10.Eduardo Ramos; 7.Bismark e 9.Rafael Paty. Técnico: Cacaio

Parabéns ao Cuiabá Esporte Clube pela conquista.

Por Jorge Almeida

Brasília F. C.: campeão da Copa Verde 2014

Brasília F.C.: campeão da Copa Verde 2014 e garantido na Copa Sulamericana de 2015. Foto: Assessoria/CBF
Brasília F.C.: campeão da Copa Verde 2014 e garantido na Copa Sulamericana de 2015. Foto: Assessoria/CBF

No dia em que Brasília, a capital da República Federativa do Brasil, comemora os seus 54 anos de fundação, o Brasília Futebol Clube conquista a primeira edição da Copa Verde ao vencer o Paysandu por 2 a 1 no tempo regulamentar e por 7 a 6 na disputa de pênaltis na tarde desta segunda-feira, 21 de abril, no Estádio Nacional Mané Garrincha. Com gols de Gilmar e Alekito para os Colorados e de Leandro Carvalho para o Papão, a definição do campeão saiu nos tiros penais, uma vez que a equipe paraense vencera o jogo da ida pelo mesmo placar. E graças a duas defesas do goleiro Artur, o time candango levou o título.

Precisando reverter a desvantagem, o Brasília tomou a iniciativa e criou a primeira oportunidade de gol aos 16 com Matheuzinho que bateu firme e Matheus agarrou. Por conta da pressão que estava sofrendo dos mandantes, o Paysandu adiantou a marcação e equilibrou as ações do jogo. Assim, as duas equipes apresentaram dificuldades na criação. Aos 36, o Papão atacou pela esquerda com Zé Antônio, que invadiu a área e chutou cruzado, mas ninguém completou. O time candango respondeu no minuto seguinte com Clécio, que recebeu pela direita, driblou o goleiro Matheus e bateu para o gol. Porém, o zagueiro Charles colocou a mão na bola e evitou o que seria o primeiro gol da decisão. O árbitro Pablo dos Santos Alves não titubeou e marcou pênalti e ainda expulsou o defensor bicolor. Na cobrança, Gilmar bateu firme e tirou o zero do placar no Mané Garrincha. E, assim que saiu o gol, o técnico do Paysandu, Mazola Junior, tirou Billy e colocou Pablo para recompor a sua defesa. E o primeiro tempo terminou com vitória parcial do Brasília que, até aquele momento, levava o título.

Na etapa complementar, a equipe paraense, mesmo com um jogador a menos, voltou mais ofensiva. Mas quem balançou as redes foi o clube do Distrito Federal aos 9 minutos. Fernando fez bela jogada pela direita, tocou para trás e Alekito concluiu pelo alto para aumentar a vantagem. Dessa forma, não restou outra alternativa para o alviceleste do Pará a não ser partir pra cima e buscar o gol. E não faltaram oportunidades para isso. Como aos 23, quando Leandro Carvalho (substituto de Airton) tocou na saída de Artur, mas André Nunes salvou em cima da linha. Nove minutos depois, Djalma recebeu lançamento, o goleiro Artur erra bisonhamente ao tentar cortar o passe e o camisa 111 completou para as redes. Todavia, o assistente flagrou o jogador em impedimento, o que causou protestos por parte dos paraenses. O árbitro capixaba o consultou e anulou o gol.

E, aos 36, um jogador do Brasília estava caído no chão e Yago Pikachu jogou a bola para a lateral para o adversário ser atendido. Então, o atleta do Colorado fez o “fair play”, devolveu a redonda para o jogador do Paysandu, que lançou para a área, Lima ajeitou de cabeça e Leandro Carvalho chutou cruzado para diminuir o placar e levar a decisão para os pênaltis. Assim, os dois times se preservaram para o restante da partida para não correr risco de errar e permitir o gol do oponente que, àquela altura, levaria o titulo. Desse jeito, o jogo terminou com vitória do Brasília por 2 a 1 e a decisão empatada em 2 a 2 no placar agregado.

Sendo assim, o campeão da primeira edição da Copa Verde foi decidido nos pênaltis. Nos tiros penais, na série de cinco cobranças, Matheuzinho desperdiçou a primeira cobrança do time candango enquanto Lima perdeu a oportunidade de dar o título ao Papão ao errar a última cobrança. Nas séries alternadas, Heliton errou para os paraenses e o lateral-direito Fernando converteu a sua, mas por pouco Matheus não pegou. No final, Brasília 7, Paysandu 6 nos pênaltis e o time do Distrito Federal é o campeão da Copa Verde.

A grande verdade dessa edição de estreia da Copa Verde é que a maioria (inclui-se imprensa e torcedores) apontava Paysandu, Remo e Brasiliense como favoritos a levarem a taça. Porém, o Brasília, como quem não quer nada, “comendo pelas beiradas” e franco atirador foi eliminando seus adversários um a um até que chegou o seu momento. E detalhe: o Colorado, desde as oitavas-de-final, só eliminou campeões estaduais de 2013 – Cene (MS), Cuiabá (MT), Brasiliense (DF) e Paysandu (PA). Podemos dizer que o Brasília foi o “campeão dos campeões”?

Com o título, o Brasília assegurou a sua vaga para a Copa Sulamericana de 2015 e será o primeiro clube da capital federal a disputar um torneio internacional. Curiosamente, os dois vencedores dos torneios interestaduais desse primeiro semestre – Copa Verde e Copa do Nordeste – irão se enfrentar na primeira fase da Copa do Brasil. Brasília e Sport Recife se enfrentarão no dia 30 de abril no Mané Garrincha e, se o rubronegro pernambucano não vencer por dois ou mais gols de diferença, voltam a duelar no dia 7 de maio na Ilha do Retiro.

Abaixo, um resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Oitavas-de-final:
12/02/2014 – Brasília (DF) 0x0 Cene (MS) – Boca do Jacaré, Taguatinga (DF)
20/02/2014 – Cene (MS) 0x2 Brasília (DF) – Morenão, Campo Grande (MS)
Quartas-de-final:
26/02/2014 – Brasília (DF) 1×0 Cuiabá (MT) – Bezerrão, Gama (DF)
09/03/2014 – Cuiabá (MT) 0x0 Brasília (DF) – Dutrinha, Cuiabá (MT)
Semifinal:
23/03/2014 – Brasília (DF) 0x2 Brasiliense (DF) – Bezerrão, Gama (DF)
26/03/2014 – Brasiliense (DF) 0x3 Brasília (DF) – Boca do Jacaré, Taguatinga (DF)
Final:
08/04/2014 – Paysandu (PA) 2×1 Brasília (DF) – Mangueirão, Belém (PA)
21/04/2014 – Brasília (DF) (7)* 2×1 (6)* Paysandu – Mané Garrincha, Brasília (DF)

FICHA TÉCNICA: BRASÍLIA (DF) (7)* 2×1 (6)* PAYSANDU (PA)
Competição/fase:
segundo jogo da final da Copa Verde 2014
Local: Estádio Nacional Mané Garrincha – Brasília (DF)
Data: 21 de abril de 2014 – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (ES)
Assistentes: Francisco Casimiro de Souza (TO) e Nilton Pereira da Silva (RR)
Cartões Amarelos: Alekito e Pedro Ayub (Brasília); Yago Pikachu (Paysandu)
Cartão Vermelho: Charles (Paysandu)
Gols: Gilmar, de pênalti, aos 39 do 1º tempo e Alekito, aos 9 do 2º tempo para o Brasília; e Leandro Carvalho, aos 39 do 2º tempo para o Paysandu
Pênaltis: converteram para o Brasília: Natan, Daniel, Rennan, Claudecir, Índio, Alekito e Fernando. Errou: Matheuzinho. Converteram para o Paysandu: Augusto Recife, Yago Pikachu, João Paulo, Leandro Carvalho, Bruninho e Djalma. Erraram: Lima e Héliton
BRASÍLIA (DF): 1.Artur; 2.Fernando, 3.André Nunes, 4.Índio e 6.Kaká (14.Rennan); 8.Pedro Ayub (16.Daniel), 7.Matheuzinho, 8.Clécio e 10.Gilmar (15.Natan); 11.Alekito e 9.Claudecir. Técnico: Luiz Carlos Souza
PAYSANDU (PA): 101.Matheus; 102.Yago Pikachu, 103.Charles, 104.João Paulo e 106.Airton (118.Leandro Carvalho); 105.Augusto Recife, 107.Billy (114.Pablo), 108.Zé Antônio (117.Héliton), 110.Bruninho e 111.Djalma; 109.Lima. Técnico: Mazola Junior

* Nos pênaltis

Por Jorge Almeida