Exposição “Só Love” na Casa da Imagem

Algumas das imagens da série “Hotel 66”, de Lula Ricardi, em exibição na Casa da Imagem. Foto: Jorge Almeida

Com curadoria de Henrique Siqueira e Monica Caldiron, a exposição “Só Love”, que reúne cerca de 100 registros do Acervo Fotográfico do Museu da Cidade de São Paulo e de outras instituições e artistas convidados, segue em cartaz até o próximo domingo, 7 de julho.

A mostra exibe locais histórico onde acontecia o flerte e a paquera, como a Ilha dos Amores – atualmente onde está o Parque Dom Pedro II -, a Praça da República, o Belvedere Trianon, entre outros lugares que já foram clicados por gente como Cristiano Mascaro, Chico Vizzoni, Thomas Farkas, Carlos Moreira. Além de imagens de moteis e recintos equivalentes que estão instaldas em duas salas com fotografias de Edum Marim, Leo Sombra, Roberto Wagner e Lula Ricardi.

Entre as curiosidades da exposição está a parte que mostra a delimitação de uma área de tolerância à prostituição no Bom Retiro, assim como à repressão à prostituição durante a Ditadura Militar em uma região conhecida como Boca do Lixo e Boca do Luxo.

Em “Só Love” ainda são exibidas documentos e ensaios que enaltecem a reivindicação pelo reconhecimento das questões da mulher e de gênero, temas que tomaram as ruas de São Paulo nos últimos anos.

Em meio aos destaques estão “Avenida São Luís (Galeria Metrópole)” (década de 1960), registrada pelo Estúdio Vizoni; a série “Hotel 66” (foto), composta por 12 registro de Lula Ricardi; “Turista Hotel” (2004), de Cristiano Mascaro; e “Lésbicas” (1979), de Rosa Gauditano.

SERVIÇO:
Exposição: Só Love
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 07/07/2019; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Equações da Metrópole” na Casa da Imagem e no Solar da Marquesa de Santos

Foto do Largo São Francisco, de 1950, de Aristodemo Becherini. Créditos: divulgação

A Casa da Imagem realiza paralelamente com o Solar da Marquesa de Santos a exposição “Equações da Metrópole”, que fica em cartaz até a próxima quinta-feira, 13 de dezembro, e apresenta 124 obras do acervo fotográfico do Museu da Cidade de São Paulo e dois filmes de Benedito Junqueira Duarte.

O embate entre as várias fases da história da capital paulista pode ser apreciado nas paisagens, na arquitetura e nos registros fotográficos de seus munícipes, que explicitam o inevitável crescimento, diversidade e desigualdade de seus moradores, além de mostrar o árduo trabalho desempenhado no interior das indústrias e na construção civil e o preenchimento dos territórios vazios com obras de infraestrutura e habitação.

A mostra aborda um período de 140 anos – entre 1862 e 2002 -, com trabalhos fotográficos de nomes como Aurélio Becherini, Valério Vieira, Aristodemo Becherini, Benedito Junqueira Duarte, Sérgio Jorge, Militão Augusto de Azevedo, Carlos Moreira, Chico Vizzoni (Estúdio Vizzoni), Cláudio Alcóver, Marc Ferrez, Michael Robert Alves Lima, German Lorca, Cristiano Mascaro, Ivo Justino, Israel dos Santos Marques, Guilherme Gaensly, Miguel D’Angelo e Hugo Farlay.

Entre os destaques estão “Panorama de São Paulo” (1922), de Valério Vieira, um imenso painel com aproximadamente 16 metros que mostra 36 pontos da cidade de São Paulo, que é considerada a maior fotografia analógica já produzida;  a reprodução do texto com as leis 868 de 1905 e 2361 de 1921; um registro do “Caminho da Mooca” (1862), de Militão Augusto de Azevedo; “Largo São Francisco” (foto), de 1950; e os vídeos “A Metrópole de Anchieta” e “Os Parques Infantis”, ambos de 1954, de Benedito Junqueira Duarte.

SERVIÇO:
Exposição:
Equações da Metrópole
Onde: Casa da Imagem / Solar da Marquesa de Santos – Rua Roberto Simonsen, 136 / 136B – Centro
Quando: até 13/12/2018; de terça a domingo das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Fotografia Publicitária Brasileira” na Casa da Imagem

A Casa da Imagem realiza até o próximo dia 2 de abril a exposição “Fotografia Publicitária Brasileira” que traz cerca de 480 trabalhos de 80 profissionais atuantes na área desde o final dos anos 1950 até os dias atuais. A mostra tem a curadoria de Rubens Fernandes Junior, pesquisador de fotografia.

Uma fatia importante do sucesso da publicidade se deve à fotografia e a sua capacidade de materializar os conceitos envolvidos nas campanhas. A relação publicidade e fotografia teve início na segunda metade do século XX e tem parte de sua história registrada na exposição.

Dentre os profissionais selecionados estão aqueles que fazem parte do chamado “embrião da fotografia publicitária”, no Brasil, como German Lorca, Hans Gunter Flieg, Chico Albuquerque, Henrique Becherini, Rogério Miranda, Thomas Scheier, Sergio Jorge, Otto Stupakoff, entre outros, além de representarem as campanhas mais premiadas do mundo.

A exposição não enaltece apenas a fotografia publicitária em si, mas traz também um pouco da história do consumo no Brasil, como nas propagandas de carros nos anos 1950 e 1960 ou nas de bebidas, cigarros e jeans que reinaram a partir dos anos 1970, conforme afirma o curador.

De acordo com Rubens, o processo de seleção dos profissionais e peças durou cerca de dois anos e não elegeu um autor ou temática específicos, mas sim a linguagem singular da publicidade.

Entre os destaques estão uma “Sem Título” (2009), de João Luís Musa para o cliente Camargo Côrrea, pela agência Corp do Brasil e Milton Beinard como diretor de arte; “AIDS” (1998), de Phillipe Arruda para o cliente Grupo RBS, pela agência Artplan Prime; e “Goodbye Serious”, de 2015, de Marcelo Ribeiro para o cliente Unilever Brasil e pela agência F-Biz.

SERVIÇO:
Exposição: Fotografia Publicitária Brasileira
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 02/04/2017; de terça a domingo, das 10h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Atlas Fotográfico da Cidade de São Paulo” na Casa da Imagem

A Ilha do Bororé, no extremo sul da capital paulista, não foi esquecida por Tuca Vieira. Créditos: divulgação
A Ilha do Bororé, no extremo sul da capital paulista, não foi esquecida por Tuca Vieira. Créditos: divulgação

A Casa da Imagem promove até o próximo domingo, 16 de outubro, a exposição “Atlas Fotográfico da Cidade de São Paulo”, que reúne 203 fotografias de Tuca Vieira que são resultados de sua recente pesquisa de documentação e representação urbana. As fotografias são uma amostragem do desenvolvimento, da mobilidade e da extensão da urbe.

A mostra foi criada a partir da perturbação de Tuca Viera com o gigantismo da capital paulista e da inquietação em representá-la na fotografia. Para assegurar o registro de toda a expansão geográfica, o autor analisou o mapa da cidade em quadrantes a partir do Guia de Ruas e andou essa região durante os últimos dois anos.

O resultado disso foram 203 fotografias captadas em negativo de grande formato que, dispostas lado a lado, registram a diversidade da capital e de seus arredores.

Além das imagens que captam o crescimento da cidade de São Paulo, há um guia de rua aberto no “mapa-índice” para o visitante ter uma noção dos logradouros percorridos por Tuca Vieira ao longo desses dois anos.

SERVIÇO:
Exposição: Atlas Fotográfico da Cidade de São Paulo
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 16/10/2016; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Garagem Automática” na Casa da Imagem

Três fotos de edifícios-garagem captadas por Felipe Russo em exibição na Casa da Imagem. Crédito: Jorge Almeida
Três fotos de edifícios-garagem captadas por Felipe Russo em exibição na Casa da Imagem. Crédito: Jorge Almeida

A Casa da Imagem promove até o próximo dia 16 de outubro, domingo, a mostra “Garagem Automática”, que exibe um ensaio fotográfico com cerca de 20 imagens de Felipe Russo relacionadas à tipologia urbana dos edifícios-garagem.

A primeira impressão que temos das imagens é de que Russo registrou edifícios incompletos ou arruinados, sem virtudes formais e técnicas e a densidão fria de seus interiores vazios que propõe a imaginar um holocausto em que foi destruída a vida humana dos prédios retratados.

Ao analisarmos as imagens pela segunda vez, nos deparamos aos detalhes, como as luzes artificiais que iluminam os breus, os cabos de aço, correntes, roldanas e polias em bom estado, o que permite a sugerir o movimento monocórdio do elevador, o passar dos automóveis, a “correria” do manobrista.

A exposição permite o redescobrimento de uma solução criada na década de 1960 para solucionar com a demanda de estacionamentos no centro de São Paulo.

O robô automatizado que manuseia os veículos é captado por uma câmera de grande formato, com negativos coloridos de 10 x 12 cm. A ótima definição permite grandes ampliações que possibilita o visitante enxergar a estampa de fumaça de escapamento na parede, a marca de pneus no chão, a fuligem e a poeira grudadas nos objetos dos edifícios-garagem.

Aliás, qual habitante da capital paulista ou da região metropolitana que nunca deixou o seu veículo em um edifício-garagem no “centrão”?

SERVIÇO:
Exposição: Garagem Automática
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 16/10/2016; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Fotoimagens” na Casa da Imagem

"Por Um Fio", instalação de Ana Vitória Mussi na Casa da Imagem. Foto: Jorge Almeida
“Por Um Fio”, instalação de Ana Vitória Mussi na Casa da Imagem. Foto: Jorge Almeida

A Casa da Imagem recebe até o próximo domingo, 12 de junho, a exposição “Fotoimagens”, que através de aproximadamente 80 obras de Ana Vitória Mussi, explora a fotografia através de diversos suportes, como projeções, impressões serigráficas e instalações, nas últimas cinco décadas.

Atuando como repórter fotográfica, Mussi ataviou a sua obra artística aos meios de comunicação, aproximando-se da visualidade moderna e empregou a fotografia de modo aberto e interdisciplinar, partindo com as sujeições.

As obras assinalam que as distintas probabilidades de construções de novas materialidades e suportes a partir da fotografia, artifícios que derivam na aproximação e conquista de outra imagem e intensificação visual.

Entre os destaques estão “Boxe na TV” (1975/1996), projeção de uma série de 80 fotografias de lutas de boxe em kodalete, projetor de slides e censor de presença; “Heteronímia” (2015/2016), cópia em papel fotográfico; e “Por Um Fio” (foto), de 1977/2004, que é constituída por uma instalação com 22 mil negativos de eventos da alta sociedade carioca fotografados entre 1977 e 1989.

SERVIÇO:
Exposição: Fotoimagens
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 12/06/2016; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Por Debaixo do Pano” na Casa da Imagem

O sambista Cartola, clicado pelas lentes de Nair Benedicto. Crédito: divulgação
O sambista Cartola clicado pelas lentes de Nair Benedicto. Crédito: divulgação

A Casa da Imagem realiza até o próximo domingo, 20 de março, a mostra “Por Debaixo do Pano”, que traz cerca de 100 fotografias, que retratam a realidade camuflada que cerca o cotidiano. São exibidas retratos de mulheres na Zona da Mata, em Pernambuco, metalúrgicos, integrantes do MST, tribos indígenas, cenas paulistanas e as desigualdades sociais. Além das imagens, exposição exibe também documentos, livros e objetos da fotógrafa Nair Benedicto.

Presa e torturada pela ditadura militar em 1969, Nair Benedicto enxergava o mundo virado ao contrário, situação que explica duas imagens que estão na exposição: uma cena penetrada cinzenta, paulistana, e onde se vê o lado de fora da rua invertido, com os prédios de cabeça para baixo.

Por isso Nair segreda em cada uma de suas imagens, como um mistério guardado dentro do outro. Quanto mais apreciamos, mais encontramos. Nada em seu espaço visual fica parado no tempo. Empacado na memória, sim. Como deve ser a verdadeira fotografia. O mundo está à beira, quase sem saída, impregnado por uma falsa moral digital, pífia, sinistra. Ultrapassar poderá ser um verbo futurista. Assim é “Por Debaixo do Pano”.

Além das fotografias, outros destaques da mostra são os vídeos “O Prazer É Nosso” e “Não Quero Ser a Próxima”, ambos com 20 minutos de duração.

SERVIÇO:
Exposição: Por Debaixo do Pano
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 20/03/2016; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida