Urawa Red Diamonds: campeão da Copa Suruga Bank 2017

Urawa Red Diamond: campeão da Copa Suruga Bank pela primeira vez

Com o gol de pênalti convertido pelo capitão Abe, aos 48 minutos do segundo tempo, o Urawa Red Diamonds derrotou a Chapecoense por 1 a 0 na decisão da Copa Suruga Bank 2017, no Saitama Stadium 2002, em Saitama, no Japão. O campeão japonês conquistou pela primeira vez a competição que põe frente à frente o campeão nacional do Japão e o ganhador da última edição da Copa Sulamericana.

A decisão começou com muitos passes errados nos momentos iniciais, mas o Urawa adiantou as linhas de passe e passou a trabalhar no campo da Chapecoense.

A primeira oportunidade de gol surgiu aos 11 minutos. Rafael Silva lançou muito, que bateu de primeira por cima do gol de Jandrei.

O jogo seguiu com um baixo nível técnico, com raras chances de gol e a Chape não conseguir ter a posse da bola. A partida seguiu monótona e com pouca inspiração. Aos 41, Kashiwagi cobrou falta na medida para Ljubijankič cabecear para o meio do gol.

A etapa final seguiu o mesmo panorama da primeira: pouca técnica com muita pegada e muita faltas duras também. Aos 4, Kashiwigi cobrou falta na área, a bola passou por todo mundo e saiu, Rafael  Silva não conseguiu chegar.

Após passar o primeiro tempo sem finalizar a gol, o Verdão do Oeste teve duas chances seguidas aos 13. Arthur foi lançado, arriscou com a esquerda, Enomoto defendeu parcialmente e. no rebote, o atacante mandou para fora. Foi o melhor momento da Chape até então. Cinco minutos mais tarde, a equipe brasileira tentou novamente com Grolli. Reinaldo cobou lateral na direção do zagueiro que, sozinho, testou sobre a meta do Urawa Reds.

O clube catarinense melhorou consideravelmente o seu desempenho no segundo tempo, conseguiu ter mais a posse de bola, afastou o campeão japonês de seu gol e chegou três vezes ao ataque depois que o ataque passou despercebido na etapa inicial.

E, quando tudo se encaminhava para uma disputa por pênaltis, Ljubijankič foi derrubado na área por Grolli, Pênalti. A marcação da penalidade pelo árbitro Kim Jong-hyeok, da Coreia do Sul, causou revolta nos jogadores da Chapecoense, que passaram cerca de cinco minutos reclamando da marcação, inclusive, chegaram a a pontar que o próprio Ljubijankič havia afirmado não ter sofrido a penalidade. Mas não teve jeito: o pênalti foi mantido. Na cobrança, o capitão Abe bateu no canto esquerdo de Jandrei, que saltou, mas não alcançou e fez o gol do título.

Com o tento, que saiu aos 48 minutos, a decisão foi até os 54 minutos, contando os tradicionais “três minutos de acréscimos” e o tempo em que o jogo foi interrompido por causa da marcação do pênalti. A Chape tentou pressionar nas bolas aéreas, mas não obteve êxito e não conseguiu chegar ao empate. Fim de jogo no Saitama Stadium 2002: Urawa Red Diamond 1, Chapecoense 0.

A final da Copa Suruga Bank entre Urawa Red Diamonds e Chapecoense não foi uma das coisas mais deslumbrante do futebol, muito pelo contrário. Em um jogo de baixo nível técnico e raras oportunidades de gol, a partida estava fadada para a disputa por pênaltis, mas o pênalti cometido por Grolli a poucos minutos do fim do tempo regulamentar tratou de evitar isso. Abe cobrou e deu a vitória para os anfitriões. O primeiro tempo da Chape foi deprimente e só conseguiu segurar o zero a zero porque o adversário carecia de técnica e criatividade, embora tenha dominado totalmente o clube brasileiro e mantido a tranquilidade. No segundo tempo, o campeão da Sulamericana voltou melhor e equilibrou a partida, manteve mais posse de bola, mas abusou nos cruzamentos para a área de Enomoto. A Chape tinha o jogo sob controle quando veio o pênalti, aos 42 minutos.

O título do Urawa Red Diamonds manteve a hegemonia dos clubes japoneses na Copa Suruga Bank. Em dez edições, foram quatro títulos para os sulamericanos e seis para os asiáticos. Enquanto isso, os brasileiros acumulam uma conquista (com Internacional, em 2008) e dois vices (São Paulo, em 2013, e, agora, a Chapecoense, em 2017).

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: URAWA RED DIAMONDS (JAP) 1×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Copa Suruga Bank 2017 – final (jogo único)
Local: Saitama Stadium 2002, Saitama, Japão
Data: 15 de agosto de 2017, terça-feira – 7h (horário de Brasília)
Árbitro: Kim Jong-hyeok (Coreia do Sul)
Assistentes: Yoon Kwang-yeol e Kim Young-há, ambos da Coreia do Sul
Cartões Amarelos: Rafael Silva (Urawa) Douglas Grolli e Luiz Antônio (Chapecoense)
Gol: Abe, de pênalti, aos 48 min do 2º tempo (1-0)
URAWA RED DIAMOND (JAP): 25.Enomoto; 46.Moriwaki (6.Endo), 2.Maurício Antônio e 5.Makino; 18.Komai (38.Kikuchi), 22.Abe, 10.Kashiwagi e 3.Ugajin (14.Hirakawa); 9.Muto (19.Onaiwu), 21.Ljubijankič (15.Nagasawa) e 8.Rafael Silva. Técnico: Takafumi Hori
CHAPECOENSE (BRA): 93.Jandrei; 22.Apodi, 3.Douglas Grolli, 14.Fabrício Bruno e 6.Reginaldo; 5.Moisés Ribeiro (33.Lucas Marques), 25.Lucas Mineiro e 11.Luiz Antônio (21.Luis Otávio); 7.Penila (9.Wellington Paulista), 10.Tulio de Melo e 17.Arthur. Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Urawa Red Diamond pelo título.

Por Jorge Almeida

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Barcelona: campeão do Troféu Joan Gamper 2017

Jogadores das duas equipes posam para fotografia no Camp Nou. Foto: Josep Lago/AFP

A Chapecoense foi homenageada pelo Barcelona ao participar da disputa do Troféu Joan Gamper, no Estádio Camp Nou, na Catalunha, na tarde desta segunda-feira (7). Dentro de campo, os catalães golearam a Chape por 5 a 0, com gols Deulofeu, Busquets, Messi, Suárez e Denis Suárez, e ficaram com a taça do amistoso pela 40ª vez. Para os envolvidos, o resultado foi o de menos, mas valeu a celebração à vida, à memória dos 71 mortos do voo da LaMia, a volta de Alan Ruschel e dos demais sobreviventes. Uma grande festa foi feita na casa do Barça.

O jogo começou com o Barcelona partindo pra cima e, através do característico toque de bola, logo a um minuto de jogo, Messi bateu à queima-roupa para Elias fazer linda defesa. Dois minutos depois, após escanteio, Rakitić se antecipou no primeiro pau e cabeceou por cima do gol de Elias. Em seguida, depois de bela troca de passes, Suárez recebeu na área, mas sem ângulo chutou em cima do arqueiro da Chape.

E, com muita facilidade, o Barça chegou ao gol aos cinco minutos. Rakitić deu uma caneta em Luiz Otávio e deixou Deulofeu apenas para completar para as redes, sem goleiro.

Os blaugranas não demoraram muito e fizeram o segundo gol ainda aos dez minutos. Deulofeu importunou a defesa da Chapecoense e recuou para Busquets, sem marcação, e que acertou um chutaço no ângulo, sem chances de defesa para Elias.

O Verdão do Oeste teve a sua primeira oportunidade apenas aos 15 minutos. Wellington Paulista ganha de Piqué por cima, carregou a bola até a grande área para arriscar de esquerda, cruzado, para a redonda passar perto da trave esquerda de Ter Steger. Quatro minutos depois, a equipe brasileira finalizou novamente. Alan Ruschel cobrou falta na área, Luiz Otávio subiu bem, sozinho, cabeceou, mas não acertou o alvo. A Chape passou a tocar a bola sem pressa, mas não conseguiu progredir.

A equipe catalã voltou a impor o seu ritmo. Aos 26, cruzamento rasteiro para Messi, o argentino pegou de primeira e Elias defendeu no reflexo. No lance seguinte, Messi girou, driblou e passou como quis na defesa adversárioa, abriu para Deulofeu, que devolveu para o camisa 10 marcar: 3 a 0.

O Barcelona seguiu pressionando sem dó e nem piedade da Chape. Aos 33, Rakitić ajeitou de costas para Suárez chegar chutando; o uruguaio pegou de primeira para mais uma grande defesa de Elias. No minuto seguinte, Suárez saiu na cara do goleiro da Chape, que saiu bem, fechou o ângulo e impediu o quarto tento dos blaugranas.

O ápice do jogo veio aos 35 minutos: saiu Alan Ruschel, que foi aplaudido de pé pelos torcedores presentes no Camp Nou, para a entrada de Penilla. E os catalães continuaram com tudo no jogo. Aos 37, roubaram a bola próximo da defesa da Chape, e Messi só não marcou o seu segundo gol porque Reinaldo, com o pé, salvou em cima da linha. Cinco minutos mais tarde, outra tabelinha do Barça, dessa vez com Iniesta e Messi, que deixou o camisa 8 na cara do gol e tentou encobrir Elias, mas o arqueiro defendeu. Aos 44, depois da cobrança de escanteio, Suárez pegou de primeira, sem deixar a bola quicar, mas Elias fez mais uma grande defesa.

Na segunda etapa, o domínio catalão seguiu e o quarto gol não demorou muito. Aos 9, Suárez recebeu de Messi e bateu forte, sem ângulo, para fazer o seu depois de parar em Elias em três ocasiões. Um minuto depois, Messi recebeu de Suárez, puxou para o meio e visou o cantinho, porém, a esférica saiu.

Aos 14, a Chapecoense chegou à sua terceira finalização no jogo, mas Cilessen caiu no canto para defender. O jogo deu continuidade com a superioridade dos anfitriões, que chegaram ao quinto gol aos 28. Messi deu um excelente passe para Denis Suárez receber livre e chutar na saída do goleiro.

O amistoso deu uma tranquilizada por conta das alterações promovidas pelas equipes.  A Chape tentou mais uma vez aos 36 com Tulio de Melo, que subiu mais alto que a defesa e exigiu defesa de Cillessen.

O Barcelona ainda teve oportunidade de chegar ao sexto gol. Khevin derrubou Semedo na área aos 43. Pênalti. Paco Alcácer, que entrou no lugar de Messi, cobrou, mas Artur Moraes, substituto de Elias, pegou, no rebote, o camisa 17 azul-grená escorregou e, no bate-rebate, a defesa conseguiu afastar.

O jogo seguiu até os 49 minutos, e o amistoso terminou com vitória dos anfitriões por 5 a 0 e, assim, o Internacional de Porto Alegre segue como o único time brasileiro a conquistar o Troféu Joan Gamper, enquanto o Barcelona conquista a taça que leva o nome do patrono pela 40ª vez.

Apesar de estar em começo de temporada, o Barcelona entrou com o franco favoritismo diante da Chapecoense, e a superioridade do time catalão foi absurda. Messi e companhia encararam o amistoso como um jogo-treino. A Chape foi ‘engolida’ pelo Barça. Nos números da partida, os blaugranas foram superiores em todos os dados: posse de bola (67% a 33%), finalizações (20 a 4, sendo que os catalães tiveram dez chances reais de gols contra zero dos brasileiros), passes certos (540 a 154), enfim, avassalador. Apesar da goleada, o resultado foi o de menos, o importante foi a celebração à vida, a homenagem aos falecidos e aos sobreviventes do voo da LaMia.

A seguir, a ficha técnica do jogo amistoso que valeu taça.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA (ESP) 5×0 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Troféu Joan Gamper 2017 – amistoso (jogo único)
Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha
Data: 7 de agosto de 2017, segunda-feira, 15h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Alfonso Álvarez Isquierdo
Assistentes: Juan Carlos Barranco Trejo e Joan Méndez Mateo
Cartão Amarelo: Lucas Mineiro (Chapecoense)
Gols: Deulofeu, aos 5 min (1-0), Busquets, aos 10 min (2-0) e Messi, aos 27 min do 1º tempo (3-0); Suárez, aos 9 min (4-0) e Denis Suárez, aos 29 min do 2º tempo (5-0)
BARCELONA (ESP): 1.Ter Stegen (13.Cillessen); 22.Vidal (2.Nélson Semedo), 3.Piqué (2.Marlon), 23.Umtiti (14.Mascherano) e 18.Jordi Alba (19.Digne); 4.Rakitić (30.Aleñá), 5.Busquets (26.Samper) e 8.Iniesta (20.Sergi Roberto); 16.Deulofeu (6.Denis Suárez), 10.Messi (17.Paco Alcácer) e 9.Suárez (29.El Haddadi). Técnico: Ernesto Valverde
CHAPECOENSE (BRA): 12.Elias (1.Artur Moraes); 22.Apodi (92.Zeballos), 21.Luiz Otávio (14.Fabrício Bruno), 80.Victor Ramos (3.Douglas Grolli) e 6.Reinaldo; 5.Moisés Ribeiro (11.Luiz Antônio), 28.Alan Ruschel (7.Penilla), 30.Nenén (70.Nadson) (37.Moisés Gaúcho), 25.Lucas Mineiro (87.Khevin) e 32.Lourency (23.Fernando Guerrero) (17.Arthur Caíke); 9.Wellington Paulista (10.Tulio de Melo). Técnico: Vinícius Eutrópio

Parabéns ao Futbol Club Barcelona e, por que não?, à Associação Chapecoense de Futebol pela festa.

Por Jorge Almeida

Atlético Nacional: campeão da Recopa Sulamericana 2017

Jogadores do Atlético Nacional erguem a taça da Recopa Sulamericana conquistada nesta quarta-feira (10). Créditos: conmebol.com

Em uma partida marcada pela emoção, respeito e irmandade entre brasileiros e colombianos no Estádio Atanásio Girardort, em Medellín, dentro de campo, o Atlético Nacional não tomou conhecimento da Chapecoense e goleou a equipe brasileira por 4 a 1 na noite desta quarta-feira (10) pelo segundo jogo da Recopa Sulamericana e ficou com a taça. Com dois gols de Dayro Moreno e Ibargüen, enquanto Túlio de Melo descontou para os visitantes, os comandados de Reinaldo Rueda fizeram 5 a 3 no placar agregado e ficou com o troféu que estava em jogo entre o atual campeão da Libertadores e o detentor da última edição da Copa Sulamericana.

O primeiro tempo mal começara e o Atlético Nacional já tratou de tirar o zero do placar. Antes de chegar a dois minutos de partida, Dayro Moreno recebeu a bola em profundidade, chutou para o gol e a bola passou por baixo de Artur Moraes, que falhou no lance.

Depois do gol sofrido, a Chape tentou equilibrar as ações no jogo e apostou no contragolpe, mas precisou marcar forte em seu campo, enquanto isso, o Atlético manteve a posse da bola e mais espaço. E a grama molhada atrapalha muito o Verdão do Oeste, pois com a bola rolando mais rápida, aumenta o número de passes errados.

Aos 31 minutos, a equipe da casa cobrou o lateral rápido, Macnelly Torres tocou para Ibargüen que, de dentro da aérea, acertou um belo chute, sem chances de defesa para Artur Moraes, 2 a 0 para o Atlético Nacional. O jogo seguiu até o final da primeira etapa com os colombianos controlando a partida, dominando o meio de campo e investindo pelas laterais. Enquanto isso, a Chapecoense apresentou dificuldades na criação de jogadas e ficou apenas nas tentativas de levantar a bola na área e nos chutes de longa distância, porém, sem sucesso.

Para tentar diminuir o prejuízo, o técnico Vágner Mancini promoveu a entrada de Apodi no lugar de Luiz Antônio na volta do intervalo. Mas, assim como foi no primeiro tempo, o Atlético chegou com perigo logo a um minuto de jogo. Dessa vez, contudo, não conseguiu chegar ao gol. No lance seguinte, a alteração feita na equipe brasileira surtiu efeito. João Pedro invadiu a área, tocou para Arthur Caíke, que estava sozinho na área, ele dominou e chutou fora do alcance de Armani, a redonda tinha endereço certo, mas Henriquez esticou a perna esquerda e tirou embaixo da trave. No rebote, o arqueiro sofreu a falta. Três minutos depois, o mesmo João Pedro avançou pela esquerda e chutou para boa defesa de Armani.

O que não a Chapecoense não jogou na primeira etapa, deixou para a metade do segundo tempo. Contudo, como precisava partir para cima para diminuir o prejuízo, a equipe brasileira ficou exposta aos contra-ataques dos colombianos. E, assim, aos 21 minutos, Ibargüen driblou Apodi pela esquerda e cruzou para Rodríguez que, de cabeça, escorou para Dayro Moreno que, também de cabeça, completou para as redes: 3 a 0.

Com a ampla vantagem, os anfitriões mantiveram o domínio da partida. Aos 33, Elkin Blanco chutou forte da área, Artur Moraes espalmou e, no rebote, o camisa 14 cruzou, mas a zaga da Chape afastou. Dois minutos depois, Bocanegra fez longo lançamento para Ibargüen, que partiu para cima de Douglas Grolli, tentou fintar o defensor, escorreu na hora do chute, mas a bola saiu mascada e encobriu Artur Moraes e aumentar o marcador: 4 a 0.

A Chape reagiu o suficiente para fazer o seu gol de honra. Aos 38, Osman Jr. levantou na área, Túlio de Melo recebeu, girou e finalizou para amenizar o prejuízo do time brasileiro, 4 a 1.

Com a reação tardia da Chape, o Atlético Nacional administrou o resultado e ficou à espera do apito final para poder comemorar o título da Recopa, que veio depois que o árbitro chileno encerrou a partida aos 48 minutos. Fim de jogo no Atanásio Girardot, Atlético Nacional 4, Chapecoense 1.

A Chapecoense entrou em campo com a vantagem de um gol por conta da vitória no jogo de ida. Todavia, com baixas de última hora, campo molhado e a pressão inicial, o time brasileiro viu a vantagem sucumbir com menos de dois minutos de jogo com gol de Dayro Moreno, que contou com contribuição do goleiro Artur Moraes. O Verdão até tentou equilibrar a partida, mas lhe faltava força para chegar ao ataque, embora conseguisse se manter bem posicionado na defesa. Contudo, os colombianos levaram a melhor no mano a mano e souberam aproveitar os espaços e foi dessa maneira que Macnelly Torres recebeu e tocou para Ibargüen na área para fazer 2 a 0. No começo da etapa complementar, a Chapecoense até voltou disposta, com Apodi no lugar de Luiz Antônio, para dar mais força e intensidade e deslocar João Pedro para o ataque. Criou chances, mas as jogadas individuais feitas no mano a mano corroboraram para a derrocada do clube catarinense. Em dois lances desse tipo, o time de casa chegou aos 4 a 0 com facilidade. Enquanto isso, Túlio de Melo, que substituiu Arthur Caike, fez o gol de honra da Chape.

Aliás, essa foi a quinta derrota do campeão catarinense nas últimas seis partidas. Essa sequência ruim é um sinal de alerta para a Chapecoense que, em um calendário atípico, conquistou o estadual, foi eliminado na fase de grupos da Primeira Liga, está com a situação complicada em seu grupo na Libertadores, perdeu o título da Recopa hoje, tem o jogo de volta contra o Cruzeiro pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil – a Raposa venceu o compromisso de ida por 1 a 0 em Belo Horizonte, o Campeonato Brasileiro e a Copa Suruga Bank, no Japão. Aliás, o Verdão do Oeste estreará na competição nacional no próximo sábado (13) fora de casa contra o Corinthians às 19h (horário de Brasília).

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da decisão.

Data – Jogo – Local:
04/04/2017 – Chapecoense (BRA) 2×1 Atlético Nacional (COL) – Arena Condá, Chapecó (SC)
10/05/2017 – Atlético Nacional (COL) 4×1 Chapecoense (BRA) – Atanasio Girardot, Medellín

FICHA TÉCNICA: ATLÉTICO NACIONAL (COL) 4×1 CHAPECOENSE (BRA)
Competição/fase: Recopa Sulamericana 2017 – 2º jogo
Local: Estádio Atanasio Gerardot, Medellín, Colômbia
Data: 10 de maio de 2017, quarta-feira, 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (Chile)
Assistentes: Marcelo Barraza e Cláudio Rios, ambos do Chile
Cartões Amarelos: Arthur Caike, Reinaldo, Moisés Ribeiro, Andrei Girotto e Nathan (Chapecoense); Ibargüen, Rodríguez e Blanco (Atlético Nacional)
Cartão Vermelho: Andrei Girotto (Chapecoense)
Gols: Dayro Moreno, a 1 min do 1º tempo (1-0); Ibargüen, aos 30 min do 1º tempo (2-0); Dayro Moreno, aos 21 min do 2º tempo (3-0); Ibargüen, aos 34 min do 2º tempo (4-0); e Túlio de Melo, aos 37 min do 2º tempo (4-1)
ATLÉTICO NACIONAL (COL): 25.Armani; 2.Bocanegra, 5.Nájera, 12.Henriquez e 19.Díaz; 8.Arias (8.Nieto), 18.Aldo Rodríguez (14.Blanco), 7.Arley Rodríguez, 11.Ibargüen e 10.Macnelly Torres; 17.Dayro Moreno. Técnico: Reinaldo Rueda
CHAPECOENSE (BRA): 1.Artur Moraes; 2.João Pedro, 3.Douglas Grolli, 4.Nathan e 6.Reinaldo; 8.Andrei Girotto, 5.Moisés Ribeiro, 18.Luiz Antônio (22.Apodi), 19.Osman Jr. e 17.Arthur Caike (10.Túlio de Melo); 9.Welligton Paulista (11.Niltinho). Técnico: Vágner Mancini

Parabéns ao Club Atlético Nacional S.A. pelo título.

Por Jorge Almeida

E mais homenagens para a Chape

Chapecoense informou que distintivo terá duas novas estrelas. Créditos: divulgação/Chapecoense.com
Chapecoense informou que distintivo terá duas novas estrelas. Créditos: divulgação/Chapecoense.com

Na semana seguinte após a fatídica tragédia que culminou com a morte de 71 pessoas entre jogadores, dirigentes, jornalistas e tripulação do voo que levava a Chapecoense para Medellín, na Colômbia, a equipe de Chapecó recebeu mais homenagens ao longo desta semana, além das inúmeras honras recebidas merecidamente em memória dos que partiram na semana passada. Vamos mencionar algumas delas.

Na quarta-feira (7), Grêmio e Atlético Mineiro fizeram a segunda e decisiva partida da Copa do Brasil (vencida pelo Tricolor dos Pampas) e, antes de a bola rolar, houve homenagens tanto da torcida, que levou um bandeirão com a camisa da Chape, quanto pelos atletas (que jogaram com os uniformes que traziam um patch do clube catarinense na altura do peito) e também pela imprensa que cobriu o jogo e a arbitragem.

Simultaneamente à final da Copa do Brasil, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, mais um lindo tributo. A casa do Coritiba seria o palco da partida decisiva da Copa Sulamericana entre a Chapecoense e o Atlético Nacional, pois a Arena Condá não atendia às exigências do regulamento da competição (estádio com capacidade inferior a 40 mil pessoas). No lugar da partida, um culto ecumênico aberto ao público de todas as torcidas, que compareceram em peso ao estádio coxa-branca.

No Maracanã, os cariocas deram um abraço simbólico para homenagear a Chapecoense. O evento foi marcado pelo Facebook e, por lá, mais de 35 mil pessoas confirmaram presença.

E, antes dos dois eventos acima, as partidas válidas pela última rodada da fase de grupos da UEFA Champions League tiveram um minuto de silêncio.

Já nesta quinta-feira, no Japão, começou mais uma edição do Mundial de Clubes da FIFA. No Estádio Internacional de Yokohama, antes de começar a partida entre Kashima Antlers, do Japão, e Auckland City, da Nova Zelândia, houve um minuto de silêncio em homenagem às 71 vítimas da tragédia aérea.

No mesmo dia, o Barcelona enviou à Chapecoense um convite para disputar o troféu Juan Gamper, que é realizado anualmente durante a pré-temporada da equipe catalã. Aliás, o Barça já havia homenageado à Chape ao aposentar a camisa 73 (o número é referente ao ano de fundação do Verdão do Oeste – 1973). Antes disso, a Chapecoense foi convidada para participar de outro torneio amistoso tradicional na Espanha, o Ramón de Carranza, em Cádiz.

Voltando ao Brasil, mais equipes divulgaram em suas páginas oficiais divulgando como irão homenagear a Chapecoense na última rodada do Campeonato Brasileiro neste final de semana. O Corinthians, por exemplo, vai entrar em campo contra o Cruzeiro com o patch do time catarinense e, no espaço destinado ao patrocinador, os dados bancários da Chape para quem quiser depositar na conta do clube. Aliás, foi cogitado a possibilidade de o alvinegro paulista utilizar a cor verde (as da Chapecoense) em seu uniforme como forma de homenagem, mas para não desagradar os torcedores mais “radicais”, foi mantido o preto e branco e os dados bancários. No caso, o patrocinador master não foi prejudicado, uma vez que a Caixa patrocina as duas equipes.

E outra grande homenagem foi feita pela própria Chapecoense em memória de seus herois. Na tarde de hoje, o clube divulgou em seu site que fez uma reformulação em seu escudo como uma “forma de eternizar no peito a lembrança de tudo o que foi despertado nesse momento de adversidade”. Assim, dois detalhes foram inseridos no distintivo: a estrela branca referente à conquista da Copa Sulamericana 2016. A cor da estrela, conforme a explanação do site, “é branca em sinal de paz. A paz encontrada pelos nossos Eternos Campeões. Além disso, a cor branca simboliza a luz que nos guiará adiante”. Já a segunda estrela está no interior da letra F das iniciais do clube – que é referente ao futebol – que, ainda de acordo com a justificativa do clube, “é a forma sutil, mas impactante, de eternizar os que dedicavam suas vidas à Chapecoense”.

Saindo do âmbito esportivo, seguem as investigações sobre as causas do acidente com o avião da LaMia e torcemos para que todos os responsáveis que contribuíram para a tregédia sejam severamente punidos.

Enfim, definitivamente, a Chape se tornou o segundo time de todos os torcedores. E, só para reforçar, #ForçaChape.

Por Jorge Almeida

Chapecoense: campeã da Copa Sulamericana de 2016

Conmebol declarou a Chapecoense como campeã da Copa Sulamericana. Foto: reprodução conmebol.com
Conmebol declarou a Chapecoense como campeã da Copa Sulamericana. Foto: reprodução conmebol.com

Embora não tenha sido do jeito que gostaríamos de informar, a Chapecoense é campeã da Copa Sulamericana 2016. O título foi confirmado pela Conmebol em reunião virtual do Conselho da realizada por teleconferência nesta segunda-feira (5) e comunicada em seu site oficial. A entidade acatou o pedido do Atlético Nacional em ter reinvindicado o título ao clube brasileiro como forma de homenagem aos mortos da tragédia que tirou a vida de 71 pessoas no acidente aéreo da última terça-feira (29).

A nota publicada pela Conmebol informa que a Chape “receberá todas as honras e prerrogativas de campeão da Copa Sulamericana de 2016”. O texto ainda reconhece o Atlético Nacional como vice-campeão do torneio e informa que a equipe colombiana receberá o prêmio “Centenário da Conmebol ao Fair Play” e a quantia de US$ 1 milhão pela atitude de ter pedido o título para o clube catarinense.

Com a decisão da Conmebol, a Chapecoense receberá US$ 2 milhões de premiação pelo título da Copa Sulamericana. Além de mais um milhão de dólares pela vaga na Recopa Sulamericana, que disputará em 2017 contra o mesmo Atlético Nacional, sem data definida por enquanto) e, ainda, mais US$ 600 mil por jogo como mandante em sua participação na Libertadores de 2017. E, como fará pelo menos três partidas como mandante na fase de grupos, a equipe terá garantida US$ 1,8 milhão.

Com o título, a Chapecoense disputará em 2017 a Recopa Sulamericana, a Copa Libertadores da América, a Copa Suruga Bank, no Japão, e a Supercopa Euroamericana (competição não-oficial que reúne o campeão da Sulamericana contra o ganhador da UEFA Europa League).

A final da Copa Sulamericana 2016 seria disputada entre Chapecoense e Atlético Nacional nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro. O primeiro jogo seria disputado no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, e o jogo de volta seria realizado no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, porque a Arena Condá, casa da Chapecoense, tem capacidade para 19 mil pessoas, menos da metade exigido pelas normas da Conmebol para jogos das finais, que é de 40 mil torcedores. Mas, como é de conhecimento de todos, o avião da LaMia que trazia a delegação da Chapecoense, caiu na madrugada de terça-feira (29) matando 71 pessoas e deixando seis sobreviventes até então. E o adversário da Chape na final, em uma atitude grandiosa, tratou de enviar um ofício à Conmebol para que a entidade reconheça a Chapecoense como campeã da Copa Sulamericana.

A seguir, o resumo da campanha dos eternos campeões da Chapecoense.

Segunda fase:
25/08/2016 – Cuiabá (BRA) 1×0 Chapecoense (BRA) – Arena Pantanal, Cuiabá
31/08/2016 – Chapecoense (BRA) 3×1 Cuiabá (BRA) – Arena Condá, Chapecó
Oitavas-de-final:
21/09/2016 – Independiente (ARG) 0x0 Chapecoense (BRA) – Libertadores de América, Avellaneda
28/09/2016 – Chapecoense (BRA) (5)0x0(4) Independiente (ARG) – Arena Condá, Chapecó
Quartas-de-final:
19/10/2016 – Junior Barranquilla (COL) 1×0 Chapecoense (BRA) – Metropolitano, Barranquilla
26/10/2016 – Chapecoense (BRA) 3×0 Junior Barranquilla (COL) – Arena Condá, Chapecó
Semifinais:
02/11/2016 – San Lorenzo (ARG) 1×1 Chapecoense (BRA) – Nuevo Gasómetro, Buenos Aires
23/11/2016 – Chapecoense (BRA) 0x0 San Lorenzo (ARG) – Arena Condá, Chapecó
Final:
Suspenso – Atlético Nacional (COL) x Chapecoense (BRA) – Atanasio Girardot, Medellín
Suspenso – Chapecoense (BRA) x Atlético Nacional (COL) – Couto Pereira, Curitiba

Parabéns à Conmebol pela decisão sensata e para o Atlético Nacional pela nobre atitude.

Por Jorge Almeida

Avião com delegação da Chapecoense cai e deixa mais de 70 mortos

Luto: acidente aéreo com delegação da Chapecoense deixou mais de 70 mortos na Colômbia
Luto: acidente aéreo com delegação da Chapecoense deixou mais de 70 mortos na Colômbia

O Brasil amanheceu de luto nesta terça-feira (29). O avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu a cerca de 30 quilômetros a cerca da cidade de onde a equipe brasileira enfrentaria o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa Sulamericana. A aeronave da companhia LaMia, que levava 77 pessoas – entre jogadores e comissão técnica da Chapecoense, jornalistas, convidados e tripulação – perdeu contato com a torre comando quando sobrevoava as cidades de La Ceja e Aberrojal, à 0h33 de Brasília, e a queda aconteceu à 1h15 no Cerro El Gordo matando 71 pessoas e deixando seis sobreviventes.

Os seis sobreviventes confirmados foram: o goleiro Follmann, o zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel, o jornalista Rafael Henzel e dois membros da tripulação, Ximena Suárez e Erwin Tumiri. O goleiro Danilo foi resgatado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital para onde foi transferido. Todos os outros 71 corpos foram encontrados pela unidade de resgate local.

No trajeto entre o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, até Medellín, a Chapecoense fez dois voos. O primeiro saiu de São Paulo, às 16h de segunda-feira, com destino a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia e, depois em um avião de menor porte (modelo conhecido como “Jumbolino”) com capacidade para 95 pessoas, da LaMia, com destino a Medellín. Vale reforçar que a logística planejada pela equipe catarinense era de pegar um voo fretado da empresa boliviana BoA diretamente para a Colômbia, mas a ANAC não liberou a operação porque, para esse tipo de deslocamento, a empresa aérea teria de ser de origem do país de embarque ou desembarque, ou seja, brasileira ou colombiana, e que havia voos comerciais no Brasil que faz essa rota.

Assim que as informações sobre o acidente começaram a ser veiculadas, houve grande comoção de todas as partes do Brasil e do mundo. Torcedores de todos os clubes brasileiros mostraram solidariedade à Chape ao postar mensagens nas redes sociais de luto, consolo e apoio aos familiares dos acidentados, aos torcedores do clube e à agremiação em si. A homenagem não ficou restrita apenas aos torcedores, personalidades do esporte do mundo inteiro, de outros segmentos e entidades esportivas também fizeram questão de deixar o seu tributo à Chapecoense e aos envolvidos na tragédia.

A Conmebol, entidade responsável pela organização da Copa Sulamericana, em uma decisão sensata, imediatamente suspendeu a final da competição. A CBF também já comunicou que o segundo jogo da final da Copa do Brasil entre Grêmio e Atlético Mineiro que seria realizada amanhã, em Porto Alegre, foi adiada, assim como a última rodada do Campeonato Brasileiro, que seria disputada no próximo domingo, dia 4 de dezembro. O Atlético Mineiro, que enfrentaria a Chape na rodada derradeira do BR-16, pediu a anulação da última partida.

As entidades esportivas decretam luto oficial. Inclusive, o presidente Michel Temer, por nota, enviou uma nota de pesar e decretou três dias de luto.

No Brasil, os fanáticos das principais equipes do País sugeriram a ideia de que, cada equipe cedesse um jogador por empréstimo para a Chapecoense se reestabelecer. Ideia que foi imediatamente acatada por muitos times, como Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo, Atlético Paranaense, Vasco, Fluminense, Coritiba, Portuguesa e Santos. Há expectativa de que outras agremiações aderem à iniciativa. Inclusive, os clubes estão compartilhando um ofício para enviar à CBF solicitando permissão para ceder gratuitamente à Chape atletas por empréstimo (bancando o salário deles) e também propondo que o Verdão do Oeste se mantido na primeira divisão pelas próximas três temporadas, ou seja, caso a Chapecoense termine as edições seguintes do Brasileiro entre o 17º e 20º lugar, o 16º seria rebaixado em seu lugar. E, lá fora, Benfica, de Portugal; Libertad, do Paraguai; Racing, da Argentina; e o Real Madrid (com o time B) também se propuseram a emprestar atletas.

Outra forma de homenagem sugerida pelos torcedores foi a de que todas as equipes que disputam a Série A do Brasileiro jogassem a última partida do certame com a camisa da Chapecoense – os mandantes usariam o uniforme um e os visitantes utilizariam o uniforme dois. O campeão Palmeiras foi o primeiro que acatou a ideia. Mas aí dependerá da CBF e das demais equipes.

No mundo, houve também homenagens à Chapecoense. Na Espanha, Real Madrid e Barcelona fizeram um minuto de silêncio antes de realizarem os treinamentos. Aliás, a equipe merengue foi além: enviou um ofício à FIFA para permitir que a entidade o autorize a enviar dinheiro e ceder jogadores de seu time B por empréstimo à Chapecoense. E Cristiano Ronaldo também ofereceu do seu próprio bolso um milhão a mais para ajudar.

Na Inglaterra, em Wembley, o arco do estádio foi iluminado com as cores da Chape. E, no Anfield Road, pela FA Cup, Liverpool e Leeds United fizeram um minuto de silêncio em sinal de luto, inclusive os torcedores, que estenderam uma faixa demonstrando solidariedade ao clube brasileiro.

Na América do Sul, mais homenagens. O Racing, da Argentina, informou que na próxima partida contra o Boca Juniors estampará na parte central de sua camisa, um patch com o símbolo da Chapecoense. E o Atlético Nacional, que seria o adversário da Chape na final da Sulamericana, em uma atitude muito nobre, enviou um ofício à Conmebol para que a entidade dê o título da competição para a equipe de Chapecó. A entidade sulamericana irá analisar o pedido e não descarta a possibilidade da Chape disputar a Libertadores de 2017.

Hoje, apesar de a sociedade brasileira se encontrar dividida por conta de ideologias políticas (direita x esquerda; conservadores x neoliberais; “coxinhas” x “petralhas”), se uniu na dor, na solidariedade e no luto pela maior tragédia envolvendo uma entidade esportiva na história. A rivalidade das torcidas também foi deixada de lado. De fato, tem coisas que só o futebol é capaz.

Essa tragédia que aconteceu com a Chapecoense nos fez remeter ao acidente que vitimaram os Mamonas Assassinas, em 1996, pois ambos trazem algumas coincidências: queda de avião durante a madrugada, envolveram jovens, ambos (banda e clube) estavam em pleno auge e comoveram o País.

A Chapecoense vivia um momento mágico em sua história. Clube relativamente jovem (tem apenas 43 anos de existência), o Verdão do Oeste conquistou cinco Campeonatos Catarinenses (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016), um vice-campeonato da Série B do Campeonato Brasileiro (2013). Em 2009, disputou a Série D do campeonato nacional, subiu para a Série C no ano seguinte, onde permaneceu até 2012 quando subiu à Série B e, desde 2014, se mantém na Série A e, agora em 2016, chegou à inédita decisão sulamericana. Detalhe: todos esses acessos conquistados dentro de campo.

A carismática Chapecoense conseguiu a simpatia de todos os torcedores dos clubes da Série A que, inclusive, estavam na torcida pelo clube na Copa Sulamericana.

A seguir, a relação das pessoas que estiveram no voo do trágico acidente.

Jogadores da Chapecoense: Alan Ruschel, Ananias, Arthur Maia, Bruno Rangel, Canela, Cleber Santana, Danilo, Dener, Filipe Machado, Follmann, Gil, Gimenez, Josimar, Kempes, Lucas Gomes, Marcelo, Mateus Caramelo, Matheus Biteco, Neto, Sérgio Manoel, Tiaguinho e William Thiego.

Comissão técnica da Chapecoense: Caio Júnior, Duca, Pipe Grohs, Anderson Paixão, Anderson Martins, Dr. Marcio, Gobbato, Cocada, Serginho, Serginho, Adriano, Cleberson Silva, Maurinho, Cadu, Chinho di Domenico, Sandro Pallaoro, Cezinha e Giba.

Diretoria: Nilson Folle Júnior, Decio Burtet Filho, Edir de Marco, Ricardo Porto, Mauro dal Bello, Jandir Bordignon e Dávi Barela Dávi.

Convidado: Delfim Peixoto Filho.

Imprensa: Victorino Chermont, Rodrigo Gonçalves, Devair Paschoalon, Lilacio Júnior, Paulo Julio Clement, Mario Sergio Pontes de Paiva, Guilherme Marques, Ari Júnior, Guilherme Laars, Giovane Klein, Bruno Silva, Djalma Neto, André Podiacki, Laion Espindula, Rafael Henzel, Renan Agnolin, Fernando Schardong, Edson Ebeliny, Gelson Galiotto, Douglas Dorneles e Jacir Biavatti.

Tripulação: Miguel Quiroga, Ovar Goytia, Sisy Airas, Romel Vacaflores, Ximena Suarez, Alex Quispe, Gustavo Encina, Erwin Tumiri e Angel Lugo.

E, para finalizar, menciono a frase do jornalista Thiago Reis, de Belo Horizonte, que define perfeitamente a sensação deste que vos escreve: “Pra quem não gosta de futebol parece uma tragédia chocante. Mas nós que amamos o esporte parece que perdemos alguém da família. Dia horrível!” (sic).

Hoje o futebol não tem uma camisa, uma cor e um hino.

Que Deus os acolha em sua morada e que conforte os familiares e amigos dos que partiram.

#ForçaChape

Fonte: Globoesporte.com

Por Jorge Almeida