Novo trabalho do Iron Maiden será um disco ao vivo

Novo material do próximo lançamento do Iron Maiden, em novembro. Créditos: ironmaiden.com

O Iron Maiden anunciou em seu site oficial nessa semana que o seu próximo trabalho será um CD duplo e vinil triplo ao vivo. O material tem previsão para ser lançado pela Warner Music (nos Estados Unidos pela BMG) no dia 17 de novembro intitulado “The Book Of Souls: Live Chapter” com 15 faixas extraídas durante a turnê “The Book Of Souls”, que ocorreu entre 2016 e 2017 em 39 países – entre eles o Brasil – em seis continentes.

Produzido por Tony Newton e por Steve Harris, o tracklist é um registro fiel ao show realizado pela Donzela de Ferro, sendo seis músicas do último trabalho de estúdio da banda, “The Book Of Souls” (2015), e o restante composto pelos clássicos do grupo. As cidades brasileiras selecionadas para o material foram Fortaleza e Rio de Janeiro. Curiosamente, apenas Donington teve duas músicas inseridas no tracklist.

De acordo com o Steve Harris, que co-produziu o disco, “Nós passamos muito tempo trabalhando nisto, já que eu queria chegar o mais próximo possível de uma experiência ao vivo com o Maiden e também representar nossos fãs de diferentes partes do mundo”, e o baixista prosseguiu: “Isto significa ouvir literalmente horas após horas de fitas de cada show, selecionar material e construir um som que funcionasse de forma consistente em todo o álbum e captar a emoção de um novo país como El Salvador junto com favoritos tão regulares como Donington ou Wacken”.

Diferentemente do habitual, a princípio, o grupo britânico não vai lançar um DVD ou Blu-Ray, pois desta vez o vídeo estará disponível para streaming gratuito ou digital download. “Além de tudo isso, o lançamento será celebrado por um evento em que o Maiden será pioneiro: uma estréia gratuita de transmissão ao vivo do vídeo de concerto, como uma forma de agradecer a nossos fãs leais em todo o mundo. Esperamos que a comunidade global dos fãs do Iron Maiden, possam se juntar para assistir este evento especial on-line. Muitos de vocês estarão nele, pois há imagens de uma série de lugares em que tocamos nesta turnê”, diz o release. Mais detalhes de como participar deste evento serão publicados no site oficial da banda em breve.

O empresário do Iron Maiden, Rod Smallwood, destacou a importância da “The Book Of Souls World Tour”, especialmente para Bruce Dickinson, que cantou pela primeira vez em público após a recuperação de um câncer na garganta. Além disso, o vocalista pilotou o Ed Force One, que passou de um Boeing 757 para um 747 para que pudesse “ir cada vez mais rápido para visitar cidades fantásticas e fãs em todo o mundo”, enfatizou o gerente, que também elogiou o trabalho de Harris na produção: “Steve fez um trabalho incrível juntando esse conjunto de cidades ao redor do mundo e nós nos certificamos de que o CD de luxo estará disponível em um formato de livro correspondente ao lançamento de “The Book Of Souls“”.

Uma curiosidade: talvez por conta de um processo judicial que a banda está passando por conta de um suposto plágio de “Hallowed Be Thy Name”, que foi tocada em boa parte da turnê, a clássica música de 1982 não entrou no tracklist do álbum.

A seguir, o tracklist completo e as cidades nas quais cada faixa foi gravada.

CD 1:
1. If Eternity Should Fail (Dickinson) – Sydney, Austrália
2. Speed Of Light (Smith / Dickinson) – Cidade do Cabo, África do Sul
3. Wrathchild (Harris) – Dublin, Irlanda
4. Children Of The Damned (Harris) – Montreal, Canadá
5. Death Or Glory (Smith / Dickinson) – Varsóvia, Polônia
6. The Red And The Black (Harris) – Tóquio, Japão
7. The Trooper (Harris) – San Salvador, El Salvador
8. Powerslave (Dickinson) – Trieste, Itália

CD 2:
1. The Great Unknown (Smith / Harris) – Newcastle, Reino Unido
2. The Book Of Souls (Gers / Harris) – Donington, Reino Unido
3. Fear Of The Dark (Harris) – Fortaleza, Brasil
4. Iron Maiden (Harris) – Buenos Aires, Argentina
5. The Number Of The Beast (Harris) – Wacken, Alemanha
6. Blood Brothers (Harris) – Donington, Reino Unido
7. Wasted Years (Smith) – Rio de Janeiro, Brasil

Por Jorge Almeida

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Show do Iron Maiden no Allianz Parque (26.03.16)

Bruce Dickinson em ação no Allianz Parque. Foto: Gabriela Brido / Estadão
Bruce Dickinson em ação no Allianz Parque. Foto: Gabriela Brido / Estadão

A banda britânica Iron Maiden se apresentou no último sábado (26) no Allianz Parque em São Paulo celebrando a turnê de seu último álbum “The Book Of Souls”. O show na capital paulista foi o último da turnê em solo brasileiro. Antes da entrada de Steve Harris e sua trupe, o pessoal do The Raven Age (banda do filho do baixista, George Harris) e os veteranos do Anthrax animaram os mais de 40 mil ‘maidenmaníacos’ na casa palmeirense.

Depois das apresentações das duas bandas de abertura – com direito ao “arroz-de-festa do Metal” Andreas Kisser tocar “Indiana” com o pessoal do Anthrax -, o público entrou em êxtase quando as PA’s ecoaram o clássico do UFO, “Doctor Doctor”. Pois, é conhecido dos fãs da Donzela que isso era indício de que a banda irá subir ao palco em breve. Bingo! Às 21h20, uma animação exibida nos telões mostra o famoso avião da banda, o Ed Force One, pilotado por Bruce Dickinson, decolando do meio da selva e ganhando o céu.

Após a exibição do desenho, o sexteto composto por Steve Harris (baixo), Bruce Dickinson (voz), Nicko McBrain (bateria), Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers (guitarras) entrou em ação com dois temas do disco novo “If Eternity Should Fail” e “Speed Of Light”. Após a dobradinha, Bruce Dickinson disse estar triste por ser o último show no Brasil, mas que deixou o “melhor pro final”. Em seguida, veio a primeira “das antigas”, “Children Of The Damned”, faixa do clássico “The Number Of The Beast” (1982).

O show seguiu com mais duas do recente trabalho – “Tears Of A Clown” (composta em homenagem ao ator Robin Williams, morto em 2014) e “The Red And The Black” -, o que deixou o público mais “comportado”, enquanto os guitarristas mostravam as suas habilidades nas seis cordas na “quilométrica” música.

Depois dessa nova dobradinha de temas de “The Book Of Souls”, dois clássicos para levar a plateia ao delírio: “The Trooper”, que foi o momento em que Bruce Dickinson surge no alto da plataforma vestido de soldado e empunhando uma bandeira do Reino Unido, enquanto os fãs cantaram calorosamente o seu “refrão” (o “oooo…”). Logo em seguida, foi a vez da faixa-título do álbum de 1984, “Powerslave“, que contou com o vocalista mascarado no melhor estilo de praticante de lucha libre mexicano (wrestling) e, para finalizar as músicas do novo álbum na noite, outra dobradinha: “Death Or Glory” e “The Book Of Souls“, que, certamente, já entrará no rol dos clássicos do Iron Maiden. Inclusive, foi justamente nessa última que a gigantesca mascote Eddie, com seus três metros de altura, adentra no palco caracterizado como na arte do álbum, e interage com os integrantes do grupo, em especial Janick Gers, o que fez com que os demais prolongassem a canção por meio dos solos para que, no final, Dickinson arrancasse o coração do peito do monstrengo para, depois, simular uma oferenda aos deuses com o órgão e espremer o “sangue” na cabeça de Gers.

E, assim, entre um “scream for me Brazil” e outro, o inesgotável vocalista conduzia o espetáculo. Nem parecia que esse senhor (sim, Bruce já está beirando os 60 anos) sofrera com um câncer na língua que poderia ter dado outro rumo à sua vida (e ao Iron Maiden também). Incrível.

O concerto estava em seu momento final e o sexteto brindou o público com mais três clássicos: a incrível “Hallowed Be Thy Name”, com Bruce caracterizado como um condenado à forca (conforme a temática da música), “Fear Of The Dark”, que não escapou dos holofotes dos smartphones, e a música que dá o nome à banda e ao ‘debut’ lançado no longínquo ano de 1980.

O grupo deu uma pequena pausa e voltou para o bis com mais três temas: a controversa “The Number Of The Beast”, com direito à imagem do ‘tinhoso’ no fundo do cenário acompanhado de labaredas de fogo, a melódica “Blood Brothers”, que fez a plateia trocar os pulos pela batidas de palmas comandadas por Bruce Dickinson e o gran finale veio com “Wasted Years”, um petardo do ‘trintão’ “Somewhere In Time” (1986).

Dessa forma, a apresentação do Iron Maiden terminou por volta das 23h15. Em quase duas horas, Steve Harris e cia. provaram que têm fôlego para, pelo menos, mais uma década de estrada. Pois, a performance da banda continuou impecável. Também pudera: com três guitarristas competentes, embora Janick Gers pareça mais teatral do que o sério Adrian Smith e o carismático Dave Murray, a firmeza de Harris no baixo aliado à sólida bateria de Nick McBrain e a poderosa voz, presença de palco e carisma de Bruce Dickinson, o Iron Maiden tem todas as condições de continuar o legado do Black Sabbath que, infelizmente, já anunciou que está de despedida dos palcos.

Claro que, em casos de bandas como o Iron Maiden, muitos clássicos ficaram de fora, principalmente os temas das fases Di’Anno (exceto “Iron Maiden”) e Blaze Bayley, porém, o que consola é que esses clássicos foram substituídos por músicas novas à altura.

A seguir, o setlist da apresentação do Iron Maiden em São Paulo.

Intro: Doctor, Doctor (do UFO)
1. If Eternity Should Fail (Dickinson)
2. Speed Of Light (Smith / Dickinson)
3. Children Of The Damned (Harris)
4. Tears Of A Clown (Smith / Harris)
5. The Red And The Black (Harris)
6. The Trooper (Harris)
7. Powerslave (Dickinson)
8. Death Or Glory (Smith / Dickinson)
9. The Book Of Souls (Gers / Harris)
10. Hallowed Be Thy Name (Harris)
11. Fear Of The Dark (Harris)
12. Iron Maiden (Harris)
Bis:
13. The Number Of The Beast (Harris)
14. Blood Brothers (Harris)
15. Wasted Years (Smith)

Por Jorge Almeida

Bruce Dickinson: 20 anos de “Skunkworks”

"Skunkworks": o que era para ser uma banda homônima, tornou-se o terceiro álbum da discografia solo de Bruce Dickinson
“Skunkworks”: o que era para ser uma banda homônima, tornou-se o terceiro álbum da discografia solo de Bruce Dickinson

Na última sexta-feira (19), o terceiro álbum da carreira solo de Bruce Dickinson chegou ao 20º aniversário de seu lançamento. Me refiro a “Skunkworks”, o segundo trabalho do vocalista após a sua saída do Iron Maiden. O trabalho é caracterizado por fugir do som e das influências da banda de Steve Harris.

O play é voltado a um estilo mais “post-grunge/metal”, à lá Soundgarden. Também pudera, a produção é assinada por um dos nomes mais representativos do grunge: Jack Endino.

O nome do álbum é referente ao Skunk Works, o departamento de projetos avançados da Lockheed Martin que foi responsável por dezenas de aviões militares, entre eles o U-2, SR-71 Blackbird e mais recentemente o F-35 Lightning II. A designação “Skunkworks” também é amplamente utilizado no mundo dos negócios para descrever um grupo dentro de uma organização com elevado grau de alto autonomia, em geral destinados a pesquisas avançadas ou secretas. Com esse panorama, a maioria das letras do disco aborda a tecnologia.

Esse álbum é diferente do restante da discografia de Bruce, já que pretendia-se que o disco fosse o primeiro de uma banda do mesmo nome, porém, por imposição da gravadora, o projeto, como banda, foi rejeitado e manteve o trabalho com o nome do vocalista, logo, mais um álbum solo. E, por conta das diferenças musicais, o “Skunkworks”, como entidade, deixou de existir após o término da turnê. Aliás, apesar de a ideia era passar o “Skunkworks” como banda e fazer tudo de diferente do que fizera até então, foi durante essa turnê que, pela primeira vez, Bruce Dickinson cantara músicas do Iron Maiden. Na ocasião, o tema “The Prisoner”, do clássico “The Number Of The Beast” fez parte do setlist na época.

Com o fim da banda que gravou o álbum, Bruce Dickinson voltou a trabalhar com Roy Z, que produziu “Balls To Picasso”, em seu álbum seguinte “Accident Of Birth”, que contou com a participação de um velho conhecido, Adrian Smith.

De um modo geral, o disco tem alguns pontos que valem atenção: refrões grudentos e um vocal cantado com muita garra e agressividade, afinal, estamos falando daquele que nos dias de hoje, talvez, seja a maior voz do Heavy Metal juntamente com Rob Halford.

Em 2005, o álbum foi relançado em CD duplo com algumas versões ao vivo de músicas do play, uma releitura de já citada faixa do Iron Maiden e a engraçada “I’m In A Band With An Italian Drummer”, que refere-se ao baterista italiano Alessandro Elena.

As músicas, em sua maioria, são curtas, não chegam a cinco minutos. Os destaques ficam por conta de “Faith”, “Back From The Edge”, “Inside The Machine” e “Strange In Death Paradise”.

Bom, como já foi descrito acima, quem quiser ouvir o álbum e compará-lo logo de cara com os trabalhos anteriores de Bruce Dickinson, inclusive os gravados com o Iron Maiden também, vai quebrar a cara. O negócio é ter uma familiaridade com a sonorização do álbum, pois o play não chama atenção logo de cara. Aliás, apesar de não ser o melhor trabalho do Mr. Air Raid Siren, “Skunkworks” tem suas virtudes, embora esteja longe das qualidades da obra de Bruce Dickinson, o que faz dele o disco preterido dos fãs do vocalista.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist de “Skunkworks”.

Álbum: Skunkworks
Intérprete: Bruce Dickinson
Lançamento: 19 de fevereiro de 1996
Gravadora: Castle
Produtor: Jack Endino

Bruce Dickinson: voz
Alex Dickison: guitarra
Chris Dale: baixo
Alessandro Elena: bateria

CD 1:
1. Space Race (Dickinson / Dickson)
2. Back From The Edge (Dickinson / Dickson)
3. Inertia (Dickinson / Dickson)
4. Faith (Dickinson / Dickson)
5. Solar Confinement (Dickinson / Dickson)
6. Dreamstate (Dickinson / Dickson)
7. I Will Not Accept The Truth (Dickinson / Dickson)
8. Inside The Machine (Dickinson / Dickson)
9. Headswitch (Dickinson / Dickson)
10. Meltdown (Dickinson / Dickson)
11. Octavia (Dickinson / Dickson)
12. Innerspace (Dickinson / Dickson / Dale)
13. Strange Death In Paradise (Dickinson / Dickson)
CD 2:
1. I’m In A Band With An Italian Drummer (Dickinson / Dickson)
2. Rescue Day (Dickinson / Dickson)
3. God’s Not Coming Back (Dickinson / Dickson)
4. Armchair Hero (Dickinson / Dickson)
5. R 101 (Dickinson / Dickson)
6. Re-Entry (Dickinson / Dickson)
7. Americans Are Behind (Dickinson / Dickson)
8. Inertia (ao vivo) (Dickinson / Dickson)
9. Faith (ao vivo) (Dickinson / Dickson)
10. Innerspace (Dickinson / Dickson / Dale)
11. The Prisoner (ao vivo) (Smith / Harris)

Por Jorge Almeida

Novo álbum do Iron Maiden sairá em setembro (e será duplo)

Capa de "The Book Of Souls", o 16º disco de estúdio do Iron Maiden que será lançado em 4 de setembro de 2015. Créditos: divulgação
Capa de “The Book Of Souls”, o 16º disco de estúdio do Iron Maiden que será lançado em 4 de setembro de 2015. Créditos: divulgação

Depois de um hiato de cinco anos sem lançar material inédito, os britânicos do Iron Maiden anunciaram em sua página oficial no Facebook que o novo trabalho da banda – o 16º disco de estúdio -, o álbum “The Book Of Souls”, será lançado no próximo dia 4 de setembro. E mais: será o primeiro registro de estúdio da “Donzela” duplo, que terá, ao todo, 11 faixas ao longo de 92 minutos.

O material foi gravado em Paris no final de 2014 e, assim como os últimos registros da banda, teve a produção assinada por Kevin “Caverman” Shirley. Todavia, o disco teve o lançamento adiado devido ao tumor que Bruce Dickinson adquiriu na língua, mas como câncer estava em seu estágio inicial, o vocalista conseguiu curar-se e está de alta, o quinteto resolveu divulgar o trabalho. A capa do play, que ficou sensacional, foi criada por Mark Wilkinson, que já trabalhou anteriormente com o grupo.

Steve Harris e Bruce Dickinson comentaram a respeito do sucessor de “Final Frontier”:

Fizemos este álbum de uma forma diferente de como gravamos anteriormente. Muitas das faixas foram compostas enquanto estávamos no estúdio e as ensaiamos e gravamos enquanto elas ainda estavam frescas, e acho que esse imediatismo realmente aparece nas canções. Elas têm um sentimento de faixas ao vivo, eu acho. Estou muito orgulhoso de “The Book Of Souls”, todos nós estamos. E estamos ansiosos para que os fãs ouçam, e para levar isso para a estrada no ano que vem”, comentou o baixista Steve Harris no Face.

Já Bruce, acrescentou: “Estamos realmente animados com “The Book Of Souls” e nos divertimos muito criando o álbum. Começamos a trabalhar nele no final do verão de 2014 e gravamos no Guillame Tell Studios em Paris, onde fizemos o “Brave New World” em 2000, então o estúdio trazia memórias especiais para todos nós. Ficamos encantados em descobrir que a mesma vibração mágica ainda estava viva e chutando tudo por lá. Imediatamente nos sentimos em casa e as ideias começaram a fluir. Quando terminamos concordamos que cada faixa era parte integral de um conjunto que precisava ser um álbum duplo. Então vai ser um álbum duplo!”.

No processo de composição, dos onze temas do álbum, os guitarristas – Adrian Smith, Dave Murray e Janick Gers – participaram na co-autoria em nove, exceto em duas delas, que tem Bruce Dickinson como único compositor. Enquanto Steve Harris, o principal letrista da banda, assinou sete faixas, sendo uma que leva apenas a sua assinatura. Curiosamente, esse é o primeiro disco do Maiden, desde “Powerslave” (1984) a trazer duas faixas escrita somente por Bruce Dickinson. E será em “The Book Of Souls” a faixa mais longa já gravada pelo Iron Maiden: “Empire Of The Clouds”, que terá 18’01” de duração e é justamente a que encerra o disco.

Bom, com essa excelente notícia, resta-nos esperar Bruce se recuperar totalmente para os caras caírem na estrada para divulgar o novo trabalho e ouvirmos novamente os “scream for me…” da goela de Mr. Air Raid Siren pelos palcos do mundo afora.

Iron Maiden’s gonna get you! No matter how far”.

A seguir o tracklist de “The Book Of Souls”.

CD 1:
1. If Eternety Should Fail (Dickinson) – 8’28”
2. Speed Of Light (Smith / Dickinson) – 5’01”
3. The Great Unknown (Smith / Harris) – 6’37”
4. The Red And The Black (Harris) – 13’33”
5. When The River Runs Deep (Smith / Harris) – 5’52”
6. The Book Of Souls (Gers / Harris) – 10’27”
CD 2:
1. Death Or Glory (Smith / Dickinson) – 5’13”
2. Shadows Of The Valle (Gers / Harris) – 7’32”
3. Tears Of A Clown (Smith / Harris) – 4’59”
4. The Man Of Sorrows (Murray / Harris) – 6’28”
5. Empire Of The Clouds (Dickinson) – 18’01”

Leia (em inglês) o press-release do álbum aqui.

“Up the Irons!”.

Por Jorge Almeida

Iron Maiden: 15 anos de “Brave New World”

"Brave New World": o primeiro trabalho do Iron Maiden lançado como sexteto
“Brave New World”: o primeiro trabalho do Iron Maiden lançado como sexteto

Hoje, 29 de maio, completa exatamente 15 anos de lançamento do álbum “Brave New World”, do Iron Maiden, o 12º trabalho de estúdio da banda britânica. O disco marca os regressos de Bruce Dickinson (voz) e Adrian Smith (guitarra) ao grupo e foi o primeiro a ter a presença de três guitarristas – Dave Murray, Janick Gers e o já citado Adrian Smith – e também a ter o trabalho de Kevin Shirley na produção (juntamente com Steve Harris, no caso desse play).

Gravado entre verão (europeu) de 1999 e abril de 2000 no Guillaume Tell Studios, em Paris, algumas das músicas que compõem o álbum foram escritas durante a “Ed Hunter Tour”, em 1999, e outros temas como “The Nomad”, “Dream Of Mirrors” e “The Mercenary” foram escritas originalmente para o álbum “Virtual XI”, assim como “Blood Brothers”, mas não foi finalizada a tempo. E, reza a lenda, que “Dream Of Mirrors” teve o ex-vocalista Blaze Bayley como um dos autores, mas não foi creditado.

Após o desligamento de Bayley, Bruce Dickinson e Adrian Smith foram anunciados meses depois que estariam de volta à “Donzela” e, atendendo ao pedido de Smith, Janick Gers foi mantido no grupo. Após esse anúncio, o grupo partiu para uma turnê mundial para promover a coletânea/jogo para PC “Ed Hunter”.

Com uma pegada mais progressiva e, ao mesmo tempo, retornando às suas origens, as canções de “Brave New World” mostram um trabalho diferente em relação ao que o Iron Maiden havia feito em “The X Factor” e “Virtual XI”. Algumas músicas lembram pedaços de temas de “Powerslave” e “Fear Of The Dark”, e abordando temas obscuros e críticas sociais.

O disco foi o último a ter a arte de Derek Riggs, que foi responsável pela parte superior da capa, enquanto a metade inferior foi elaborada por Steve Stone, um artista digital. A ilustração (e a faixa-título) são referências ao romance “Brave New World” (1932), de Aldous Huxley.

O álbum abre com “The Wicker Man”, que foi lançada como single, e a temática foi inspirada no filme de mesmo nome de 1973, que no Brasil ficou conhecido como “O Homem de Palha”. Por favor, não confunda com “Wicker Man”, música da carreira solo de Dickinson (lançada na coletânea “The Best Of Bruce Dickinson”, de 2001) que, embora as letras de ambas sejam estreitamente ligadas à temática do filme, são distintas. O solo é feito por Adrian Smith e foi um dos singles do álbum. Com forte apelo comercial, a música ganhou videoclipe e veiculação na MTV. Já “Ghost Of The Navigator”, a faixa seguinte, traz uma excelente base e o vocal indefectível de Bruce. Já faz parte do rol de clássicos dos maidenmaníacos. O terceiro tema é “Brave New World”, que tem o seu baixo galopante e a ótima performance dos guitarristas aliado às linhas vocais de Dickinson. Enquanto isso, “Blood Brothers” (a minha favorita) foi composta por Steve Harris em homenagem ao pai, que morreu enquanto o baixista estava em turnê. A música começa lenta, depois vem a “pedrada” na orelha e o peso. E o play chega a metade com “The Mercenary”, que é “totalmente Iron Maiden”, ou seja, porrada do começo ao fim. Lembra um pouco de “The Fugitive”, faixa de “Fear Of The Dark” (1992).

A segunda metade do disco segue “Dream Of Mirrors”, que mostra um baixo “limpo” e a perfeição da sintonia entre as guitarras. Na sequência, o tema “The Fallen Angel”, se destaca pela rapidez e peso, e se poderia ter sido uma música de “Piece Of Mind” (1983) fácil, fácil. A oitava música é “The Nomad”, que ganha destaque com o timbre da voz de Bruce com a temática da canção e o teclado acompanhando o baixo. Ótima faixa. Posteriormente, o disco traz aquele que foi o segundo single, “Out Of The Silent Planet”, que apresenta uma bela introdução, seguida de alguns solos duplos, riffs pesados e refrão cantados com duas vozes. A música foi baseada no filme “Forbidden Planet” (1956), dirigido por Fred M. Wilcox. E, para finalizar, “The Thin Line Between Love And Hate“, com o seu começo lento e solos curtos no melhor estilo Adrian Smith.

O disco teve boa aceitação do público, pois alcançou o sétimo lugar nos charts britânicos, estreou em 39º na Billboard 200 nos Estados Unidos. Além disso, a sua turnê foi bem sucedida e teve o seu ápice no show realizado em 19 de janeiro de 2001 no Rock In Rio que, mais tarde, foi registrado em CD duplo e DVD (seis das dez músicas do álbum estão no tracklist do ‘live’).

Nas turnês dos trabalhos seguintes do Maiden, só não teve temas de “Brave New World” na “A Matter of Life and Death Tour”, pois na tour seguinte (“Dance Of Death Tour”), o play foi representado pela sua faixa-título, enquanto na turnê do último disco de estúdio (“The Final Frontier World Tour”) muitos faixas de “Brave New World” voltaram ao set, como a faixa-título, “The Wicker Man”, “Ghost Of The Navigator” e “Blood Brothers” que, aliás, foi dedicada a Ronnie James Dio após sua morte em 16 de maio de 2010 e, além disso, a performance da banda registrada no álbum “En Vivo!” (2012) foi nomeada para o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal em dezembro de 2012.

Para alguns, “Brave New World” foi o último grande trabalho do Iron Maiden, para outros, o registro é apenas “mais um disco”, mas, independente disso, o que não podemos negar é que ele é repleto de excelentes canções que mesclam o passado glorioso da banda com a tendência que seguiria nos trabalhos seguintes (temas mais progressivos sem perder a essência do Heavy Metal), mas independentemente das opiniões, o fato é que, com ele, o Iron Maiden voltou ao topo.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Brave New World
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 29 de maio de 2000
Gravadora: EMI / Columbia (EUA)
Produtores: Kevin Shirley e Steve Harris

Bruce Dickinson: voz
Steve Harris: baixo e teclados
Dave Murray: guitarra
Adrian Smith: guitarra
Janick Gers: guitarra
Nicko McBrain: bateria

Jeff Bova: orquestração em “Blood Brothers” e “The Nomad

1. The Wicker Man (Smith / Harris / Dickinson)
2. Ghost Of The Navigator (Gers / Dickinson / Harris)
3. Brave New World (Murray / Harris / Dickinson)
4. Blood Brothers (Harris)
5. The Mercenary (Gers / Harris)
6. Dream Of Mirrors (Gers / Harris)
7. The Fallen Angel (Smith / Harris)
8. The Nomad (Murray / Harris)
9. Out Of The Silent Planet (Gers / Dickinson / Harris)
10. The Thin Line Between Love And Hate (Murray / Harris)

Por Jorge Almeida

Iron Maiden: 30 anos de “Powerslave”

"Powerslave": clássico do Iron Maiden completa 30 anos em 2014
“Powerslave”: clássico do Iron Maiden completa 30 anos em 2014

Ontem, 3 de setembro, um dos maiores clássicos do Heavy Metal bretão completou 30 anos de seu lançamento. Me refiro ao inigualável “Powerslave”, o quinto registro de estúdio do Iron Maiden. Gravado no Compass Point Studios, nas Bahamas, entre fevereiro e junho de 1984, o play foi produzido por Martin Birch e é o segundo trabalho que o grupo lança com a mesma formação, fato inédito até então.

O disco é um considerado por muitos fãs como o melhor do Iron Maiden. Não foi à toa que foi um sucesso de vendas e isso permitiu que Steve Harris e sua trupe fizessem a sua maior turnê da história: a memorável “World Slavery Tour”, que rendeu quase 300 apresentações no biênio 1984-1985. Incluindo aí uma superprodução no palco: sarcófagos, esfinges, pirâmides, um Eddie-múmia com mais de dez metros de altura. Tudo isso pode ser conferido em VHS e LP (além de DVD e CD também) no “Live After Death” (1985), o primeiro registro ao vivo do grupo.

Nesse período, o Iron Maiden tocou para grandes plateias no mundo inteiro, incluindo a primeira edição do Rock In Rio, em 1985. Aliás, foi justamente no festival brasileiro que o quinteto tocou pela última vez sem ser headline, que ficou a cargo do Queen.

O play abre com a rápida “Aces High”, que fala sobre os conflitos aéreos na Segunda Guerra Mundial. Nela, Bruce Dickinson detona tudo com seus agudos, Steve Harris manda muito bem em seu baixo galopante e rápido, e a dupla Adrian Smith e Dave Murray se mostra mais entrosada do que nunca. De longe, é a melhor faixa de abertura dos álbuns do Iron Maiden.

Na sequência, outro clássico: “2 Minutes To Midnight”. Composta por Adrian Smith e Bruce Dickinson, a música aborda sobre a constante ameaça de guerra nuclear. Trata-se de uma típica canção de Heavy Metal: bem estruturada, riff poderoso e refrão impactante. Qual maidenmaníaco que nunca cantarolou esse refrão? Obrigatório nos shows dos caras até hoje.

O terceiro tema é a instrumental “Losfer Words (Big’ Orra)”, que atende necessariamente à temática egípcia do álbum. Baixo galopante, riffs e solos certeiros e a “cozinha” formada entre Nicko McBrain e Steve Harris é o ponto-chave da música.

Posteriormente surge “Flash Of Blade”, uma das faixas menos cultivada do disco. Mas trata-se de uma grande música. Os vocais de Dickinson e o dueto de Murray e Smith são os destaques dessa incrível faixa. A música fez parte da trilha sonora do filme de terror “Phenomena” (1985) e foi regravada pelo Avenged Sevenfold no CD/DVD duplo ao vivo “Live In The LBC & Diamonds In The Rough” (2006) e também pelo Rhapsody Of Fire na edição lançada em digipack de seu “From Chaos To Eternety” (2011).

E, nos tempos do LP, “Powerslave” trazia “The Duellists”, a quinta faixa, para fechar o lado A. Assim como a faixa anterior, não tem status de “clássico” para os fãs, mas possui as mesmas características. Bem estruturada e deixa nítida que o entrosamento da banda beirava à perfeição.

O lado B do play trazia “Back In The Village” na abertura. Música rápida e riffs que fogem um pouco das características do som da banda na época. Mas trata-se de uma excelente faixa de Heavy Metal.

A penúltima canção do álbum é a poderosa faixa-título. Composta por Bruce Dickinson, “Powerslave” trata de temas egípcios, da forma de como as pessoas podem ficar “escravas do poder” e dos últimos momentos da vida de um faraó. Nela tudo é perfeito: letra, baixo, bateria, riffs e solos, enfim, tudo na mais bela sincronia.

E, para finalizar, a épica “Rime of the Ancient Mariner”, uma saga de mais de 13 minutos de duração que aborda um homem amaldiçoado por uma sereia da morte. Foi escrita a partir de um poema homônimo de um poeta inglês do século XVIII, Samuel Taylor Coleridge. A música traz alternância de ritmo impressionante e uma atmosfera macabra na parte “narrada” no meio da canção.

Em 1995, “Powerslave” foi relançado com um disco bônus (vide o tracklist) e também em 1998, que trazia uma faixa multimídia com os videoclipes de “Aces High” e “2 Minutes To Midnight”.

Evidentemente não poderia deixar passar despercebido a capa do álbum. Trata-se de uma das mais belas da história do rock. O trabalho desenvolvido por Derek Riggs faz valer o álbum, que retrata a temática egípcia abordada no play. Sinceramente, trata-se de uma autêntica obra de arte.

O álbum é mais que obrigatório para quem aprecia o Heavy Metal clássico e tradicional. O quinteto dá uma aula de como se faz o negócio. O entrosamento entre Bruce Dickinson, Steve Harris, Adrian Smith, Dave Murray e Nicko McBrain impressiona. Só a capa já vale o investimento. Clássico e indispensável.

A seguir a ficha técnica e o tracklist (da versão relançada em 1995) do disco.

Álbum: Powerslave
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 3 de setembro de 1984
Gravadora: EMI
Produtor: Martin Birch

Steve Harris: baixo e backing vocal
Bruce Dickinson: voz
Adrian Smith: guitarra e backing vocal
Dave Murray: guitarra
Nicko McBrain: bateria

CD 1:
1. Aces High (Harris)
2. 2 Minutes To Midnight (Smith / Dickinson)
3. Losfer Words (Big’ Orra) (Harris)
4. Flash Of The Blade (Dickinson)
5. The Duellists (Harris)
6. Back In The Village (Smith / Dickinson)
7. Powerslave (Dickinson)
8. Rime Of The Ancient Mariner (Harris)
CD 2:
1. Rainbow’s Gold (Slesser / Mountain)
2. Mission From ‘Arry’ (Harris / McBrain)
3. King Of Twilight (Nektar)
4. The Number Of The Beast (live) (Harris)

Por Jorge Almeida

Iron Maiden: 20 anos de “Live At Donington”

Capa original de "Live At Donington": uma dos raros registros do Iron Maiden sem a presença de Eddie
Capa original de “Live At Donington”: uma dos raros registros do Iron Maiden sem a presença de Eddie

Hoje, 8 de novembro, o álbum “Live At Donington”, do Iron Maiden, faz 20 anos de seu lançamento. Trata-se de uma gravação que a banda inglesa fez no Donington Park, na Inglaterra, no festival “Monsters Of Rock” a dia 22 de agosto de 1993 diante de uma plateia que beirava em 70 mil pessoas. Na ocasião, o grupo formado por Steve Harris (baixo), Bruce Dickinson (voz), Dave Murray e Janick Gers (guitarras) e Nicko Mc Brain (bateria) era o headline do evento.

O Iron Maiden seguia promovendo a turnê de “Fear Of The Dark” e lotando arenas pelo mundo afora, apesar de o Grunge estava a adquirir mais notoriedade no rock em relação ao Metal na época. Aliás, a extensa turnê, que teve 68 shows realizados entre junho e novembro de 1992, incluiu a América do Sul na rota, o que não acontecia desde 1985, quando o grupo fez apenas uma apresentação na primeira edição do Rock In Rio durante a “World Slavery Tour”.

Mas, voltando a Donington, o concerto foi filmado para o lançamento em Home Vídeo e vinil triplo (edição limitada). Na época, o “live” teve uma edição em CD duplo que foi lançado, inicialmente, em apenas alguns países, como Brasil, Canadá, Holanda, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e Itália. Porém, em 1998, a versão em CD tornou-se regular no catálogo da banda com o relançamento da discografia do Iron Maiden naquele ano.

Aliás, quando foi lançado, “Live At Donington” apresentava apenas uma capa branca com o logotipo do Iron Maiden na cor preta, ou seja, sem a presença de Eddie, ou seja, é um dos raros registros fonográficos do Iron Maiden sem a sua “mascote”. Todavia, na reedição do álbum, em 1998, a banda optou em colocar o cartaz do concerto original na capa. Além disso, a distribuição das faixas no tracklist das duas versões era diferente: enquanto a primeira edição trazia os dois CD’s com dez faixas cada, a reedição apresentava 14 temas no CD 1 e seis temas no CD 2. Isso se deve por conta do espaço disponível para a inclusão de uma seção multimídia no álbum.

A capa lançada na reedição de 1998 de "Live At Donington"
A capa lançada na reedição de 1998 de “Live At Donington”

Quanto às músicas, uma verdadeira ‘tsunami’ de clássicos da Donzela. Todos os discos de estúdio da banda teve pelo menos um tema apresentado em meio aos 20 sucessos do Maiden. Logo, desde “Iron Maiden” (1980) – que foi representada, além da faixa-título, por “Sanctuary” e “Running Free” – a “Fear Of The Dark” (1992), com a música homônima juntamente com “Be Quick Or Be Dead”, “From Here To Eternity”, “Wasting Love” e “Afraid To Shoot Strangers”.

No entanto, o ápice do concerto dos ingleses foi a presença do guitarrista Adrian Smith, que havia saído da banda em 1990, no palco para fazer uma participação especial na execução de “Running Free”.

E, só para registrar, o álbum foi produzido pelo próprio Steve Harris e foi lançado após a saída de Bruce Dickinson da banda.

Enfim, são quase duas horas de puro deleite para quem aprecia a maior banda de Heavy Metal do mundo (depois do Black Sabbath, é claro).

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Live At Donington
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 8 de novembro de 1993
Produtor: Steve Harris

Bruce Dickinson: voz
Steve Harris: baixo
Dave Murray: guitarra
Janick Gers: guitarra
Nicko McBrain: bateria

Michael Kenney: teclados
Adrian Smith: guitarra em “Running Free

CD 1:
1. Be Quick Or Be Dead (Dickinson / Gers)
2. The Number Of The Beast (Harris)
3. Wrathchild (Harris)
4. From Here To Eternity (Harris)
5. Can I Play With Madness (Smith / Dickinson / Harris)
6. Wasting Love (Dickinson / Gers)
7. Tailgunner (Harris / Dickinson)
8. The Evil That Men Do (Smith / Dickinson / Harris)
9. Afraid To Shoot Strangers (Harris)
10. Fear Of The Dark (Harris)
CD 2:
1. Bring Your Daughter… To The Slaughter (Dickinson)
2. The Clairvoyant (Harris)
3. Heaven Can Wait (Harris)
4. Run To The Hills (Harris)
5. 2 Minutes To Midnight (Smith / Dickinson)
6. Iron Maiden (Harris)
7. Hallowed Be Thy Name (Harris)
8. The Trooper (Harris)
9. Sanctuary (Iron Maiden)
10. Running Free (Harris / Di’Anno)

Por Jorge Almeida