Exposição “Vão” no Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das fotos da série “Vã”, de Berna Reale, em exibição no CCBB. Créditos: divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) exibe até a próxima segunda-feira, 28 de agosto, a exposição “Vão”, que contém três obras inéditas feitas exclusivamente para essa mostra pela artista paraense Berna Reale.

Com curadoria de Agnaldo Farias, a exposição trabalha com questões relacionadas à violência, vulnerabilidade, gênero e abuso de poder. As obras fazem parte do projeto “CCBB Música.Performance” que, além da individual, recebe um trabalho do videoartista Matthew Barney e uma instalação de Alejandro Ahmed e Grupo Cena 11.

Os três trabalhos têm a artista como protagonista, pois ela faz a performance neles, sendo que duas – “Frio” e “Em Pelo” – foram realizadas em vídeos, com três minutos de duração, enquanto a terceira – “Vã” – é composta por uma série de sete fotografias impressas em grande formato.

Logo, todos os trabalhos da exposição têm como embasamento as lutas femininas e contra a violência.

SERVIÇO:
Exposição:
Vão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/08/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.eventim.com.br/ ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição homenageia Cícero Dias no Centro Cultural Banco do Brasil

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 3 de julho, a exposição “Cícero Dias | Um Percurso Poético 1907-2003”, que homenageia o pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003). A mostra, que é itinerante, apresenta cerca de 120 obras de um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX.

Com uma trajetória reconhecida internacionalmente, Antônio Cícero apareceu no cenário artístico nacional, em 1928, até o seu falecimento em 2003. E, desde sempre, em sua longa e produtiva carreira, manteve-se fiel ao seu próprio estilo, ousando sempre que lhe fosse possível, sem medo das críticas. Ainda em 1937, mudou-se para Paris, onde viveu até o fim de sua vida. E, na Cidade-luz, integrou a vanguarda artística europeia. Não foi à toa que o crítico de arte francês André Salmon o chamou de “selvagem esplendidamente civilizado” quando Cícero realizou a sua primeira exposição na capital francesa em 1938.

Além das pinturas e desenhos, a mostra também contextualiza a história do artista evidenciando sua relação com poetas e intelectuais brasileiros, e sua participação no circuito de arte europeu, através de fac-símiles de cartas, textos, documentos (como certidão de nascimento, por exemplo) e fotos trocadas com Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Murilo Mendes, José Lins do Rego, Mário Pedrosa, Pierre Restany, Paul Éluard, Roland Penrose, Pablo Picasso, Alexander Calder, entre outros.

Com curadoria de Denise Mattar, a mostra está instalada em quatro andares do edifício (do terceiro ao subsolo) e organizada em três núcleos: Brasil, Europa e Paris, cada um deles dividido em segmentos.

Entre os destaques estão “Bagunça” (1928), uma aquarela sobre papel; uma obra “Sem Título”, um óleo sobre tela da década de 1970; “Multiplicidade” (1944), um óleo sobre placa de madeira aglomerada; e a reprodução do “Mural para a sede do Conselho Econômico do Estado de Pernambuco” (1948).

SERVIÇO:
Exposição:
Cícero Dias | Um Percurso Poético 1907-2003
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 03/07/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição “Erwin Wurm – O Corpo é a Casa” no CCBB

“Conversível Gordo” (2005), uma das obras de Erwin Wurm. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 3 de abril, a exposição “Erwin Wrum – O Corpo é a Casa”, que contém cerca de 50 obras do artista austríaco. A mostra é composta por esculturas, instalações, performances, intervenções e obras interativas.

Erwin Wurm apresenta uma série de trabalhos que discute o corpo humano não apenas no aspecto físico, mas também as suas camadas psicológicas e espirituais.

De acordo com o artista, a casa é parte do nosso corpo, pois atua como uma espécie de pele, assim como um carro ou uma peça de roupa. Assim, como o corpo humano fica sujeito, as obras trazem esses elementos aspectos tipicamente possível no homem, tipo, uma casa obesa, uma salsicha cheia de personalidade, um vaso sanitário esquelético, um carro “cheinho”.

As obras produzidas por Wurm mostram o deslocamento de elementos do dia-a-dia no campo da arte, reconfigurando objetos do cotidiano e alimentos em contextos impensados, cômicos e, ao mesmo tempo, embaraçoso em relação à atual sociedade.

Entre os destaques estão “Autorretrato com Pepino” (2016), uma acrílica sobre tinta e ferro; “Vaso sanitário” (2014), um acrílico e madeira; “Casa Gorda” e “Conversível Gordo” (foto), de 2005. Além disso, a mostra é complementada com o videoclipe de “Can’t Stop”, música do Red Hot Chili Peppers, de 2003.

SERVIÇO:
Exposição: Erwin Wrum – O Corpo é a Casa
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 03/04/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria

Por Jorge Almeida

Exposição “Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear” no CCBB

Parte da obra "Ruptura" (2016), feita exclusivamente para a mostra no CCBB. Foto: Jorge Almeida
Parte da obra “Ruptura” (2016), feita exclusivamente para a mostra no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza até o próximo dia 2 de janeiro, segunda-feira, a exposição “Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear”, que reúne 24 obras do artista mexicano Héctor Zamora. Os trabalhos que fazem parte da mostra têm videoinstalações, esculturas de concreto e tijolos, fotografias, desenhos e registros de atividades.

O artista é conhecido pelos trabalhos em site specific em grande escala, de caráter arquitetônico e geométrico, e que incitam a uma reflexão sobre temas econômicos e ideológicos.

O recorte da produção de Zamora, que vai desde as esculturas do início de carreira até as grandes instalações dos últimos anos, enfatiza a enredamento de uma produção em constante progresso e, muitas vezes, aberta à interação dos visitantes.

Entre os principais trabalhos estão “Modelo Econômico” (2010), obra constituída por mesas de madeira usada por camelôs; “Inconstância Material” (2012), uma vídeoinstalação e maquete do projeto; “Sciami di Dirigibili” (2015), composta por impressão fotográfica, cartazes e um vídeo com 1’06” de duração.

O principal destaque da mostra trata-se da obra “Ruptura” (2016), concebida especialmente para o vão do CCBB. Trata-se de uma performance com a participação de 150 pessoas vestidas de preto debruçadas no vão do espaço em um silêncio absoluto tendo em mãos um livro, também todo preto e confeccionados especialmente para a performance, no qual começam a rasgar as páginas, uma a uma, para, em seguida, deixarem cair no vazio do vão. O som das páginas rasgadas toma conta do espaço. Depois, os livros, com as páginas recolhidas, são recolocados de qualquer modo nas capas e são deixados numa mesa (foto), como que à espera de algum acontecimento, enquanto o som da “ruptura” permanece no vão.

SERVIÇO:
Exposição: Héctor Zamora – Dinâmica Não Linear
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 02/01/2017; de quarta a segunda-feira, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Los Carpinteros: Objeto Vital” no Centro Cultural Banco do Brasil

A obra "Hvana Country Club" (1994) em exibição no CCBB. Foto: Isis Naura
A obra “Hvana Country Club” (1994) em exibição no CCBB. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil realiza até o próximo dia 12 de outubro, quinta-feira, a exposição “Los Carpinteros: Objeto Vital”, uma retrospectiva que exibe cerca de 70 obras do coletivo de artistas cubanos criado nos anos 1990, além de trabalhos inéditos. O grupo é composto pelos artistas cubanos Marcos Castillo e Dagoberto Rodríguez, além da contribuição de Alexandre Arrechea, que deixou o grupo em 2003.

A mostra é constituída por desenhos, esculturas, instalações, aquarelas, vídeos e obras site specific em que o grupo subverte e instiga as funções dos objetos, em obras saturadas de críticas sociais e humor.

Com curadoria de Rodolfo de Athayde, a exposição trata todos os períodos do coletivo: desde esculturas com restos de madeiras encontrados por Havana às aquarelas e peças gigantescas construídas com lego, que simbolizam uma visão peculiar da arquitetura. As obras inéditas foram feitas exclusivamente para a mostra no Brasil.

Depois da capital paulista, a exposição seguirá para outras unidades do CCBB’s, a começar por Brasília, que estreará em 2 de novembro, e, posteriormente, Belo Horizonte (a partir de 1º de fevereiro de 2017) e Rio de Janeiro (estreia prevista para 26 de abril de 2017).

Em meio aos destaques há obras como “Havana Country Club” (foto), de 1994; “Cuarteto” (2011), feito com madeira pintada, metais e bronze cromado; “Um Minuto” (2002), composta por madeira e metal; e “Sala de Leitura Estrellada” (2016), um compensado naval que ocupa o hall de entrada do prédio.

SERVIÇO:
Exposição: Los Carpinteros: Objeto Vital
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 12/10/2016; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora marcada pelo site www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria do CCBB

Por Jorge Almeida

Exposição sobre o Pós-impressionismo no CCBB

"Batedores de Estacas", óleo sobre tela, de Maximilien Luce. Foto: Isis Naura
“Batedores de Estacas”, óleo sobre tela, de Maximilien Luce. Foto: Isis Naura

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) está com a exposição “O Triunfo da Cor. O Pós-Impressionismo: Obras-Primas do Musée d’Orsay e do Musée de I’Orangerie”, que apresenta 75 obras de 32 artistas que, a partir do final do século XIX, sucederam ao movimento impressionista, visando novos rumos para a pintura. A mostra está instalada do quarto andar ao subsolo da instituição.

As obras são de nomes como Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat, Gauguin e Matisse, mestres da pintura moderna que proporcionaram uma verdadeira revolução estética através do uso da cor. A exposição ainda exibe ainda obras de artistas do começo do século XX.

A geração dos artistas que sucederam os impressionistas, que surgiram especialmente entre 1885 e 1905, segundo Isabelle Cahn, uma das curadoras, “apregoa uma abordagem múltipla da cor: ora objetiva e científica, com a decomposição de seu espectro, ora emocional, sensual, cerebral, filosófica ou simbolista”.

O público poderá conferir obras pontilhistas de Seurat e Van Gogh, a pesquisa de cores simbólicas de Gauguin e Émile Bernard, as obras dos conhecidos nabis, como Vuillard, Maillol e Valloton e os que se inspiraram nas paisagens locais, como Cézann, por exemplo.

A exposição é dividida por núcleos: “A cor científica”, que ocupa o quarto e o terceiro andar; “Os nabis, profetas de uma nova arte”, no segundo andar; “Audiovisual” no primeiro andar; e “A cor em liberdade”, no subsolo.

Entre os destaques, por exemplo, estão: “A Italiana” (1867), de Vicent Van Gogh; “Batedores de Estacas” (foto), um óleo sobre tela datado entre 1902 e 1903, de Maximilien Luce; “Jogo do Pôquer” (1902), de Felix Vallotton; “Soldados Franceses Marcham” (1914), de József Rippi-Rónar; e “Odalisca com Calça Vermelha” (c. 1924-1925), de Henry Matisse.

SERVIÇO:
Exposição: O Triunfo da Cor. O Pós-Impressionismo: Obras-Primas de Musée d’Orsey e do Musée de I’Orangerie
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 07/07/2016; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

Exposição “ComCiência” no Centro Cultural Banco do Brasil

Uma das obras de Patricia Piccinini exposta no hall de entrada do CCBB. Foto: Jorge Alm
Uma das obras de Patricia Piccinini exposta no hall de entrada do CCBB. Foto: Jorge Alm

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) segue com a mostra “ComCiência” em atividade até a próxima segunda-feira, 4 de janeiro, e apresenta a primeira exposição individual da artista australiana Patricia Piccinini no Brasil. A exposição, que ocupa desde o quarto andar até o subsolo do espaço, apresenta cerca de 30 obras em que a artista utiliza o realismo como linguagem, levando ao público um universo de criaturas desconhecíveis, contudo, palpáveis e afetuosas.

Na mostra, um neologismo que carrega sentido duplo, conectando consciente e ciência, propõe ao público um percurso narrativo entre esculturas, desenhos, fotografias e vídeos, trazendo a questão das mutações genéticas para o território da arte.

As criaturas têm encantado o público não só pelo virtuosismo técnico, mas sobretudo por instigar uma série de indagações acerca do mundo contemporâneo, dos efeitos da ciência e dos limites morais e éticos do ser humano. Assuntos como meio-ambiente, ciência, tecnologia, homofobia, a força da mulher, por exemplo, podem ser interpretados nas obras.

Essas figuras feitas de silicone, fibra de vidro e outros materiais que se assemelham aos usados nos efeitos especiais do cinema, foram concebidas pela artista em seu estúdio em Melbourne.

O curador da exposição, Marcello Dantas, resumidamente, afirma que “transformar a rejeição em afeto é essência da arte de Patrícia”.

SERVIÇO:
Exposição: ComCiência
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 04/01/2016; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h*
Quanto: entrada gratuita*

* A visita à exposição é gratuita, porém, deve ser feita com hora agendada pelo site da instituição, App e o IOS da Ingresso Rápido. Há o limite de quatro pessoas por CPF para cada visitação. O agendamento via aplicativo/site estará disponível para até quatro visitas.

Por Jorge Almeida