Por que não vivemos?, da obra Platonov, de Anton Tchekhov que estreia em São Paulo em fevereiro

Foto de Nana Moraes

Texto inédito no Brasil, o drama mostra pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas vão caindo na armadilha de ficar onde estão

Com direção de Marcio Abreu, a obra estreia em São Paulo após temporadas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. No elenco, Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi Lopes, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e Rodrigo dos Santos. A peça é finalista do Prêmio Shell do Rio de Janeiro nas categorias direção (Marcio Abreu) e cenário (Marcelo Alvarenga) e do Prêmio Cesgranrio em direção (Marcio Abreu). Em São Paulo, a estreia é no Teatro Cacilda Becker, na Lapa.

Após se dedicar à criação de dramaturgias originais, montagens e traduções de autores contemporâneos inéditos, a companhia brasileira de teatro retorna aos clássicos sem perder, no entanto, o caráter de inovação. Escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904) por volta dos 20 anos, a história do professor Platonov foi descoberta nos arquivos do seu irmão após a sua morte, e publicada em 1923. Inédita no Brasil, a obra recebeu nesta adaptação dirigida por Marcio Abreu o nome Por que não vivemos?. A peça faz duas temporadas em São Paulo, a primeira entre 14 de fevereiro e 01 de março e a segunda temporada entre 20 de março e 19 de abril, no Teatro Cacilda Becker.

A vontade da companhia de montar esse texto vem desde 2009. Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar assinam a adaptação da obra, feita a partir de uma tradução original do russo por Pedro Augusto Pinto e de versões francesas. Embora não tenha um título oficial, a peça foi publicada em diversos países como Platonov em homenagem a um dos personagens, o professor Mikhail Platonov. Foi somente no final da década de 1990 que a obra ganhou traduções e montagens em diversos teatros da Europa. Em 2017, os atores Cate Blanchett e Richard Roxburgh estrearam uma versão do texto na Em Sidney, na Austrália, com o título de The Present. Giovana conta que o processo de adaptação também contou com atualizações sobre dinâmicas e relações que não fariam tanto sentido de serem postas em cena nos dias de hoje. “Também reduzimos o número de personagens, fizemos cortes e reposicionamos cenas para que os assuntos centrais do texto não fossem perdidos, mas sim condensados”, explica Giovana.

Por ser uma obra sem título oficial, o grupo batizou a peça com uma pergunta chave que está inserida no texto: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?. “Essa questão, que se abre para tantas outras, é um pouco a alma dessa peça”, diz Marcio. “Quando esse texto foi resgatado, não havia capa nem título. Como outras peças em que o personagem principal dá nome ao texto, como Ivanov, se deu esse nome Platonov”, conta Giovana Soar, que ressalta que o título escolhido pela companhia traduz o drama que permeia o espetáculo. “São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão”.

O diretor complementa ainda que o título estabelece uma dinâmica política ao apontar simultaneamente para o passado que não foi vivido e para uma convocação a um futuro que pode ser construído. Para ele, a encenação busca propor reflexões sobre as singularidades dos sujeitos, a conexão coletiva e uma consciência sobre as diferenças. “Os corpos dos atores se reconheceram na estrutura de um texto escrito no final do século XIX e as dinâmicas estabelecidas nos ensaios fizeram com que ele se atualizasse, conferindo ainda mais força à dimensão política da peça”, conclui.

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e do pequeno que existem em cada um de nós, o legado para as gerações futuras – tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia, com múltiplas linhas narrativas. “É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov”, diz o diretor.
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A encenação propõe uma perspectiva de convivência e proximidade com o público através de deslocamentos dos atores pelo espaço e pela quebra da frontalidade. Dessa forma, o público deixa de ser apenas espectador para também se tornar coparticipante das ações que ocorrem em cena
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“A montagem tem um foco muito específico nas personagens femininas. São elas que causam transformação, que caminham, que querem e mudanças, contravenções e que enfrentam conceitos pré-estabelecidos na sociedade da época” , conta Giovana. A artista complementa que esses traços estavam no texto de Tchekhov, mas foram acentuados na adaptação. Para ela, o olhar do autor causava uma espécie de premonição para os movimentos futuros que se sucederam.

Por que não vivemos? estreou em julho deste ano no CCBB do Rio de Janeiro, fez temporada no CCBB Brasília no mês de setembro e no CCBB Belo Horizonte entre 18 de outubro e 18 de novembro de 2019. Em 2020, o espetáculo chega a São Paulo no Teatro Municipal Cacilda Becker, devido à reforma que está ocorrendo no teatro do CCBB São Paulo, em duas curtas temporadas que vão de fevereiro a abril, desta vez com patrocínio do Banco do Brasil e Eletrobras Furnas.

SINOPSE CURTA
Na adaptação da companhia brasileira de teatro, a história não se desenrola num lugar definido, tampouco na época em que foi escrita. Ambientada numa propriedade rural de uma jovem viúva, a história se passa durante uma grande festa, na qual está presente Platonov, um aristocrata falido. Ele se tornou professor, por despeito e para camuflar sua revolta contra seu falecido pai e a sociedade. Bem articulado, brilhante e sedutor, ele é admirado e invejado. Seu reencontro com Sofia, um amor de juventude, reaviva seu desespero.

SOBRE A COMPANHIA
A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba, onde mantém sua sede num prédio antigo do centro histórico. Sua pesquisa é voltada sobretudo para a criação contemporânea. Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como “PRETO” (2017), “PROJETO BRASIL” (2015), “Vida” (2010), “O que eu gostaria de dizer” (2008), “Volta ao dia…” (2002). Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país: “Krum” (2015), de Hanock Levin; “Esta Criança” (2012), de Joël Pommerat; “Isso te interessa?” (2011), a partir do texto “Bon, Saint-Cloud”, de Noëlle Renaude; “Oxigênio” (2010), de Ivan Viripaev. A companhia realiza frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no exterior. Estreou na França em 2014 o espetáculo “Nus, ferozes e antropófagos” em parceira com o coletivo francês Jakart. Mantém um repertório ativo e que circula com frequência. Recebeu os principais prêmios das artes no país. Mais informações: http://www.companhiabrasileira.art.br

FICHA TÉCNICA
Por que não vivemos?
Da obra Platonov, de Anton Tchekhov
Direção: Marcio Abreu
Assistência de Direção: Giovana Soar e Nadja Naira
Elenco: Anna Petrovna – Camila Pitanga
Maria Griékova – Cris Larin
Sofia Egoróvna – Josi Lopes
Mikail Platonov – Rodrigo Dos Santos
Nicolai Triliétski – Rodrigo Ferrarini
Sergei Voinitsev – Kauê Persona
Porfiri Glagoliev – Edson Rocha
Ossíp – Rodrigo Bolzan/Vanderlei BernardIno (em alternância)
Adaptação: Marcio Abreu, Nadja Naira e Giovana Soar
Tradução: Pedro Augusto Pinto e Giovana Soar
Direção de Produção: José Maria
Produção Executiva: Cássia Damasceno
Assistência de Produção: Leonardo Shamah
Iluminação: Nadja Naira
Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino
Direção de movimento: Marcia Rubin
Cenografia: Marcelo Alvarenga | Play Arquitetura
Figurinos: Paulo André e Gilma Oliveira
Direção de arte das projeções: Batman Zavareze
Edição das imagens das projeções: João Oliveira
Câmera: Marcio Zavareze
Técnico de som | projeções: Pedro Farias
Assistente de câmera: Ana Maria
Operador de Luz: Henrique Linhares e Ricardo Barbosa
Operador de vídeo: Marcio Gonçalves e Michelle Bezerra
Operador de som: Bruno Carneiro e Felipe Storino
Contrarregragem: Hevaldo Martins e Alexander Peixoto
Máscaras: José Rosa e Júnia Mello
Fotos: Nana Moraes
Programação Visual: Pablito Kucarz
Assessoria de Imprensa São Paulo: Canal Aberto
Difusão Internacional: Carmen Mehnert | Plan B
Produção: companhia brasileira de teatro
Projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura
Apoio: Secretaria Municipal da Cultura
Patrocínio: Banco do Brasil e Eletrobras Furnas
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.
companhia brasileira de teatro
Direção de Produção: Giovana Soar e José Maria
Administrativo e Financeiro: Cássia Damasceno
Assistente Administrativo: Helen Kaliski

SERVIÇO
Por que não vivemos?
Temporada 1: 14 de fevereiro a 1º de março de 2020
Quintas, Sextas e Sábados, 20h; e Domingos, 19h.
Temporada 2: 20 de março a 19 de abril de 2020
Sextas e Sábados, 20h; e Domingos, 19h.
Sessão extra dia 13 de fevereiro, quinta-feira, 20h.
Local: Teatro Municipal Cacilda Becker (Rua Tito, 295, Lapa).
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Clientes BB tem 50% de desconto em até 4 ingressos. Os ingressos para o público começam a ser vendidos em 5 de fevereiro.
Capacidade: 198 pessoas.
Duração: 150 min.
Gênero: Comédia Dramática.
Classificação indicativa: 16 anos.
Horário da bilheteria: somente nos dias de espetáculo, a partir das 18h.
Evite filas! Baixe do App da SYMPLA para Android ou IOS na App Store ou Google Play e adquira seu ingresso pelo celular com antecedência.
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
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Assessoria de Imprensa da peça
Canal Aberto
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Inspirado em conto de Clarice Lispector, a companhia soteropolitana Ateliê Voador estreia o musical A Mulher que Matou os Peixes na mostra MiriM, no CCBB SP

A Mulher que Matou os Peixes, do Ateliê Voador (Salvador/BA). Foto Heder Novaes.

A peça aponta os momentos da vida compostos por alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas. Na trilha, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos

A MiriM tem trazido desde setembro espetáculos de diversos estados do Brasil para apresentações na área externa do CCBB São Paulo, e mais de 2 mil pessoas já assistiram aos trabalhos e participaram das oficinas

A primeira edição da MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas trouxe, desde setembro, companhias teatrais de vários estados do Brasil para temporadas gratuitas na área externa do CCBB São Paulo. A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/BA), é o próximo (e último) grupo a se apresentar no período de 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019. O espetáculo é inspirado em um conto homônimo da escritora brasileira Clarice Lispector e é interpretado por Maíra Lins, que faz um pequeno musical com reflexões sobre os movimentos da vida compostos por alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

A mostra, que está na primeira edição, tem curadoria do jornalista e crítico de teatro infantil Dib Carneiro Neto e idealização de Jota Rafaelli e Rafael Petri, da MoviCena Produções. Com patrocínio do Banco do Brasil, a MiriM também traz oficinas mediadas pelos grupos e uma Mesa de Debates dia 20/11, quarta-feira, 11h, sobre teatro infantil e jovem com o curador Dib Carneiro Neto, com Antonio Carlos Bernardes, do CBTIJ – Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude e integrantes das companhias Rococó Produções e Grupo Ateliê Voador. Toda a programação tem entrada franca e é aberta ao público. Segundo Dib, um dos objetivos centrais é oferecer ao público a oportunidade de conhecer um panorama da produção das artes cênicas para crianças fora da capital paulista – as companhias convidadas são da Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Já passaram pela mostra os espetáculos Ovelha Negra, da Cia Pequod (Rio de Janeiro/RJ), Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/MT) e Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS).

Para os idealizadores, é uma oportunidade para que a cidade de São Paulo tenha acesso a temporadas mais extensas de peças infantojuvenis fora do circuito capital/interior paulista, além de seu formato possibilitar um maior alcance do público. “Na MiriM, cada companhia realiza entre 7 e 10 apresentações, gratuitamente, no Centro e a céu aberto, fatores que facilitam o acesso das apresentações”, reforçam. Os produtores lembram que a mostra fomenta o intercâmbio com companhias de fora do Estado, o que fortalece vínculos entre companhias brasileiras e possibilita que as pessoas tenham cada vez mais acesso à trabalhos que lidam com linguagens teatrais diversas e que traduzem muito da cultura regional do lugar de onde vem as montagens.

Sobre o espetáculo que será apresentado pela MiriM, Dib Carneiro Neto adianta: “A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/Bahia), parte de um conto da escritora Clarice Lispector para discutir a morte e a necessidade de aceitar que todos nós erramos. No espetáculo, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos”.

Sobre o espetáculo
A Mulher que Matou os Peixes, grupo Ateliê Voador (Salvador/BA)
Estreia dia 22/11, sexta-feira, as 15h30
De 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
Sessão extra 06/12 (sexta-feira), às 15h30.
60 minutos | Livre
Workshop com o grupo Ateliê Voador – 7/12, sábado, 10h

A Mulher que Matou os Peixes, uma pop-bossa samba’n’roll, conta a história de um crime, a morte de dois peixes vermelhinhos, mas tudo narrado em um jogo delicioso e de extrema sensibilidade para concluir que a falha, o lapso, o erro e o esquecimento são inerentes a todos nós, homens e mulheres. A partir do original de Clarice Lispector, a encenação ganha roupagem de um pequeno musical e apresenta a cantora Maira Lins, que nos convida a pensar no movimento da própria vida que é composto de alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

Ficha Técnica: Dramaturgia – Djalma Thürler (a partir de Clarice Lispector, Vinícius de Moraes e Toquinho). Direção – Djalma Thürler. Atuação – Maira Lins. Arranjos Musicais – Roberta Dantas. Cenografia – José Dias. Figurino – Luiz Santana. Adereços – Flávia Bomfim. Confecção Adereços – “Grupo Bordar os Sonhos, de Sussuarana”. Iluminação / Ass. Direção – Marcus Lobo. Direção De Produção – Duda Woyda e Rafael Medrado. Produção Executiva – Nany Oliveira. Assessoria De Imprensa – Rafael Brito. Design Visual – Giovanni Rufino.

Mesa de Debate
Dia 20 de novembro, quarta-feira, 11h
Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões
Com Dib Carneiro Neto, Antonio Carlos Bernardes e integrantes da Rococó Produções e do Grupo Atêlie Voador.
Local: CCBB SP

Ficha Técnica da MiriM
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Idealização: MoviCena Produções
Produção Geral: Jota Rafaelli
Produção Executiva: Rafael Petri
Curadoria: Dib Carneiro Neto
Assistente de Produção: Mateus Fávero
Técnico Geral Responsável: Caike Souza
Designer Gráfico: Gabriel Victal
Registro em Foto: Fellipe Oliveira
Registro em Vídeo: Marcos Yoshi
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Serviço
MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas
13 de setembro a 15 de dezembro de 2019
CCBB SÃO PAULO
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo-SP
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
(11) 3113-3651/3652 | Todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças
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Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Clientes do Banco do Brasil têm 10% de desconto com Cartão Ourocard na cafeteria, restaurante e loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.
Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Assessoria de imprensa do CCBB: Leonardo Guarniero
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Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

SÓ ATÉ SEGUNDA: Exposição “Jardins do Tempo” no Centro Cultural Banco do Brasil

A exposição “Jardins do Tempo” segue em exibição no Centro Cultural do Banco do Brasil até a próxima segunda-feira, 28 de outubro, e a mostra é o resultado de uma longa pesquisa do artista Pazé para transformar espaços públicos em São Paulo.
Com projetos desenvolvidos pelo artista para oferecer à população quatro jardins botânicos cultivados com espécies da flora brasileira, apresentados aqui por meio de documentação fotográfica, plantas arquitetônicas, desenhos, aquarelas e animação em vídeo.

Na proposta, os “Jardins do tempo” seriam cultivados em cemitérios públicos que, reconfigurados, continuariam a ser utilizados para sua finalidade inicial e, ao mesmo tempo, ofereceriam áreas verdes como novas alternativas de lazer e convívio.
Com desenhos e um vídeo impecáveis, ele propõe que quatro cemitérios da cidade (Araçá, Vila Formosa, Vila Alpina e Vila Nova Cachoeirinha) sejam transformados em jardins botânicos.

De acordo com o projeto, os túmulos ficariam na vertical, o que poderia solucionar o problema da contaminação do solo e água que acontece nos enterros convencionais, e deixaria muitos espaços livres para implantação de paisagismo, área de convivência e lagos. Os jazigos de valor histórico-artístico seriam preservados. A cidade ganharia 1,3 milhão de metros quadrados de verde (um novo Ibirapuera) nesses remansos de paz.

O vídeo que dá nome à mostra, com 23’06” de duração, produzido em 2019, detalha perfeitamente o projeto, que não deixa de ser interessante.

SERVIÇO:
Exposição: Jardins do Tempo
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/10/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura, CEP: 01012000

Por Jorge Almeida

 

SÓ ATÉ SEGUNDA: Exposição “Man Ray em Paris” no Centro Cultural Banco do Brasil

 

O Centro Cultural Banco do Brasil promove até segunda-feira, 28 de outubro, a exposição “Man Ray em Paris”, que elucida aproximadamente 250 obras do pintor, fotógrafo, object-maker, escultor e cineasta Man Ray, um dos mais destacados artistas vanguardistas do século XX.

A retrospectiva, apresentada pela primeira vez no Brasil, abrange a imensa e multiforme obra do norte-americano da Filadélfia. Conhecido principalmente por sua fotografia, mas também criador de objetos, realizador de filmes e faz-tudo genial, Man Ray chega a Paris em 1921, onde permanece até a Segunda Guerra Mundial e para onde retorna definitivamente em 1951. Foi nessa cidade que sua arte original se desenvolveu e mais repercutiu.

Esta exposição esclarece a lenta maturação de Man Ray, bem como apresenta um panorama completo de sua criatividade. Das primeiras obras dadaístas ao retrato e à paisagem, da moda às imagens surrealistas, de seus trabalhos comerciais a uma seleção de seus objetos e filmes, e à sua vontade de revelar outra realidade, reúnem-se nesta exposição toda a complexidade e a riqueza do que ele nos legou.

O projeto da exposição prevê, ainda, reproduzir imagens da vida parisiense de Man Ray acompanhado pelos artistas que lhe foram contemporâneos e por sua musa, Kiki de Montparnasse.

Em meio aos destaques da exposição estão: “Coat Stand” (1920), uma das três versões da célebre fotografia de Man Ray; “Grande Roda” (1921); “O Violino de Ingres” (1924) e o vídeo “Man Ray: Senhor de 6 Segundos” (1998), de 52 min, dirigido por Jean Paul Fargier.

SERVIÇO:
Exposição: Man Ray em Paris
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/10/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura, CEP: 01012000

Por Jorge Almeida

Exposição “Vaivém” no Centro Cultural Banco do Brasil

Vista parcial da obra “Rede Pai” (2019) no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 29 de julho, a exposição “Vaivém”, que reúne mais de 300 obras de diversos períodos históricos e abordagens artísticas que tratam as redes de dormir nas artes e na cultura visual do Brasil.

A mostra contém esculturas, fotografias, instalações, pinturas, vídeos, intervenções, documentos, performances e objetos datados entre os séculos XVI e XXI e produzidos por aproximadamente 130 artistas, que tomam a rede como ícone desde as permanências das culturas indígenas até a sua contemporaneidade eternizando ou desmitificando certas falações ‘identitárias’ sobre o Brasil.

Com curadoria de Rafael Fonseca, a exposição ocupa todos os andares do centro cultural e está dividida em seis grupos temáticos. Artistas como Claudia Andujar, Djanira, Tarsila do Amaral, Bispo do Rosário, além de artistas contemporâneos indígenas, como Denilson Baniwá, Gustavo Caboco, o coletivo MAHKU, entre outros, apresentam obras, cujas algumas foram criadas especialmente para o projeto.

No núcleo “Resistências e Permanências”, por exemplo, que ocupa o subsolo, há obras feitas por artistas contemporâneos indígenas e trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, e obras como “Expropriação” (2016), de Aline Baiana; e “Cântico Guarani” (2010), uma instalação de Armando Queiroz.

Enquanto isso, no espaço dedicado à exposição intitulado “A rede como escultura, a escultura como rede”, apresenta as redes de dormir como uma linguagem escultórica, como a instalação do coletivo Opavivará!, feita com uma rede gigante em que o público é “convidado” a se deitar e balançar-se ao som de chocalho (a obra esteve presente em uma exposição feita no Espaço Cultural Porto Seguro), registros de Hélio Oitica completa essa parte da mostra, assim como as obras “Rede de Carnaúba” (2019), de Vanessa Teixeira; e “Poltrona Moleca” (1957), de Sérgio Rodrigues.

No quarto andar do prédio, o núcleo “Invenções do Nordeste” traz obras que transformam em imagens mitos a respeito da ligação entre as redes e a região, e obras que simbolizam o orgulho local e o vínculo com a indústria têxtil. Com destaques para cerâmicas de Mestre Vitalino, xilogravuras de J. Borges e um exemplar do livro “Morte e Vida Severina” (1982), de João Cabral de Melo Neto.

Logo abaixo, o terceiro andar, o núcleo “Modernidades: Espaços para a preguiça” permite ao público conferir a rede associada à preguiça, ao descanso e conforto, tendo como ponto principal a obra “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade, em que o protagonista passe durante boa parte da história em uma rede por estar “consumido” pela preguiça. Na exposição, é exibido trechos do filme homônimo (1969) que teve o ator Grande Otelo interpretando o personagem principal. Vale conferir também as obras “Tatuagem” (1929), um óleo sobre tela de Manoel Santiago; e uma coleção com 12 exemplares de gibis do Zé Carioca.

E, finalmente, em “Olhar para o outro, olhar para si”, no segundo andar, que traz obras como a “Rede Pai” (foto), de 2019, feita com cordas, contas de colar, cabaças, fibra de vidro e resina, de Maria Nepumoceno, além da “Cadeira Tripé” (reedição da Nuclean 8, de 1990), de Lina Bo Bardi; e “Sinergia Provisória (2019), uma escultura composta por objetos de ferro, de Marcone Moreira.

SERVIÇO:
Exposição: Vaivém
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 29/07/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresentam Flexões Performáticas: Gênero, Número e Grau

Imagens da performance “Flexões Performáticas”. Créditos: divulgação

Nos dias 16 e 17 de março o projeto receberá a performance e oficina de Jaqueline Vasconcelos (Jack Soul Revenge Girl)

Flexões Performáticas terá performances inéditas, apresentadas por artistas de diversas partes do Brasil, de modo a democratizar o conhecimento sobre as artes visuais, oferecendo ao público a possibilidade de interação e experimentação do projeto artístico.

O projeto atua em três eixos conceituais – Gênero, Número e Grau, que caracteriza o tipo de performance de cada mês. O eixo Gênero vai reunir trabalhos que problematizam as noções de gênero na atualidade: o feminino, o masculino, o LGBTQ+. O eixo Número pretende falar sobre as noções de corpo individual e corpo coletivo, trazendo à tona as ideias de público e privado, singular e plural. Já o eixo Grau tratará da noção de intensidade na performance, ou seja, pretende fazer um contraponto entre trabalhos extremamente sutis ou aqueles mais radicais.

O projeto tem o apoio do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo. Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.

Agora em março haverá a participação de Jaqueline Vasconcellos a.k.a Jack Soul Revenge Girl no eixo Gênero.

Dessa vez a Jack Soul Revenge Girl trará à público a performance “Impróprio para consumo” que conta com a parceria em sua dramaturgia do performer capixaba Geovanni Lima.

A artista também ministrará uma oficina no dia 17 de março para mulheres sobre autoimagem e violência.

As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.

Sobre a performance:
Impróprio pra consumo, novo trabalho da Jack Soul Revenge Girl, dialoga com o conceito de corpo viável na atual sociedade brasileira. Quais corpos merecem nossa atenção e são priorizados nas lutas contra as desigualdades? A empatia seletiva, mesmo dentre os que lutam contra sistemas opressores, invisibiliza corpos dissidentes e que estão fora do padrão, justificando a violência que sofrem em suas escolhas. Baseada em uma fala real de uma familiar evangélica pentecostal de um homossexual dissidente, “Impróprio pra consumo” traz a violência contra esses corpos à tona questionando quais mortes valem mais, quais corpos merecem atenção, quais não deveriam ser “consumidos”.

Criação e performance: Jaqueline Vasconcellos
Colaboração: Geovanni Lima
Classificação indicativa (+ tempo de duração):
18 ANOS
40 minutos

Serviço:
16/03 – Performance – “Impróprio pra consumo” às 17h – auditório do Centro Cultural banco do Brasil, SP.
17/03 – Oficina às 11h30, CCBB-SP.
As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.
Grátis
Faixa Etária: 18 ANOS
Duração: 40 minutos
| Acessibilidade
A acessibilidade do projeto se dará com o auxílio da tecnologia do QR code. Este código estará no material de divulgação impresso e digital e, com uma simples leitura dele através do celular, o público terá acesso ao conteúdo audiodescritivo da performance, bem como a legenda de todo discurso falado (quando for o caso), tornando a apresentação acessível a deficientes visuais e auditivos.

Créditos: Leonardo Almeida

Exposição “50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual” no CCBB

“A Hot Day” (2008), óleo sobre tela, de Pedro Campos, em exibição no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta até o dia 14 de janeiro de 2019, segunda-feira, a exposição “50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual”, que apresentam a realidade e a sua representação através de cerca de 90 obras, entre pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e instalações interativas de 29 artistas.

A mostra ocupa do quarto andar ao sub-solo da instituição e apresenta obras de pintores de foto e hiper-realismo, precursores em adequar notoriedade para esse movimento artístico em um conjunto universal, até sua ampliação para a experimentação na realidade virtual.

Em diversos suportes, as obras representam a vida e objetos do cotidiano que proporcionam, em si, um pensamento, não como um espelho da realidade, mas da agudeza do indivíduo em afinidade a ela.

A exposição foi dividida pelos segmentos histórico, contemporâneo, tridimensionalidade e obras de novas mídias.

O realismo tem suas origens no século XVII, por meio de imagens sacras ou profanas disseminando grande dramaticidade barroca, concebida por figuras humanas retiradas do dia-a-dia da realidade burlesca e não idealizada. Contudo, o surgimento do fotorrealismo, pinturas baseadas na representação de cenas fotográficas, se deu nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970; enquanto o hiper-realismo apareceu como uma tendência da pintura no final dos anos 1970.

Em meio aos destaques estão “Key Study” (1974), um acrílico sobre tela de Ben Schonzeit; “Hells And Glasses” (2008), de Simon Hennessey; “Christine I” (2011), escultura de bronze policromado com cabelo acrílico, de John De Andrea; “A Hot Day” (foto), de 2008, um óleo sobre tela de Pedro Campos; “Springtime” (2010), uma escultura composta por fibra de vidro pintada, tecido, metal, madeira e entulho, de Peter Land; e “Nikutai (Corpo de Carne)”, de Giovani Caramelo, feito com silicone, espuma de poliuretano, alumínio, resina acrílica, tinta acrílica e cabelo natural.

SERVIÇO:
Exposição: 50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 14/01/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria do CCBB

Por Jorge Almeida

Exposição “Esquina que Me Atravessam” no Centro Cultural Banco do Brasil

A instalação “Corpo Acomodado” (2018) no antigo cofre do CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 22 de outubro, a exposição “Esquinas que Me Atravessam”, que apresenta cerca de 20 obras inéditas feitas pelo artista Rodrigo Sassi entre 2016 e 2018. O conjunto reunido no subsolo do prédio, o antigo cofre, reafirma referências da obra do artista formuladas nos territórios da cidade e da arquitetura.

O conjunto de obras reafirma referências plásticas e conceituais da produção do artista, estabelecidos nos territórios da cidade e da arquitetura. A partir de elementos usados e rejeitados da construção civil, Sassi inventa sua particular linguagem formal e poética, como na grande instalação “Corpo Acomodado” (foto), de 2018, peça central da exposição, composta de madeira e concreto, construída a partir dos moldes das fôrmas de concreto armado.

No percurso circular do espaço, o público pode conferir esculturas de parede em tamanhos menores, em madeira, concreto e metal, além de uma série de cinco xilogravuras sobre papel, feita a partir de matrizes igualmente originárias dos vestígios de edificações urbanas.

Entre os outros destaques estão “Qualquer Dia de Semana É Primavera” (2018), de metal e madeira; e as sete esculturas da série “Walk The Line” (2016).

SERVIÇO:
Exposição:
Esquinas que Me Atravessam
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 22/10/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida

11º Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo apresenta edição de 2018 com artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal

Cena de “Uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”. Foto: Jorge Gonçalves

O FCD traz três solos de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa

A 11ª edição do FCD – Festival Contemporâneo de Dança de São Paulo celebra, a partir do dia 12 até 29 de outubro de 2018, mais de uma década de festival. Serão 18 apresentações de 9 trabalhos de artistas da França, Síria, Croácia, Brasil e Portugal. As apresentações serão no SESC 24 de Maio e no CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil. Esta edição tem o patrocínio do Banco do Brasil, apoio do SESC SP e do Institut Français Paris e Institut Français du Brésil.

O FCD sempre entendeu dança como arte que inventa mundos, modulando a cada gesto, a cada fala, corpos ampliados de possibilidades perceptivas. Para tanto, o espectador deve ter o direito de acesso a práticas que estimulam suas capacidades críticas, sensíveis, relacionais e criativas. Sem partilha e fricção no encontro, não há dança.

Em tempos cada vez mais sombrios e opacos, o FCD apresenta em 2018 trabalhos com forte teor crítico que se defrontam com mundos em ruínas e especulam sobre futuros que podem ser inventados. São artistas de diversos países que compartilham a precariedade encarnada em seus corpos e investigam possibilidades de resistência e reinvenção para tantas formas de vida que estão desabando a golpes de mercado.

Nas suas 10 edições anteriores, o FCD ocupou teatros públicos e ruas no centro antigo de São Paulo, onde uma enorme população habita em condições precárias, ocupando prédios em ruínas ou as próprias ruas. Na busca da democratização do acesso à cultura, o festival congregou públicos diversos oferecendo atividades gratuitas.

Programação

O FCD tem início dia 12 de outubro no CCBB SP com a apresentação de Partituur, de Ivana Muller (Croácia/França), primeiro projeto da coreógrafa feito para crianças. Partituur (‘partitura musical’ em holandês), é um jogo coreográfico para participantes a partir dos 7 anos, interativo, onde não há espectadores e intérpretes no termo clássico da palavra, essa fronteira é radicalmente desafiada e todos os papéis mudam constantemente. Durante o Partituur, todos recebem fones de ouvido com declarações e sugestões para ajudar na criação do programa. Os participantes também têm tempo para observar os outros, posicionar-se, jogar a favor ou contra as regras. Nesse sentido, a coreografia toma forma dependendo das escolhas, reações e posições que cada partituurista toma. Dessa amálgama nasce uma dança com propostas e ideias individuais e coletivas que não se parece com nenhuma outra. Dessa forma, Partituur lança, discretamente, as bases de uma reflexão sobre o imaginário coletivo das crianças. Brincalhão e poético, oferece a cada um a chance de pensar sobre seu relacionamento consigo mesmo e com os outros.

E este ano o Festival Contemporâneo de dança traz uma programação especial focada na obra de Vera Mantero, artista fundamental para a Nova Dança Portuguesa. A artista vem ao Brasil com três solos: Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois (1991), uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* (1996) e Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional (2012). Mantero é uma artista que procurou, desde a sua primeira criação, romper com as convenções da dança moderna. Formou-se em dança clássica, dançou no Ballet Gulbenkian, estudou em Nova Iorque e Paris, pesquisou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa e já mostrou o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois, uma criação de 1991, tem um lugar importante no percurso coreográfico de Vera Mantero. É um trabalho que já percorreu mais de duas décadas e que, singularmente, continua vivo e a ser apresentado. Foi com este solo que a autora encontrou parte da sua identidade em termos de movimento, na forma de estar em cena, nos instrumentos e elementos que utiliza para criar e atuar: um corpo que não descura os gestos, as mãos, o rosto, as expressões, que as inclui porque sabe que estes elementos fazem absolutamente parte do corpo-gente. Um corpo que tenta constantemente agarrar aquilo que o atravessa, que tenta expor isso mesmo através das respostas de um corpo vibrátil, que embate contra o tempo-cadência. Um corpo que produz por vezes uma quase-fala, em sons que parecem querer ganhar contornos de palavras, em lábios que articulam palavras inaudíveis. Por que aconteceu isto a este corpo?

Em uma misteriosa Coisa, disse o e.e. cummings* estreou em janeiro 1996 para a Homenagem a Josephine Baker uma iniciativa da Culturgest em Lisboa. Na sua visão da vida e da obra de Josephine Baker, Vera Mantero optou, nesse solo, por uma abordagem que vai para além do que se conhece da artista negra que, nos anos 20, atuava frequentemente nua ou envolta em penas de avestruz, popularizando adornos como contas, colares, pulseiras e franjas. Baker foi uma das personagens mais extraordinárias do século XX — dançarina, cantora, ativista, espiã, condecorada por Charles De Gaulle, mãe adotiva de 12 crianças de diferentes etnias, quatro casamentos e incontáveis casos. Para o programa do espetáculo, Mantero escreveu à época: “(…) Este espírito de que falo não tem vontade nenhuma de anular o corpo, nem vergonha nenhuma do seu desejo e do seu sexo, o que este espírito de que falo tem vontade de anular é a boçalidade, a assustadora burrice, a profunda ignorância, a pobreza de horizontes, o materialismo, etc. etc. (infelizmente a lista tem ar de ser longa…)”. Josephine Baker, nome artístico de Freda Josephine McDonald, foi uma célebre cantora e dançarina norte-americana, naturalizada francesa em 1937, e conhecida pelos apelidos de Vênus Negra, Pérola Negra e Deusa Crioula.

Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional é um trabalho de 2012 e foi elaborado no âmbito do Festival Encontros do Devir, em torno da desertificação/desumanização da Serra do Caldeirão, no Algarve, Portugal. Cruzando as suas próprias gravações em vídeo com trechos de filmes de Michel Giacometti, sobretudo imagens em torno de canções de trabalho, Vera Mantero lança um forte olhar sobre práticas de vida tradicionais e rurais em geral, e conhecimentos de culturas orais. Toda a peça é povoada de vozes que vêm de longe. Silêncio. A serra. Vera canta para os poucos serrenhos que permanecem. Mas não é só de música que se trata, é também da palavra e da terra; a palavra de Artaud em combustão, a palavra de Prévert martelado em jeito de poesia sonora, a palavra estranhamente familiar de Eduardo Viveiros de Castro. Com este “retrato alargado” dos Serrenhos do Caldeirão, Vera Mantero fala-nos de povos que possuem uma sabedoria na ligação entre corpo e espírito, entre quotidiano e arte. Uma sabedoria que podemos reativar.

Mithkal Alzghair é um coreógrafo sírio exilado na França e traz ao FCD seu Displacement, criado a partir de pesquisas sobre o patrimônio das tradições culturais sírias, a fisicalidade, o transe e a dinâmica das repetições. Com Displacement, Alzghair questiona o seu legado em um contexto de exílio: “A necessidade deste trabalho está relacionada com a forma como é transmitida a questão do deslocamento e da migração, da violência, dos massacres, dos conflitos e das revoluções no Médio Oriente. O meu objetivo é definir a identidade do corpo sírio, o património reconhecido, vivido e construído. (…) Através da dança, tento compreender as fontes das quais emanam as danças tradicionais, o processo de impregnação e contágio em que são construídas, tendo como base a realidade social e política que contribui para a concretização deste trabalho: a herança militar, a ditadura, os regimes autoritários, a revolução, a guerra e o deslocamento”, explica o coreógrafo.

Mithkal Alzghair é uma raridade, cuja obra está entre as sensibilidades contemporâneas europeias e suas raízes levantinas. Alzghair usa a dança do Oriente Médio chamada dabke como base da peça, a princípio sozinho, pisando ritmicamente em botas pesadas e depois como um trio. Mas a dança não mantém seu senso usual de celebração, ao invés disso Alzghair se apresenta rigidamente, olhos ocos e sem piscar. Poderia ser uma dança de desespero, uma tentativa de recordar um passado diferente ou manter um senso de identidade, e quando os três homens se movem em uníssono, o efeito é quase militar. Tudo aqui é ambíguo, como o tropo recorrente de dançarinos com os braços erguidos acima de suas cabeças, ao mesmo tempo uma jogada de dança, um pedido de ajuda e um gesto de rendição. Há, no entanto, menos ambiguidade na visão de um corpo caído no chão, com as mãos contidas atrás das costas, uma lembrança do que pode acontecer àqueles que não podem controlar ou mudar seu próprio contexto. Deslocamento é uma peça gritante, executada principalmente em silêncio, e suas imagens perduram na memória. Lyndsey Winship, Go London. Julho, 2017

Vania Vaneau, brasileira residente na França, apresenta Blanc, uma investigação sobre transe e transformação, um trabalho entre performance, concerto e dança. O solo de Vania Vaneau – acompanhada por Simon Dijoud no contrabaixo – está enraizado nas origens brasileiras do coreógrafo e no seu encontro com a cultura europeia. Com base em pesquisas sobre os rituais de transe xamânicos e afro-brasileiros, o trabalho do artista tropicalista Hélio Oiticica e o chamado movimento antropofágico, Blanc questiona a exposição do corpo ao fluxo de culturas, histórias, energia e emoções que o atravessam. Com este jogo com toques de carnaval, Vania Vaneau leva o jogo de disfarce com a ajuda de trajes coloridos para implantar no espaço as diferentes camadas de que o homem é adornado como muitas peles e máscaras.

Em 2014, Vaneau criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 criou Ornement com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni, que também está programado nessa edição do FCD. Ornement vai para as áreas de fronteira de dentro e de fora, visibilidade e sigilo, matéria e memória. Nos corpos porosos de Vania Vaneau e Anna Massoni, as linhas divisórias são borradas, perdendo-se e abrindo espaço para uma coreografia de transformação. Em constante mudança, a expressão física entre a cristalização e a liquefação torna-se um material de estados mutáveis ​​da matéria. Para essa criação, Vaneau conta que “[se concentraram] na possibilidade de uma dança conter diferentes níveis de intensidade dramática. (…) Uma continuidade entre realidade e ficção, dentro e fora, orgânico e figurativo, usamos nossos ossos, músculos, imaginação, emoções, o som e as luzes como um todo de substâncias visíveis e invisíveis. Interagindo e transformando nossos corpos como paisagens em movimento, desdobrando camadas potenciais e revelando ‘ruínas-gestos’, os restos de uma narrativa, procuramos produzir visões de um drama muito antigo.“

Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas e estudou no programa SMASH em Berlim. Nessa edição do FCD traz ao palco Sismos e Volts, um corpo movido por tremores, desequilíbrios e colisões. A partir de três acionamentos, tremores, giros e desequilíbrios, desdobrados e redimensionados corporal, imagético, temporal e espacialmente, o artista explora, por meio do trânsito entre eles, os caminhos pelos quais tem forjado seus movimentos, gestos e corporalidades. Em Sismos e Volts, o corpo se torna uma espécie de sismógrafo. O trabalho trata de forças que movem, atravessam, alimentam, exaurem, desejam e coreografam. Expõe um corpo que, mais do que se move, é movido. Propõe o fim da ideia de um eu autônomo que se constrói por si próprio, estando sempre em relação, negociando os termos de sua existência. Uma descarga elétrica, amplificação e transmutação de formas e energias.

Nina Santes (França) traz Self Made Man, um entrelaçamento de movimento, fala, canto e a implantação da cenografia em tempo real. O palco é como um canteiro de obras aberto, onde tudo é feito à vista, as construções e as desconstruções. Para ela, “o palco [é] um local para um possível artesanato, como uma oficina de fabricação exposta. Um espaço em branco dedicado ao fazer, regido por um espírito autodidata, prático e intuitivo”. Nina Santes fez sua estreia no palco como marionetista e há vestígios dela nesse trabalho que considera o corpo do intérprete – o seu – como tema de todas as metamorfoses e experimentos, um corpo que trabalha, dança, canta, fala, observa, constrói seu espaço. Self Made Man é sobre (se) construir. (Des) construir. (Re) construir. Nina mostra a prática concreta do palco, o artifício da máquina, sem tirar nada da magia contemplativa do espetáculo, o poder da imaginação. O Self Made Man pode, portanto, ser visto como a exploração da feliz e sempre renovada possibilidade de autoconstrução, como um canteiro de obras para um corpo indeterminado que ressoa em um espaço-tempo infinito, uma criação que dá substância à construção da masculinidade e à possibilidade de se reinventar para o infinito, além de qualquer forma de determinismo.

Ações Pedagógicas

Além das apresentações, o FCD propõe uma série de ações voltadas à formação e à qualificação artística que potencializam diferentes formas de diálogo. No CRD (Centro de Referência da Dança) serão realizadas quatro oficinas de criação com Vera Mantero, Nina Santes, Mithkal Alzghair e Vania Vaneau relacionadas aos trabalhos apresentados, viabilizando uma aproximação às proposições, aos processos e às práticas dos artistas convidados.

Helena Katz, crítica de dança por 40 anos nos principais jornais de São Paulo, professora e cocriadora da teoria Corpomídia, realizará uma conversa pública com Vera Mantero.

Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio, orientados por T. Angel, especialista em modificação corporal, performer e profissional da educação, entrevistam Nina Santes e Leandro de Souza.

Sonia Sobral, gestora cultural e curadora nas áreas de dança e teatro, gerente durante 17 anos do Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural, participará de uma conversa pública com Mithkal Alzghair.

PROGRAMAÇÃO

“Partituur” | Ivana Muller (Croácia/França)
12 e 13 de outubro, sexta e sábado, às 17h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | Livre
Ivana Müller é coreógrafa, artista e autora de textos. Através de seu trabalho coreográfico e teatral (performances, instalações, textos, vídeo-palestras, peças de áudio, visitas guiadas e web-works) repensa a política do espetáculo e do espetacular, revisita o lugar do imaginário e da imaginação, questiona a noção de “participação”, investiga a ideia de valor e sua representação, e continua inspirando-se na relação entre artista e espectador. Müller recebeu diversos prêmios internacionais por sua obra, e seus trabalhos têm sido apresentados na Europa, EUA e Ásia. Estudou Literatura Comparada e Francês na Universidade de Zagreb, Coreografia e Dança na SNDO em Amsterdã e Artes na Hochschule der Künste em Berlim.
Ficha técnica: concepção: Ivana Müller em colaboração com Jefta van Dinther, Sarah van Lamsweerde e Martin Kaffarnik I desenho do figurino do monstro: Liza Witte I coordenadores de performance: Albane Aubry ou Sarah van Lamsweerde I técnicos em turnê: Martin Kaffarnik ou Ludovic Rivière ou Jérémie Sananes I produção: I’M’COMPANY (Matthieu Bajolet & Gerco de Vroeg) I coprodução: Tweetakt Festival (Utrecht NL), Performing Arts Fund (NL), Ménagerie de Verre (Paris), rede Labaye, APAP, DRAC Ile-de-France/Ministério da Cultura e Comunicação da França I apoio institucional: Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo

https://vimeo.com/35532640 | https://youtu.be/DWqyvPH2zyI (teaser)

“Blanc” | Vania Vaneau (Brasil/França)
14 e 15 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez)
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vania Vaneau I realização musical: Simon Dijoud I colaboração: Jordi Galí I iluminação: Johann Maheut I produção: Cie. Arrangement Provisoire I coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon) I apoio: Les Subsistances (Lyon), L’Animal à la Esquena (Gerone, ES), CDC Le Pacifique (Grenoble) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Ornement” | Vania Vaneau e Anna Massoni (Brasil/França)
18 e 19 de outubro, quinta e sexta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Vania Vaneau é graduada na escola P.A.R.T.S (Bruxelas). Em 2005 recebeu a bolsa do programa Danceweb/Impulstanz em Viena, Áustria. Graduada em psicologia na Université Paris 8, realiza formação em Body Mind Centering. Como intérprete, participou de criações e apresentações de peças de Wim Vandekeybus (em 2004), Maguy Marin (de 2005 a 2012), David Zambrano (em 2013), Yoann Bourgeois (de 2014 a 2017), Christian Rizzo (a partir de 2016), entre outros. Vaneau codirige a Cia. Arrangement Provisoire com o artista Jordi Gali em Lyon, França. Em 2014 criou Blanc, acompanhada do guitarrista Simon Dijoud, e em 2016 Ornement, com a dançarina e coreógrafa Anna Massoni.
Anna Massoni estudou dança contemporânea no Conservatório Nacional de Lyon (CNSMD). Em 2007, recebeu uma bolsa de estudos da Danceweb/Impulstanz de Viena. Trabalhou com Johanne Saunier e Jim Clayburgh em Bruxelas, e com a The Guests Company/Yuval Pick em Lyon. De 2011 a 2014, ingressou no Centre Chorégraphique National de Rillieux-la-Pape, sob a direção de Yuval Pick. Atualmente trabalha com Noé Soulier e também realiza o seu próprio trabalho coreográfico em colaboração com outros artistas. Formou-se em filosofia em 2010 na Universidade de Toulouse. Criou o Lieues, um espaço de pesquisa artística em Lyon, e Rodéo, uma revista multidisciplinar com outros artistas.
Ficha técnica: coreografia e dança: Vania Vaneau e Anna Massoni I luz: Angela Massoni I música: Denis Mariotte I colaboração na cenografia: Jordi Galí e Angela Massoni I colaboração: Jordi Galí, Vincent Weber, Simone Truong I produção executiva: Arrangement Provisoire I coprodução: Paris Réseau Danse (Atelier de Paris, Théâtre de l’Étoile du Nord, Studio Le Regard du Cygne, Micadanses) I apoio: Fondation Beaumarchais-SACD, Le Pacifique – CDC Grenoble, Le Vivat Scène Conventionnée (Armentières), Le Point Ephémère (Paris), Micadanses (Paris), L’échangeur – CDC Picardie, Le Gymnase – CDC Roubaix, CCN de Grenoble, Les Subsistances (Lyon), Lieues (Lyon) I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois” e “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings” | Vera Mantero (Portugal)
19 e 20 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 12 anos.
Vera Mantero integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Em Nova York e Paris, estudou dança contemporânea, voz e teatro. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o Coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prêmio Almada (IPAE/Ministério da Cultura Português) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
Ficha técnica “Talvez ela pudesse dançar primeiro e pensar depois”: concepção e interpretação: Vera Mantero I cenografia: André Lepecki I desenho de luz: João Paulo Xavier I música: ’Ruby, My Dear’ de Thelonious Monk I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I figurino: Vera Mantero I produção: Pós d’Arte, 1991 I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio financeiro: Instituto da Juventude I outros apoios: Companhia de Dança de Lisboa
Ficha técnica “uma misteriosa Coisa, disse e.e. cummings”: concepção e interpretação: Vera Mantero I caracterização: Alda Salavisa (desenho original de Carlota Lagido) I adereços: Teresa Montalvão I luzes: João Paulo Xavier I adaptação e operação de luzes: Hugo Coelho I produção executiva: Forum Dança I itinerância: O Rumo do Fumo I apoio: Casa da Juventude de Almada, Re.al / Amascultura I produção: Culturgest, Lisboa, 1996 / “Homenagem a Josephine Baker”

“Os Serrenhos do Caldeirão, exercícios em antropologia ficcional”
Vera Mantero (Portugal)
21 e 22 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 40 minutos | 14 anos (contém cenas de nudez).
Ficha técnica: concepção e interpretação: Vera Mantero I desenho de luz: Hugo Coelho I captura de imagens e elaboração de roteiro para o vídeo: Vera Mantero I edição de vídeo: Hugo Coelho I excertos vídeo da Filmografia Completa de Michel Giacometti Salir (Serra do Caldeirão), Cava da Manta (Coimbra), Dornelas (Coimbra), Teixoso (Covilhã), Manhouce (Viseu), Córdova de S. Pedro Paus (Viseu) e Portimão (Algarve) I excertos de textos de Antonin Artaud, Eduardo Viveiros de Castro, Jacques Prévert e Vera Mantero I residências artísticas: Centro de Experimentação Artística – Lugar Comum, Fábrica da Pólvora de Barcarena, Câmara Municipal de Oeiras e DeVIR, CaPA, Faro I coprodução: DeVIR,CaPA I produção: O Rumo do Fumo I agradecimento: Editora Tradisom I Este projecto foi uma encomenda dos Encontros do DeVIR da DeVIR, CaPA, Faro.

“Displacement”  | Mithkal Alzghair (Síria/França)
24 e 25 de outubro, quarta e quinta às 21h.
SESC 24 de Maio | 40 minutos | 12 anos.
Mithkal Alzghair é coreógrafo e bailarino. Estudou na Síria no Higher Institute of Dramatic Art em Damasco e na França no Centre Chorégraphique National de Montpellier. Trabalhou com diversos coreógrafos, tendo colaborado com a companhia italiana In-Occula, para o projeto europeu CRACK. Criou Displacement em março de 2016, onde questiona o seu legado em um contexto de exílio. O espetáculo venceu o primeiro prêmio na competição internacional Danse Élargie, uma organização do Thêatre de la Ville de Paris e do Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne.
Ficha técnica: coreografia : Mithkal Alzghair I interpretação: Rami Farah, Shamil Taskin, Mithkal Alzghair I colaboração na dramaturgia:  Thibaut Kaiser I desenho de luz: Séverine Rième I coprodução:  Godsbanen – Aarhus (Dinamarca), Musée de la Danse – CCN de Rennes et de Bretagne, The Foundation AFAC, Les Treize Arches – Scène Conventionnée de Brive I apoio: Centre National de la Danse – Pantin (França), Studio Le Regard du Cygne, Thêatre Louis Aragon, Scène Conventionnée Danse de Tremblay-en-France I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

“Sismos e Volts” | Leandro de Souza (Brasil)
Datas: 26 e 27 de outubro, sexta e sábado às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 30 minutos | 12 anos.
Leandro de Souza é formado em dança e é mestre em Artes da Cena pela Unicamp, Campinas. Estudou no programa SMASH em Berlim. Nos últimos anos tem se engajado na investigação de “Sismos e Volts”, em residências artísticas no CRD em São Paulo e na 4a e 6a edição da Plataforma Exercícios Compartilhados. Trabalhou com o Núcleo Entretanto, dirigido por Wellington Duarte e com a E² Cia de Teatro e Dança, com direção de Eliana de Santana. Participou do encontro intensivo com a artista portuguesa Vera Mantero, no Ateliê de Dudude Herrmann em Minas Gerais (2013). Criou o solo “Nunca Mais Bom Crioulo” (2010), a partir da obra “Bom Crioulo” do escritor Adolfo Caminha, apresentado no Festival Internacional de Arte Fronteras em Santiago (Chile) e no Sesc Pompeia em São Paulo (2011).
Ficha técnica: concepção e performance: Leandro de Souza I criação e operação de som: Thiago Sala | criação e luz: Eduardo Albergaria I coprodução: Plataforma Exercícios Compartilhados, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) I apoio: Centro de Referência da Dança da cidade de São Paulo (CRDSP) e Instituto de Artes da Universidade de Campinas (UNICAMP)

“Self Made Man” | Nina Santes (França)
Datas: 28 e 29 de outubro, domingo às 18h e segunda às 20h.
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil | 50 minutos | 12 anos.
Nina Santes começou sua carreira como marionetista. Fez formação em Artes Cênicas na Universidade de Paris. Em 2006, participou da Coline Formation integrando trabalhos coreográficos de Odile Duboc, Jean-Claude Galotta e Michel Kéléménis. Participou como intérprete de criações de Mylène Benoit, Myriam Gourfink, Catherine Contour, Pascal Rambert, Kevin John Normand Olivier, Laurence Pages, Hélène Cathala, Perrine Valli, Eleonore Didier e Philippe Grandrieux. Em 2010 e 2011, colaborou no projeto Transform, programa de investigação coreográfica, dirigido por Myriam Gourfink.  Criou DESASTRE com o compositor Kasper Toeplitz. Em 2013, o solo Self Made Man. Em 2015, um dueto com o coreógrafo Daniel Linehan. Em 2016, em colaboração com Célia Gondol, criou a peça A leaf, far and ever. Em 2018, Hymen hymne, projeto para cinco intérpretes. Nina Santes busca constantemente novas colaborações, entrelaçando formas artísticas, incorporando artes visuais, música e moda à sua dança.
Ficha técnica: concepção, performance: Nina Santes I cenografia: Célia Gondol I desenho de luz: Annie Leuridan I consultor musical: Thomas Terrien I consultores de trabalho vocal: Olivier Normand, Jean-Baptiste Veyret-Logerias I colaboração: Kevin Jean, Mylène Benoit I produção: La Fronde I coprodução: L’échangeur CDC Picardie, Théâtre de Vanves I suporte: CDC – Picardie, CDC – Toulouse, Micadanses, CND – Pantin , Onda, DRAC Ile-de-France, Arcadi – difusão, Spedidam I apoio institucional: Instituto Francês Brasil – Consulado Geral da França em São Paulo e Instituto Francês Paris – Programa 2018

Ações Pedagógicas
OFICINAS DE CRIAÇÃO:
CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Vania Vaneau | 11 de outubro, quinta, das 10h às 17h
Vera Mantero | 18 de outubro, quinta, das 14h às 17h
Mithkal Alzghair | 23 de outubro, terça, das 10h às 14h
Nina Santes | 29 de outubro, segunda, das 10h às 17h

CONVERSAS:
Helena Katz e Vera Mantero | CCBB
21 de outubro, domingo, às 18h (após apresentação)
Sonia Sobral e Mithkal Alzghair | SESC 24 de Maio
24 de outubro, quarta, às 21h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Leandro de Souza | CCBB
26 de outubro, sexta, às 20h (após apresentação)
Estudantes da Escola Estadual Dr. Américo Marco Antônio e T. Angel com Nina Santes | CCBB
29 de outubro, segunda, às 20h (após apresentação)

Ficha Técnica
Direção Artística: Adriana Grechi
Direção Geral: Amaury Cacciacarro Filho
Cocuradoria Internacional: Rui Silveira
Direção de Produção: Gabi Gonçalves
Direção Administrativa: Alba Roque
Coordenação Técnica: Luana Gouveia
Assistência Técnica: Cauê Gouveia
Desenho Gráfico e Vídeo: Pedro Ivo
Web Designer: Rui Silveira
Imprensa: Canal Aberto – Márcia Marques
Edição de Textos: Lucía Yáñez
Tradução: Renata Aspesi
Fotografia: Jônia Guimarães
Produção: Corpo Rastreado
Patrocínio: Governo Federal e Banco do Brasil
Apoio: SESC, Institut Français Paris, Institut Français du Brésil e do Consulado Geral da França em São Paulo, Fundação Gulbenkian Governo de Portugal
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil e SESC 24 de Maio

Espaços
CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 15,00
* gratuito para clientes do Banco do Brasil
Assessoria de Imprensa CCBB São Paulo
Leonardo Guarniero: leoguarniero@bb.com.br
Tel.: (11) 4298-1279

SESC 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo – SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública) e R$ 9,00 (Credencial Plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciados no Sesc e dependentes).

CRD – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Baixos do Viaduto do Chá s/n (antiga Escola de Bailado) – Centro, São Paulo – SP

Assessoria de Imprensa:
Com Canal Aberto | Márcia Marques | Daniele Valério
Contatos: (11) 2914 0770 / 9 9126 0425
marcia@canalaberto.com.br| daniele@canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

Exposição “100 Anos de Athos Bulcão” no Centro Cultural Banco do Brasil

Reprodução do célebre “Painel de Azulejos”, de Athos Bulcão, no CCBB São Paulo. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) apresenta até a próxima segunda-feira, 15 de outubro, a exposição “100 Anos de Athos Bulcão” que, como o título indica, celebra o centenário do carioca Athos Bulcão (1918-2008). A mostra apresenta mais de 300 obras, sendo algumas inéditas, entre desenhos, pinturas, azulejos, cenários e figurinos produzidos entre as décadas de 1940 e 1950, e uma das marcas registradas da arquitetura de Brasília.

Instalada em quatro andares do prédio do CCBB, as obras apresentam a diversidade e a importância histórica e cultural protagonizado por Athos, que se inspirou inicialmente na azulejaria portuguesa, o aprendizado sobre o uso das cores quando fora assistente de Portinari e, claro, as parcerias fantásticas com Oscar Niemeyer e João Filgueiras.

Com curadoria de Marília Panitz e André Severo, a mostra apresenta no térreo obras de artistas mais jovens influenciados por Athos Bulcão.

A exposição se destaca pela interatividade. Inspirados pelo caráter urbano e democrático das obras de Athos Bulcão, o público pode baixar um aplicativo criado especialmente para a exposição e interagir e apropriar-se de projetos do artista. Isso sem contar com o grande cubo que deve ficar na parte de fora do museu, convidando os passantes para selfies a frente dos mais diversos painéis de azulejo do artista.

Em meio aos destaques estão: “Lula” (1997), um relevo em madeira pintada; a obra interativa “Reinventar Athos”; a reprodução da série “Vida de Nossa Senhora” (os originais são em acrílica sobre mármore, de 1970); e a parte do “Painel em Azulejos” (foto), dos edifícios Niemeyer e Shopping Del Rey, ambos em Belo Horizonte.

Além das obras, a exposição apresenta outros objetos, como oito capas da revista Módulo, além de livros e croquis.

Após o término da mostra na capital paulista, ela seguirá para o CCBB Rio de Janeiro, onde fará a sua última escala.

SERVIÇO:
Exposição: 100 Anos de Athos Bulcão
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 15/10/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida