Exposição “Esquina que Me Atravessam” no Centro Cultural Banco do Brasil

A instalação “Corpo Acomodado” (2018) no antigo cofre do CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 22 de outubro, a exposição “Esquinas que Me Atravessam”, que apresenta cerca de 20 obras inéditas feitas pelo artista Rodrigo Sassi entre 2016 e 2018. O conjunto reunido no subsolo do prédio, o antigo cofre, reafirma referências da obra do artista formuladas nos territórios da cidade e da arquitetura.

O conjunto de obras reafirma referências plásticas e conceituais da produção do artista, estabelecidos nos territórios da cidade e da arquitetura. A partir de elementos usados e rejeitados da construção civil, Sassi inventa sua particular linguagem formal e poética, como na grande instalação “Corpo Acomodado” (foto), de 2018, peça central da exposição, composta de madeira e concreto, construída a partir dos moldes das fôrmas de concreto armado.

No percurso circular do espaço, o público pode conferir esculturas de parede em tamanhos menores, em madeira, concreto e metal, além de uma série de cinco xilogravuras sobre papel, feita a partir de matrizes igualmente originárias dos vestígios de edificações urbanas.

Entre os outros destaques estão “Qualquer Dia de Semana É Primavera” (2018), de metal e madeira; e as sete esculturas da série “Walk The Line” (2016).

SERVIÇO:
Exposição:
Esquinas que Me Atravessam
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 22/10/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Anúncios

11º Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo apresenta edição de 2018 com artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal

Cena de “Uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”. Foto: Jorge Gonçalves

O FCD traz três solos de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa

A 11ª edição do FCD – Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo celebra, a partir do dia 12 até 29 de outubro de 2018, mais de uma década de festival. Serão 18 apresentações de 9 trabalhos de artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal. As apresentações serão no SESC 24 de Maio e no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil. Esta edição tem o patrocínio do Banco do Brasil, apoio do SESC SP e do Institut Français Paris e Institut Français du Brésil.

O FCD sempre entendeu dança como arte que inventa mundos, modulando a cada gesto, a cada fala, corpos ampliados de possibilidades perceptivas. Para tanto, o espectador deve ter o direito de acesso a práticas que estimulam suas capacidades críticas, sensíveis, relacionais e criativas. Sem partilha e fricção no encontro, não há dança.

Em tempos cada vez mais sombrios e opacos, o FCD apresenta em 2018 trabalhos com forte teor crítico que se defrontam com mundos em ruínas e especulam sobre futuros que podem ser inventados. São artistas de diversos países que compartilham a precariedade encarnada em seus corpos e investigam possibilidades de resistência e reinvenção para tantas formas de vida que estão desabando a golpes de mercado.

Nas suas 10 edições anteriores, o FCD ocupou teatros públicos e ruas no centro antigo de São Paulo, onde uma enorme população habita em condições precárias, ocupando prédios em ruínas ou as próprias ruas. Na busca da democratização do acesso à cultura, o festival congregou públicos diversos oferecendo atividades gratuitas.

Programação

O FCD tem início dia 12 de outubro no CCBB SP com a apresentação de Partituur, de Ivana Muller (Croácia/França), primeiro projeto da coreógrafa feito para crianças. Partituur (‘partitura musical’ em holandês), é um jogo coreográfico para participantes a partir dos 7 anos, interativo, onde não há espectadores e intérpretes no termo clássico da palavra, essa fronteira é radicalmente desafiada e todos os papéis mudam constantemente. Durante o Partituur, todos recebem fones de ouvido com declarações e sugestões para ajudar na criação do programa. Os participantes também têm tempo para observar os outros, posicionar-se, jogar a favor ou contra as regras. Nesse sentido, a coreografia toma forma dependendo das escolhas, reações e posições que cada partituurista toma. Dessa amálgama nasce uma dança com propostas e ideias individuais e coletivas que não se parece com nenhuma outra. Dessa forma, Partituur lança, discretamente, as bases de uma reflexão sobre o imaginário coletivo das crianças. Brincalhão e poético, oferece a cada um a chance de pensar sobre seu relacionamento consigo mesmo e com os outros.

E este ano o Festival Contemporâneo de dança traz uma programação especial focada na obra de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa. A artista vem ao Brasil com três solos: Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991), uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* (1996) e Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012). Mantero é uma artista que procurou, desde a sua primeira criação, romper com as convenções da dança moderna. Formou-se em dança clássica, dançou no Ballet Gulbenkian, estudou em Nova Iorque e Paris, pesquisou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa e já mostrou o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, uma criação de 1991, tem um lugar importante no percurso coreográfico de Vera Mantero. É um trabalho que já percorreu mais de duas décadas e que, singularmente, continua vivo e a ser apresentado. Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, na forma de estar em cena, nos instrumentos e elementos que utiliza para criar e atuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente. Um corpo que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil, que embate contra o tempo-cadência. Um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis. Por que aconteceu isto a este corpo?

Em uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* estreou em janeiro 1996 para a Homenagem a Josephine Baker uma iniciativa da Culturgest em Lisboa. Na sua visão da vida e da obra de Josephine Baker, Vera Mantero optou, nesse solo, por uma abordagem que vai para além do que se conhece da artista negra que, nos anos 20, atuava frequentemente nua ou envolta em penas de avestruz, popularizando adornos como contas, colares, pulseiras e franjas. Baker foi uma das personagens mais extraordinárias do século XX — dançarina, cantora, ativista, espiã, condecorada por Charles De Gaulle, mãe adotiva de 12 crianças de diferentes etnias, quatro casamentos e incontáveis casos. Para o programa do espetáculo, Mantero escreveu à época: “(…) Este espírito de que falo não tem vontade nenhuma de anular o corpo, nem vergonha nenhuma do seu desejo e do seu sexo, o que este espírito de que falo tem vontade de anular é a boçalidade, a assustadora burrice, a profunda ignorância, a pobreza de horizontes, o materialismo, etc. etc. (infelizmente a lista tem ar de ser longa…)”. Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelos apelidos de Vênus Negra, Pérola Negra e Deusa Crioula.

Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional é um trabalho de 2012 e foi elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, Portugal. Cruzando as suas próprias gravações em vídeo com trechos de filmes de Michel Giacometti, sobretudo imagens em torno de canções de trabalho, Vera Mantero lança um forte olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, e conhecimentos de culturas orais. Toda a peça é povoada de vozes que vêm de longe. Silêncio. A serra. Vera canta para os poucos serrenhos que permanecem. Mas não é só de música que se trata, é também da palavra e da terra; a palavra de Artaud em combustão, a palavra de Prévert martelado em jeito de poesia sonora, a palavra estranhamente familiar de Eduardo Viveiros de Castro. Com este “retrato alargado” dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala-nos de povos que possuem uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos reativar.

Mithkal Alzghair é um coreógrafo sírio exilado na França e traz ao FCD seu Displacement, criado a partir de pesquisas sobre o patrimônio das tradições culturais sírias, a fisicalidade, o transe e a dinâmica das repetições. Com Displacement, Alzghair questiona o seu legado em um contexto de exílio: “A necessidade deste trabalho está relacionada com a forma como é transmitida a questão do deslocamento e da migração, da violência, dos massacres, dos conflitos e das revoluções no Médio Oriente. O meu objetivo é definir a identidade do corpo sírio, o património reconhecido, vivido e construído. (…) Através da dança, tento compreender as fontes das quais emanam as danças tradicionais, o processo de impregnação e contágio em que são construídas, tendo como base a realidade social e política que contribui para a concretização deste trabalho: a herança militar, a ditadura, os regimes autoritários, a revolução, a guerra e o deslocamento”, explica o coreógrafo.

Mithkal Alzghair é uma raridade, cuja obra está entre as sensibilidades contemporâneas europeias e suas raízes levantinas. Alzghair usa a dança do Oriente Médio chamada dabke como base da peça, a princípio sozinho, pisando ritmicamente em botas pesadas e depois como um trio. Mas a dança não mantém seu senso usual de celebração, ao invés disso Alzghair se apresenta rigidamente, olhos ocos e sem piscar. Poderia ser uma dança de desespero, uma tentativa de recordar um passado diferente ou manter um senso de identidade, e quando os três homens se movem em uníssono, o efeito é quase militar. Tudo aqui é ambíguo, como o tropo recorrente de dançarinos com os braços erguidos acima de suas cabeças, ao mesmo tempo uma jogada de dança, um pedido de ajuda e um gesto de rendição. Há, no entanto, menos ambiguidade na visão de um corpo caído no chão, com as mãos contidas atrás das costas, uma lembrança do que pode acontecer àqueles que não podem controlar ou mudar seu próprio contexto. Deslocamento é uma peça gritante, executada principalmente em silêncio, e suas imagens perduram na memória. Lyndsey Winship, Go London. Julho, 2017

Vania Vaneau, brasileira residente na França, apresenta Blanc, uma investigação sobre transe e transformação, um trabalho entre performance, concerto e dança. O solo de Vania Vaneau – acompanhada por Simon Dijoud no contrabaixo – está enraizado nas origens brasileiras do coreógrafo e no seu encontro com a cultura europeia. Com base em pesquisas sobre os rituais de transe xamânicos e afro-brasileiros, o trabalho do artista tropicalista Hélio Oiticica e o chamado movimento antropofágico, Blanc questiona a exposição do corpo ao fluxo de culturas, histórias, energia e emoções que o atravessam. Com este jogo com toques de carnaval, Vania Vaneau leva o jogo de disfarce com a ajuda de trajes coloridos para implantar no espaço as diferentes camadas de que o homem é adornado como muitas peles e máscaras.

Em 2014, Vaneau criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 criou Ornement com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni, que também está programado nessa edição do FCD. Ornement vai para as áreas de fronteira de dentro e de fora, visibilidade e sigilo, matéria e memória. Nos corpos porosos de Vania Vaneau e Anna Massoni, as linhas divisórias são borradas, perdendo-se e abrindo espaço para uma coreografia de transformação. Em constante mudança, a expressão física entre a cristalização e a liquefação torna-se um material de estados mutáveis ​​da matéria. Para essa criação, Vaneau conta que “[se concentraram] na possibilidade de uma dança conter diferentes níveis de intensidade dramática. (…) Uma continuidade entre realidade e ficção, dentro e fora, orgânico e figurativo, usamos nossos ossos, músculos, imaginação, emoções, o som e as luzes como um todo de substâncias visíveis e invisíveis. Interagindo e transformando nossos corpos como paisagens em movimento, desdobrando camadas potenciais e revelando ‘ruínas-gestos’, os restos de uma narrativa, procuramos produzir visões de um drama muito antigo.“

Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas e estudou no programa SMASH em Berlim. Nessa edição do FCD traz ao palco Sismos e Volts, um corpo movido por tremores, desequilíbrios e colisões. A partir de três acionamentos, tremores, giros e desequilíbrios, desdobrados e redimensionados corporal, imagético, temporal e espacialmente, o artista explora, por meio do trânsito entre eles, os caminhos pelos quais tem forjado seus movimentos, gestos e corporalidades. Em Sismos e Volts, o corpo se torna uma espécie de sismógrafo. O trabalho trata de forças que movem, atravessam, alimentam, exaurem, desejam e coreografam. Expõe um corpo que, mais do que se move, é movido. Propõe o fim da ideia de um eu autônomo que se constrói por si próprio, estando sempre em relação, negociando os termos de sua existência. Uma descarga elétrica, amplificação e transmutação de formas e energias.

Nina Santes (França) traz Self Made Man, um entrelaçamento de movimento, fala, canto e a implantação da cenografia em tempo real. O palco é como um canteiro de obras aberto, onde tudo é feito à vista, as construções e as desconstruções. Para ela, “o palco [é] um local para um possível artesanato, como uma oficina de fabricação exposta. Um espaço em branco dedicado ao fazer, regido por um espírito autodidata, prático e intuitivo”. Nina Santes fez sua estreia no palco como marionetista e há vestígios dela nesse trabalho que considera o corpo do intérprete – o seu – como tema de todas as metamorfoses e experimentos, um corpo que trabalha, dança, canta, fala, observa, constrói seu espaço. Self Made Man é sobre (se) construir. (Des) construir. (Re) construir. Nina mostra a prática concreta do palco, o artifício da máquina, sem tirar nada da magia contemplativa do espetáculo, o poder da imaginação. O Self Made Man pode, portanto, ser visto como a exploração da feliz e sempre renovada possibilidade de autoconstrução, como um canteiro de obras para um corpo indeterminado que ressoa em um espaço-tempo infinito, uma criação que dá substância à construção da masculinidade e à possibilidade de se reinventar para o infinito, além de qualquer forma de determinismo.

Ações Pedagógicas

Além das apresentações, o FCD propõe uma série de ações voltadas à formação e à qualificação artística que potencializam diferentes formas de diálogo. No CRD (Centro de Referência da Dança) serão realizadas quatro oficinas de criação com Vera Mantero, Nina Santes, Mithkal Alzghair e Vania Vaneau relacionadas aos trabalhos apresentados, viabilizando uma aproximação às proposições, aos processos e às práticas dos artistas convidados.

Helena Katz, crítica de dança por 40 anos nos principais jornais de São Paulo, professora e cocriadora da teoria Corpomídia, realizará uma conversa pública com Vera Mantero.

Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio, orientados por T. Angel, especialista em modificação corporal, performer e profissional da educação, entrevistam Nina Santes e Leandro de Souza.

Sonia Sobral, gestora cultural e curadora nas áreas de dança e teatro, gerente durante 17 anos do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, participará de uma conversa pública com Mithkal Alzghair.

PROGRAMAÇÃO

“Partituur” | Ivana Muller (Croácia/França)
12 e 13 de outubro, sexta e sábado, às 17h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | Livre
Ivana Müller é coreógrafa, artista e autora de textos. Através de seu trabalho coreográfico e teatral (performances, instalações, textos, vídeo-palestras, peças de áudio, visitas guiadas e web-works) repensa a política do espetáculo e do espetacular, revisita o lugar do imaginário e da imaginação, questiona a noção de “participação”, investiga a ideia de valor e sua representação, e continua inspirando-se na relação entre artista e espectador. Müller recebeu diversos prêmios internacionais por sua obra, e seus trabalhos têm sido apresentados na Europa, EUA e Ásia. Estudou Literatura Comparada e Francês na Universidade de Zagreb, Coreografia e Dança na SNDO em Amsterdã e Artes na Hochschule der Künste em Berlim.
Ficha técnica: concepção: Ivana Müller em colaboração com Jefta van Dinther, Sarah van Lamsweerde e Martin Kaffarnik I desenho do figurino do monstro: Liza Witte I coordenadores de performance: Albane Aubry ou Sarah van Lamsweerde I técnicos em turnê: Martin Kaffarnik ou Ludovic Rivière ou Jérémie Sananes I produção: I’M’COMPANY (Matthieu Bajolet & Gerco de Vroeg) I coprodução: Tweetakt Festival (Utrecht NL), Performing Arts Fund (NL), Ménagerie de Verre (Paris), rede Labaye, APAP, DRAC Ile-de-France/Ministério da Cultura e Comunicação da França I apoio institucional: Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo

https://vimeo.com/35532640 | https://youtu.be/DWqyvPH2zyI (teaser)

“Blanc” | Vania Vaneau (Brasil/França)
14 e 15 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez)
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vania Vaneau I realização musical: Simon Dijoud I colaboração: Jordi Galí I iluminação: Johann Maheut I produção: Cie. Arrangement Provisoire I coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon) I apoio: Les Subsistances (Lyon), L’Animal à la Esquena (Gerone, ES), CDC Le Pacifique (Grenoble) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Ornement” | Vania Vaneau e Anna Massoni (Brasil/França)
18 e 19 de outubro, quinta e sexta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Anna Massoni estudou dança contemporânea no Conservatório Nacional de Lyon (CNSMD). Em 2007, recebeu uma bolsa de estudos da Danceweb/Impulstanz de Viena. Trabalhou com Johanne Saunier e Jim Clayburgh em Bruxelas, e com a The Guests Company/Yuval Pick em Lyon. De 2011 a 2014, ingressou no Centre Chorégraphique National de Rillieux-la-Pape, sob a direção de Yuval Pick. Atualmente trabalha com Noé Soulier e também realiza o seu próprio trabalho coreográfico em colaboração com outros artistas. Formou-se em filosofia em 2010 na Universidade de Toulouse. Criou o Lieues, um espaço de pesquisa artística em Lyon, e Rodéo, uma revista multidisciplinar com outros artistas.
Ficha técnica: coreografia e dança: Vania Vaneau e Anna Massoni I luz: Angela Massoni I música: Denis Mariotte I colaboração na cenografia: Jordi Galí e Angela Massoni I colaboração: Jordi Galí, Vincent Weber, Simone Truong I produção executiva: Arrangement Provisoire I coprodução: Paris Réseau Danse (Atelier de Paris, Théâtre de l’Étoile du Nord, Studio Le Regard du Cygne, Micadanses) I apoio: Fondation Beaumarchais-SACD, Le Pacifique – CDC Grenoble, Le Vivat Scène Conventionnée (Armentières), Le Point Ephémère (Paris), Micadanses (Paris), L’échangeur – CDC Picardie, Le Gymnase – CDC Roubaix, CCN de Grenoble, Les Subsistances (Lyon), Lieues (Lyon) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” e “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings” | Vera Mantero (Portugal)
19 e 20 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 12 anos.
Vera Mantero integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Em Nova York e Paris, estudou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o Coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prêmio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
Ficha técnica “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois”: concepção e interpretação: Vera Mantero I cenografia: André Lepecki I desenho de luz: João Paulo Xavier I música: ’Ruby, My Dear’ de Thelonious Monk I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I figurino: Vera Mantero I produção: Pós d’Arte, 1991 I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio financeiro: Instituto da Juventude I outros apoios: Companhia de Dança de Lisboa
Ficha técnica “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”: concepção e interpretação: Vera Mantero I caracterização: Alda Salavisa (desenho original de Carlota Lagido) I adereços: Teresa Montalvão I luzes: João Paulo Xavier I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I produção executiva: Forum Dança I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio: Casa da Juventude de Almada, Re.al / Amascultura I produção: Culturgest, Lisboa, 1996 / “Homenagem a Josephine Baker”

“Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional”
Vera Mantero (Portugal)
21 e 22 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez).
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vera Mantero I desenho de luz: Hugo Coelho I captura de imagens e elaboração de roteiro para o vídeo: Vera Mantero I edição de vídeo: Hugo Coelho I excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S. Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve) I excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero I residências artísticas: Centro de Experimentação Artística – Lugar Comum, Fábrica da Pólvora de Barcarena, Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR, CaPA, Faro I coprodução: DeVIR,CaPA I produção: O Rumo do Fumo I agradecimento: Editora Tradisom I Este projecto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR, CaPA, Faro.

“Displacement”  | Mithkal Alzghair (Síria/França)
24 e 25 de outubro, quarta e quinta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Mithkal Alzghair é coreógrafo e bailarino. Estudou na Síria no Higher Institute of Dramatic Art em Damasco e na França no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Trabalhou com diversos coreógrafos, tendo colaborado com a companhia italiana In-Occula, para o projeto europeu CRACK. Criou Displacement em março de 2016, onde questiona o seu legado em um contexto de exílio. O espetáculo venceu o primeiro prêmio na competição internacional Danse Élargie, uma organização do Thêatre de la Ville de Paris e do Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne.
Ficha técnica: coreografia : Mithkal Alzghair I interpretação: Rami Farah, Shamil Taskin, Mithkal Alzghair I colaboração na dramaturgia:  Thibaut Kaiser I desenho de luz: Séverine Rième I coprodução:  Godsbanen – Aarhus (Dinamarca), Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne, The Foundation AFAC, Les Treize Arches – Scène Conventionnée de Brive I apoio: Centre National de la Danse – Pantin (França), Studio Le Regard du Cygne, Thêatre Louis Aragon, Scène Conventionnée Danse de Tremblay-en-France I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Sismos e Volts” | Leandro de Souza (Brasil)
Datas: 26 e 27 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | 12 anos.
Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas. Estudou no programa SMASH em Berlim. Nos últimos anos tem se engajado na investigação de “Sismos e Volts”, em residências artísticas no CRD em São Paulo e na 4a e 6a edição da Plataforma Exercícios Compartilhados. Trabalhou com o Núcleo Entretanto, dirigido por Wellington Duarte e com a E² Cia de Teatro e Dança, com direção de Eliana de Santana. Participou do encontro intensivo com a artista portuguesa Vera Mantero, no Ateliê de Dudude Herrmann em Minas Gerais (2013). Criou o solo “Nunca Mais Bom Crioulo” (2010), a partir da obra “Bom Crioulo” do escritor Adolfo Caminha, apresentado no Festival Internacional de Arte Fronteras em Santiago (Chile) e no Sesc Pompeia em São Paulo (2011).
Ficha técnica: concepção e performance: Leandro de Souza I criação e operação de som: Thiago Sala | criação e luz: Eduardo Albergaria I coprodução: Plataforma Exercícios Compartilhados, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) I apoio: Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo (CRDSP) e Instituto de Artes da Universidade de Campinas (UNICAMP)

“Self Made Man” | Nina Santes (França)
Datas: 28 e 29 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 50 minutos | 12 anos.
Nina Santes começou sua carreira como marionetista. Fez formação em Artes Cênicas na Universidade de Paris. Em 2006, participou da Coline Formation integrando trabalhos coreográficos de Odile Duboc, Jean-Claude Galotta e Michel Kéléménis. Participou como intérprete de criações de Mylène Benoit, Myriam Gourfink, Catherine Contour, Pascal Rambert, Kevin John Normand Olivier, Laurence Pages, Hélène Cathala, Perrine Valli, Eleonore Didier e Philippe Grandrieux. Em 2010 e 2011, colaborou no projeto Transform, programa de investigação coreográfica, dirigido por Myriam Gourfink.  Criou DESASTRE com o compositor Kasper Toeplitz. Em 2013, o solo Self Made Man. Em 2015, um dueto com o coreógrafo Daniel Linehan. Em 2016, em colaboração com Célia Gondol, criou a peça A leaf, far and ever. Em 2018, Hymen hymne, projeto para cinco intérpretes. Nina Santes busca constantemente novas colaborações, entrelaçando formas artísticas, incorporando artes visuais, música e moda à sua dança.
Ficha técnica: concepção, performance: Nina Santes I cenografia: Célia Gondol I desenho de luz: Annie Leuridan I consultor musical: Thomas Terrien I consultores de trabalho vocal: Olivier Normand, Jean-Baptiste Veyret-Logerias I colaboração: Kevin Jean, Mylène Benoit I produção: La Fronde I coprodução: L’échangeur CDC Picardie, Théâtre de Vanves I suporte: CDC – Picardie, CDC – Toulouse, Micadanses, CND – Pantin , Onda, DRAC Ile-de-France, Arcadi – difusão, Spedidam I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

Ações Pedagógicas
OFICINAS DE CRIAÇÃO:
CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Vania Vaneau | 11 de outubro, quinta, das 10h às 17h
Vera Mantero | 18 de outubro, quinta, das 14h às 17h
Mithkal Alzghair | 23 de outubro, terça, das 10h às 14h
Nina Santes | 29 de outubro, segunda, das 10h às 17h

CONVERSAS:
Helena Katz e Vera Mantero | CCBB
21 de outubro, domingo, às 18h (após apresentação)
Sonia Sobral e Mithkal Alzghair | SESC 24 de Maio
24 de outubro, quarta, às 21h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Leandro de Souza | CCBB
26 de outubro, sexta, às 20h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Nina Santes | CCBB
29 de outubro, segunda, às 20h (após apresentação)

Ficha Técnica
Direção Artística: Adriana Grechi
Direção Geral: Amaury Cacciacarro Filho
Cocuradoria Internacional: Rui Silveira
Direção de Produção: Gabi Gonçalves
Direção Administrativa: Alba Roque
Coordenação Técnica: Luana Gouveia
Assistência Técnica: Cauê Gouveia
Desenho Gráfico e Vídeo: Pedro Ivo
Web Designer: Rui Silveira
Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Edição de Textos: Lucía Yáñez
Tradução: Renata Aspesi
Fotografia: Jônia Guimarães
Produção: Corpo Rastreado
Patrocínio: Governo Federal e Banco do Brasil
Apoio: SESC, Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo, Fundação Gulbenkian Governo de Portugal
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e SESC 24 de Maio

Espaços
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 15,00
* gratuito para clientes do Banco do Brasil
Assessoria de Imprensa CCBB São Paulo
Leonardo Guarniero: leoguarniero@bb.com.br
Tel.: (11) 4298-1279

SESC 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Baixos do Viaduto do Chá s/n (antiga Escola de Bailado) – Centro, São Paulo – SP

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição “100 Anos de Athos Bulcão” no Centro Cultural Banco do Brasil

Reprodução do célebre “Painel de Azulejos”, de Athos Bulcão, no CCBB São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta até a próxima segunda-feira, 15 de outubro, a exposição “100 Anos de Athos Bulcão” que, como o título indica, celebra o centenário do carioca Athos Bulcão (1918-2008). A mostra apresenta mais de 300 obras, sendo algumas inéditas, entre desenhos, pinturas, azulejos, cenários e figurinos produzidos entre as décadas de 1940 e 1950, e uma das marcas registradas da arquitetura de Brasília.

Instalada em quatro andares do prédio do CCBB, as obras apresentam a diversidade e a importância histórica e cultural protagonizado por Athos, que se inspirou inicialmente na azulejaria portuguesa, o aprendizado sobre o uso das cores quando fora assistente de Portinari e, claro, as parcerias fantásticas com Oscar Niemeyer e João Filgueiras.

Com curadoria de Marília Panitz e André Severo, a mostra apresenta no térreo obras de artistas mais jovens influenciados por Athos Bulcão.

A exposição se destaca pela interatividade. Inspirados pelo caráter urbano e democrático das obras de Athos Bulcão, o público pode baixar um aplicativo criado especialmente para a exposição e interagir e apropriar-se de projetos do artista. Isso sem contar com o grande cubo que deve ficar na parte de fora do museu, convidando os passantes para selfies a frente dos mais diversos painéis de azulejo do artista.

Em meio aos destaques estão: “Lula” (1997), um relevo em madeira pintada; a obra interativa “Reinventar Athos”; a reprodução da série “Vida de Nossa Senhora” (os originais são em acrílica sobre mármore, de 1970); e a parte do “Painel em Azulejos” (foto), dos edifícios Niemeyer e Shopping Del Rey, ambos em Belo Horizonte.

Além das obras, a exposição apresenta outros objetos, como oito capas da revista Módulo, além de livros e croquis.

Após o término da mostra na capital paulista, ela seguirá para o CCBB Rio de Janeiro, onde fará a sua última escala.

SERVIÇO:
Exposição: 100 Anos de Athos Bulcão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 15/10/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição “Ex-Africa” no Centro Cultural Banco do Brasil

Vista parcial da instalação “Paraíso Perdido Não Orientável”, do ganês Ibrahim Mahama. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta até o próximo dia 16 de julho, segunda-feira, a exposição “Ex Africa”, que reúne mais de 80 obras, entre instalações, música, performance, fotografias, videoarte e pinturas, que revelam a diversidade contemporânea africana por meio de trabalhos de 18 artistas sul africanos, angolanos, nigerianos e afrobrasileiros. A curadoria é do músico nigeriano-alemão Ade Bantu e de Alfons Hug.

A mostra apresenta obras de dezoito artistas da geração jovem e intermediária, vindo de oito países africanos que causam atenção no cenário internacional, mas não são muito conhecidos no Brasil. Além deles, os artistas afrobrasileiros, Arjan Martins e Dalton Paulo, que recentemente fizeram pesquisas e organizaram uma exposição no Brazilian Quarter de Lagos (Nigéria), bairro construído por antigos escravos retornados à África.

Além disso, a exposição contém uma sala exclusiva dedicada ao Afrobeat, a música popular de Lagos, como os vídeos com músicas do Club Lagos (Naijapop), que abordam temas como dinheiro, poder, deus pessoal e sexo.

Entre os destaques estão a instalação “Maqan” (2017), do egípcio Youssef Limoud; as 758 esculturas de madeira do nigeriano Abdulrazaq Awofeso na obra “Mil Homens Não Conseguem Construir Uma Cidade”; a instalação “Alaagba” (2014-2017), do nigeriano Jelili Atiku; “Paraíso Perdido Não Orientável” (1667-2017), a instalação com mídias variadas (foto) do ganês Ibrahim Mahama, que ocupa o vão central do edifício; e “Carregando o Celular” (2011), fotografia do sulafricano Andrew Ishabangu.

SERVIÇO:
Exposição:
Ex Africa
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Estacionamento conveniado: Rua Santo Amaro, 272, com traslado gratuito até o CCBB, com parada no Metrô República no trajeto de volta
Quando: até 16/07/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h

Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi” no CCBB

“Carro Vermelho Enferrujando em Kudu”, obra de Jean-Michel Basquiat de 1984. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta até o próximo sábado, 7 de abril, a mostra “Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi”, que faz uma retrospectiva do artista nova-iorquino de ascedência afro-caribenha Jean-Michel Basquiat (1960-1988). Ao longo do espaço, desde o quarto andar até o subsolo, o público poderá conferir desenhos, quadros, gravuras e pratos pintados da coleção da família Mugrabi, uma das maiores coleções de Basquiat no mundo.

A produção de Basquiat personifica o estilo de Nova York nas décadas de 1970 e 1980, uma combinação de empolgação e declínio que designou um empíreo de criatividade. A reprodução de letras e de expressões cogita ritmos, sons e a vida na metrópole.

As figuras poderosas que debelam a cena na obra do artista induzem os críticos a classificá-lo como um Neoexpressionista, ao mesmo tempo em que está mergulhado na cultura pop. Suas pinturas subvertem hierarquias artísticas convencionais ao combinar imagens da cultura erudita e da popular.

Basquiat era um dos poucos afro-americanos num mundo artístico majoritariamente branco. Sua obra ligeiramente evoluiu de uma evocação das ruas a uma intensa narrativa sobre a experiência de ser negro e as conquistas culturais dos negros.

No térreo do CCBB, ainda contém onze obras que homenageiam Jean-Michel Bastiat.

Entre os destaques estão: “Crise X” (1982), acrílica, óleo e tinta a óleo em bastão sobre tela, montagem sobre suporte de madeira amarrados; “Quatro Grandes” (1982), acrílica e colagem sobre tela; “O Campo Está Próximo à Outra Estrada” (1981), acrílica, tinta esmalte em spray, tinta à óleo em bastão; tinta metálica e tinta sobre tela; “Marcadores Permanentes sobre 45 Pratos de Cerâmica” (1983-84); “Carro Vermelho Enferrujando em Kudu” (foto), de 1984, tinta a óleo em bastão e óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição: Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 07/04/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci” no Centro Cultural Banco do Brasil

“Medusa”, obra de Amélia Toledo criada há 50 anos em exposição no CCBB. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) está com a mostra “Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci” em cartaz até a próxima segunda-feira, 8 de janeiro. A mostra é composta por 60 obras que celebram os 60 anos de carreira da artista paulistana Amélia Toledo.

Em meio às esculturas, desenhos, objetos de design e pinturas da artista de 90 anos, a mostra empreende as várias facetas de Amélia, célebre por investigar as potencialidades de vários materiais e técnicas, e que fazia parte de um seleto grupo por aproximar a arte da rotina das pessoas em um período em que se protestava por liberdade e direitos iguais durante a ditadura militar.

A mostra propicia uma análise significativa que, com materiais distintos como rochas, tubos com líquido ou papel, aço inox, entre outros, mexe com os sentidos para trazer percepções ou a memória.

A exposição, que ocupa desde o sub-solo até o quarto andar está dividida por temas: “A Caverna” (no sub-solo), “O Encontro (térreo), “A Passagem” (1º andar), “A Memória” (2º andar), “A Luz” (3º andar) e “O Destino” (4º andar).

Em meio aos destaques estão “Pedra Luz” (1999), uma instalação multimídia; “Medusa” (1967, reeditada em 2017), obra composta de tubos de PVC com água, óleo mineral e corante; “Penetrável de Terras” (2014), feita em resina, acrílica e pigmentos; “Pocinhas de Estrelas” (2004), modelagens em poliéster, cilindro de ferro, areia e vidro; “Caleidoscópio” (1993), chapas de inox curvadas, espelhadas e pintadas.

SERVIÇO:
Exposição: Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 08/01/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Poética da Imersão” no CCBB

A obra interativa “Nemo Observatorium”, do belga Lawrence Malstaf no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 18 de setembro, a exposição “A Poética Imersão”, do artista belga Lawrence Malstaf, que faz parte do 18º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), e que inaugura a modalidade inédita FILE SOLO, que traz um conjunto de obras de um único artista e empreende a relação arte, tecnologia e criatividade.

O trabalho interativo do artista, que varia entre artes visuais e performance, cria experimentos sensoriais estimulantes para o público que visita a mostra. Esse universo inventivo de interação, imersão e experiência é movido pela tecnologia.

Malstaf cria instalações e performance de arte com intenso foco em movimento, identidade, ordem e caos, e salas sensoriais imersivas para visitantes individuais. Ele também cria atmosferas movediças maiores, passando com espaço e direção, muitas vezes aproveitando o visitador como coator. Seus projetos abrangem a física e a tecnologia como ponto de partida ou criação e como um meio para ativar instalações.

Entre os destaques da mostra está “Shrink”, obra que consiste em duas grandes folhas de plástico transparente e um aparelho que suga o ar, deixando o corpo do performer embalado a vácuo e suspenso. O público poderá vivenciar a experiência, desde que tenha até 90 quilos. E também “Nemo Observatorium” (foto), também interativa, que recria um ciclone com o uso de uma série de ventiladores que impulsionam bolas de poliestireno em que o visitante se senta no centro de um grande cilindro. E, coincidentemente, o artista apresentou as duas obras na FILE 2011, na FIESP.

SERVIÇO:
Exposição:
A Poética da Imersão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 18/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida