Juventus: campeã da Copa da Itália 2017/2018

Jogadores da Juventus comemoram mais um título da Copa da Itália.

Com acachapantes 4 a 0 diante do arquirrival Milan, a Juventus conquistou nesta quarta-feira (9), a Copa da Itália 2017/2018, no Estádio Olímpico de Roma, na capital da Bota. Os gols da partida, todos marcados no segundo tempo, foram anotados por Benatia, autor de dois tentos, Douglas Costa e Kalinić (contra). Esse foi o quarto título consecutivo da competição erguido pela Vecchia Signora, que detém 13 taças do torneio – o que faz da Juve a maior vencedora do certame.

A partida iniciou com a Juventus criando logo aos dois minutos com Khedira, que chutou fraco para fácil defesa de Donnarumma. Os bianconeros adiantaram a marcação para forçar o erro do Milan que, inclusive, teve uma boa oportunidade aos 7. Boa tabela entre Cutrone e Çalhanoğlu para o camisa 63 chtar forte e Buffon espalmar. No lance seguinte, após escanteio ensaiado, Douglas Costa tentou emendar de primeira com a canhota, mas o chute saiu torto à esquerda da meta milanista.

Aos 15, Douglas Costa fez jogada individual pela esquerda, passou para Matuidi que, por sua vez, serviu para Dybala, que mandou de primeira para fora. Os dois times ficaram se estudando e deixou a partida equilibrada na faixa central do campo. Até que, aos 29, Suso fez jogada individual, puxou para o meio e arriscou de esquerda para Buffon espalmar para escanteio. No lance seguinte, após bate-rebate na área, Bonaventura tentou pegar a sobra, mas pegou errado na bola.

Depois desses dois lances de perigo pelo lado rossonero, a Juve também atacou em duas oportunidades seguidas. Aos 32, depois da troca de passe entre Pjanić, Mandžukić e Dybala, o argentino, desequilibrado, chutou de direita, o que não é o seu “pé bom”, para Donnarumma defender sem dar rebote. No minuto seguinte, Cuadrado pedalou em cima de Ricardo Rodríguez e chutou por cima. O colombiano, aos 36, cruzou na medida para Mandžukić, posicionado no meio da zaga milanista, mas o croata cabeceou sem força para o arqueiro da camisa 99 defender tranquilamente. O Milan ainda tentou aos 38 com uma bomba de fora da área com Bonaventura e passou perto da meta de Buffon. Um chute perigoso.

No segundo tempo, nos primeiros minutos, as duas equipes fizeram um “lá e cá”, criando chances. Aos quatro, Bonaventura fez jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, mas a bola passou por todo mundo e ninguém de vermelho e preto empurrou para as redes. A Juve respondeu aos seis. Dybala recebeu de Khedira e chutou para grande defesa de Donnarumma.

No entanto, durante oito minutos seguintes, o Milan sofreu um apagão. Aos 10, Douglas Costa ficou com a sobra da entrada da área, passou para Dybala, que chegou batendo para o goleiro rossonero mergulhar no canto e fazer grande defesa. Mas, na sequência, Pjanić cobrou escanteio na medida para Benatia desviar de cabeça e colocar no contrapé de Donnarumma, que ficou parado sem poder fazer nada. 1 a 0 para a Juve.

O gol motivou os comandados de Massimiliano Allegri que partiram para cima. Aos 14, Dybala passou por Romagnoli e Locatelli e arriscou de longe e o camisa 99 voou e fez a defesa. No minuto seguinte, em jogada entre sulamericanos, o colombiano Cuadrado achou o brasileiro Douglas Costa na entrada da área. O camisa 11 chutou, Donnarumma tentou agarrar em vez de espalmar e falhou bisonhamente. É o segundo gol da Juve em Roma. Na comemoração, o meia recebeu o cartão amarelo por tirar a camisa.

A Juventus seguiu pressionando. Aos 17, Douglas Costa fez jogada pela esquerda e chutou forte cruzado, mas o goleiro milanista espalmou para a linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Mandžukić desviou de cabeça para o gol, Donnarumma, de forma inacreditável, deixou a bola escapar e Benatia aproveitou o vacilo do goleiro para fazer o seu segundo gol no clássico e o terceiro do time de Turim: 3 a 0.

Depois do “nocaute” na partida, o Milan ainda tentou fazer o gol de honra. Aos 26, em boa jogada pela esquerda, Kalinić, que entrou no lugar de Kutrone, deu uma caneta em Cuadrado, cruzou para o meio da área, Matuidi tentou cortar e, só não fez um gol contra, porque a redonda bateu na trave de Buffon. Contudo, aos 30, a Vecchia Signora sacramentou a vitória. Pjanić cobrou escanteio e o mesmo Kalinić tentou cortar de cabeça, mas mandou para as próprias redes. Foi o quarto gol da Juventus. O Milan buscou o primeiro gol mais uma vez aos 32. Primeiro Lucatelli chutou de fora da área, Buffon defendeu parcialmente, no rebote, Borini (substituto de Suso) emendou para o camisa 1 bianconero pegar novamente e mandar a redonda para escanteio. No lance seguinte, Dybala percebeu que Donnarumma estava adiantado e, um pouco após a linha central, o argentino tentou surpreender e quase encobriu o jovem goleiro.

A partida praticamente liquidada estava em seus minutos finais e a torcida da Juve comemorando nas arquibancadas do Estádio Olímpico e, claro, gritando o tradicional “olé” enquanto os jogadores alvinegros trocavam passes. Abatido, restou o Milan torcer para o jogo acabar logo. E, parece que até o árbitro da partida estava com dó dos rossoneros, que nem deu os tradicionais minutos de acréscimos e encerrou o duelo aos 45 minutos. Fim de jogo em Roma: Juventus 4, Milan 0. Juve, campeã da Copa Itália pela quarta vez consecutiva.

No primeiro tempo foi muito estudado pelas duas equipes. Enquanto a Juventus mantinha a posse, o Milan ficava marcando atrás da bola para poder sair em contra-ataque, o que colaborou para as poucas jogadas trabalhadas pelos dois times. No começo da etapa final, Juventus e Milan prometiam fazer uma disputa equilibrada como no tempo inicial. Todavia, o primeiro gol bianconero praticamente deixou os rossoneros em parafuso e fez com que os milanistas dessem um apagão. Em seguida, duas falhas do excelente Donnarumma, e, para piorar de vez, um gol contra de Kalinić, que fizera uma excelente jogada individual minutos antes. Aliás, a Juventus poderá comemorar dois títulos em menos de uma semana no mesmo Estádio Olímpico. Além da Copa Itália conquistada hoje, a Velha Senhora tem grandes chances de conquistar o heptacampeonato italiano no próximo domingo em partida contra a Roma e, se empatar, levará o scudetto com uma rodada de antecedência. A Juve sobra na terra da Bota.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Oitavas-de-final:
20/12/2017 – Juventus 2×0 Genoa – Allianz Stadium, Turim
Quartas-de-final:
03/01/2018 – Juventus 2×0 Torino – Allianz Stadium, Turim
Semifinais:
30/01/2018 – Atalanta 0x1 Juventus – Atleti Azzurri d’Italia, Bergamo
28/02/2018 – Juventus 1×0 Atalanta – Allianz Stadium, Turim
Final:
09/05/2018 – Juventus 4×0 Milan – Olímpico, Roma

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS 4×0 MILAN
Competição/Fase: Copa Itália 2017/2018 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico de Roma, Roma, Itália
Data: 9 de maio de 2018, quarta-feira – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Damato
Assistentes: Riccardo di Fiore e Giulio Dobosz
Cartões Amarelos: Douglas Costa (Juventus); Calabria (Milan)
Gols: Benatia, aos 11 min (1-0) e aos 19 min do 2º tempo (3-0), Douglas Costa, aos 16 min (2-0) e Kalinić (contra), aos 31 min do 2º tempo (4-0)
JUVENTUS: 1.Buffon; 7.Cuadrado, 4.Benatia, 15.Barzagli e 22.Asamoah; 6.Khedira, 5.Pjanić (8.Marchisio), 14.Matuidi e 11.Douglas Costa (33.Bernardeschi); 17.Mandžukić e 10.Dybala (9.Higuaín). Técnico: Massimilano Allegri
MILAN: 99.Donnarumma; 2.Calabria, 19.Bonucci, 13.Romagnoli e 68.Ricardo Rodríguez; 79.Kessié, 73.Locatelli (18.Montolivo), 5.Bonaventura e 8.Suso (11.Borini); 10.Çalhanoğlu e 63.Cutrone (7.Kalinić). Técnico: Gennaro Gattuso

Parabéns ao Juventus Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

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Juventus: campeã da Copa Itália 2016/2017

Jogadores da Juventus comemoram o título da Copa da Itália. Créditos: juventus.com

A Juventus conquistou o tricampeonato da Copa da Itália ao derrotar a Lazio na final da Copa da Itália 2016/2017 por 2 a 0, com gols de Daniel Alves e Bonucci, ambos no primeiro tempo, no Estádio Olímpico de Roma nesta quarta-feira (17). Com o título, os bianconeros aumentaram a sua hegemonia no torneio com 12 títulos, distanciando ainda mais da Roma, segunda maior detentora de canecos do certame, nove troféus.

A partida começou com a Juventus tendo a iniciativa e criando a primeira oportunidade logo aos 3 minutos com Chiellini chutando de fora da área para defesa de Strakosha. A Lazio respondeu no lance seguinte com Keita, que recebeu pela esquerda, encarou a marcação dentro da área e chutou, mas a bola acerta a trave do goleiro Neto. Em seguida, aos 6, Higuaín soltou a bomba para bela defesa do arqueiro do time da capital da Bota.

Aos 11 minutos, Alex Sandro cruzou da esquerda para Daniel Alves pegar de primeira e abrir o placar da partida e começar a festa bianconera no Estádio Olímpico de Roma.

Depois do gol sofrido, a Lazio ainda não voltou para o jogo e, aos 14, quase levou o segundo com Dybala arriscando da entrada da área e Strakosha trabalhando novamente. E, quatro minutos depois, o arqueiro albanês fez duas defesas em sequência. Primeiro pegou a bomba de Dybala, no rebote, Daniel Alvez cruzou para Higuaín desviar e o goleiro fazer nova defesa.

A Vecchia Signora continuava a dominar as ações do jogo e, aos 23, Bonucci ampliou o marcador. Alex Sandro cobrou escanteio pela esquerda e o defensor, livre de marcação, aproveitou para desviar com o pé esquerdo.

A Juve dominou completamente a partida. Enquanto isso, os Biancocelesti só levaram perigo aos 31 com Immobile que, sozinho, desperdiçou uma ótima oportunidade ao cabecear para fora.

Depois de um começo avassalador, a Juventus deu uma “relaxada” e permitiu que a equipe de Roma equilibrasse mais as ações. E, antes do término da etapa inicial, a Lazio assustou. Aos 46, o argentino Biglia cobrou falta com perigo, a defesa mandou para escanteio. Na cobrança do córner, o mesmo Biglia cruzou para a cabeçada de Savić, mas Neto bem colocado fez a defesa.

No começo do segundo tempo, o técnico Simone Inzaghi colocou Felipe Anderson no lugar do angolano Bastos. E, em sua primeira jogada, aos 8, o brasileiro arriscou um chute cruzado do lado direito da área para Neto espalmar. Três minutos depois, Felipe Anderson cruzou na área para Immobili desviar, mas o goleiro bianconero mostrou reflexo de fez uma defesaça.

Diferentemente do que apresentou nos primeiros minutos da etapa inicial, a Lazio permaneceu com mais posse de bola até os 15 minutos do segundo tempo e criou duas boas chances e a Juve, depois da tentativa de reação do adversário, passou a rodar a bola no campo ofensivo. Mas os comandados de Simone Inzaghi tentou mais uma vez aos 21. Após o cruzamento na área, a defesa da Juve afastou e, na sobra, Basta arriscou, porém, pegou muito forte na redonda. A Juventus tentou aos 25. Daniel Alves deu uma caneta em Lulić e tocou rasteiro para Higuaín, que dominou na entrada da área, mas foi travado pela marcação na hora do chute. O clube romano tentou mais uma vez aos 28 com Luis Alberto. Depois da bola alçada na área, a zaga afastou parcialmente e o espanhol da camisa 18 pegou de primeira para defesa de Neto. Cinco minutos depois, foi a vez de Immobile aparecer sozinho e cabecear por cima.

E, depois de passar praticamente como mero expectador do jogo, Strakosha voltou a trabalhar aos 43. Daniel Alves tocou para Higuaín, o argentino recebeu cara a cara e chutou para o goleiro fazer excelente defesa.

Com a proximidade do término da decisão, a Juventus só ficou à espera do término da partida para comemorar o tricampeonato da Copa da Itália, que veio aos 48 minutos. Fim de jogo no Estádio Olímpico de Roma, Juventus 2, Lazio 0.

Depois de ter a festa do título italiano adiado em virtude da derrota para a Roma no último domingo por 3 a 1, a Juventus entrou em campo diante do arquirrival de seu algoz do campeonato nacional, a Lazio, mas dessa vez pela final da Copa da Itália. A decisão, que seria disputada inicialmente no próximo dia 2 de junho, teve de ser antecipada para esta quarta-feira (17) em virtude de a equipe de Turim estar na final da UEFA Champions League, que será disputada no dia 3, em Cardiff, no País de Gales, contra o Real Madrid.

O time de Massimiliano Allegri começou o jogo massacrando o rival e, na metade do primeiro tempo, já estava à frente do placar em 2 a 0. E o resultado só não ficou mais elástico graças às excelentes defesas do goleiro Strakosha. A Juve chegou bastante ao ataque, principalmente pela direita com Daniel Alves e com as finalizações do argentino Higuaín. O clube de Roma só conseguiu esboçar uma reação a partir dos 30 minutos e chegou a ter suas oportunidades, mas a reação parou em Neto, que substituiu Buffon, que foi poupado. No segundo tempo, a Lazio ditou o ritmo da partida e criou mais chances do que o seu oponente. Porém, o goleiro brasileiro continuou firme e manteve o bom rendimento ao longo do jogo, além de a Juve ter cadenciado a partida para, em um eventual descuido da Lazio, tentar o terceiro gol, que não veio.

E esse foi o primeiro dos três passos da tão sonhada tríplice coroa que a Juventus sonha – só faltam agora o Campeonato Italiano, que poderá vir já no próximo domingo diante do Crotone, e a UEFA Champions League.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Oitavas-de-final:
11/01/2017 – Juventus 3×2 Atalanta – Juventus Stadium, Turim
Quartas-de-final:
25/01/2017 – Juventus 2×1 Milan – Juventus Stadium, Turim
Semifinais:
28/02/2017 – Juventus 3×1 Napoli – Juventus Stadium, Turim
05/04/2017 – Napoli 3×2 Juventus – San Paolo, Nápoles
Final:
17/05/2017 – Juventus 2×0 Lazio – Estádio Olímpico, Roma

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS 2×0 LAZIO
Competição/fase: Copa da Itália 2016/2017 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico de Roma, Roma, Itália
Data: 17 de maio de 2017, quarta-feira, 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Paolo Tagliavento
Cartão Amarelo: Daniel Alves (Juventus)
Gols: Daniel Alves, aos 11 min do 1º tempo (1-0); e Bonucci, aos 23 min do 1º tempo (2-0)
JUVENTUS: 25.Neto; 23.Daniel Alves, 3.Chiellini, 15.Barzagli e 19.Bonucci; 12.Alex Sandro, 28.Rincón e 8.Marchisio; 9.Higuaín, 17.Mandžukić e 21.Dybala (18.Lemina). Técnico: Massimiliano Allegri
LAZIO: 1.Strakosha; 8.Basta, 3.De Vrij (18.Luis Alberto), 13.Wallace e 15.Bastos (10.Felipe Anderson); 20.Biglia, 16.Paroto (26.Radu), 21.Milinković-Savić e 19.Lulić; 17.Immobile e 14.Keita. Técnico: Simone Inzaghi

Parabéns ao Juventus Football Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Juventus: campeã da Copa da Itália 2015/2016

Chiellini ergue a taça da Copa da Itália conquistada pela Juventus após vitória sobre o Milan. Foto: Reuters / Alessandro Bianchi
Chiellini ergue a taça da Copa da Itália conquistada pela Juventus após vitória sobre o Milan. Foto: Reuters / Alessandro Bianchi

Com gol de Morata aos 5 minutos do segundo tempo da prorrogação, a Juventus derrotou o Milan por 1 a 0 na decisão da Copa da Itália neste sábado (1) no Estádio Olímpico de Roma e sagrou-se bicampeã da competição. O resultado, além de ampliar a sua hegemonia no torneio (12º título de sua história), impediu que a equipe rossonera classificar-se para a disputa da UEFA Europa League na próxima temporada. Com a conquista bianconera, o Sassuolo disputará a competição continental, uma vez que a Juve, campeã italiana, está garantida na UEFA Champions League.

A decisão começou bem movimentada, mas sem chances de gol, mas com Milan com mais posse de bola nos dez primeiros minutos. E a primeira investida foi dos rossoneros com Bonaventura, que mandou por cima da meta de Neto e, pouco tempo depois, o mesmo Bonaventura mandou para fora depois de um cruzamento rasteiro da direita.

AS duas equipes demonstram nervosismo devido às decisões da arbitragem, mas a Juventus erra muitos passes, o que dificulta na criação de oportunidades. Aos 22, foi a vez de De Sciglio arriscar de longe e também não acertar o alvo.

A partida seguiu equilibrada, com os milanistas superiores em relação às chances de gol. Porém, os pés de seus jogadores pareciam descalibrados, pois, a redonda só foram por cima do gol. Já os bianconeros encontraram muitas dificuldades em finalizar no primeiro tempo, que ficou no 0 a 0.

No segundo tempo, pouca coisa mudou. O Milan cansou de perder oportunidades. Aos dois, De Sciglio experimentou de fora da área, mas Neto buscou no canto. Na sequencia, a Juve assustou com um chute cruzado de Lemina e que Donnaruma defendeu parcialmente e a defesa aliviou.

A decisão seguiu equilibrada e, aos 18, o ex-sãopaulino Hernanes recebeu de Pogba e mandou a bola por cima. A Vecchia Signora começou a gostar do jogo e teve outra ótima chance aos 23. Pogba chutou da lateral da área, a redonda desviou na zaga e Donnaruma mostrou reflexo e fez boa defesa. Cinco minutos depois foi a vez de Lichtsteiner tentar de cabeça para a defesa do goleiro rossonero.

O equilíbrio no clássico prevaleceu e, com isso, os dois times preferiram não arriscar muito para não serem surpreendidas no final. A prorrogação foi inevitável.

Assim como foi no tempo normal, a prorrogação foi muito brigada e com poucas chances de gol. Tanto que a principal ocasião surgiu aos 12 minutos, Montolivo deu passe de graça para Cuadrado, que tocou para Mandžukić, que ajeitou de calcanhar para Pogba. O francês arriscou e Donnaruma espalmou. Antes do segundo tempo extra, aos 13, Bacca tentou uma puxeta e quase marcou um golaço.

Logo no começo do segundo tempo da prorrogação, Massimiliano Allegri colocou o time mais para frente com a entrada de Morata no lugar de Hernanes. E foi recompensado. Menos de um minuto em campo, em um rápido contra-ataque, o camisa 9 recebeu de Cuadrado da direita e, de primeira, chutou para o fundo do gol. 1 a 0 para a Juve. Festa bianconera no Estádio Olímpico de Roma.

O Milan sentiu o gol e pouco fez para buscar o empate até os últimos minutos, já com Balotelli em campo. E só teve uma oportunidade aos 17 minutos com Mauri, que soltou uma pancada e a bola saiu perto da trave. Mas não teve jeito, a Juventus sagrou-se bicampeã da Copa da Itália e impediu que o Milan disputasse a UEFA Europa League. O Sassuolo agradece.

Milan e Juventus fizeram uma partida bem disputada e equilibrada. No primeiro tempo, os rossoneros foram ligeiramente superiores e criaram boas oportunidades. Mas, no segundo tempo, foi a vez dos bianconeros perderem algumas chances. Na prorrogação, duas chances para cada equipe. No entanto, brilhou a estrela do espanhol Morata que, em seu primeiro toque na bola, fez o gol do título para a Vecchia Signora e sepultou as chances de levar o Milan à disputa de uma competição europeia pelo terceiro ano consecutivo.

Aliás, com a conquista de hoje, a Juventus se torna a primeira equipe a faturar dois campeonatos italianos e duas Copas da Itália em duas temporadas consecutivas.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Oitavas-de-final:
16/12/2015 – Juventus 4×0 Torino – Juventus Stadium, Turim
Quartas-de-final:
20/01/2016 – Lazio 0x1 Juventus – Estádio Olímpico, Roma
Semifinais:
27/01/2016 – Juventus 3×0 Internazionale – Juventus Stadium, Turim
02/03/2016 – Internazionale (3)3×0(5) Juventus – Estádio Giuseppe Meazza, Milão
Final:
21/05/2016 – Milan 0x1 Juventus – Estádio Olímpico, Roma

FICHA TÉCNICA: MILAN 0x1 JUVENTUS
Competição/fase: Copa da Itália 2015/2016 – final (jogo único)
Local: Estádio Olímpico, Roma, Itália
Data: 21 de maio de 2016 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Gianluca Rocchi
Cartões Amarelos: Zapata, Honda, Niang, Bacca (Milan); Pogba, Barzagli e Morata (Juventus)
Gol: Morata, aos 5 min do 2º tempo da prorrogação (0-1)
MILAN: 99.Donnarumma; Calabria, 17.Zapata, 13.Romagnoli e 2.De Sciglio; 16.Poli (19.Niang), 18.Montolivo (4.Mauri) e 27.Kucka (45.Balotelli); 10.Honda, 28.Bonaventura e 70.Bacca. Técnico: Cristian Brocchi
JUVENTUS: 25.Neto; 24.Rugani, 15.Barzagli, 3.Chiellini e 26.Lichtsteiner (16.Cuadrado), 18.Lemina, 11.Hernanes (9.Morata), 10.Pogba, 33.Evra (12.Alex Sandro) e 21.Dybala; 17.Mandžukić. Técnico: Massimiliano Allegri.

Parabéns à Juventus Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

Final de semana com decisões de Copas nacionais pela Europa

Os principais países europeus têm decisões de suas copas nacionais neste final de semana
Os principais países europeus têm decisões de suas copas nacionais neste final de semana

Neste sábado e domingo, dias 21 e 22 de maio, os principais países europeus terão as decisões de suas Copas nacionais que, geralmente, são disputadas em jogo único. E é a oportunidade para equipes que não chegaram à final das principais competições europeias ou sequer conseguiram vaga para disputá-las na próxima temporada pelo campeonato nacional ou, em para algumas, é a oportunidade de manter a hegemonia na terra natal.

Na França, por exemplo, o campeoníssimo francês Paris Saint-Germain terá pela frente o Olympique de Marselha na final da Copa da França no estádio Saint-Denis, em Paris. A partida marcará a despedida do ídolo Zlatan Ibrahimović, que virou uma lenda para os parisienses. A partida acontecerá no sábado, às 16h (horário de Brasília) e terá a transmissão do SporTV 2.

No mesmo dia, às 13h (horário de Brasília), no Wembley Stadium, em Londres, Crystal Palace e Manchester United farão a final da Copa da Inglaterra, o torneio de futebol mais antigo do mundo. Os Reds Devils, que são os maiores campeões ingleses da história, querem salvar a temporada com o título. Já o Crystal Palace terá a oportunidade de conquistar o troféu mais relevante de seus 110 anos de história. A melhor campanha da equipe foi um vice-campeonato da mesma Copa da Inglaterra na temporada 1989-1990. No Brasil, a decisão terá a transmissão da ESPN Brasil.

Além de Ibra, quem também está em clima de despedida é Pep Guardiola, mas na Alemanha. O treinador espanhol, que na próxima temporada comandará o Manchester City, terá a oportunidade de levar o Bayern de Munique, campeão alemão, à conquista da Copa da Alemanha. Do outro lado, estará o Borussia Dortmund, a única equipe que nos últimos anos têm sido párea para os bávaros. A decisão será realizada neste sábado, no Estádio Olímpico de Berlim, às 15h (horário de Brasília) e terá a transmissão da ESPN.

Outro estádio olímpico que será palco de decisão é o de Roma. Na capital da Bota, um clássico que promete: Milan e Juventus. As duas equipes farão a final da Copa da Itália. A Vecchia Signora, pentacampeã italiana, quer manter a hegemonia no país e levar o bicampeonato do torneio e, caso de conquista, será a sua 11ª taça da competição, consolidando ainda mais o posto de maior campeã da Itália, tanto da Copa quanto do Calcio. Enquanto isso, os rossoneros, que terminaram a Série A apenas em sétimo lugar, querem pelo menos encerrar a temporada de forma honrosa com esse título, que, se vier, será apenas o sexto. A final da Copa da Itália será realizada neste sábado (21), às 15h30 (horário de Brasília) e será transmitida pela ESPN Brasil.

No domingo, destaques para as finais das copas nacionais dos países ibéricos. Em Portugal, no Estádio Nacional, em Oeiras, Porto e Braga disputarão a decisão da Taça de Portugal. Ao lado, na Espanha, Barcelona e Sevilla medirão forças para ver quem leva a melhor na final da Copa do Rei. Campeões recentemente – o Barça do Campeonato Espanhol e os Rojiblancos da Liga Europa -, os dois times terão de se contentar com o segundo troféu mais importantes da Espanha para, na próxima semana, assistirem os rivais da capital espanhola decidirem a UEFA Champions League. A decisão da Copa do Rei terá a transmissão da ESPN Brasil, às 16 horas (horário de Brasília).

E o fã do futebol europeu ainda tem um bônus para este sábado. Às 12h50, o SporTV transmitirá a final da UEFA Euro Sub-17 entre Portugal e Espanha, que está sendo realizado no Azerbaijão.

Resta agora, pegar uma cervejinha, uns salgadinhos e deixar o controle remoto no jeito.

Por Jorge Almeida

Milan e Juventus decidirão a Copa da Itália

Copa da Itália (TIM Cup) será decidida entre Milan e Juventus no Estádio Olímpico de Roma no próximo dia 21 de maio
Copa da Itália (TIM Cup) será decidida entre Milan e Juventus no Estádio Olímpico de Roma no próximo dia 21 de maio

Nesta quarta-feira (2) ficaram definidas as equipes que farão a final da Copa da Itália 2015-16 no próximo dia 21 de maio no Estádio Olímpico de Roma. A decisão do torneio eliminatório da Terra da Bota ficará entre Milan e Juventus. Enquanto a equipe milanista busca o seu sexto caneco do certame, que não ganha desde 2002-03, a Vecchia Signora, atual detentora do título, quer ampliar a sua hegemonia e ampliar para 12 troféus da Copa da Itália.

Na terça, em uma das semifinais, os rossoneros golearam o Alessandria, que disputa a terceira divisão do Calcio, por 5 a 0 no San Siro. Como havia vencido o jogo de ida por 1 a 0 na casa do adversário, o Milan não tomou conhecimento da equipe da região de Piemonte em seus domínios (na Copa da Itália, a semifinal é a única fase que é disputada em jogos de ida e volta). Com dois gols de Romagnoli, outros dois de Ménez e um de Balotelli, o rubronegro italiano, o Milan tentará salvar a desastrosa temporada com a única oportunidade que tem de levantar uma taça, que é a Copa da Itália, uma vez que no Campeonato Italiano, o time de Siniša Mihajlović é apenas o oitavo colocado e está a 14 pontos da líder Juventus, restando onze rodadas para o fim da competição.

Com a já esperada vitória do Milan, muitos só esperavam a Juventus assegurar a sua classificação diante da Internazionale, após os bianconeros terem goleado os nerazzurri no primeiro jogo da semi por 3 a 0 em Turim. No entanto, o que se viu no Giuseppe Meazza foi uma incrível reação dos anfitriões, que precisavam de um milagre para reverter a desvantagem. Com dois tentos do croata Brozović e de seu compatriota Perišić, a Inter bateu a Juve por 3 a 0 e levou a partida para a prorrogação, que persistiu em um empate sem gols e, assim, o adversário do Milan seria definido na temível disputa por pênaltis. Nos tiros penais, a Juventus conseguiu converter todas as suas cobranças, já a equipe de Milão conseguiu acertar a meta adversária em três pênaltis convertidos, mas, o argentino Palácio perdeu a cobrança dele e a disputa terminou em 5 a 3 para os visitantes.

Essa será a quarta final da Copa da Itália protagonizada por Milan e Juventus. Nas anteriores, a Vecchia Signora levou duas (nas temporadas 1941-42 e 1989-90), enquanto os rossoneros triunfaram na edição de 1972-73. Pelo atual momento, a Juventus possui um ligeiro favoritismo, pois, além de liderar o Calcio, ainda segue na vivo na disputa da UEFA Champions League e tem no comando um velho conhecido dos milanistas, Maximiliano Allegri, que comandou o adversário por quatro temporadas (de 2010 a 2014), ou seja, conhece o Milan como poucos. Porém, é justamente o fato de o rival da decisão da copa nacional disputar três competições simultaneamente que o Milan pode tirar proveito, uma vez que à medida que os torneios vão chegando em suas retas finais, os bianconeros têm de pensar a priorizar que, evidentemente, é o torneio continental que é a “menina dos olhos” da Juve, que não leva o caneco há exatos 20 anos. Além disso, como diria o “profeta”, “clássico é clássico e vice-versa”.

Assim, a final Copa da Itália tem tudo para ser um jogão.

Por Jorge Almeida

Napoli: campeão da Copa Itália 2013/2014

Jogadores do Napoli erguem a taça de campeão da Copa da Itália 2013/2014. Foto: AFP
Jogadores do Napoli erguem a taça de campeão da Copa da Itália 2013/2014. Foto: AFP

O Napoli conquistou neste sábado (3) o título da Copa da Itália 2013/2014 ao derrotar a Fiorentina por 3 a 1 na decisão do torneio do Estádio Olímpico, em Roma. Com dois gols de Insigne e Mertens para os napolianos e com um tento de Vargas para a Viola, a equipe de Nápoles levou o seu quinto título do torneio nacional. Antes de a bola rolar, houve confronto entre torcedores.

Infelizmente a decisão da Copa da Itália foi marcada por confusões envolvendo as torcidas dos dois times nas imediações do Estádio Olímpico onde, inclusive, foi registrado três torcedores baleados (com um deles em estado grave) e no percurso das cidades-sedes dos finalistas até a capital italiana. Dentro do estádio, os ânimos ainda estavam exaltados, com as duas torcidas atirando sinalizadores em direção do gramado. E, cerca de 40 minutos depois, após a conversa que o capitão do Napoli, o eslovaco Marek Hamsik, teve com o líder da torcida organizada de sua equipe, a partida teve início.

Depois de resolvidas as questões extra-campo, o jogo começou com o Napoli mais pilhado e, nos primeiros minutos, mais efusivo na busca do gol, que não demorou a acontecer. Aos 11, o time napolitano puxou um contra-ataque e Hamsik passou para Insigne, que bateu forte a meia altura e tirou do alcance de Neto. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Não demorou muito e, seis minutos depois, Higuaín partiu pela direita, cruzou rasteiro, Pizarro tentou cortar, mas a redonda sobrou para Insigne emendar e fazer o seu segundo gol para a equipe de Nápoles.

A partir daí, a Fiorentina resolveu acordar e voltar para o jogo e, ainda no primeiro tempo, conseguiu diminuir a vantagem do rival. Aos 27, Ilicic deu uma cavadinha em direção à grande área e, Vargas, em condição legal, da entrada da área, encheu o pé e fez um belo gol: 2 a 1. E, antes do intervalo, a Viola chegou a balançar as redes aos 44, mas Aquilani foi flagrado em impedimento.

Na etapa final, o ritmo da partida diminuiu e o time florentino, de uma forma mais contida, pressionou a equipe de Rafa Benítez, mas não foram eficientes nas finalizações. Aos 34, Inler foi expulso e deixou os Partenopeos com dez e, mesmo assim, os Gigliatis não souberam aproveitar a vantagem numérica em campo.

E, por não ter aproveitado da situação, a Fiorentina foi castigada aos 47. Callejón deu excelente passe para Mertens, que dominou e chutou no canto esquerdo de Neto para consolidar o título do Napoli. Assim, a decisão da Copa da Itália termina com vitória napolitana por 3 a 1 e os comandados de Rafa Benítez levaram para o Napoli o seu quinto título da copa nacional.

A decisão da Copa da Itália não foi de encher os olhos. Só valeu mais pelo primeiro tempo, pois, o Napoli iniciou “ligado no 220”, fez os dois gols, a Fiorentina deu o troco rapidamente ao amenizar o prejuízo. Mas no segundo tempo, os dois times diminuíram a intensidade do primeiro e ficou um jogo chato, com a Viola trocando passes com o objetivo de furar a defesa napolitana e, nem mesmo a expulsão de Inler foi o suficiente para a equipe de Florença sufocar o rival. Ao contrário, sofreu o tiro de misericórdia nos acréscimos e viu os Azzurris levarem o caneco. Pelo menos, a Copa da Itália salvou a temporada do Napoli, que ficou longe da disputa do título do Calcio, mas conseguiu classificar-se para a primeira fase da Champions League da próxima temporada.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Oitavas-de-final:
15/01/2014 – Napoli 3×1 Atalanta – Estádio San Paolo, Nápoles
Quartas-de-final:
29/01/2014 – Napoli 1×0 Lazio – Estádio San Paolo, Nápoles
Semifinais:
05/02/2014 – Roma 3×2 Napoli – Estádio Olímpico, Roma
12/02/2014 – Napoli 3×0 Roma – Estádio San Paolo, Nápoles
Final:
03/05/2014 – Fiorentina 1×3 Napoli – Estádio Olímpico, Roma

FICHA TÉCNICA: FIORENTINA 1×3 NAPOLI
Competição/fase: final da Copa da Itália 2013/2014
Local: Estádio Olímpico, Roma, Itália
Data: 3 de maio de 2014 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Daniele Orsato
Cartões Amarelos: Tomović, Valero, Iličić e Fernández (Fiorentina); Pepe Reina, Raúl Albiol e Inler (Napoli)
Cartão Vermelho: Inler (Napoli)
Gols: Insigne (Napoli), aos 11 e aos 17 min do 1º tempo; Vargas (Fiorentina), aos 27 min do 1º tempo; Mertens (Napoli), aos 47 min do 2º tempo
FIORENTINA: 1.Neto; 2.Gonzalo Rodríguez, 15.Savić, 23.Pascoal (14.Fernandéz) e 40.Tomović; 4.Pizarro, 10.Aquilani (32.Matri), 20.Valero e 66.Vargas; 17.Joaquín e 72. Iličić (49.Rossi). Técnico: Vicenzo Montella
NAPOLI: 25.Pepe Reina; 4.Henrique, 21.Fernandéz, 31.Ghoulam e 33.Raúl Albiol; 7.Callejón, 8.Jorginho, 17. Hamšík (14.Mertens) e 24.Insigne (85.Behrami); 88.Inler e 9.Higuaín (19.Pandev). Técnico: Rafa Benítez

Parabéns à Società Sportiva Calcio Napoli pelo título.

Por Jorge Almeida