Exposição “Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi” no CCBB

“Carro Vermelho Enferrujando em Kudu”, obra de Jean-Michel Basquiat de 1984. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta até o próximo sábado, 7 de abril, a mostra “Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi”, que faz uma retrospectiva do artista nova-iorquino de ascedência afro-caribenha Jean-Michel Basquiat (1960-1988). Ao longo do espaço, desde o quarto andar até o subsolo, o público poderá conferir desenhos, quadros, gravuras e pratos pintados da coleção da família Mugrabi, uma das maiores coleções de Basquiat no mundo.

A produção de Basquiat personifica o estilo de Nova York nas décadas de 1970 e 1980, uma combinação de empolgação e declínio que designou um empíreo de criatividade. A reprodução de letras e de expressões cogita ritmos, sons e a vida na metrópole.

As figuras poderosas que debelam a cena na obra do artista induzem os críticos a classificá-lo como um Neoexpressionista, ao mesmo tempo em que está mergulhado na cultura pop. Suas pinturas subvertem hierarquias artísticas convencionais ao combinar imagens da cultura erudita e da popular.

Basquiat era um dos poucos afro-americanos num mundo artístico majoritariamente branco. Sua obra ligeiramente evoluiu de uma evocação das ruas a uma intensa narrativa sobre a experiência de ser negro e as conquistas culturais dos negros.

No térreo do CCBB, ainda contém onze obras que homenageiam Jean-Michel Bastiat.

Entre os destaques estão: “Crise X” (1982), acrílica, óleo e tinta a óleo em bastão sobre tela, montagem sobre suporte de madeira amarrados; “Quatro Grandes” (1982), acrílica e colagem sobre tela; “O Campo Está Próximo à Outra Estrada” (1981), acrílica, tinta esmalte em spray, tinta à óleo em bastão; tinta metálica e tinta sobre tela; “Marcadores Permanentes sobre 45 Pratos de Cerâmica” (1983-84); “Carro Vermelho Enferrujando em Kudu” (foto), de 1984, tinta a óleo em bastão e óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição: Jean-Michel Basquiat: Obras da Coleção Mugrabi
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 07/04/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci” no Centro Cultural Banco do Brasil

“Medusa”, obra de Amélia Toledo criada há 50 anos em exposição no CCBB. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) está com a mostra “Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci” em cartaz até a próxima segunda-feira, 8 de janeiro. A mostra é composta por 60 obras que celebram os 60 anos de carreira da artista paulistana Amélia Toledo.

Em meio às esculturas, desenhos, objetos de design e pinturas da artista de 90 anos, a mostra empreende as várias facetas de Amélia, célebre por investigar as potencialidades de vários materiais e técnicas, e que fazia parte de um seleto grupo por aproximar a arte da rotina das pessoas em um período em que se protestava por liberdade e direitos iguais durante a ditadura militar.

A mostra propicia uma análise significativa que, com materiais distintos como rochas, tubos com líquido ou papel, aço inox, entre outros, mexe com os sentidos para trazer percepções ou a memória.

A exposição, que ocupa desde o sub-solo até o quarto andar está dividida por temas: “A Caverna” (no sub-solo), “O Encontro (térreo), “A Passagem” (1º andar), “A Memória” (2º andar), “A Luz” (3º andar) e “O Destino” (4º andar).

Em meio aos destaques estão “Pedra Luz” (1999), uma instalação multimídia; “Medusa” (1967, reeditada em 2017), obra composta de tubos de PVC com água, óleo mineral e corante; “Penetrável de Terras” (2014), feita em resina, acrílica e pigmentos; “Pocinhas de Estrelas” (2004), modelagens em poliéster, cilindro de ferro, areia e vidro; “Caleidoscópio” (1993), chapas de inox curvadas, espelhadas e pintadas.

SERVIÇO:
Exposição: Amélia Toledo: Lembrei que Esqueci
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 08/01/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Poética da Imersão” no CCBB

A obra interativa “Nemo Observatorium”, do belga Lawrence Malstaf no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 18 de setembro, a exposição “A Poética Imersão”, do artista belga Lawrence Malstaf, que faz parte do 18º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), e que inaugura a modalidade inédita FILE SOLO, que traz um conjunto de obras de um único artista e empreende a relação arte, tecnologia e criatividade.

O trabalho interativo do artista, que varia entre artes visuais e performance, cria experimentos sensoriais estimulantes para o público que visita a mostra. Esse universo inventivo de interação, imersão e experiência é movido pela tecnologia.

Malstaf cria instalações e performance de arte com intenso foco em movimento, identidade, ordem e caos, e salas sensoriais imersivas para visitantes individuais. Ele também cria atmosferas movediças maiores, passando com espaço e direção, muitas vezes aproveitando o visitador como coator. Seus projetos abrangem a física e a tecnologia como ponto de partida ou criação e como um meio para ativar instalações.

Entre os destaques da mostra está “Shrink”, obra que consiste em duas grandes folhas de plástico transparente e um aparelho que suga o ar, deixando o corpo do performer embalado a vácuo e suspenso. O público poderá vivenciar a experiência, desde que tenha até 90 quilos. E também “Nemo Observatorium” (foto), também interativa, que recria um ciclone com o uso de uma série de ventiladores que impulsionam bolas de poliestireno em que o visitante se senta no centro de um grande cilindro. E, coincidentemente, o artista apresentou as duas obras na FILE 2011, na FIESP.

SERVIÇO:
Exposição:
A Poética da Imersão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 18/09/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Vão” no Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das fotos da série “Vã”, de Berna Reale, em exibição no CCBB. Créditos: divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe até a próxima segunda-feira, 28 de agosto, a exposição “Vão”, que contém três obras inéditas feitas exclusivamente para essa mostra pela artista paraense Berna Reale.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição trabalha com questões relacionadas à violência, vulnerabilidade, gênero e abuso de poder. As obras fazem parte do projeto “CCBB Música.Performance” que, além da individual, recebe um trabalho do videoartista Matthew Barney e uma instalação de Alejandro Ahmed e Grupo Cena 11.

Os três trabalhos têm a artista como protagonista, pois ela faz a performance neles, sendo que duas – “Frio” e “Em Pelo” – foram realizadas em vídeos, com três minutos de duração, enquanto a terceira – “Vã” – é composta por uma série de sete fotografias impressas em grande formato.

Logo, todos os trabalhos da exposição têm como embasamento as lutas femininas e contra a violência.

SERVIÇO:
Exposição:
Vão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/08/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.eventim.com.br/ ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição homenageia Cícero Dias no Centro Cultural Banco do Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 3 de julho, a exposição “Cícero Dias | Um Percurso Poético 1907-2003”, que homenageia o pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003). A mostra, que é itinerante, apresenta cerca de 120 obras de um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX.

Com uma trajetória reconhecida internacionalmente, Antônio Cícero apareceu no cenário artístico nacional, em 1928, até o seu falecimento em 2003. E, desde sempre, em sua longa e produtiva carreira, manteve-se fiel ao seu próprio estilo, ousando sempre que lhe fosse possível, sem medo das críticas. Ainda em 1937, mudou-se para Paris, onde viveu até o fim de sua vida. E, na Cidade-luz, integrou a vanguarda artística europeia. Não foi à toa que o crítico de arte francês André Salmon o chamou de “selvagem esplendidamente civilizado” quando Cícero realizou a sua primeira exposição na capital francesa em 1938.

Além das pinturas e desenhos, a mostra também contextualiza a história do artista evidenciando sua relação com poetas e intelectuais brasileiros, e sua participação no circuito de arte europeu, através de fac-símiles de cartas, textos, documentos (como certidão de nascimento, por exemplo) e fotos trocadas com Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Murilo Mendes, José Lins do Rego, Mário Pedrosa, Pierre Restany, Paul Éluard, Roland Penrose, Pablo Picasso, Alexander Calder, entre outros.

Com curadoria de Denise Mattar, a mostra está instalada em quatro andares do edifício (do terceiro ao subsolo) e organizada em três núcleos: Brasil, Europa e Paris, cada um deles dividido em segmentos.

Entre os destaques estão “Bagunça” (1928), uma aquarela sobre papel; uma obra “Sem Título”, um óleo sobre tela da década de 1970; “Multiplicidade” (1944), um óleo sobre placa de madeira aglomerada; e a reprodução do “Mural para a sede do Conselho Econômico do Estado de Pernambuco” (1948).

SERVIÇO:
Exposição:
Cícero Dias | Um Percurso Poético 1907-2003
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 03/07/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição “Erwin Wurm – O Corpo é a Casa” no CCBB

“Conversível Gordo” (2005), uma das obras de Erwin Wurm. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 3 de abril, a exposição “Erwin Wrum – O Corpo é a Casa”, que contém cerca de 50 obras do artista austríaco. A mostra é composta por esculturas, instalações, performances, intervenções e obras interativas.

Erwin Wurm apresenta uma série de trabalhos que discute o corpo humano não apenas no aspecto físico, mas também as suas camadas psicológicas e espirituais.

De acordo com o artista, a casa é parte do nosso corpo, pois atua como uma espécie de pele, assim como um carro ou uma peça de roupa. Assim, como o corpo humano fica sujeito, as obras trazem esses elementos aspectos tipicamente possível no homem, tipo, uma casa obesa, uma salsicha cheia de personalidade, um vaso sanitário esquelético, um carro “cheinho”.

As obras produzidas por Wurm mostram o deslocamento de elementos do dia-a-dia no campo da arte, reconfigurando objetos do cotidiano e alimentos em contextos impensados, cômicos e, ao mesmo tempo, embaraçoso em relação à atual sociedade.

Entre os destaques estão “Autorretrato com Pepino” (2016), uma acrílica sobre tinta e ferro; “Vaso sanitário” (2014), um acrílico e madeira; “Casa Gorda” e “Conversível Gordo” (foto), de 2005. Além disso, a mostra é complementada com o videoclipe de “Can’t Stop”, música do Red Hot Chili Peppers, de 2003.

SERVIÇO:
Exposição: Erwin Wrum – O Corpo é a Casa
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 03/04/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria

Por Jorge Almeida

Exposição “Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear” no CCBB

Parte da obra "Ruptura" (2016), feita exclusivamente para a mostra no CCBB. Foto: Jorge Almeida
Parte da obra “Ruptura” (2016), feita exclusivamente para a mostra no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza até o próximo dia 2 de janeiro, segunda-feira, a exposição “Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear”, que reúne 24 obras do artista mexicano Héctor Zamora. Os trabalhos que fazem parte da mostra têm videoinstalações, esculturas de concreto e tijolos, fotografias, desenhos e registros de atividades.

O artista é conhecido pelos trabalhos em site specific em grande escala, de caráter arquitetônico e geométrico, e que incitam a uma reflexão sobre temas econômicos e ideológicos.

O recorte da produção de Zamora, que vai desde as esculturas do início de carreira até as grandes instalações dos últimos anos, enfatiza a enredamento de uma produção em constante progresso e, muitas vezes, aberta à interação dos visitantes.

Entre os principais trabalhos estão “Modelo Econômico” (2010), obra constituída por mesas de madeira usada por camelôs; “Inconstância Material” (2012), uma vídeoinstalação e maquete do projeto; “Sciami di Dirigibili” (2015), composta por impressão fotográfica, cartazes e um vídeo com 1’06” de duração.

O principal destaque da mostra trata-se da obra “Ruptura” (2016), concebida especialmente para o vão do CCBB. Trata-se de uma performance com a participação de 150 pessoas vestidas de preto debruçadas no vão do espaço em um silêncio absoluto tendo em mãos um livro, também todo preto e confeccionados especialmente para a performance, no qual começam a rasgar as páginas, uma a uma, para, em seguida, deixarem cair no vazio do vão. O som das páginas rasgadas toma conta do espaço. Depois, os livros, com as páginas recolhidas, são recolocados de qualquer modo nas capas e são deixados numa mesa (foto), como que à espera de algum acontecimento, enquanto o som da “ruptura” permanece no vão.

SERVIÇO:
Exposição: Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 02/01/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida