Inspirado em conto de Clarice Lispector, a companhia soteropolitana Ateliê Voador estreia o musical A Mulher que Matou os Peixes na mostra MiriM, no CCBB SP

A Mulher que Matou os Peixes, do Ateliê Voador (Salvador/BA). Foto Heder Novaes.

A peça aponta os momentos da vida compostos por alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas. Na trilha, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos

A MiriM tem trazido desde setembro espetáculos de diversos estados do Brasil para apresentações na área externa do CCBB São Paulo, e mais de 2 mil pessoas já assistiram aos trabalhos e participaram das oficinas

A primeira edição da MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas trouxe, desde setembro, companhias teatrais de vários estados do Brasil para temporadas gratuitas na área externa do CCBB São Paulo. A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/BA), é o próximo (e último) grupo a se apresentar no período de 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019. O espetáculo é inspirado em um conto homônimo da escritora brasileira Clarice Lispector e é interpretado por Maíra Lins, que faz um pequeno musical com reflexões sobre os movimentos da vida compostos por alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

A mostra, que está na primeira edição, tem curadoria do jornalista e crítico de teatro infantil Dib Carneiro Neto e idealização de Jota Rafaelli e Rafael Petri, da MoviCena Produções. Com patrocínio do Banco do Brasil, a MiriM também traz oficinas mediadas pelos grupos e uma Mesa de Debates dia 20/11, quarta-feira, 11h, sobre teatro infantil e jovem com o curador Dib Carneiro Neto, com Antonio Carlos Bernardes, do CBTIJ – Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude e integrantes das companhias Rococó Produções e Grupo Ateliê Voador. Toda a programação tem entrada franca e é aberta ao público. Segundo Dib, um dos objetivos centrais é oferecer ao público a oportunidade de conhecer um panorama da produção das artes cênicas para crianças fora da capital paulista – as companhias convidadas são da Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Já passaram pela mostra os espetáculos Ovelha Negra, da Cia Pequod (Rio de Janeiro/RJ), Pedro Malasartes e O Couro Misterioso, do grupo Teatro Faces (Primavera do Leste/MT) e Era Uma Vez: Contos, Lendas e Cantigas, da Rococó Produções (Porto Alegre/RS).

Para os idealizadores, é uma oportunidade para que a cidade de São Paulo tenha acesso a temporadas mais extensas de peças infantojuvenis fora do circuito capital/interior paulista, além de seu formato possibilitar um maior alcance do público. “Na MiriM, cada companhia realiza entre 7 e 10 apresentações, gratuitamente, no Centro e a céu aberto, fatores que facilitam o acesso das apresentações”, reforçam. Os produtores lembram que a mostra fomenta o intercâmbio com companhias de fora do Estado, o que fortalece vínculos entre companhias brasileiras e possibilita que as pessoas tenham cada vez mais acesso à trabalhos que lidam com linguagens teatrais diversas e que traduzem muito da cultura regional do lugar de onde vem as montagens.

Sobre o espetáculo que será apresentado pela MiriM, Dib Carneiro Neto adianta: “A Mulher que Matou os Peixes, do grupo Ateliê Voador (Salvador/Bahia), parte de um conto da escritora Clarice Lispector para discutir a morte e a necessidade de aceitar que todos nós erramos. No espetáculo, o disco Arca de Noé, de Vinícius de Moraes e Toquinho, ganha versões revisitadas com ritmos nordestinos”.

Sobre o espetáculo
A Mulher que Matou os Peixes, grupo Ateliê Voador (Salvador/BA)
Estreia dia 22/11, sexta-feira, as 15h30
De 22 de novembro a 15 de dezembro de 2019
Sábados e domingos, 15h30.
Sessão extra 06/12 (sexta-feira), às 15h30.
60 minutos | Livre
Workshop com o grupo Ateliê Voador – 7/12, sábado, 10h

A Mulher que Matou os Peixes, uma pop-bossa samba’n’roll, conta a história de um crime, a morte de dois peixes vermelhinhos, mas tudo narrado em um jogo delicioso e de extrema sensibilidade para concluir que a falha, o lapso, o erro e o esquecimento são inerentes a todos nós, homens e mulheres. A partir do original de Clarice Lispector, a encenação ganha roupagem de um pequeno musical e apresenta a cantora Maira Lins, que nos convida a pensar no movimento da própria vida que é composto de alegrias e tristezas, perdas e ganhos, idas e vindas.

Ficha Técnica: Dramaturgia – Djalma Thürler (a partir de Clarice Lispector, Vinícius de Moraes e Toquinho). Direção – Djalma Thürler. Atuação – Maira Lins. Arranjos Musicais – Roberta Dantas. Cenografia – José Dias. Figurino – Luiz Santana. Adereços – Flávia Bomfim. Confecção Adereços – “Grupo Bordar os Sonhos, de Sussuarana”. Iluminação / Ass. Direção – Marcus Lobo. Direção De Produção – Duda Woyda e Rafael Medrado. Produção Executiva – Nany Oliveira. Assessoria De Imprensa – Rafael Brito. Design Visual – Giovanni Rufino.

Mesa de Debate
Dia 20 de novembro, quarta-feira, 11h
Teatro para Crianças e Jovens: Temas, Linguagens e Reflexões
Com Dib Carneiro Neto, Antonio Carlos Bernardes e integrantes da Rococó Produções e do Grupo Atêlie Voador.
Local: CCBB SP

Ficha Técnica da MiriM
Patrocínio: Banco do Brasil
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Idealização: MoviCena Produções
Produção Geral: Jota Rafaelli
Produção Executiva: Rafael Petri
Curadoria: Dib Carneiro Neto
Assistente de Produção: Mateus Fávero
Técnico Geral Responsável: Caike Souza
Designer Gráfico: Gabriel Victal
Registro em Foto: Fellipe Oliveira
Registro em Vídeo: Marcos Yoshi
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa

Serviço
MiriM – Mostra Nacional de Teatro para Crianças Grandes e Pequenas
13 de setembro a 15 de dezembro de 2019
CCBB SÃO PAULO
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro, São Paulo-SP
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
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Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Clientes do Banco do Brasil têm 10% de desconto com Cartão Ourocard na cafeteria, restaurante e loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.
Valor: R$ 14 pelo período de 6 horas.
É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Assessoria de imprensa do CCBB: Leonardo Guarniero
(11) 4298-1260/1282 | leoguarniero@bb.com.br

Assessoria de Imprensa
Canal Aberto
Márcia Marques | Daniele Valério | Diogo Locci
Contatos: (11) 2914 0770 | 9 9126 0425 | 11 98435 6614 | 11 99906 0642
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Créditos: Márcia Marques | Canal Aberto

SÓ ATÉ SEGUNDA: Exposição “Jardins do Tempo” no Centro Cultural Banco do Brasil

A exposição “Jardins do Tempo” segue em exibição no Centro Cultural do Banco do Brasil até a próxima segunda-feira, 28 de outubro, e a mostra é o resultado de uma longa pesquisa do artista Pazé para transformar espaços públicos em São Paulo.
Com projetos desenvolvidos pelo artista para oferecer à população quatro jardins botânicos cultivados com espécies da flora brasileira, apresentados aqui por meio de documentação fotográfica, plantas arquitetônicas, desenhos, aquarelas e animação em vídeo.

Na proposta, os “Jardins do tempo” seriam cultivados em cemitérios públicos que, reconfigurados, continuariam a ser utilizados para sua finalidade inicial e, ao mesmo tempo, ofereceriam áreas verdes como novas alternativas de lazer e convívio.
Com desenhos e um vídeo impecáveis, ele propõe que quatro cemitérios da cidade (Araçá, Vila Formosa, Vila Alpina e Vila Nova Cachoeirinha) sejam transformados em jardins botânicos.

De acordo com o projeto, os túmulos ficariam na vertical, o que poderia solucionar o problema da contaminação do solo e água que acontece nos enterros convencionais, e deixaria muitos espaços livres para implantação de paisagismo, área de convivência e lagos. Os jazigos de valor histórico-artístico seriam preservados. A cidade ganharia 1,3 milhão de metros quadrados de verde (um novo Ibirapuera) nesses remansos de paz.

O vídeo que dá nome à mostra, com 23’06” de duração, produzido em 2019, detalha perfeitamente o projeto, que não deixa de ser interessante.

SERVIÇO:
Exposição: Jardins do Tempo
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/10/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura, CEP: 01012000

Por Jorge Almeida

 

SÓ ATÉ SEGUNDA: Exposição “Man Ray em Paris” no Centro Cultural Banco do Brasil

 

O Centro Cultural Banco do Brasil promove até segunda-feira, 28 de outubro, a exposição “Man Ray em Paris”, que elucida aproximadamente 250 obras do pintor, fotógrafo, object-maker, escultor e cineasta Man Ray, um dos mais destacados artistas vanguardistas do século XX.

A retrospectiva, apresentada pela primeira vez no Brasil, abrange a imensa e multiforme obra do norte-americano da Filadélfia. Conhecido principalmente por sua fotografia, mas também criador de objetos, realizador de filmes e faz-tudo genial, Man Ray chega a Paris em 1921, onde permanece até a Segunda Guerra Mundial e para onde retorna definitivamente em 1951. Foi nessa cidade que sua arte original se desenvolveu e mais repercutiu.

Esta exposição esclarece a lenta maturação de Man Ray, bem como apresenta um panorama completo de sua criatividade. Das primeiras obras dadaístas ao retrato e à paisagem, da moda às imagens surrealistas, de seus trabalhos comerciais a uma seleção de seus objetos e filmes, e à sua vontade de revelar outra realidade, reúnem-se nesta exposição toda a complexidade e a riqueza do que ele nos legou.

O projeto da exposição prevê, ainda, reproduzir imagens da vida parisiense de Man Ray acompanhado pelos artistas que lhe foram contemporâneos e por sua musa, Kiki de Montparnasse.

Em meio aos destaques da exposição estão: “Coat Stand” (1920), uma das três versões da célebre fotografia de Man Ray; “Grande Roda” (1921); “O Violino de Ingres” (1924) e o vídeo “Man Ray: Senhor de 6 Segundos” (1998), de 52 min, dirigido por Jean Paul Fargier.

SERVIÇO:
Exposição: Man Ray em Paris
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 28/10/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura, CEP: 01012000

Por Jorge Almeida

Exposição “Vaivém” no Centro Cultural Banco do Brasil

Vista parcial da obra “Rede Pai” (2019) no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 29 de julho, a exposição “Vaivém”, que reúne mais de 300 obras de diversos períodos históricos e abordagens artísticas que tratam as redes de dormir nas artes e na cultura visual do Brasil.

A mostra contém esculturas, fotografias, instalações, pinturas, vídeos, intervenções, documentos, performances e objetos datados entre os séculos XVI e XXI e produzidos por aproximadamente 130 artistas, que tomam a rede como ícone desde as permanências das culturas indígenas até a sua contemporaneidade eternizando ou desmitificando certas falações ‘identitárias’ sobre o Brasil.

Com curadoria de Rafael Fonseca, a exposição ocupa todos os andares do centro cultural e está dividida em seis grupos temáticos. Artistas como Claudia Andujar, Djanira, Tarsila do Amaral, Bispo do Rosário, além de artistas contemporâneos indígenas, como Denilson Baniwá, Gustavo Caboco, o coletivo MAHKU, entre outros, apresentam obras, cujas algumas foram criadas especialmente para o projeto.

No núcleo “Resistências e Permanências”, por exemplo, que ocupa o subsolo, há obras feitas por artistas contemporâneos indígenas e trabalhos de grandes nomes da arte brasileira, e obras como “Expropriação” (2016), de Aline Baiana; e “Cântico Guarani” (2010), uma instalação de Armando Queiroz.

Enquanto isso, no espaço dedicado à exposição intitulado “A rede como escultura, a escultura como rede”, apresenta as redes de dormir como uma linguagem escultórica, como a instalação do coletivo Opavivará!, feita com uma rede gigante em que o público é “convidado” a se deitar e balançar-se ao som de chocalho (a obra esteve presente em uma exposição feita no Espaço Cultural Porto Seguro), registros de Hélio Oitica completa essa parte da mostra, assim como as obras “Rede de Carnaúba” (2019), de Vanessa Teixeira; e “Poltrona Moleca” (1957), de Sérgio Rodrigues.

No quarto andar do prédio, o núcleo “Invenções do Nordeste” traz obras que transformam em imagens mitos a respeito da ligação entre as redes e a região, e obras que simbolizam o orgulho local e o vínculo com a indústria têxtil. Com destaques para cerâmicas de Mestre Vitalino, xilogravuras de J. Borges e um exemplar do livro “Morte e Vida Severina” (1982), de João Cabral de Melo Neto.

Logo abaixo, o terceiro andar, o núcleo “Modernidades: Espaços para a preguiça” permite ao público conferir a rede associada à preguiça, ao descanso e conforto, tendo como ponto principal a obra “Macunaíma” (1929), livro de Mário de Andrade, em que o protagonista passe durante boa parte da história em uma rede por estar “consumido” pela preguiça. Na exposição, é exibido trechos do filme homônimo (1969) que teve o ator Grande Otelo interpretando o personagem principal. Vale conferir também as obras “Tatuagem” (1929), um óleo sobre tela de Manoel Santiago; e uma coleção com 12 exemplares de gibis do Zé Carioca.

E, finalmente, em “Olhar para o outro, olhar para si”, no segundo andar, que traz obras como a “Rede Pai” (foto), de 2019, feita com cordas, contas de colar, cabaças, fibra de vidro e resina, de Maria Nepumoceno, além da “Cadeira Tripé” (reedição da Nuclean 8, de 1990), de Lina Bo Bardi; e “Sinergia Provisória (2019), uma escultura composta por objetos de ferro, de Marcone Moreira.

SERVIÇO:
Exposição: Vaivém
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 29/07/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. www.bb.com.br/cultura
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo apresentam Flexões Performáticas: Gênero, Número e Grau

Imagens da performance “Flexões Performáticas”. Créditos: divulgação

Nos dias 16 e 17 de março o projeto receberá a performance e oficina de Jaqueline Vasconcelos (Jack Soul Revenge Girl)

Flexões Performáticas terá performances inéditas, apresentadas por artistas de diversas partes do Brasil, de modo a democratizar o conhecimento sobre as artes visuais, oferecendo ao público a possibilidade de interação e experimentação do projeto artístico.

O projeto atua em três eixos conceituais – Gênero, Número e Grau, que caracteriza o tipo de performance de cada mês. O eixo Gênero vai reunir trabalhos que problematizam as noções de gênero na atualidade: o feminino, o masculino, o LGBTQ+. O eixo Número pretende falar sobre as noções de corpo individual e corpo coletivo, trazendo à tona as ideias de público e privado, singular e plural. Já o eixo Grau tratará da noção de intensidade na performance, ou seja, pretende fazer um contraponto entre trabalhos extremamente sutis ou aqueles mais radicais.

O projeto tem o apoio do Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo. Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.

Agora em março haverá a participação de Jaqueline Vasconcellos a.k.a Jack Soul Revenge Girl no eixo Gênero.

Dessa vez a Jack Soul Revenge Girl trará à público a performance “Impróprio para consumo” que conta com a parceria em sua dramaturgia do performer capixaba Geovanni Lima.

A artista também ministrará uma oficina no dia 17 de março para mulheres sobre autoimagem e violência.

As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.

Sobre a performance:
Impróprio pra consumo, novo trabalho da Jack Soul Revenge Girl, dialoga com o conceito de corpo viável na atual sociedade brasileira. Quais corpos merecem nossa atenção e são priorizados nas lutas contra as desigualdades? A empatia seletiva, mesmo dentre os que lutam contra sistemas opressores, invisibiliza corpos dissidentes e que estão fora do padrão, justificando a violência que sofrem em suas escolhas. Baseada em uma fala real de uma familiar evangélica pentecostal de um homossexual dissidente, “Impróprio pra consumo” traz a violência contra esses corpos à tona questionando quais mortes valem mais, quais corpos merecem atenção, quais não deveriam ser “consumidos”.

Criação e performance: Jaqueline Vasconcellos
Colaboração: Geovanni Lima
Classificação indicativa (+ tempo de duração):
18 ANOS
40 minutos

Serviço:
16/03 – Performance – “Impróprio pra consumo” às 17h – auditório do Centro Cultural banco do Brasil, SP.
17/03 – Oficina às 11h30, CCBB-SP.
As vagas serão limitadas a 15 participantes. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo: baeta@mareja.art.br.
Grátis
Faixa Etária: 18 ANOS
Duração: 40 minutos
| Acessibilidade
A acessibilidade do projeto se dará com o auxílio da tecnologia do QR code. Este código estará no material de divulgação impresso e digital e, com uma simples leitura dele através do celular, o público terá acesso ao conteúdo audiodescritivo da performance, bem como a legenda de todo discurso falado (quando for o caso), tornando a apresentação acessível a deficientes visuais e auditivos.

Créditos: Leonardo Almeida

Exposição “50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual” no CCBB

“A Hot Day” (2008), óleo sobre tela, de Pedro Campos, em exibição no CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta até o dia 14 de janeiro de 2019, segunda-feira, a exposição “50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual”, que apresentam a realidade e a sua representação através de cerca de 90 obras, entre pinturas, esculturas, vídeos, fotografias e instalações interativas de 29 artistas.

A mostra ocupa do quarto andar ao sub-solo da instituição e apresenta obras de pintores de foto e hiper-realismo, precursores em adequar notoriedade para esse movimento artístico em um conjunto universal, até sua ampliação para a experimentação na realidade virtual.

Em diversos suportes, as obras representam a vida e objetos do cotidiano que proporcionam, em si, um pensamento, não como um espelho da realidade, mas da agudeza do indivíduo em afinidade a ela.

A exposição foi dividida pelos segmentos histórico, contemporâneo, tridimensionalidade e obras de novas mídias.

O realismo tem suas origens no século XVII, por meio de imagens sacras ou profanas disseminando grande dramaticidade barroca, concebida por figuras humanas retiradas do dia-a-dia da realidade burlesca e não idealizada. Contudo, o surgimento do fotorrealismo, pinturas baseadas na representação de cenas fotográficas, se deu nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970; enquanto o hiper-realismo apareceu como uma tendência da pintura no final dos anos 1970.

Em meio aos destaques estão “Key Study” (1974), um acrílico sobre tela de Ben Schonzeit; “Hells And Glasses” (2008), de Simon Hennessey; “Christine I” (2011), escultura de bronze policromado com cabelo acrílico, de John De Andrea; “A Hot Day” (foto), de 2008, um óleo sobre tela de Pedro Campos; “Springtime” (2010), uma escultura composta por fibra de vidro pintada, tecido, metal, madeira e entulho, de Peter Land; e “Nikutai (Corpo de Carne)”, de Giovani Caramelo, feito com silicone, espuma de poliuretano, alumínio, resina acrílica, tinta acrílica e cabelo natural.

SERVIÇO:
Exposição: 50 Anos de Realismo – Do Fotorrealismo à Realidade Virtual
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 14/01/2019; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita. Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria do CCBB

Por Jorge Almeida

Exposição “Esquina que Me Atravessam” no Centro Cultural Banco do Brasil

A instalação “Corpo Acomodado” (2018) no antigo cofre do CCBB. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) promove até a próxima segunda-feira, 22 de outubro, a exposição “Esquinas que Me Atravessam”, que apresenta cerca de 20 obras inéditas feitas pelo artista Rodrigo Sassi entre 2016 e 2018. O conjunto reunido no subsolo do prédio, o antigo cofre, reafirma referências da obra do artista formuladas nos territórios da cidade e da arquitetura.

O conjunto de obras reafirma referências plásticas e conceituais da produção do artista, estabelecidos nos territórios da cidade e da arquitetura. A partir de elementos usados e rejeitados da construção civil, Sassi inventa sua particular linguagem formal e poética, como na grande instalação “Corpo Acomodado” (foto), de 2018, peça central da exposição, composta de madeira e concreto, construída a partir dos moldes das fôrmas de concreto armado.

No percurso circular do espaço, o público pode conferir esculturas de parede em tamanhos menores, em madeira, concreto e metal, além de uma série de cinco xilogravuras sobre papel, feita a partir de matrizes igualmente originárias dos vestígios de edificações urbanas.

Entre os outros destaques estão “Qualquer Dia de Semana É Primavera” (2018), de metal e madeira; e as sete esculturas da série “Walk The Line” (2016).

SERVIÇO:
Exposição:
Esquinas que Me Atravessam
Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
Quando: até 22/10/2018; de quarta a segunda-feira, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita; Visitação com hora agendada pelo site http://www.ingressorapido.com.br, pelo aplicativo da Ingresso Rápido (IOS ou Android) ou na bilheteria. http://www.bb.com.br/cultura

Por Jorge Almeida