CBF define os confrontos das quartas-de-final da Copa do Brasil 2018

CBF realizou sorteio dos confrontos das quartas-de-final da Copa do Brasil em sua sede. Créditos: CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou nesta quarta-feira (30), em sua sede, no Rio de Janeiro, o sorteio dos confrontos pelas quartas-de-final da Copa do Brasil 2018, assim como os mandos dos jogos de ida da próxima fase. Contudo, dois duelos das oitavas-de-final seguem indefinidos – Vasco x Bahia e Cruzeiro x Atlético Paranaense, embora baianos e mineiros estão em vantagem devido aos triunfos conquistados na partida de ida.

O adversário do Palmeiras nas quartas-de-final, na teoria, tem tudo para ser o Bahia, pois o Tricolor da Boa Terra superou o Vasco na primeira partida por 3 a 0, na Fonte Nova, em Salvador, e só disputará o jogo de volta no dia 16 de julho, um dia após a decisão da Copa do Mundo. Quem passar desse embate será o mandante do primeiro jogo das quartas-de-final diante do alviverde paulista, que deixou o América Mineiro pelo caminho.

Outro duelo das oitavas-de-final que ainda está em aberto é Cruzeiro x Atlético Paranaense. A Raposa venceu o Furacão por 2 a 1, na Arena da Baixada, em Curitiba, e joga pelo empate no compromisso de volta, no dia 16 de julho, no Mineirão. Quem avançar dos dois terá o Santos pela frente nas quartas-de-final. O Peixe, que passou pelo Luverdense na fase anterior, mandará o primeiro jogo.

Enquanto isso, do outro lado da chave, a situação dos confrontos está tudo definido. O Corinthians fará um duelo inédito na Copa do Brasil diante da Chapecoense. O Timão, que eliminou o Vitória do torneio, será o mandante do jogo de ida, possivelmente na Arena Corinthians, e decidirá a vaga para as semifinais na Arena Condá, casa da Chape, que superou o Atlético Mineiro nos pênaltis nas oitavas-de-final.

Flamengo e Grêmio já é um velho confronto conhecido da história da Copa do Brasil. As duas equipes já fizeram uma final da competição, em 1997, que culminou com o terceiro título gremista. Em 2018, pelas quartas-de-final, tricolores e rubronegros medirão forças em 180 minutos, cuja metade terá início na Arena do Grêmio e depois, provavelmente, no Maracanã.

Assim, dependendo das combinações dos resultados, nas semifinais e na final, a Copa do Brasil 2018 poderá ter reedições de decisões do certame. Eis algumas delas: Corinthians x Grêmio nas semifinais (os dois já fizeram duas decisões: em 1995 e em 2001, com um vencedor para cada lado); Palmeiras x Santos – os dois foram os finalistas em 2015, quando o Verdão ficou com a taça; Palmeiras x Cruzeiro – ambos foram protagonistas das decisões de 1996 e 1998, com um título para cada; em caso de final, a CB-18 poderá reeditar Flamengo x Vasco, que decidiram o torneio em 2006; Flamengo x Cruzeiro, finalistas em 2003 e 2017; ou, ainda, Grêmio x Cruzeiro, que duelaram a final de 1993.

A Copa do Brasil ainda poderá reservar possíveis clássicos estaduais nas próximas fases. Mas só há quatro possíveis combinações: nas semifinais com Palmeiras e Santos desde que, claro, ambos passem; ou na final com Corinthians x Palmeiras ou Corinthians x Santos e também Flamengo x Vasco. Reforçando: desde que essas equipes cheguem até lá. Na história da Copa do Brasil, em 30 edições (contando com a vigente), somente em três finais que duas equipes do mesmo Estado disputaram o título. Em 2006, com Flamengo e Vasco, com o rubronegro vitorioso; em 2014, entre Atlético Mineiro e Cruzeiro, cuja taça ficou com o Galo; e em 2015, envolvendo Palmeiras e Santos, sendo o alviverde o campeão na ocasião.

Com o chaveamento fixado, já dá para saber os possíveis embates até a final do torneio. Por exemplo, quem passar do duelo entre Corinthians x Chapecoense enfrentará nas semifinais o ganhador de Grêmio x Flamengo. Enquanto isso, do outro lado, quem vencer do confronto entre Bahia ou Vasco e Palmeiras fará a outra semifinal do vitorioso do embate entre Cruzeiro ou Atlético Paranaense x Santos.

Curiosamente, os maiores campeões da Copa do Brasil seguem no páreo: os pentacampeões Cruzeiro e Grêmio, juntamente com os tricampeões Corinthians, Flamengo e Palmeiras, além de Santos e Vasco, donos de um título cada. Enquanto isso, Bahia, Chapecoense e Atlético Paranaense buscam pela conquista inédita.

As datas previstas para a disputa dos jogos das quartas-de-final são: 1º, 8, 15 e 29 de agosto. Antes, no dia 16 de julho, as últimas duas vagas serão preenchidas.

Confira os duelos de ida:

Corinthians (SP) x Chapecoense (SC)
Grêmio (RS) x Flamengo (RJ)
Bahia (BA) ou Vasco (RJ) x Palmeiras (SP)
Santos (SP) x Atlético (PR) ou Cruzeiro (MG)

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

Anúncios

CBF sorteia os confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018

Copa do Brasil 2018: CBF sorteou os confrontos das oitavas-de-final. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

* Atualizado às 20h de 26/04.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou na manhã desta sexta-feira (20), o sorteio que definiu os duelos das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018. Um dia após a definição das duas últimas vagas da quarta fase, a entidade promoveu o evento que determinou quem os cinco classificados da fase anterior pegará na sequência do torneio.

Com as presenças do tetracampeão mundial Zinho e de Melina Torres no sorteio, o método dos confrontos foi simples: as oito equipes que disputam (ou disputaram no caso da Chapecoense) a Libertadores 2018 estavam nas bolinhas do pote 1, enquanto os cinco clubes classificados da quarta fase da Copa do Brasil, além de América Mineiro (campeão do Brasileiro da Série B de 2017), Luverdense (campeão da Copa Verde 2017) e Bahia (campeão da Copa do Nordeste 2017) estavam no pote 2.

Primeiro, foi sorteado as seguintes equipes do pote 1 com a seguinte ordem: Chapecoense, Cruzeiro, Vasco, Grêmio, Corinthians, Palmeiras, Flamengo e Santos. Esses clubes enfrentarão respectivamente Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Bahia, Goiás, Vitória, América Mineiro, Ponte Preta e Luverdense.

As partidas serão disputadas nas seguintes datas: 25 de abril, dias 2, 9, 16 e 23 de maio. No caso, os clubes do pote 1 serão os mandantes dos jogos de volta.

No mesmo dia, porém, à tarde, a CBF definiu as datas de alguns dos duelos.

Na primeira data disponível para os jogos das oitavas-de-final, duas partidas: Goiás e Grêmio, no Serra Dourada, e Vitória e Corinthians, no Barradão. Os dois embates estão previstos para às 19h30 do dia 25 de abril. Porém, as datas das partidas de volta ainda não foram definidas pela CBF. Na semana seguinte, no dia 2 de maio, Ponte Preta e Flamengo medirão forças no Moisés Lucarelli, e Atlético Mineiro receberá a Chapecoense no Independência. Enquanto isso, Cruzeiro x Atlético Paranaense, Bahia x Vasco, Santos x Luverdense vão medir forças nos dias 9 e 16 de maio. Apenas América Mineiro e Palmeiras seguem com datas indefinidas para se enfrentarem.

Curiosamente, nos oitos confrontos, há o embate entre um clube que já ganhou a competição e o outro que busca a conquista inédita.

Nos próximos dias, a CBF confirmará as datas e os horários que ainda estão pendentes.

A seguir a relação dos confrontos e as datas das oitavas-de-final da Copa do Brasil 2018.

*Data – Horário – Jogo – Local:
25/04 – 19h30 – Goiás (GO) 0x2 Grêmio (RS) – Serra Dourada, Goiânia (GO)
25/04 – 19h30 – Vitória (BA) 0x0 Corinthians (SP) – Barradão, Salvador (BA)
02/05 – 19h30 – Atlético (MG) x Chapecoense (SC) – Independência, Belo Horizonte (MG)
02/05 – 19h30 – Ponte Preta (SP) x Flamengo (RJ) – Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
09/05 – 19h30 – América (MG) x Palmeiras (SP) – Independência, Belo Horizonte (MG)
09/05 – 19h30 – Grêmio (RS) x Goiás (GO) – Arena do Grêmio, Porto Alegre (RS)
09/05 – 21h45 – Bahia (BA) x Vasco (RJ) – Fonte Nova, Salvador (BA)
10/05 – 19h30 – Corinthians (SP) x Vitória (BA) – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
10/05 – 19h30 – Flamengo (RJ) x Ponte Preta (SP) – Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
10/05 – 21h45 – Santos (SP) x Luverdense (MT) – Vila Belmiro, Santos (SP)
16/05 – 19h30 – Chapecoense (SC) x Atlético (MG) – Arena Condá, Chapecó (SC)
16/05 – 19h30 – Vasco (RJ) x Bahia (BA) – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
16/05 – 21h45 – Atlético (PR) x Cruzeiro (MG) – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
17/05 – 19h15 – Luverdense (MT) x Santos (SP) – Passo das Emas, Lucas do Rio Verde (MT)
23/05 – 21h45 – Palmeiras (SP) x América (MG) – Allianz Parque, São Paulo (SP)
16/07 – 20h – Cruzeiro (MG) x Atlético (PR) – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
* Atualizado às 20h de 26/04/2018

Por Jorge Almeida

Vai começar o Campeonato Brasileiro 2018

O troféu mais cobiçado do futebol brasileiro. Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

Após a festa dos campeões estaduais pelo Brasil no último final de semana, neste final de semana, dias 14 e 15 de abril, começará mais uma edição do Campeonato Brasileiro da Série A, o popular Brasileirão. Do próximo sábado até o início de dezembro, 20 clubes de nove Estados iniciam a busca pelo título mais disputado do futebol pentacampeão do mundo ao longo de 38 rodadas. A fórmula de disputa é a mesma dos últimos anos: turno e returno por pontos corridos.

O BR-18 terá a participação de 15 dos 17 times que já sentiram o gostinho de ter sido campeão brasileiro (os outros dois são Coritiba e Guarani, que disputarão a Série B este ano). Os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que têm mais representantes: quatro equipes, seguido de Minas Gerais, com três; Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, com dois; enquanto Santa Catarina, Pernambuco e Ceará com um time representado. As regiões Norte e Centro-Oeste não possuem clubes na principal divisão do futebol nacional.

De todos os campeões, o Atlético Mineiro é o dono da maior fila de espera: 47 anos – a última (e única) conquista atleticana foi no longínquo ano de 1971. E, desde então, com a atual denominação (Campeonato Brasileiro), apenas Cruzeiro, Flamengo, São Paulo e Santos nunca foram rebaixados para a Série B.

Amanhã, a bola rola com a realização de três partidas. Às 16h, o Cruzeiro receberá o Grêmio no Mineirão. Com as duas equipes na disputa da Taça Libertadores, pode ser que ao longo do Brasileirão ambos atuem em algumas partidas com times mistos ou totalmente reservas. A Raposa foi a última equipe campeã brasileira fora de São Paulo, em 2014. Já o Tricolor dos Pampas, detentor de dois Brasileiros, não vence o campeonato desde 1996.

No Barradão, também no sábado, mas às 19h, Vitória e Flamengo fazem e duelo rubronegro da rodada. O Leão nunca foi campeão brasileiro, o mais longe que conseguiu foi o vice-campeonato em 1993. Enquanto o Mengão é dono de cinco (ou seis) Brasileiros, sendo o último deles erguido em 2009.

Ainda no sábado, o Santos receberá o Ceará no Pacaembu. O Peixe, que conquistou o seu último campeonato em 2004, é detentor de oito troféus (contabilizando as Taças Brasil e Robertões reconhecidos pela CBF) da competição nacional. O Vozão, por sua vez, é uma das cinco equipes do certame que nunca sentiu o gostinho de ter sido campeão brasileiro.

No domingo, a rodada começa já às 11h com o atual campeão brasileiro da Série B, o América Mineiro, medindo forças com o Sport Recife, no Independência, em Belo Horizonte. O Coelho que, apesar de não ter nenhum brasileiro da primeira divisão, é dono de dois títulos da Série B, enquanto o Leão da Praça da Bandeira é o grande vencedor do BR-87, a contragosto de flamenguistas.

No mesmo dia, às 16h, três jogos envolvendo duelos de campeões brasileiros. Na Arena Corinthians, o atual campeão Corinthians encara justamente o adversário do “jogo do título” de 2017, o Fluminense. Enquanto o Timão, com seus sete brasileiros, é o maior campeão brasileiro da era dos pontos corridos, com quatro títulos, o Fluminense, dono de quatro taças, sendo duas erguidas nesta década, é o carioca mais vitorioso do Brasileirão no atual formato.

No Rio de Janeiro, em São Januário, Vasco e Atlético fazem o jogo de detentores de brasileiros que ainda não foram campeões na era dos pontos corridos. Com quatro taças na bagagem, o time cruzmaltino buscará os três pontos contra o Galo, que possui o seu único Brasileiro conquistado em 1971.

A terceira partida das 16h do domingo será protagonizada pelos finalistas do Campeonato Brasileiro de 1988: Internacional e Bahia, no Beira-Rio. Os dois clubes voltam à elite depois de terem disputado a Série B em 2017. O Colorado, que não é campeão brasileiro desde 1979, quando conquistou o torneio pela terceira vez e de forma invicta, façanha que ninguém conseguiu repetir, quer quebra o tabu de quase 40 anos sem o caneco e começa a caminhada diante do Tricolor de Aço, que comemora em 2018 os 30 anos de seu último Brasileiro.

A última partida do dia será realizada às 19h na Arena da Baixada, em Curitiba, entre Atlético Paranaense e Chapecoense. A torcida do Furacão, dono do título de 2001, espera um desempenho melhor de seu time em relação aos últimos anos, enquanto a Chape sonha em conseguir manter a sequência de permanência na primeira divisão.

Na segunda-feira, no Morumbi, São Paulo e Paraná Clube farão o duelo de tricolores da rodada. O clube paulista, que é o único a ter conquistado o Brasileirão por três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008), espera sair da má fase com Diego Aguirre e terá como ponto de partida a equipe paranista que, embora não possua nenhum troféu da elite, é, assim como o América Mineiro, dono de duas Séries B.

E, finalmente, o Botafogo encara o Palmeiras, às 20h de segunda-feira, no Engenhão. Se por um lado, o Fogão, dentre os cariocas, é o que está há mais tempo sem ser campeão brasileiro (desde 1995), por outro lado, o alviverde, com o elenco milionário que possui, quer retomar a hegemonia – para a CBF, o Palmeiras é o maior campeão brasileiro, com nove troféus.

A seguir, a data e os horários dos jogos da primeira rodada do Brasileirão 2018.

Data – Horário – Jogo – Local:
14/04 – 16h – Cruzeiro x Grêmio – Mineirão, Belo Horizonte (MG)
14/04 – 19h – Vitória x Flamengo – Barradão, Salvador (BA)
14/04 – 21h – Santos x Ceará – Pacaembu, São Paulo (SP)
15/04 – 11h – América (MG) x Sport Recife – Independência, Belo Horizonte (MG)
15/04 – 16h – Corinthians x Fluminense – Arena Corinthians, São Paulo (SP)
15/04 – 16h – Vasco x Atlético (MG) – São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
15/04 – 16h – Internacional x Bahia – Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
15/04 – 19h – Atlético (PR) x Chapecoense – Arena da Baixada, Curitiba (PR)
16/04 – 20h – São Paulo x Paraná Clube – Morumbi, São Paulo (SP)
16/04 – 20h – Botafogo x Palmeiras – Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)

Boa sorte aos participantes.

Por Jorge Almeida

Urawa Red Diamonds: campeão da Copa Suruga Bank 2017

Urawa Red Diamond: campeão da Copa Suruga Bank pela primeira vez

Com o gol de pênalti convertido pelo capitão Abe, aos 48 minutos do segundo tempo, o Urawa Red Diamonds derrotou a Chapecoense por 1 a 0 na decisão da Copa Suruga Bank 2017, no Saitama Stadium 2002, em Saitama, no Japão. O campeão japonês conquistou pela primeira vez a competição que põe frente à frente o campeão nacional do Japão e o ganhador da última edição da Copa Sulamericana.

A decisão começou com muitos passes errados nos momentos iniciais, mas o Urawa adiantou as linhas de passe e passou a trabalhar no campo da Chapecoense.

A primeira oportunidade de gol surgiu aos 11 minutos. Rafael Silva lançou muito, que bateu de primeira por cima do gol de Jandrei.

O jogo seguiu com um baixo nível técnico, com raras chances de gol e a Chape não conseguir ter a posse da bola. A partida seguiu monótona e com pouca inspiração. Aos 41, Kashiwagi cobrou falta na medida para Ljubijankič cabecear para o meio do gol.

A etapa final seguiu o mesmo panorama da primeira: pouca técnica com muita pegada e muita faltas duras também. Aos 4, Kashiwigi cobrou falta na área, a bola passou por todo mundo e saiu, Rafael  Silva não conseguiu chegar.

Após passar o primeiro tempo sem finalizar a gol, o Verdão do Oeste teve duas chances seguidas aos 13. Arthur foi lançado, arriscou com a esquerda, Enomoto defendeu parcialmente e. no rebote, o atacante mandou para fora. Foi o melhor momento da Chape até então. Cinco minutos mais tarde, a equipe brasileira tentou novamente com Grolli. Reinaldo cobou lateral na direção do zagueiro que, sozinho, testou sobre a meta do Urawa Reds.

O clube catarinense melhorou consideravelmente o seu desempenho no segundo tempo, conseguiu ter mais a posse de bola, afastou o campeão japonês de seu gol e chegou três vezes ao ataque depois que o ataque passou despercebido na etapa inicial.

E, quando tudo se encaminhava para uma disputa por pênaltis, Ljubijankič foi derrubado na área por Grolli, Pênalti. A marcação da penalidade pelo árbitro Kim Jong-hyeok, da Coreia do Sul, causou revolta nos jogadores da Chapecoense, que passaram cerca de cinco minutos reclamando da marcação, inclusive, chegaram a a pontar que o próprio Ljubijankič havia afirmado não ter sofrido a penalidade. Mas não teve jeito: o pênalti foi mantido. Na cobrança, o capitão Abe bateu no canto esquerdo de Jandrei, que saltou, mas não alcançou e fez o gol do título.

Com o tento, que saiu aos 48 minutos, a decisão foi até os 54 minutos, contando os tradicionais “três minutos de acréscimos” e o tempo em que o jogo foi interrompido por causa da marcação do pênalti. A Chape tentou pressionar nas bolas aéreas, mas não obteve êxito e não conseguiu chegar ao empate. Fim de jogo no Saitama Stadium 2002: Urawa Red Diamond 1, Chapecoense 0.

A final da Copa Suruga Bank entre Urawa Red Diamonds e Chapecoense não foi uma das coisas mais deslumbrante do futebol, muito pelo contrário. Em um jogo de baixo nível técnico e raras oportunidades de gol, a partida estava fadada para a disputa por pênaltis, mas o pênalti cometido por Grolli a poucos minutos do fim do tempo regulamentar tratou de evitar isso. Abe cobrou e deu a vitória para os anfitriões. O primeiro tempo da Chape foi deprimente e só conseguiu segurar o zero a zero porque o adversário carecia de técnica e criatividade, embora tenha dominado totalmente o clube brasileiro e mantido a tranquilidade. No segundo tempo, o campeão da Sulamericana voltou melhor e equilibrou a partida, manteve mais posse de bola, mas abusou nos cruzamentos para a área de Enomoto. A Chape tinha o jogo sob controle quando veio o pênalti, aos 42 minutos.

O título do Urawa Red Diamonds manteve a hegemonia dos clubes japoneses na Copa Suruga Bank. Em dez edições, foram quatro títulos para os sulamericanos e seis para os asiáticos. Enquanto isso, os brasileiros acumulam uma conquista (com Internacional, em 2008) e dois vices (São Paulo, em 2013, e, agora, a Chapecoense, em 2017).

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: URAWA RED DIAMONDS (JAP) 1×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Copa Suruga Bank 2017 – final (jogo único)
Local: Saitama Stadium 2002, Saitama, Japão
Data: 15 de agosto de 2017, terça-feira – 7h (horário de Brasília)
Árbitro: Kim Jong-hyeok (Coreia do Sul)
Assistentes: Yoon Kwang-yeol e Kim Young-há, ambos da Coreia do Sul
Cartões Amarelos: Rafael Silva (Urawa) Douglas Grolli e Luiz Antônio (Chapecoense)
Gol: Abe, de pênalti, aos 48 min do 2º tempo (1-0)
URAWA RED DIAMOND (JAP): 25.Enomoto; 46.Moriwaki (6.Endo), 2.Maurício Antônio e 5.Makino; 18.Komai (38.Kikuchi), 22.Abe, 10.Kashiwagi e 3.Ugajin (14.Hirakawa); 9.Muto (19.Onaiwu), 21.Ljubijankič (15.Nagasawa) e 8.Rafael Silva. Técnico: Takafumi Hori
CHAPECOENSE (BRA): 93.Jandrei; 22.Apodi, 3.Douglas Grolli, 14.Fabrício Bruno e 6.Reginaldo; 5.Moisés Ribeiro (33.Lucas Marques), 25.Lucas Mineiro e 11.Luiz Antônio (21.Luis Otávio); 7.Penila (9.Wellington Paulista), 10.Tulio de Melo e 17.Arthur. Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Urawa Red Diamond pelo título.

Por Jorge Almeida

Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Atlético Nacional: campeão da Recopa Sulamericana 2017

Jogadores do Atlético Nacional erguem a taça da Recopa Sulamericana conquistada nesta quarta-feira (10). Créditos: conmebol.com

Em uma partida marcada pela emoção, respeito e irmandade entre brasileiros e colombianos no Estádio Atanásio Girardort, em Medellín, dentro de campo, o Atlético Nacional não tomou conhecimento da Chapecoense e goleou a equipe brasileira por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (10) pelo segundo jogo da Recopa Sulamericana e ficou com a taça. Com dois gols de Dayro Moreno e Ibargüen, enquanto Túlio de Melo descontou para os visitantes, os comandados de Reinaldo Rueda fizeram 5 a 3 no placar agregado e ficou com o troféu que estava em jogo entre o atual campeão da Libertadores e o detentor da última edição da Copa Sulamericana.

O primeiro tempo mal começara e o Atlético Nacional já tratou de tirar o zero do placar. Antes de chegar a dois minutos de partida, Dayro Moreno recebeu a bola em profundidade, chutou para o gol e a bola passou por baixo de Artur Moraes, que falhou no lance.

Depois do gol sofrido, a Chape tentou equilibrar as ações no jogo e apostou no contragolpe, mas precisou marcar forte em seu campo, enquanto isso, o Atlético manteve a posse da bola e mais espaço. E a grama molhada atrapalha muito o Verdão do Oeste, pois com a bola rolando mais rápida, aumenta o número de passes errados.

Aos 31 minutos, a equipe da casa cobrou o lateral rápido, Macnelly Torres tocou para Ibargüen que, de dentro da aérea, acertou um belo chute, sem chances de defesa para Artur Moraes, 2 a 0 para o Atlético Nacional. O jogo seguiu até o final da primeira etapa com os colombianos controlando a partida, dominando o meio de campo e investindo pelas laterais. Enquanto isso, a Chapecoense apresentou dificuldades na criação de jogadas e ficou apenas nas tentativas de levantar a bola na área e nos chutes de longa distância, porém, sem sucesso.

Para tentar diminuir o prejuízo, o técnico Vágner Mancini promoveu a entrada de Apodi no lugar de Luiz Antônio na volta do intervalo. Mas, assim como foi no primeiro tempo, o Atlético chegou com perigo logo a um minuto de jogo. Dessa vez, contudo, não conseguiu chegar ao gol. No lance seguinte, a alteração feita na equipe brasileira surtiu efeito. João Pedro invadiu a área, tocou para Arthur Caíke, que estava sozinho na área, ele dominou e chutou fora do alcance de Armani, a redonda tinha endereço certo, mas Henriquez esticou a perna esquerda e tirou embaixo da trave. No rebote, o arqueiro sofreu a falta. Três minutos depois, o mesmo João Pedro avançou pela esquerda e chutou para boa defesa de Armani.

O que não a Chapecoense não jogou na primeira etapa, deixou para a metade do segundo tempo. Contudo, como precisava partir para cima para diminuir o prejuízo, a equipe brasileira ficou exposta aos contra-ataques dos colombianos. E, assim, aos 21 minutos, Ibargüen driblou Apodi pela esquerda e cruzou para Rodríguez que, de cabeça, escorou para Dayro Moreno que, também de cabeça, completou para as redes: 3 a 0.

Com a ampla vantagem, os anfitriões mantiveram o domínio da partida. Aos 33, Elkin Blanco chutou forte da área, Artur Moraes espalmou e, no rebote, o camisa 14 cruzou, mas a zaga da Chape afastou. Dois minutos depois, Bocanegra fez longo lançamento para Ibargüen, que partiu para cima de Douglas Grolli, tentou fintar o defensor, escorreu na hora do chute, mas a bola saiu mascada e encobriu Artur Moraes e aumentar o marcador: 4 a 0.

A Chape reagiu o suficiente para fazer o seu gol de honra. Aos 38, Osman Jr. levantou na área, Túlio de Melo recebeu, girou e finalizou para amenizar o prejuízo do time brasileiro, 4 a 1.

Com a reação tardia da Chape, o Atlético Nacional administrou o resultado e ficou à espera do apito final para poder comemorar o título da Recopa, que veio depois que o árbitro chileno encerrou a partida aos 48 minutos. Fim de jogo no Atanásio Girardot, Atlético Nacional 4, Chapecoense 1.

A Chapecoense entrou em campo com a vantagem de um gol por conta da vitória no jogo de ida. Todavia, com baixas de última hora, campo molhado e a pressão inicial, o time brasileiro viu a vantagem sucumbir com menos de dois minutos de jogo com gol de Dayro Moreno, que contou com contribuição do goleiro Artur Moraes. O Verdão até tentou equilibrar a partida, mas lhe faltava força para chegar ao ataque, embora conseguisse se manter bem posicionado na defesa. Contudo, os colombianos levaram a melhor no mano a mano e souberam aproveitar os espaços e foi dessa maneira que Macnelly Torres recebeu e tocou para Ibargüen na área para fazer 2 a 0. No começo da etapa complementar, a Chapecoense até voltou disposta, com Apodi no lugar de Luiz Antônio, para dar mais força e intensidade e deslocar João Pedro para o ataque. Criou chances, mas as jogadas individuais feitas no mano a mano corroboraram para a derrocada do clube catarinense. Em dois lances desse tipo, o time de casa chegou aos 4 a 0 com facilidade. Enquanto isso, Túlio de Melo, que substituiu Arthur Caike, fez o gol de honra da Chape.

Aliás, essa foi a quinta derrota do campeão catarinense nas últimas seis partidas. Essa sequência ruim é um sinal de alerta para a Chapecoense que, em um calendário atípico, conquistou o estadual, foi eliminado na fase de grupos da Primeira Liga, está com a situação complicada em seu grupo na Libertadores, perdeu o título da Recopa hoje, tem o jogo de volta contra o Cruzeiro pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil – a Raposa venceu o compromisso de ida por 1 a 0 em Belo Horizonte, o Campeonato Brasileiro e a Copa Suruga Bank, no Japão. Aliás, o Verdão do Oeste estreará na competição nacional no próximo sábado (13) fora de casa contra o Corinthians às 19h (horário de Brasília).

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
04/04/2017 – Chapecoense (BRA) 2×1 Atlético Nacional (COL) – Arena Condá, Chapecó (SC)
10/05/2017 – Atlético Nacional (COL) 4×1 Chapecoense (BRA) – Atanasio Girardot, Medellín

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO NACIONAL (COL) 4×1 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Recopa Sulamericana 2017 – 2º jogo
Local: Estádio Atanasio Gerardot, Medellín, Colômbia
Data: 10 de maio de 2017, quarta-feira, 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Marcelo Barraza e Cláudio Rios, ambos do Chile
Cartões Amarelos: Arthur Caike, Reinaldo, Moisés Ribeiro, Andrei Girotto e Nathan (Chapecoense); Ibargüen, Rodríguez e Blanco (Atlético Nacional)
Cartão Vermelho: Andrei Girotto (Chapecoense)
Gols: Dayro Moreno, a 1 min do 1º tempo (1-0); Ibargüen, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Dayro Moreno, aos 21 min do 2º tempo (3-0); Ibargüen, aos 34 min do 2º tempo (4-0); e Túlio de Melo, aos 37 min do 2º tempo (4-1)
ATLÉTICO NACIONAL (COL): 25.Armani; 2.Bocanegra, 5.Nájera, 12.Henriquez e 19.Díaz; 8.Arias (8.Nieto), 18.Aldo Rodríguez (14.Blanco), 7.Arley Rodríguez, 11.Ibargüen e 10.Macnelly Torres; 17.Dayro Moreno. Técnico: Reinaldo Rueda
CHAPECOENSE (BRA): 1.Artur Moraes; 2.João Pedro, 3.Douglas Grolli, 4.Nathan e 6.Reinaldo; 8.Andrei Girotto, 5.Moisés Ribeiro, 18.Luiz Antônio (22.Apodi), 19.Osman Jr. e 17.Arthur Caike (10.Túlio de Melo); 9.Welligton Paulista (11.Niltinho). Técnico: Vágner Mancini

Parabéns ao Club Atlético Nacional S.A. pelo título.

Por Jorge Almeida

E mais homenagens para a Chape

Chapecoense informou que distintivo terá duas novas estrelas. Créditos: divulgação/Chapecoense.com
Chapecoense informou que distintivo terá duas novas estrelas. Créditos: divulgação/Chapecoense.com

Na semana seguinte após a fatídica tragédia que culminou com a morte de 71 pessoas entre jogadores, dirigentes, jornalistas e tripulação do voo que levava a Chapecoense para Medellín, na Colômbia, a equipe de Chapecó recebeu mais homenagens ao longo desta semana, além das inúmeras honras recebidas merecidamente em memória dos que partiram na semana passada. Vamos mencionar algumas delas.

Na quarta-feira (7), Grêmio e Atlético Mineiro fizeram a segunda e decisiva partida da Copa do Brasil (vencida pelo Tricolor dos Pampas) e, antes de a bola rolar, houve homenagens tanto da torcida, que levou um bandeirão com a camisa da Chape, quanto pelos atletas (que jogaram com os uniformes que traziam um patch do clube catarinense na altura do peito) e também pela imprensa que cobriu o jogo e a arbitragem.

Simultaneamente à final da Copa do Brasil, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, mais um lindo tributo. A casa do Coritiba seria o palco da partida decisiva da Copa Sulamericana entre a Chapecoense e o Atlético Nacional, pois a Arena Condá não atendia às exigências do regulamento da competição (estádio com capacidade inferior a 40 mil pessoas). No lugar da partida, um culto ecumênico aberto ao público de todas as torcidas, que compareceram em peso ao estádio coxa-branca.

No Maracanã, os cariocas deram um abraço simbólico para homenagear a Chapecoense. O evento foi marcado pelo Facebook e, por lá, mais de 35 mil pessoas confirmaram presença.

E, antes dos dois eventos acima, as partidas válidas pela última rodada da fase de grupos da UEFA Champions League tiveram um minuto de silêncio.

Já nesta quinta-feira, no Japão, começou mais uma edição do Mundial de Clubes da FIFA. No Estádio Internacional de Yokohama, antes de começar a partida entre Kashima Antlers, do Japão, e Auckland City, da Nova Zelândia, houve um minuto de silêncio em homenagem às 71 vítimas da tragédia aérea.

No mesmo dia, o Barcelona enviou à Chapecoense um convite para disputar o troféu Juan Gamper, que é realizado anualmente durante a pré-temporada da equipe catalã. Aliás, o Barça já havia homenageado à Chape ao aposentar a camisa 73 (o número é referente ao ano de fundação do Verdão do Oeste – 1973). Antes disso, a Chapecoense foi convidada para participar de outro torneio amistoso tradicional na Espanha, o Ramón de Carranza, em Cádiz.

Voltando ao Brasil, mais equipes divulgaram em suas páginas oficiais divulgando como irão homenagear a Chapecoense na última rodada do Campeonato Brasileiro neste final de semana. O Corinthians, por exemplo, vai entrar em campo contra o Cruzeiro com o patch do time catarinense e, no espaço destinado ao patrocinador, os dados bancários da Chape para quem quiser depositar na conta do clube. Aliás, foi cogitado a possibilidade de o alvinegro paulista utilizar a cor verde (as da Chapecoense) em seu uniforme como forma de homenagem, mas para não desagradar os torcedores mais “radicais”, foi mantido o preto e branco e os dados bancários. No caso, o patrocinador master não foi prejudicado, uma vez que a Caixa patrocina as duas equipes.

E outra grande homenagem foi feita pela própria Chapecoense em memória de seus herois. Na tarde de hoje, o clube divulgou em seu site que fez uma reformulação em seu escudo como uma “forma de eternizar no peito a lembrança de tudo o que foi despertado nesse momento de adversidade”. Assim, dois detalhes foram inseridos no distintivo: a estrela branca referente à conquista da Copa Sulamericana 2016. A cor da estrela, conforme a explanação do site, “é branca em sinal de paz. A paz encontrada pelos nossos Eternos Campeões. Além disso, a cor branca simboliza a luz que nos guiará adiante”. Já a segunda estrela está no interior da letra F das iniciais do clube – que é referente ao futebol – que, ainda de acordo com a justificativa do clube, “é a forma sutil, mas impactante, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense”.

Saindo do âmbito esportivo, seguem as investigações sobre as causas do acidente com o avião da LaMia e torcemos para que todos os responsáveis que contribuíram para a tregédia sejam severamente punidos.

Enfim, definitivamente, a Chape se tornou o segundo time de todos os torcedores. E, só para reforçar, #ForçaChape.

Por Jorge Almeida