Sevilla: campeão da UEFA Europa League 2013/2014

Jogadores do Sevilla comemoram o tricampeonato da UEFA Europa League no Juventus Stadium. Foto: AFP/Getty
Jogadores do Sevilla comemoram o tricampeonato da UEFA Europa League no Juventus Stadium. Foto: AFP/Getty

O Sevilla venceu o Benfica por 4 a 2 nos tiros penais após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação na grande decisão da UEFA Europa League 2013/2014. A final aconteceu nesta quarta-feira (14) no Juventus Stadium, em Turim. Nos pênaltis, o time espanhol converteu quatro cobranças, enquanto os lisboetas acertaram duas e desperdiçaram outras duas, graças as defesas de Beto. Com a conquista, os Rojiblancos chegam ao tricampeonato da segunda competição mais importante do Velho Continente. Já os Encarnados seguem com a “maldição de Guttmann”: oito vice-campeonatos europeus desde 1962.

Para quem não conhece a história sobre a “maldição de Guttmann”, cabe aqui uma breve explicação. Béla Guttmann foi um ex-jogador e treinador húngaro que trabalhou no Benfica no início dos anos 1960. No comando do clube português, além de ter revelado Eusébio, o maior craque da história de Portugal, Guttmann conquistou dois campeonatos português, duas Taças de Portugal e duas Copas dos Campeões (atual UEFA Champions League). No entanto, o treinador não conseguiu a deseja remuneração salarial e não renovou com a equipe portuguesa. Foi então que ele, indignado, esbravejou: “Sem mim, nem em 100 anos o Benfica voltará a ser campeão europeu”. E desde o desabafo de Guttmann, o Benfica nunca mais conquistou um título continental. De lá até hoje foram oito finais disputadas com oito vice-campeonatos.

O Sevilla começou a decisão com uma postura mais ofensiva, mas quem criou a primeira oportunidade real foi o Benfica aos 13. Cobrança de falta pela direita do ataque dos Encarnados, Beto bateu roupa, no rebote, Garay chutou e foi travado pela zaga do time espanhol. Depois disso, o primeiro tempo ficou muito disputado, com uma correria improdutiva de uma intermediária a outra, com poucas emoções. Nos minutos finais da etapa inicial, os portugueses quase abriram o marcador. Rúben Amorim lançou Maxi Pereira, o uruguaio se esticou todo e Beto defendeu “no susto”. Aos 46, a zaga do Sevilla bobeou e Gaitán ficou na cara de Beto, mas Fazio veio por trás e desarmou o jogador do Benfica, que por pouco não marcou um gol contra.

O bom momento benfiquista no final do primeiro tempo refletiu nos momentos iniciais do segundo. Em três minutos foram três oportunidades, entre elas, Lima recebeu pela esquerda, finalizou, a bola passou por Beto, mas Fazio cortou em cima da linha. Na sobra, Rodrigo chutou em cima da defesa. Aos seis, os patrícios deram bobeira, Rakitic deu belo passe para Reyes, mas o camisa 19 foi atrapalhado por Luisão. A partida voltou a ficar equilibrada e com a mesma correria da etapa inicial com contragolpes dos dois lados, contudo, ambos os times pecavam nas finalizações. Nos momentos finais, as Águias pressionaram em busca do gol do título para, enfim, acabar com a “maldição” e a melhor oportunidade surgiu aos 38 com Lima, que deu um belo arremate da esquerda e Beto fez uma defesaça. No entanto, o placar manteve-se inalterado e a decisão foi para a prorrogação.

No tempo extra, os Encarnados tomaram a iniciativa, enquanto o time de Andaluzia ficou à espera de um contra-ataque. E ele veio aos 10 minutos. O croata Rakitic fez um excelente lançamento para Bacca, que escapou pela direita e, sozinho, cara-a-cara com Oblak, chutou torto, sem direção, pra fora. Talvez, a maior chance de gol de toda a partida. No segundo tempo da prorrogação, as duas equipes ficaram receosas em arriscar-se ir atrás do gol do título para não tomar o gol do oponente. Então, optaram em valorizar a troca de passes e conformados pela disputa de pênaltis e, dessa forma, praticamente não houve finalizações nos 15 minutos de prorrogação.

Nos pênaltis, os rojiblancos converteram todas as cobranças com Bacca, Mbia, Coke e Gameiro. E não precisaram da quinta cobrança porque Lima acertou o seu pênalti para o time lisboeta, mas Óscar Cardozo e Rodrigo barraram em Beto, que defendeu dois pênaltis. Luisão até diminui a agonia benfiquista, porém, não conseguiu evitar que a “maldição” de Guttmann acabasse. Final da decisão da UEFA Europa League. Sevilla 4, Benfica 2 nos pênaltis. Sevilla tricampeão da segunda maior competição europeia e o Benfica acumula agora oito vice-campeonatos europeus, entre Champions e Europa League.

A partida foi bastante movimentada, os dois times correram muito, porém, a pontaria das duas linhas de frente estava descalibrada. Além disso, os zagueiros tanto de Sevilla quanto do Benfica tiveram atuações impecáveis, não deram espaços para os atacantes. A arbitragem teve atuação quase impecável. No entanto, só falhou em um momento da partida: na primeira defesa de Beto, goleiro do Sevilla, na decisão por pênaltis. O arqueiro estava (muito) adiantado. Félix Brych poderia ter mandado voltar a cobrança.

O título do Sevilla só consolidou a soberania espanhola na Europa. Além da conquista da UEFA Europa League, o futebol espanhol já tem garantido a UEFA Champions League, uma vez que os seus finalistas são dois clubes da capital: Real Madrid e Atlético de Madrid. Sem contar a Fúria, a seleção campeã do mundo e bicampeã da Eurocopa.

Abaixo, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final da UEFA Europa League.

Terceira pré-eliminatória:
01/08/2013 – Sevilla (ESP) 3×0 Mladost Podgorica (MON) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
08/08/2013 – Mladost Pogdorica (MON) 1×6 Sevilla (ESP) – Cidade de Podgorica, Podgorica (Montenegro)
Play-off:
22/08/2013 – Sevilla (ESP) 4×1 Śląsk Wrocław (POL) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha
29/08/2013 – Śląsk Wrocław (POL) 0x5 Sevilla (ESP) – Miesjski, Breslávia (Polônia)
Fase de Grupos: Grupo H:
19/09/2013 – Estoril (POR) 1×2 Sevilla (ESP) – Antônio Coimbra da Mota, Estoril (Portugal)
03/10/2013 – Sevilla (ESP) 2×0 Freiburg (ALE) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
24/10/2013 – Slovan Liberec (TCH) 1×1 Sevilla (ESP) – Stadion u Nisy, Liberec (República Tcheca)
07/11/2013 – Sevilla (ESP) 1×1 Slovan Liberec (TCH) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
28/11/2013 – Sevilla (ESP) 1×1 Estoril (POR) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
12/12/2013 – Freiburg (ALE) 0x2 Sevilla (ESP) – Mage Solar Stadion, Freiburg im Breisgau (Alemanha)
Segunda fase:
20/02/2014 – Maribor (ESL) 2×2 Sevilla (ESP) – Stadion Ljudski vrt, Maribor (Eslovênia)
27/02/2014 – Sevilla (ESP) 2×1 Maribor (ESL) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
Oitavas-de-final:
13/03/2014 – Sevilla (ESP) 0x2 Bétis (ESP) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
20/03/2014 – Bétis (ESP) (3)0x2(4) Sevilla – Benito Villamarín, Sevilha (Espanha)
Quartas-de-final:
03/04/2014 – Porto (POR) 1×0 Sevilla (ESP) – Estádio do Dragão, Porto (Portugal)
10/04/2014 – Sevilla (ESP) 4×1 Porto (POR) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
Semifinais:
24/04/2014 – Sevilla (ESP) 2×0 Valencia (ESP) – Ramón Sánchez Pizjuán, Sevilha (Espanha)
01/05/2014 – Valencia (ESP) 3×1 Sevilla (ESP) – Mestalla, Valencia (Espanha)
Final:
14/05/2014 – Sevilla (ESP) (4) 0x0 (2) Benfica (POR) – Juventus Stadium, Turim (Itália)

FICHA TÉCNICA: SEVILLA (ESP) (4) 0x0 (2) BENFICA (POR)
Competição/fase: final da UEFA Europa League 2013/2014
Local: Juventus Stadium, Turim, Itália
Data: 14 de maio de 2014 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Félix Brych (Alemanha)
Assistentes: Mark Borsch (Alemanha) e Stefan Lupp (Alemanha)
Cartões Amarelos: Federico Fazio e Alberto Moreno (Sevilla); Guilherme Siqueira (Benfica)
Cartões Vermelhos: não houve
Pênaltis: Bacca, Mbia, Coke e Gameiro marcaram para o Sevilla; Lima e Luisão marcaram para o Benfica; Erraram: Óscar Cardozo e Rodrigo
SEVILLA (ESP): 13.Beto; 23.Coke, 21.Pareja, 2.Fazio e 16.Moreno; 6.Daniel Carriço, 40.Mbia, 19.Reyes (7.Marin) (18.Gameiro), 20.Vitolo (5.Figueiras) e 11.Rakitic; 9.Bacca. Técnico: Unai Emery
BENFICA (POR): 41.Oblak; 14.Maxi Pereira, 4.Luisão, 24.Garay e 16.Siqueira (7.Óscar Cardozo); 30.André Gomes, 6.Rúben Amorim e 20.Gaitán (90.Ivan Cavaleiro); 8.Sulejmani (34.André Almeida), 19.Rodrigo e 11.Lima. Técnico: Jorge Jesus

Parabéns ao Sevilla Fútbol Club pelo título.

Por Jorge Almeida

Exposição “Futebol Ilustrado” no Metrô Sé

A Estação Sé do Metrô apresenta até o dia 31 de maio de 2014 a exposição “Futebol Ilustrado”, do artista Maurício Mito, que apresenta ilustrações das camisas utilizadas pela Seleção Brasileira ao longo das Copas do Mundo.

Os totens apresentam ilustrações das camisas utilizadas pela Seleção Brasileira em cada Copa do Mundo, desde 1930 até hoje (lembrando que o Brasil é o único país do mundo a participar de todos os mundiais). Além disso, há um totem que mostra, em tamanho menor, os desenhos dos uniformes de todos os campeões mundiais (Uruguai, Itália, Alemanha, Brasil, Inglaterra, Argentina, França e Espanha).

Além das ilustrações, a exposição traz um breve resumo da participação do Brasil ao longo dos Mundiais.

E, dentre todos os uniformes ilustrados, destaco o utilizado pelo Brasil na final da Copa do Mundo de 1958. Pois, a Seleção Canarinho perdeu o sorteio para a Suécia e teria de jogar com outra cor da vestimenta (os suecos também utilizaram o amarelo). Então, para não afetar emocionalmente os jogadores mais supersticiosos, o chefe da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, disse que seria bom o Brasil jogar de azul porque é a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida e que ela “estava conosco”. Bom, o fato é que, de azul, o Brasil fez 5 a 2 nos donos da casa e levou o primeiro título mundial e o azul passou a ser o uniforme reserva da Seleção desde então.

SERVIÇO:
Exposição: Futebol Ilustrado
Onde: Estação Sé do Metrô (Linhas 1-Azul e 3-Vermelha) – Praça da Sé, s/nº
Quando: até 31/05/2014; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h29; sábado, das 4h40 à 1h
Quanto: R$ 3,00 (valor da tarifa integral do Metrô/SP)

Por Jorge Almeida

Morre Ernie Chataway, co-fundador do Judas Priest

Ernie Chataway: tocou no Judas Priest entre setembro de 1969 e abril de 1970
Ernie Chataway: tocou no Judas Priest entre setembro de 1969 e abril de 1970

Morreu na última segunda-feira (12), Ernie Chataway, ex-guitarrista co-fundador do Judas Priest, aos 62 anos de idade. Ele vinha lutando contra um câncer de pulmão nos últimos anos. A notícia de seu falecimento foi anunciada pelo primeiro vocalista da banda, Al Atkins.

Chataway fez parte da primeira line-up do Judas Priest, entre setembro de 1969 e abril de 1970. A formação tinha ele nas guitarras, Bruno Stapenhill no baixo, John Partridge na bateria e Al Atkins nos vocais. Depois a formação foi desfeita, Atkins fez uma nova line-up da banda com Ian Hill (o único que segue até hoje no grupo) e KK Downing.

Depois do Priest, Ernie Chataway tocou em bandas como Earth, Bullion e Ricky Cool & The Icebergs.

Segundo o Blabbermouth, Al Altikns postou a seguinte homenagem a Chataway:

Acabei de ouvir a notícia muito triste de que Ernie faleceu ontem à noite. Ele era um adorável home, um grande guitarrista.

Eu lembro da primeira vez que nos encontramos nas audições para um novo guitarrista para o Judas Priest em 1969 – sua aparência me fez lembrar Marc Bolan (líder do T-Rex). Quando ligou sua guitarra, ele nos surpreendeu totalmente e fez KK Downing (futuro guitarrista do Judas e que havia feito o teste mais cedo) parecer um completo amador.

Estou completamente em estado de choque e tristeza, sinto a sua falta, meu velho amigo”.

Fonte: Blabbermouth.net

Festival CCBB de Música Urbana no Vale do Anhangabaú (10 e 11.05.14)

Neste final de semana, dias 10 e 11 de maio, foi realizado o Festival CCBB de Música Urbana no Vale do Anhangabaú, Centro de São Paulo. O evento destacou o legado deixado pelo rock de Brasília nos anos 1980, capitaneados por bandas como Legião Urbana, Plebe Rude, Os Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, entre outras. Para celebrar o período, músicos protagonistas do período e também alguns nomes do rock paulista tocaram gratuitamente para a multidão. No sábado, subiram ao palco as bandas Vespas Mandarinas, Panamericana e Ultraje a Rigor. No dia seguinte, o festival seguiu com Plebe Rude, Marcelo Bonfá e convidados (Carlos Trilha e Paulo Ricardo) e Nando Reis e Os Infernais. Além das bandas, o festival teve as presenças do DJ’s Tata Aeroplano (no sábado) e Maurício Valladares (no domingo).

E a responsabilidade de abrir o Festival CCBB de Música Urbana ficou a cargo dos paulistanos dos Vespas Mandarinas, banda formada em 2009, que tocou repertório próprio e, claro, Legião Urbana. O quarteto formado por Chuck Hipolitho (voz e guitarra), Thadeu Meneghini (voz e guitarra), Flavio Guarnieri (baixo) e André Déa (bateria) começou a performance com “Música Urbana” e seguiu com temas de seus três trabalhos de estúdio, como “Não Sei O Que Fazer Comigo”, “Distraídos Venceremos”, “Cobra de Vidro”, “Santa Sampa”, “Um Homem Sem Qualidades”, entre outras.

E enquanto o “crew” das bandas fazia a troca dos aparelhos e a passagem de som, o público aguardava a próxima atração do festival ao som de clássicos do rock nacional e internacional ecoados pelas pick-ups do DJ Tata Aeroplano.

A segunda atração do sábado foi a banda Panamericana, um supergrupo formado por Dado Villa-Lobos (ex-Legião Urbana, nas guitarras), Toni Platão (ex-Hojerizah, voz), Charles Gavin (ex-Titãs, na bateria) e Dé Palmeira (ex-Barão Vermelho, no baixo). O quarteto, juntamente com dois músicos de apoio, fez a sua apresentação por volta das 17h. O objetivo do grupo, conforme explicou Toni Plantão, é estreita, fortalecer e expandir a música da América Latina para os brasileiros. E, assim, divulgar no país, versões em português, alguns temas de nomes importantes do pop e rock hispanoamericano. Assim, o Panamericana começou a sua participação tocando temas como “Zafar”, “Flores en mi tumba”, entre outras. Mas, o grande deleite do grupo, obviamente, foram as execuções dos clássicos da Legião Urbana: “Tempo Perdido”, “Pais e Filhos” e “Que País É Este?”, que encerrou a apresentação. No entanto, o grupo ainda tocou outros covers do rock nacional, como a versão aportuguesada d’Os Paralamas do Sucesso para uma música do argentino Fito Paez (“Track-Track”), “Flores”, dos Titãs, e “Maior Abandonado”, do Barão Vermelho.

Para encerrar o primeiro dia, Ultraje a Rigor, que, apesar de não ser de Brasília, é uma banda contemporânea da trupe dos nomes homenageados. Então, por volta das 19h, adentraram ao palco Roger Rocha Moreira (guitarra e voz), Marcos Kleine (guitarra), Mingau (baixo), Bacalhau (bateria) e Ricardinho (backing vocal). Dessa forma, o grupo paulista começou a sua apresentação com a ‘sãopaulina’ “Independente Futebol Clube”, seguida da ramônica “Sheena Is A Punk Rocker” e dos clássicos: “Zoraide”, “Ah, Se Eu Fosse Homem” e “Inútil”.

Após a execução da música que abre o primeiro disco dos caras – “Nós Vamos Invadir Sua Praia” (1985) -, Roger aproveitou e fez um desabafo a respeito de acusações que lhe foram feitas por militantes virtuais do PT (conhecidos como MAVs), inclusive o global José de Abreu, pelo Twitter, de aceitar dinheiro de governo que ele, Roger, não apoia. O vocalista esclareceu a situação, criticou a ação de seus acusadores e ganhou o apoio uníssono do povo que, de acordo com o vocalista, é que lhe pagou para estar ali. E, assim, aproveitou a situação e dedicou a próxima canção para os teus desafetos: “Filha da Puta”. Depois, vieram “Rebelde Sem Causa”, “Eu Me Amo”, “Maximillian Sheldon” (com direito a um matador solo de bateria de Bacalhau).

Roger convidou para dar uma canja, segundo ele, um “amigo do Mingau”. Trata-se de Neto Trindade, da banda 365. O vocalista da tradicional banda punk cantou “Mim Quer Tocar”, mas ele se embananou todo com a letra, tanto que Roger “pediu” auxílio da galera para “ensinar” a letra para Neto. Risos gerais. O show seguiu com “Sexo!”, “Pelado”, “Será”, da Legião Urbana, e “Ciúme”. O backing vocal Ricardinho assume o posto de vocalista principal e manda bala no cover de Little Richard – “Long Tall Sally” -. Posteriormente, o Ultraje a Rigor tocou um tema instrumental que mais me fez lembrar uma versão de “Ace Of Spades”, do Motörhead.

O concerto do grupo paulista estava se aproximando do final. Então, o show seguiu com “Nada a Declarar”, “Nós Vamos Invadir Sua Praia” e “Marylou”, que teve “Cinema Mudo”, d’Os Paralamas, inserida no meio. Mingau também cantou um tema na já noite de sábado: o baixista cantarolou “Até Quando Esperar?”, clássico da Plebe Rude e que foi finalizada com a participação especial do próprio Philippe Seabra, vocalista da banda brasiliense. E, para encerrar, o cover ‘sabático’ “Paranoid”. Fim de show. O público se dispersa pelo Anhangabaú, alguns para dar o famoso “estica”, enquanto outros retornaram para casa para voltar no dia seguinte para ver o restante do festival.

No domingo, a abertura do Festival CCBB de Música Urbana ficou por conta dos brasilienses da Plebe Rude. O conjunto formado por Philippe Seabra (guitarra e voz), Clemente (guitarra e voz), André X (baixo e vocais) e Marcelo Capucci (bateria) tocaram os seus diversos clássicos. Só para citar alguns:  “O Que Se Faz“, “Censura“, “Brasília“, “Minha Renda“, “Luzes“, “Medo” (cover do Cólera), “Proteção”, entre outras até chegar ao seu maior hit: “Até Quando Esperar?”. Além disso, Seabra e companhia ainda presentearam os paulistanos ao tocarem “Anos de Luta“, música inédita que estará no próximo álbum da banda, “Nação Daltônica“, que está prevista para ser lançada após a Copa do Mundo. Em “Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)“, Philippe Seabra cita um trecho de “Nunca Fomos Tão Brasileiros“, faixa-título do álbum de 1987.  Em “Pátria Amada“, Philippe cita um clássico da Legião, a inigualável “Faroeste Caboclo“. E, mais uma vez, a Plebe Rude desfilou uma metralhadora de hinos do punk rock do Brasil, para delírio dos plebeus presentes no evento.

A segunda atração do dia foi o lendário baterista da Legião Urbana, Marcelo Bonfá. O músico, acompanhado de uma banda de apoio, tocou vários clássicos do grupo que o consagrou: “Meninos e Meninas”, “Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar”, “Há Tempos”, ”Teatro dos Vampiros”, entre outros hits, além de canções de seus projetos pós-Legião. Marcelo Bonfá, ao longo da apresentação, convidou para subir ao palco Carlos Trilha e Paulo Ricardo, que também cantou temas da Legião Urbana, como “Tempo Perdido”, por exemplo. O legendário foi muito aplaudido pelo público, que se emocionava a cada canção da Legião tocada. Muito bom.

E, para encerrar o evento, Nando Reis e Os Infernais. A apresentação do ex-titã começou às 19h30 (estava prevista para às 19h). O público ignorou o atraso e curtiu cada hit do músico. O show começou com “Pré-sal”, faixa de seu mais recente trabalho de estúdio (“Sei”), seguido de “Sou Dela”, “As Coisas Tão Mais Lindas”, “O Que Eu Só Vejo Em Você”, “Não Vou Me Adaptar” – clássico dos Titãs gravado originalmente por Arnaldo Antunes nos vocais -, “Onde Você Mora”, sucesso de autoria de Nando e que ficou conhecida com o Cidade Negra nos anos 1990.

O compositor saúda o público e anuncia o próximo tema que, segundo ele, acredita que muita gente não conhece. Trata-se de “Coração Vago”. Depois apareceu “Resposta”, parceria de Nando Reis e Samuel Rosa e que foi gravada inicialmente pelo Skank e, posteriormente, pelo próprio Nando. O show continuou com “Sei”, duas canções dos tempos de Titãs – “O Mundo É Bão Sebastião” e “Sua Impossível Chance” -, seguidas de “Relicário”, com direito a uma citação de “Gostava Tanto de Você”, do saudoso Tim Maia, e “N”.

Nando Reis, antes de tocar a próxima, chamou ao palco os filhos Theodoro e Sebastião para que, juntos, pai e filhos (apesar do dia ser das mães) executarem dois temas: “Família”, dos Titãs, e “Luz dos Olhos”. Após a saída de seus rebentos, Nando e Os Infernais trouxeram uma sucessão de hits do compositor, mas que foram consagrados pela sua ex-banda e de terceiros, mais precisamente Cássia Eller e Jota Quest. Foram elas: “All Star”, “O Segundo Sol”, “Os Cegos do Castelo”, “Por Onde Andei” e “Do Seu Lado”.

O ruivo e sua banda saem do palco para uma pequena pausa e voltam para o tradicional bis. Nando Reis fez questão de reforçar que a música seguinte não é de sua autoria, já que muita gente pensa que é e, assim, ele anunciou “De Janeiro a Janeiro”, de Roberta Campos, para delírio do público, especialmente o feminino. E, para finalizar, não poderia ser outra música, o seu maior sucesso (e uma das melhores dos Titãs): “Marvin”, que foi cantada por todo mundo no Anhangabaú.

Assim, após duas horas de apresentação, o ex-titã e banda se despedem do público e saem do palco, enquanto isso, nas PA’s era anunciada que, em outubro, o CCBB realizará o evento “Caranguejando”, que será voltado para o movimento Manguebeat.

Abaixo, segue os setlists do Ultraje a Rigor, Plebe Rude e de Nando Reis e Os Infernais.

Ultraje A Rigor:

1. Independente Futebol Clube (Roger Moreira)
2. Sheena Is A Punk Rocker (Jeffrey Hyman/John Cummings/Douglas Couvin/Thomas Ederlyi – The Ramones)
3. Zoraide (Roger Moreira)
4. Ah, Se Eu Fosse Homem (Roger Moreira)
5. Inútil (Roger Moreira)
6. Filha da Puta (Roger Moreira)
7. Rebelde Sem Causa (Roger Moreira)
8. Eu Me Amo (Roger Moreira)
9. Maximilliam Sheldon (Roger Moreira)
10. Mim Quer Tocar (Roger Moreira)
11. Sexo! (Roger Moreira)
12. Pelado (Roger Moreira)
13. Será (Roger Moreira)
14. Ciúme (Roger Moreira)
15. Long Tall Sally (Johnson / Blackwell / Penniman)
16. Instrumental
17. O Chiclete (Edgar Scandurra)
18. Nada a Declarar (Roger Moreira)
19. Nós Vamos Invadir Sua Praia (Roger Moreira)
20. Marylou (Edgard Scandurra/Maurício Defendi/Roger Moreira) / Cinema Mudo (Herbert Vianna)
21. Até Quando Esperar? (Philippe Seabra / André X / Gutje)
22. Paranoid (Butler / Iommi / Osbourne / Ward)

Plebe Rude:
1. O Que Se Faz
2. Censura (Philippe Seabra / André X)
3. Brasília (Philippe Seabra / André X / Gutje / Jander Bilaphra)
4. Minha Renda (Philippe Seabra / André X / Gutje / Jander Bilaphra)
5. Luzes
6. Medo (Redson)
7. Bravo Mundo Novo (Philippe Seabra / André X)
8. Anos de Luta
9. A Ida (Philippe Seabra)
10. Johnny Vai à Guerra (Outra Vez) (Philippe Seabra/André X/Gutje/Jander Bilaphra) / Citação: Nunca Fomos Tão Jovens (Plebe Rude)
11. Sexo e Karatê (André X / Jander Bilaprha)
12. Proteção (Philippe Seabra)
13. Pátria Amada / Citação: Faroeste Caboclo (Renato Russo)
14. Até Quando Esperar? (Philippe Seabra / André X / Gutje)

Nando Reis e Os Infernais:

1. Pré-sal (Nando Reis)
2. Sou Dela (Nando Reis)
3. As Coisas Tão Mais Lindas (Nando Reis)
4. O Que Eu Só Vejo Em Você (Nando Reis)
5. Não Vou Me Adaptar (Arnaldo Antunes)
6. Onde Você Mora? (Marisa Monte / Nando Reis)
7. Coração Vago (Nando Reis)
8. Resposta (Nando Reis / Samuel Rosa)
9. O Mundo É Bão Sebastião (Nando Reis)
10. Sua Impossível Chance (Nando Reis)
11. Relicário (Nando Reis) / Gostava Tanto de Você (Edson Trindade)
12. N (Nando Reis)
13. Família (Arnaldo Antunes / Tony Bellotto)
14. Luz dos Olhos (Nando Reis)
15. All Star (Nando Reis)
16. O Segundo Sol (Nando Reis)
17. Os Cegos do Castelo (Nando Reis)
18. Por Onde Andei (Nando Reis) / Citação: Primavera (Vai Chuva) (Genival Cassiano / Silvio Rochael)
19. Do Seu Lado (Nando Reis)
Bis:
20. De Janeiro a Janeiro (Roberta Campos)
21. Marvin (Patches) (Dunbar / Johnson / Versão: Sérgio Britto / Nando Reis)

Por Jorge Almeida

Agradecimentos: Monika Cavalera

Juventus: campeã italiana 2013/2014

Juventus: bianconeros conquistaram o 30º scudeto com duas rodadas de antecedência
Juventus: bianconeros conquistaram o 30º scudeto com duas rodadas de antecedência

Depois de ver o sonho em disputar a final da UEFA Europa League em casa sucumbir por conta da eliminação das semifinais do torneio para o Benfica na última quinta-feira (1º), a Juventus de Turim pode se consolar neste domingo (4) ao conquistar, de forma antecipada, o tricampeonato italiano antes mesmo de entrar em campo pela 36ª rodada do Calcio. Isso se deve graças à goleada aplicada pelo Catania em cima da Roma por 4 a 1 no Estádio Angelo Massimino. Com o resultado, a equipe da capital italiana estacionou nos 85 e, com isso, não pode mais alcançar a Vecchia Signora, que tem 93 pontos.

A equipe romanista era a única que tinha chances matemáticas de tirar o scudeto dos Bianconeros, mas a situação era praticamente impossível. Pois, além de vencer os três jogos que restavam, a Roma, que vinha de nove vitórias consecutivas no Campeonato Italiano, dependia ainda de um tropeço da Juve, inclusive um confronto direto entre as duas equipes, para, assim, conquistar o título. No entanto, com gols dos argentinos Izco – autor de dois tentos -, Bergessio e Barrientos, enquanto Totti descontou para o time da capital, o Gli Elefanti sepultou de vez o sonho da Roma.

Com a conquista assegurada, a Juventus chegou ao 30º título italiano de sua história, mantém a sua hegemonia na Bota e se distancia ainda mais dos seus principais perseguidores em números de taças: os clubes de Milão – Internazionale e Milan –, que possuem 18 troféus cada.

Além disso, com o triunfo da Série A desta temporada, a Juventus encerra de vez o imbróglio das estrelas. Na Itália, a cada dez conquistas, o clube tem o direito de colocar uma Estrela Dourada de Excelência Esportiva na camisa. Mas a Juventus utilizou a terceira estrela há dois anos, pois ignorava os títulos cassados das temporadas 2004/2005 e 2005/2006 devido ao escândalo da manipulação de resultados. Agora, independentemente disso, a Velha Senhora pode utilizar a terceira estrela considerando ou não os títulos anulados.

Dessa forma, o time de Antonio Conte entrará em campo pela 36ª rodada na segunda-feira diante do Atalanta na Arena Juventus e poderá comemorar o título diante de sua torcida. E a Roma, apesar da derrota, está garantida com o vice-campeonato e, com isso, volta a disputar a UEFA Champions League da próxima temporada. O próximo jogo dos romanistas será no domingo, às 15h45 (horário de Brasília), no Estádio Olímpico, justamente contra os campeões italianos. A partida poderá motivar a Roma a carimbar a faixa de campeão da Juve.

O confronto entre Catania e Roma não foi importante apenas para a parte de cima da tabela, mas também para a outra ponta. Pois, o time siciliano, com a vitória, chegou aos 26 pontos e se mantém vivo pela permanência na primeira divisão da Série A e deixou a lanterna para o Livorno, que tem 25 pontos. O Catania briga contra o rebaixamento com Chievo Verona (16º), Bologna (17º), Sassuolo (18º) e o já citado Livorno. Lembrando que, no Campeonato Italiano, os dois últimos colocados são rebaixados e o antepenúltimo jogará um playoff contra o terceiro colocado da segunda divisão para definir quem seguirá na primeira divisão no ano seguinte.

Abaixo, um resumo da campanha da campeã italiana 2013/2014.

24/08/2013 – Sampdoria 0x1 Juventus – Estádio Luigi Ferrari, Gênova
31/08/2013 – Juventus 4×1 Lazio – Arena Juventus, Turim
14/09/2013 – Internazionale 1×1 Juventus – Estádio Giuseppe Meazza, Milão
22/09/2013 – Juventus 2×1 Hellas Verona – Arena Juventus, Turim
25/09/2013 – Chievo Verona 1×2 Juventus – Estádio Marc’Antonio Bentegodi, Verona
29/09/2013 – Torino 0x1 Juventus – Estádio Olímpico, Turim
06/10/2013 – Juventus 3×2 Milan – Arena Juventus, Turim
20/10/2013 – Fiorentina 4×2 Juventus – Estádio Artemio Franchi, Florença
27/10/2013 – Juventus 2×0 Genoa – Arena Juventus, Turim
30/10/2013 – Juventus 4×0 Catania – Arena Juventus, Turim
02/11/2013 – Parma 0x1 Juventus – Estádio Ennio Tardini, Parma
10/11/2013 – Juventus 3×0 Napoli – Arena Juventus, Turim
24/11/2013 – Livorno 0x2 Juventus – Estádio Armando Picchi, Livorno
01/12/2013 – Juventus 1×0 Udinese – Arena Juventus, Turim
06/12/2013 – Bologna 0x2 Juventus – Estádio Renato Dall’Ara, Bolonha
15/12/2013 – Juventus 4×0 Sassuolo – Arena Juventus, Turim
22/12/2013 – Atalanta 1×4 Juventus – Estádio Atleti Azzurri d’Italia, Bergamo
05/01/2014 – Juventus 3×0 Roma  – Arena Juventus, Turim
12/01/2014 – Cagliari 1×4 Juventus – Estádio Nereo Rocco, Trieste
18/01/2014 – Juventus 4×1 Sampdoria – Arena Juventus, Turim
25/01/2014 – Lazio 1×1 Juventus – Estádio Olímpico, Roma
02/02/2014 – Juventus 3×1 Internazionale – Arena Juventus, Turim
09/02/2014 – Hellas Verona 2×2 Juventus – Estádio Marc’Antonio Bentegodi, Verona
16/02/2014 – Juventus 3×1 Chievo Verona – Arena Juventus, Turim
23/02/2014 – Juventus 1×0 Torino – Arena Juventus, Turim
02/03/2014 – Milan 0x2 Juventus – Estádio San Siro, Milão
09/03/2014 – Juventus 1×0 Fiorentina – Arena Juventus, Turim
16/03/2014 – Genoa 0x1 Juventus – Estádio Luigi Ferraris, Gênova
23/03/2014 – Catania 0x1 Juventus – Estádio Angelo Massimino, Catania
26/03/2014 – Juventus 2×1 Parma – Arena Juventus, Turim
30/03/2014 – Napoli 2×0 Juventus – Estádio San Paolo, Nápoles
07/04/2014 – Juventus 2×0 Livorno – Arena Juventus, Turim
14/04/2014 – Udinese 0x2 Juventus – Estádio Comunale Friulli, Údine
19/04/2014 – Juventus 1×0 Bologna – Arena Juventus, Turim
28/04/2014 – Sassuolo 1×3 Juventus – Estádio Città del Tricolore, Carpi
05/05/2014* – Juventus x Atalanta – Arena Juventus, Turim
11/05/2014* – Roma x Juventus – Estádio Olímpico, Roma
18/05/2014* – Juventus x Cagliari – Arena Juventus, Turim

* Jogos a serem realizados.

Parabéns ao Juventus Football Club pelo scudeto.

Por Jorge Almeida

Napoli: campeão da Copa Itália 2013/2014

Jogadores do Napoli erguem a taça de campeão da Copa da Itália 2013/2014. Foto: AFP
Jogadores do Napoli erguem a taça de campeão da Copa da Itália 2013/2014. Foto: AFP

O Napoli conquistou neste sábado (3) o título da Copa da Itália 2013/2014 ao derrotar a Fiorentina por 3 a 1 na decisão do torneio do Estádio Olímpico, em Roma. Com dois gols de Insigne e Mertens para os napolianos e com um tento de Vargas para a Viola, a equipe de Nápoles levou o seu quinto título do torneio nacional. Antes de a bola rolar, houve confronto entre torcedores.

Infelizmente a decisão da Copa da Itália foi marcada por confusões envolvendo as torcidas dos dois times nas imediações do Estádio Olímpico onde, inclusive, foi registrado três torcedores baleados (com um deles em estado grave) e no percurso das cidades-sedes dos finalistas até a capital italiana. Dentro do estádio, os ânimos ainda estavam exaltados, com as duas torcidas atirando sinalizadores em direção do gramado. E, cerca de 40 minutos depois, após a conversa que o capitão do Napoli, o eslovaco Marek Hamsik, teve com o líder da torcida organizada de sua equipe, a partida teve início.

Depois de resolvidas as questões extra-campo, o jogo começou com o Napoli mais pilhado e, nos primeiros minutos, mais efusivo na busca do gol, que não demorou a acontecer. Aos 11, o time napolitano puxou um contra-ataque e Hamsik passou para Insigne, que bateu forte a meia altura e tirou do alcance de Neto. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. Não demorou muito e, seis minutos depois, Higuaín partiu pela direita, cruzou rasteiro, Pizarro tentou cortar, mas a redonda sobrou para Insigne emendar e fazer o seu segundo gol para a equipe de Nápoles.

A partir daí, a Fiorentina resolveu acordar e voltar para o jogo e, ainda no primeiro tempo, conseguiu diminuir a vantagem do rival. Aos 27, Ilicic deu uma cavadinha em direção à grande área e, Vargas, em condição legal, da entrada da área, encheu o pé e fez um belo gol: 2 a 1. E, antes do intervalo, a Viola chegou a balançar as redes aos 44, mas Aquilani foi flagrado em impedimento.

Na etapa final, o ritmo da partida diminuiu e o time florentino, de uma forma mais contida, pressionou a equipe de Rafa Benítez, mas não foram eficientes nas finalizações. Aos 34, Inler foi expulso e deixou os Partenopeos com dez e, mesmo assim, os Gigliatis não souberam aproveitar a vantagem numérica em campo.

E, por não ter aproveitado da situação, a Fiorentina foi castigada aos 47. Callejón deu excelente passe para Mertens, que dominou e chutou no canto esquerdo de Neto para consolidar o título do Napoli. Assim, a decisão da Copa da Itália termina com vitória napolitana por 3 a 1 e os comandados de Rafa Benítez levaram para o Napoli o seu quinto título da copa nacional.

A decisão da Copa da Itália não foi de encher os olhos. Só valeu mais pelo primeiro tempo, pois, o Napoli iniciou “ligado no 220”, fez os dois gols, a Fiorentina deu o troco rapidamente ao amenizar o prejuízo. Mas no segundo tempo, os dois times diminuíram a intensidade do primeiro e ficou um jogo chato, com a Viola trocando passes com o objetivo de furar a defesa napolitana e, nem mesmo a expulsão de Inler foi o suficiente para a equipe de Florença sufocar o rival. Ao contrário, sofreu o tiro de misericórdia nos acréscimos e viu os Azzurris levarem o caneco. Pelo menos, a Copa da Itália salvou a temporada do Napoli, que ficou longe da disputa do título do Calcio, mas conseguiu classificar-se para a primeira fase da Champions League da próxima temporada.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da decisão.

Oitavas-de-final:
15/01/2014 – Napoli 3×1 Atalanta – Estádio San Paolo, Nápoles
Quartas-de-final:
29/01/2014 – Napoli 1×0 Lazio – Estádio San Paolo, Nápoles
Semifinais:
05/02/2014 – Roma 3×2 Napoli – Estádio Olímpico, Roma
12/02/2014 – Napoli 3×0 Roma – Estádio San Paolo, Nápoles
Final:
03/05/2014 – Fiorentina 1×3 Napoli – Estádio Olímpico, Roma

FICHA TÉCNICA: FIORENTINA 1×3 NAPOLI
Competição/fase: final da Copa da Itália 2013/2014
Local: Estádio Olímpico, Roma, Itália
Data: 3 de maio de 2014 – 16h (horário de Brasília)
Árbitro: Daniele Orsato
Cartões Amarelos: Tomović, Valero, Iličić e Fernández (Fiorentina); Pepe Reina, Raúl Albiol e Inler (Napoli)
Cartão Vermelho: Inler (Napoli)
Gols: Insigne (Napoli), aos 11 e aos 17 min do 1º tempo; Vargas (Fiorentina), aos 27 min do 1º tempo; Mertens (Napoli), aos 47 min do 2º tempo
FIORENTINA: 1.Neto; 2.Gonzalo Rodríguez, 15.Savić, 23.Pascoal (14.Fernandéz) e 40.Tomović; 4.Pizarro, 10.Aquilani (32.Matri), 20.Valero e 66.Vargas; 17.Joaquín e 72. Iličić (49.Rossi). Técnico: Vicenzo Montella
NAPOLI: 25.Pepe Reina; 4.Henrique, 21.Fernandéz, 31.Ghoulam e 33.Raúl Albiol; 7.Callejón, 8.Jorginho, 17. Hamšík (14.Mertens) e 24.Insigne (85.Behrami); 88.Inler e 9.Higuaín (19.Pandev). Técnico: Rafa Benítez

Parabéns à Società Sportiva Calcio Napoli pelo título.

Por Jorge Almeida

Exposição “Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX” no MASP

O MASP (foto) recebe a mostra "Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX" por tempo indeterminado. Foto: Jorge Almeida/Arquivo
O MASP (foto) recebe a mostra “Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX” por tempo indeterminado. Foto: Jorge Almeida/Arquivo

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) realiza a mostra “Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX” por tempo indeterminado e reúne obras feitas entre 1866 e 1948 por mestres como Manet, Van Gogh, Matisse, Portinari, Picasso, Renoir, entre outros que viveram, produziram e passaram pela Cidade-luz.

O título da exposição faz uma alusão a Walter Benjamin em seu ensaio: “Paris, capital do século XIX”, que destacava as galerias comerciais, as lojas fascinantes, as passagens, enfim, todas as características atribuídas à capital francesa que prevalecem até hoje.

Na década de 1920, a expressão “Escola de Paris” veio para indicar a arte moderna, em que o cenário da cidade era singular (e ainda é) e que, na época, era conhecida como a “capital do mundo”, além de ser inspiradora para os artistas de todos os cantos da Terra.

A exposição propicia os visitantes a chance de apreciar cerca de 50 obras das mais representativas do período em questão.

Em meio aos destaques estão: “A Artesiana” (1908), de Van Gogh; “Retrato de Suzanne Bloch” (1904), de Pablo Ruiz Picasso; e “O Lavrador de Café” (1939), de Cândido Portinari, todas em óleo sobre tela.

SERVIÇO:
Exposição: Passagens por Paris – Arte Moderna na Capital do Século XIX
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578
Quando: por tempo indeterminado;  as terças, quartas, sextas, sábados e domingos, das 11h às 18h; e nas quintas, das 11h às 20h
Quanto: R$ 15,00; R$ 7,00 (meia-entrada); entrada gratuita para menores de 10 e maiores de 60 anos, e para o público em geral às terças

Por Jorge Almeida