Manchester United é campeão inglês pela 20ª vez

Robin van Persie comemora um de seus três gols diante do Aston Villa. Foto: AP
Robin van Persie comemora um de seus três gols diante do Aston Villa. Foto: AP

Com um hat-trick do holandês Robin van Persie, o Manchester United derrotou o Aston Villa por 3 a 0 no Old Trafford nesta segunda-feira (22) em compromisso válido pela 34ª rodada da Barclays Premiere League 2012/2013 e conquistou pela 20ª vez em sua história o Campeonato Inglês, e se distanciou mais do Liverpool em números de troféus do campeonato nacional (20 a 18). O título veio de forma antecipada, a quatro rodadas do término da competição. O ex-jogador do Arsenal fez os três gols da partida e passou o uruguaio Luis Suárez, do Liverpool, na artilharia do campeonato (24 x 23).

A bola nem rolou direito no Old Trafford e o United fez 1 a 0 com Van Persie. No primeiro lance da partida, o holandês recebeu dentro da área e marcou o primeiro gol da partida com menos de dois minutos de jogo. E o tento motivou os Diabos Vermelhos, que chegou ao segundo gol dez minutos depois: Rooney fez um belo lançamento do meio-campo para Van Persie, que pegou de primeira próximo da meia-lua anotando um golaço. Antes disso, o Manchester ainda havia mandado uma bola na trave aos nove minutos com o brasileiro Rafael.

Com dois gols de vantagem em menos de 15 minutos, o United passou a trocar passes no meio campo, enquanto isso, o Aston Villa tentou se achar no jogo e na metade do primeiro tempo até conseguiu equilibrar mais a posse de bola, inclusive chegando à meta de De Gea. Mas justamente no momento em que a equipe de Birmingham começava a se achar na partida, o Manchester chegou ao terceiro gol, novamente com ele: Van Persie, aos 33. O japonês Kagawa deu um belo passe para Giggs, que cruzou na área e o ex-gunner marcou o seu terceiro gol na partida e, de quebra, chegou aos 24 gols, o que o faz, até o momento, artilheiro isolado da Barclays Premiere League 2012/2013.

Com a situação completamente desfavorável, os Villans trocam passes na defesa e “implorando” pelo fim da primeira etapa. Por outro lado, empurrados pela torcida, o Man United fez um primeiro tempo impecável. Para se ter uma ideia da superioridade dos Red Devils, os visitantes só assustaram uma vez aos 42 minutos com Agbonlahor, que recebeu na área, girou e chutou perto do gol. E só.

No segundo tempo, o Aston Villa até melhorou o seu rendimento na partida, criou boas chances, principalmente com a entrada de El Ahmadi, que exigiu duas boas interceptações de De Gea, porém, nada de sufoco ou pressão para cima do time de Alex Ferguson. Enquanto isso, o Manchester United só administrou a vantagem com trocas de passe no campo de ataque. Nem mesmo o japonês Kagawa perdeu um gol incrível, aos 33 minutos do segundo tempo, quando recebeu a bola e, sozinho, dentro da pequena área chutou por cima, não impediu a festa da torcida do United, que só esperou o apito final para festejar o 20º título inglês dos Diabos Vermelhos, sendo 13 deles conquistados nos últimos 20 anos.

Com a vitória, o Manchester United alcançou a marca de 84 pontos em 34 jogos disputados e, portanto, não pode ser mais alcançado pelo rival Manchester City, que mesmo com um jogo a menos, só pode chegar, no máximo, a 83 pontos. Mas os Citizens só dependem de si para garantirem o vice-campeonato e, consequentemente, assegurar a sua vaga para a UEFA Champions League 2013/2014.

Já o Aston Villa, que com a derrota permanece na 17ª posição com 34 pontos, não pode mais tropeçar nas quatro rodadas restantes, pois corre riscos de rebaixamento ainda.

Apesar da definição do título, o Campeonato Inglês ainda tem outras “decisões”, seja na parte de cima ou na parte de baixo. Em quatro rodadas que faltam para o término da competição, cinco times ainda lutam por duas vagas para a fase de grupos da Champions: Manchester City (que apesar de quase garantido, precisa vencer pelo menos dois jogos), Arsenal, Chelsea, Tottenham e, com remotíssimas chances, os rivais Everton e Liverpool. E, na parte inferior da tabela, Wigan, Queens Park Rangers e Reading têm quatro jogos para resolverem suas vidas na primeira divisão.

FICHA TÉCNICA: MANCHESTER UNITED 3 X 0 ASTON VILLA
Competição / Fase: 34ª rodada da Barclays Premier League 2012/2013
Data: 22/04/2013 – segunda-feira – 16h (horário de Brasília)
Local: Estádio Old Trafford – Manchester – Inglaterra
Árbitro: Anthony Taylor
Cartão Amarelo: Evra (Manchester United)
Gols: Robin van Persie, aos 2, aos 13 e aos 33 minutos do primeiro tempo
MANCHESTER UNITED: 1.De Gea; 2.Rafael, 6.Evans, 4.Jones, 3.Evra; 16.Carrick, 11.Riggs, 26.Kagawa, 7.Valencia e 10.Rooney (19.Welbeck); 20.Van Persie. Técnico: Alex Ferguson
ASTON VILLA: 22.Guzan; 34.Lowton, 4.Vlaar, 32.Baker e 27.Bennett (6.Clark); 15.Westwood, 16.Delph, 26.Weimann, 10.N’Zogbia (8.El Ahmadi) e 11.Agbonlahor;  20.Benteke. Técnico: Paul Lambert

A campanha do campeão*:

Data / Partida / Local:
20/08/12 – Everton 0x1 Manchester United – Goodison Park
25/08/12 – Manchester United 3×2 Fulham – Old Trafford
02/09/12 – Southampton 2×3 Manchester United – St. Mary’s Stadium
15/09/12 – Manchester United 4×0 Wigan – Old Trafford
23/09/12 – Liverpool 1×2 Manchester United – Anfield Road
29/09/12 – Manchester United 2×3 Tottenham – Old Trafford
07/10/12 – Newcastle 0x3 Manchester United – Sports Direct Arena
20/10/12 – Manchester United 4×2 Stoke City – Old Trafford
28/10/12 – Chelsea 2×3 Manchester United – Stamford Bridge
03/11/12 – Manchester United 2×1 Arsenal – Old Trafford
10/11/12 – Aston Villa 2×3 Manchester United – Villa Park
17/11/12 – Norwich City 1×0 Manchester United – Carrow Road
24/11/12 – Manchester United 3×1 Queens Park Rangers – Old Trafford
28/11/12 – Manchester United 1×0 West Ham – Old Trafford
01/12/12 – Reading 3×4 Manchester United – Madejski Stadium
09/12/12 – Manchester City 2×3 Manchester United – Etihad Stadium
15/12/12 – Manchester United 3×1 Sunderland – Old Trafford
23/12/12 – Swansea City 1×1 Manchester United – Liberty Stadium
26/12/12 – Manchester United 4×3 Newcastle – Old Trafford
29/12/12 – Manchester United 2×0 West Bromwich – Old Trafford
01/01/13 – Wigan 0x4 Manchester United – DW Stadium
13/01/13 – Manchester United 2×1 Liverpool – Old Trafford
20/01/13 – Tottenham 1×1 Manchester United – White Hart Lane Stadium
29/01/13 – Manchester United 2×1 Southampton – Old Trafford
02/02/13 – Fulham 0x1 Manchester United – Crave Cottage
10/02/13 – Manchester United 2×0 Everton – Old Trafford
23/02/13 – Queens Park Rangers 0x2 Manchester United – Loftus Road
02/03/13 – Manchester United 4×0 Norwich – Old Trafford
17/04/13 – West Ham 2×2 Manchester United – Upton Park
16/03/13 – Manchester United 1×0 Reading – Old Trafford
30/03/13 – Sunderland 0x1 Manchester United – Stadium Of Light
08/04/13 – Manchester United 0x1 Manchester City – Old Trafford
14/04/13 – Stoke City 0x2 Manchester United – Britannia Stadium
22/04/13 – Manchester United 3×0 Aston Villa – Old Trafford

* Jogos realizados até a 34ª rodada. Portanto, não constam as partidas contra o Arsenal (no Empire Stadium, no dia 27/04), o Chelsea (no Old Trafford, no dia 04/05), o Swansea City (no Old Trafford, no dia 12/05) e nem o West Bromwich (no The Hawthorns, no dia 19/05)

Parabéns ao Manchester United pela incontestável conquista.

Por Jorge Almeida
Foto: AP

Iron Maiden: 25 anos de “Seventh Son Of A Seventh Son”

O último dia 11 de abril marcou o 25º aniversário do álbum “Seventh Son Of A Seventh Son”, do Iron Maiden. O disco, que foi o sétimo trabalho de estúdio da banda, foi o primeiro álbum conceitual da banda, que fala da história de uma criança que nasceu com dons sobrenaturais. Parte do álbum foi baseado no livro “The Seventh Son”, de Orson Scott Card. A ideia de basear o disco em torno do folclore do sétimo filho de um sétimo filho veio do baixista Steve Harris.

Produzido por Martin Birch, o álbum foi gravado no Musicland Studios, em Munique, Alemanha, entre fevereiro e março de 1988. “Seventh Son Of A Seventh Son” é lembrado como o ultimo registro de Adrian Smith na banda (antes da volta em 1999) e também como o último dos considerados “golden years” do Maiden. Smith saíra alegando divergências musicais e também para resgatar um antigo sonho: o de formar a sua própria banda, o A.S.A.P, em 1989.

Na parte poética, o álbum conduz acerca de várias questões filosóficas: visões proféticas, bem contra o mal, misticismo, reencarnação e vida após a morte. Estilisticamente, “Seventh Son Of A Seventh Son” desenvolve o estilo de “Somewhere In Time” (1986) e continua a exploração lírica da banda de temas relacionados ao poder, misticismo e ocultismo.

Como o álbum é temático, cada faixa narra uma parte da vida do “Sétimo Filho”. Então, o disco abre com “Moonchild”, que fala da vinda do Sétimo Filho a Terra. E quando soube da vinda dele, o capeta tinha a intenção de eliminá-lo. Então, o tinhoso mata todas as crianças nascidas na mesma época da vinda dele, mas não consegue encontrar o Sétimo Filho. E devido ao insucesso pela captura dele, Lúcifer quer que o Sétimo Filho se alie a ele, mas devido ao fracasso de não conseguir pegar ele, o capeta continua matando crianças inocentes.

Já em “Infinite Dreams”, relata que o Sétimo Filho já nasceu, mas não tinha conhecimento de seus poderes, que começaram a se manifestar em seus sonhos, mas isso para ele era um pesadelo. Apesar de ter tanto poder, ele, como qualquer pessoa, poderia ter ganância para usá-los de forma egoísta. Então, ele preferiu ainda não cair na tentação.

Em “Can I Play With Madness”, o Sétimo Filho já tem noção de seus poderes de previsão, então, ele decide procurar um profeta para sanar suas dúvidas. Porém, insatisfeito com as respostas obtidas, pois ele acreditava que o profeta estava mentindo, afinal, o Sétimo Filho tinha poderes especiais. Então, os dois travam uma discussão até que o profeta, raivoso, solta: “Eu vou te dizer a verdade: sua alma vai queimar no lago de fogo”.

Enquanto isso, “The Evil That Men Do” foi baseada em um romance de Shakespeare, e fala sobre como a humanidade é má. No enredo do álbum, o Sétimo Filho, que estava dividido entre o bem e o mal, se apaixona pela filha do profeta da música anterior. Então, sabendo do destino do Sétimo Filho, o profeta mata a própria filha com medo de que ela se juntasse a ele. Apaixonado, o Sétimo Filho demonstrou o teu amor por ela e se lamenta: “Eu sangraria por ela! Se eu pudesse vê-la agora”.

A faixa-título é a maior do álbum e funciona como um elo entre as quatro primeiras e as três últimas do disco. São narradas a trajetória do Sétimo Filho até o momento e também a profecia se concretizando e ele com o controle total de seu poder e decidindo de qual lado vai ficar: do bem ou do mal. O grande trunfo da faixa é a parte instrumental, o que a difere dos demais temas do disco.

A sexta faixa é “The Prophecy”, que aponta que o Sétimo Filho tem o controle total de seus poderes e já começa a fazer suas profecias. Ele resolve alerta a população sobre a queda de um Império. Porém, foi ignorado, ninguém acreditou nele, uma vez que o classificaram como “mais um falso profeta”. Por conta disso, o Sétimo Filho, tentou desesperadamente convencer a população de que suas previsões estavam certas, enquanto isso Lúcifer já previa a sua queda. Decepcionado com a população, o Sétimo começou a levar os seus poderes para o lado do mal.

A penúltima faixa é “The Clairvoyant”, que relata exatamente o que foi descrito em “Infinite Dreams” e “Can I Play With Madness”. Os poderes do Sétimo Filho aumentaram tanto, mas tanto, que nem ele mesmo se dá conta disso. Ele começa a perder o controle, e não consegue nem distinguir o que é sonho e o que é realidade. A loucura toma conta de sua mente. E por conta do descontrole em relação ao seu poder, ele pode prever tudo, verdades e mentiras, mas não pode prever a própria morte.

E, para encerrar o álbum, “Only The Good Die Young”, que fala da perda do controle dos poderes do Sétimo Filho, que está morrendo devido a escolha feita por ele quando ninguém acreditou em suas profecias. Inclusive, na música, relata que Lúcifer narra onde o Sétimo Filho errou. No final, Bruce Dickinson repete os versos iniciais de “Moonchild”, porém, substituindo o verso “And your trip begins” (“E sua jornada começa”) por uma risada mordaz deixando bem claro o destino trágico e cruel do Sétimo Filho.

Para o álbum, a banda utilizou os teclados sintetizados, que nos shows eram tocados por Michael Kenney. Ele já havia ajudado o Iron Maiden na programação do álbum anterior. E continua trabalhando para Steve Harris e cia. até hoje. Além de contribuir nos álbuns da banda, Kenney atua nos concertos do grupo também, mas sempre atrás do palco.

O disco chegou ao topo das paradas britânicas (o que não acontecia desde “The Number Of The Beast”) e a 12ª colocação nas paradas norte-americanas. Além disso, o álbum trouxe quatro singles: “Can I Play With Madness”, “The Evil That Men Do”, “The Clairvoyant (live)” e “Infinite Dreams”, todos ocupando boas posições nos charts britânicos.

Em 1995, o álbum foi lançado com CD bônus, que trazia algumas faixas ao vivo e um cover do Thin Lizzy.

Para promover “Seventh Son Of A Seventh Son”, o Iron Maiden organizou uma noite de entrevistas para rádio, TV e imprensa em geral no Castelo Schnellenberg, em Attendorn, Alemanha, antes do lançamento do disco. Antes disso, realizaram pequenos shows “secretos” sob o pseudônimo de “Charlotte And The Harlots” no Empire, em Colônia, Alemanha, e no L’Amour, em Nova York.

Em maio, o Iron Maiden partiu para uma turnê que duraria cerca de sete meses – a “Seventh Tour Of A Seventh Tour” -, com destaques para as apresentações no Monsters Of Rock Festival, em Donington Park, diante de 107 mil pessoas, onde a banda foi a headliner do evento, e também no Birmingham NEC, em Birmingham, em novembro, que foi gravado o vídeo intitulado “Maiden England”. Aliás, por falar nisso, em 2013 o grupo está realizando uma turnê de divulgação do lançamento dessa apresentação de 1988 no formato em DVD – com o título “Maiden England ‘88”, que traz como bônus, o documentário “12 Wasted Years”, gravado originalmente em 1987, que também tem agora a sua versão em DVD.

Evidentemente que o ‘maidenmaníaco’ já tem esse disco. Então, não é preciso nem dizer se você deve ou não ter em sua “cdteca”.

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Seventh Son Of A Seventh Son
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 11 de abril de 1988
Gravadora: EMI
Produtor: Martin Birch

Bruce Dickinson: voz
Steve Harris: baixo e backing vocal
Adrian Smith: guitarra e backing vocal
Dave Murray: guitarra
Nicko McBrain: bateria

1. Moonchild (Dickinson / Smith)
2. Infinite Dreams (Harris)
3. Can I Play With Madness (Dickinson / Harris / Smith)
4. The Evil That Men Do (Dickinson / Harris / Smith)
5. Seventh Son Of A Seventh Son (Harris)
6. The Prophecy (Harris / Murray)
7. The Clairvoyant (Harris)
8. Only The Good Die Young (Dickinson / Harris)

CD bônus:
1. Black Bart Blues (Dickinson / Harris)
2. Massacre (Downey / Lynott / Gorham)
3. Prowler ’88 (Harris)
4. Charlotte The Harlot ’88 (Murray)
5. The Clairvoyant (live) (Harris)
6. The Prisoner (live) (Harris / Smith)
7. Infinite Dreams (live) (Harris)
8. Killers (live) (Di’Anno / Harris)
9. Still Life (live) (Harris / Murray)

Por Jorge Almeida

Termina a primeira fase do Campeonato Paulista 2013

(Divulgação)
(Divulgação)

Nesse domingo (21) encerrou a fase de classificação do Campeonato Paulista 2013. As dez partidas válidas pela 19ª rodada definiram os confrontos das quartas-de-final, que começarão a ser disputadas no próximo final de semana, e também o quarto e último rebaixado para a Série A2, lembrando que União Barbarense, São Caetano e Guarani começaram a última rodada já rebaixados. Os destaques dos confrontos do mata-mata do Estadual ficam por conta do clássico entre Santos e Palmeiras, que será disputado na Vila Belmiro, e também Ponte Preta e Corinthians, que farão o repeteco do confronto das quartas do ano passado, porém, dessa vez o duelo será em Campinas.

O classificado e líder São Paulo foi até Mogi Mirim com o time reserva e perdeu por 1 a 0 para os donos da casa. A derrota não mudou nada para o Tricolor, já que o primeiro lugar estava garantido há duas rodadas e poderá decidir as quartas-de-final e as semifinais em casa, além de ter o direito de ser o mandante do segundo e decisivo jogo da final no Morumbi, se chegar à decisão. A vitória foi um excelente resultado para o Sapão, que ficou em segundo lugar por conta do empate entre Ponte Preta e Bragantino em Bragança Paulista. A igualdade diante do Braga fez a Macaca cair da segunda para a quarta posição.

Outro time beneficiado pelo tropeço da Ponte foi o Santos, que derrotou o Penapolense na Vila Belmiro por 2 a 1 e terminou a primeira fase em terceiro, empatado com o Mogi Mirim com 39 pontos, mas com uma vitória a menos. A equipe de Penápolis, mesmo com o resultado adverso, ficou com a última vaga em virtude da derrota do rival Linense, que era adversário direto da Pantera da Noroeste pela vaga, para o Mirassol fora de casa por 3 a 0.

No entanto, apesar da goleada aplicada, o Leão da Alta Araraquarense foi rebaixado por conta da vitória do Ituano no último minuto contra o Palmeiras no Estádio Novelli Junior por 2 a 1. O resultado levou o clube de Juninho Paulista a 20 pontos e deixou o Mirassol com 18 na 17ª posição.

O classificado Botafogo de Ribeirão Preto foi goleado por 4 a 1 para o XV de Piracicaba no Barão de Serra Negra. O resultado não mudou nada em termos de posição para o Botinha. Mas, se tivesse vencido o Nhô Quim terminaria empatado com o Palmeiras em número de pontos, mas à frente do alviverde em número de vitórias.

A vitória do Corinthians por 2 a 0 diante do Atlético Sorocaba só valeu para os corinthianos pelo fato de terminar a fase de classificação a frente do Palmeiras e de não ter que pegar um clássico logo de cara no mata-mata.

De todos os dez jogos, os únicos que não tinham importância tanto na parte de cima quanto na parte de baixo da tabela eram: São Caetano 0x2 Paulista, no Anacleto Campanella, uma vez que o Azulão já estava rebaixado antes da bola rolar e o Galo da Japi ficou no grupo intermediário; Oeste 0x4 São Bernardo, as duas equipes entraram em campo apenas para cumprir tabela. O destaque do jogo foi o veterano Fernando Baiano, autor de três dos quatro gols do Bernô; Guarani 1×3 União Barbarense: como as duas equipes entraram em campo garantidas na Série A 2 em 2014, o embate só serviu para deixar o Bugre com a lanterna.

Então, os confrontos das quartas-de-final do Campeonato Paulista ficaram assim: São Paulo x Penapolense; Mogi Mirim x Botafogo; Ponte Preta x Corinthians; e Santos x Palmeiras.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgará nesta segunda-feira (22) os horários e datas das quartas-de-final e também dos locais dos confrontos.

Abaixo, a classificação geral da primeira fase do Campeonato Paulista 2013.

Posição / Agremiação / Pontos:

1º – São Paulo – 41
2º – Mogi Mirim – 39
3º – Santos – 39
4º – Ponte Preta – 38
5º – Corinthians – 35
6º – Palmeiras – 34
7º – Botafogo (SP) – 31
8º – Penapolense – 28
9º – Linense – 27
10º – XV de Piracicaba – 25
11º – Bragantino – 25
12º – São Bernardo – 20
13º – Paulista – 20
14º – Ituano – 20
15º – Atlético Sorocaba – 19
16º – Oeste – 19
17º – Mirassol – 18
18º – União Barbarense – 16
19º – São Caetano – 13
20º – Guarani – 10

Por Jorge Almeida

Show d’Os Paralamas do Sucesso no Espaço das Américas (20.04.13)

Os Paralamas do Sucesso deram início à turnê comemorativa de 30 anos de carreira. Foto: Fernando Borges/Terra
Os Paralamas do Sucesso deram início à turnê comemorativa de 30 anos de carreira. Foto: Fernando Borges/Terra

Na noite fria deste último sábado (20) em São Paulo, uma das melhores opções para curtir pela cidade, certamente, foi o show comemorativo de 30 anos d’Os Paralamas do Sucesso realizado no Espaço das Américas, situado na Barra Funda, zona oeste. O evento estava previsto para ter início às 22h, porém, o concerto começou com meia hora de atraso, o que deixou os presentes mais ansiosos.

Então, às 22h30, se adentraram ao palco do recinto: Herbert Vianna (guitarra e voz), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria), acompanhados pelos competentes João Fera (teclados), Bidu Cordeiro (trombone) e Monteiro Jr. (sax). A partir daí, foi uma avalanche de clássicos que marcaram as três décadas de carreira do grupo de Brasília, além de alguns trechos de covers do Led Zeppelin, Lulu Santos, Titãs, The Police, Tim Maia e Legião Urbana.

Com o Espaço das Américas lotado, a banda começou o espetáculo com a instrumental “Vulcão Dub”, faixa de “Big Bang” (1989), na sequência vieram as clássicas “Alagados”, “Carro Velho” e “Bora Bora”. Depois da faixa-título do álbum de 1988, Herbert Vianna tem o seu primeiro contato com o público, fala dos 30 anos da banda e, conforme ele mesmo disse, “sem blá, blá, blá” deu continuidade ao show com o primeiro medley da noite: a trinca “Patrulha Noturna”, “Cinema Mudo” e “Ska”, todos hits dos anos 1980. Em seguida, o vocalista puxou o famoso riff de “Selvagem” e mandou bala, na execução da música, Vianna citou um trecho de “Polícia”, dos amigos Titãs.

O primeiro cover da noite veio com um pequeno trecho de “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, que já serviu de prévia para “O Calibre”, canção de “Longo Caminho”, álbum de 2002. A partir de então, vieram uma sequência de baladas “paralâmicas”, se é que podemos definir assim: “Mensagem de Amor”, “Cuide Bem do Seu Amor”, “De Perto”, “Busca Vida”, o medley “Me Liga”, “Como Uma Onda” (cover do Lulu Santos), “Saber Amar” e “Romance Ideal” e, para encerrar a primeira parte mais “romântica” da noite: “Quase Um Segundo”.

Os Paralamas deram uma pausa nas baladas para tocarem as empolgantes “Meu Erro” e “Óculos”, contudo, o concerto continuou com mais baladas: a excelente “Lanterna dos Afogados” e mais um medley: “Na Pista”, “Meu Sonho” e “Ela Disse Adeus”. Então, Herbert Vianna e companhia homenagearam o “síndico” Tim Maia com “Você”, com direito a versos de “Gostava Tanto de Você” no meio.

O vocalista, antes de chamar a próxima música, fez questão de deixar registrado que a canção foi feita em parceria com o “mestre Gilberto Gil”: ele se referia a “A Novidade”, música do clássico “Selvagem?” (1986), que teve outra faixa executada posteriormente, a divertida “Melô do Marinheiro”, uma das raríssimas canções do grupo que não leva a assinatura de Herbert Vianna (ela é de autoria de Bi Ribeiro e João Barone). E, antes do bis, Os Paralamas do Sucesso tocaram mais três hits: “Uma Brasileira”, “O Beco” e “Lourinha Bombril”.

Após uma pequena pausa – o manjado “bis” – a banda voltou ao palco e Herbert fez um longo discurso de agradecimento aos fãs presentes e disse que, uma noite como aquela, espera repetir daqui a mais 30 anos. E, sem “blá, blá, blá”, os Paralamas mandaram as duas canções inéditas das coletâneas da série “Arquivo”: “Aonde Quer Que Eu Vá”, de “Arquivo II” (2000) e “Caleidoscópio”, de “Arquivo” (1990). Em seguida, a banda instigou o público ao tocar a introdução de “Don’t Stand So Close To Me”, do The Police (banda britânica que inspirou o trio de Brasília), mas, na verdade, foi uma deixa para “Vital E Sua Moto”, o primeiro sucesso da banda. E, na execução da música, teve o refrão de “Do Do Do Da Da Da”, da banda de Sting. Para encerrar a apresentação, que apesar do atraso, teve 1h45 de duração, um tributo a Renato Russo e a Legião Urbana: “Que País É Este?”.

Se contarmos todo o setlist do grupo, incluindo os ‘medleys’, o repertório passou de 30 músicas, e, por incrível que pareça, a banda se deu ao luxo de ter deixado de fora outros clássicos, como “Trac Trac (Track Track)”, “Fui Eu”, “La Bella Luna”. E também eles ratificaram a minha definição de “injustiçado” ao álbum “Severino” (1994), pois todos os discos do grupo teve pelo menos uma música representada no show, exceto esse, que tem boas canções, como “Dos Margaritas” e “Vamo Batê Lata”.

Os Paralamas do Sucesso estão de parabéns pelo espetáculo que proporcionaram nesta noite em São Paulo. Também merece elogio quem teve a ideia de colocar o telão no fundo do palco que, ao longo do show, mostrava imagens de momentos da banda ao longo de seus 30 anos de estrada.

O vocalista Herbert Vianna, desde o início do show, levou o público nas mãos: interagiu, pediu para a plateia cantar e bater palmas, agradeceu os técnicos e provou ser um dos mais carismáticos músicos do país. Enquanto Bi Ribeiro, apesar de ser o mais discreto dos três, mostrou a velha competência com o seu baixo e João Barone dispensa comentários: o cara é um monstro nas baquetas.

Herbert Vianna: voz
Bi Ribeiro: baixo
João Barone: bateria

João Fera: teclados
Bidu Cordeiro: trombone
Monteiro Jr.: sax

1. Vulcão Dub (instrumental) (Herbert Vianna)
2. Alagados (Herbert Vianna / Bi Ribeiro / João Barone)
3. Carro Velho (Herbert Vianna)
4. Bora Bora (Herbert Vianna)
5. Patrulha Noturna (Herbert Vianna/Martim Cardoso) / Cinema Mudo (Herbert Vianna) / Ska (Herbert Vianna/Bi Ribeiro)
6. Selvagem (Herbert Vianna/Bi Ribeiro/João Barone) / Polícia (música incidental) (Tony Bellotto)
7. Whole Lotta Love (Page/Plant/Jones/Bonham/Dixon) / O Calibre (Herbert Vianna)
8. Mensagem de Amor (Herbert Vianna)
9. Cuide Bem do Seu Amor (Herbert Vianna)
10. De Perto (Herbert Vianna)
11. Busca Vida (Herbert Vianna)
12. Me Liga (Herbert Vianna) / Como Uma Onda (Lulu Santos/Nelson Motta) / Saber Amar (Herbert Vianna) / Romance Ideal (Herbert Vianna/Martim Cardoso)
13. Quase Um Segundo (Herbert Vianna)
14. Meu Erro (Herbert Vianna)
15. Óculos (Herbert Vianna)
16. Lanterna dos Afogados (Herbert Vianna)
17. Na Pista (Herbert Vianna) / Meu Sonho (Herbert Vianna) / Ela Disse Adeus (Herbert Vianna)
18. Você (Tim Maia) / Gostava Tanto de Você (citação) (Edson Trindade)
19. A Novidade (Herbert Vianna / Bi Ribeiro / João Barone / Gilberto Gil)
20. Melô do Marinheiro (Bi Ribeiro / João Barone)
21. Uma Brasileira (Herbert Vianna / Carlinhos Brown)
22. O Beco (Herbert Vianna / Bi Ribeiro)
23. Lourinha Bombril (Diego Blanco y Bahiano / Versão: Herbert Vianna)
Bis:
24. Aonde Quer Que Eu Vá (Herbert Vianna / Paulo Sérgio Valle)
25. Caleidoscópio (Herbert Vianna)
26. Don’t Stand So Close To Me (intro) (Sting) / Vital E Sua Moto (Herbert Vianna) / Do Do Do Da Da Da (música incidental) (Sting)
27. Que País É Este? (Renato Russo)

Por Jorge Almeida

Exposição “FotoRetrospectiva 2012” no Conjunto Nacional

"Nação Corinthiana", de Sérgio Barzaghi, capta o momento em que Paulinho, volante do Corinthians, sobe no alambrado do Pacaembu para comemorar o gol da classificação contra o Vasco na Libertadores
“Nação Corinthiana”,  foto de Sérgio Barzaghi, capta o momento em que Paulinho, volante do Corinthians, sobe no alambrado do Pacaembu para comemorar o gol da classificação contra o Vasco na Libertadores

A exposição coletiva “FotoRetrospectiva 2012” está em cartaz no Espaço Cultural do Conjunto Nacional até o próximo sábado, 27 de abril, e reúne cerca de 80 imagens que registraram o melhor do fotojornalismo dos fatos que marcaram o ano de 2012.

A mostra, que é promovida anualmente pela ARFOC-SP (Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo), apresenta o trabalho dos profissionais de fotografia que atuam na imprensa brasileira. Em 2013, a tradicional retrospectiva fotográfica está em sua oitava edição.

As imagens que compõem a exposição foram selecionadas entre as cerca de 500 inscritas por repórteres fotográficos de jornais, revistas e portais de internet.

Dentre os assuntos abordados estão política, cotidiano, esportes, etc. Em meio aos destaques, estão os temas relacionados a esportes, como a despedida do goleiro Marcos, o tenista suíço Roger Federer atuando com uma camisa da Seleção Brasileira de Futebol, a conquista inédita da Libertadores pelo Corinthians e o grande evento esportivo do ano passado: os Jogos Olímpicos de Londres.

SERVIÇO:
Exposição: FotoRetrospectiva 2012
Onde: Espaço Cultural Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 27/04/2013; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

 

Exposição “Passagem & Intercessões” no Conjunto Nacional

"Arco Iluminado", uma das imagens de Cristiane de Freitas no Conjunto Nacional
“Arco Iluminado”, uma das imagens de Cristiane de Freitas no Conjunto Nacional

O Espaço Cultural do Conjunto Nacional realiza até o próximo sábado, 27 de abril, a exposição “Passagem & Intercessões”, que contém cerca de 20 imagens de Cristina de Freitas. Na mostra, a fotógrafa exibe um conjunto de fotos de portas, janelas, ruelas, passagens de gente e de luz, etc.

Com o intuito de passar para o visitante a característica de pintura, as fotografias foram impressas em papel de algodão e emolduradas com madeira. O resultado ficou satisfatório com a proposta de unir a tela, o suporte clássico da pintura e a fotografia.

As figuras foram feitas com filme “asa 100”, manuseadas em laboratório na hora da revelação e depois também digitalmente, logo, entre o registro fotográfico e o resultado, há uma notória diferença das originais.

Em meio aos destaques estão “Janelas da Fé” e “Arco Iluminado” (foto), ambos de 2003.

SERVIÇO:
Exposição: Passagem & Intercessões
Onde: Espaço Cultural Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Quando: até 27/04/2013; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Encerrada a fase de grupos da Libertadores 2013

Créditos: divulgação
Créditos: divulgação

Com a última rodada da primeira fase encerrada com os jogos dos grupos 2 e 8 na noite desta quinta-feira (18), a edição 2013 da Copa Bridgestone Libertadores da América já tem os 16 clubes classificados para as oitavas-de-final do torneio. Dos oito confrontos, destaques para dois clássicos nacionais: os brasileiros do São Paulo e Atlético Mineiro e os argentinos de Vélez Sársfield e Newell’s Old Boys, além do repeteco da última final da competição: Boca Juniors e Corinthians.

No grupo 1 deu a lógica: Nacional (URU) e Boca Juniors (ARG). Se não fosse as vitórias do time uruguaio em cima dos mexicanos do Toluca, o hexacampeão Boca teria ficado pelo caminho. Curiosamente, essa foi a primeira vez que os dois clubes se enfrentaram em uma edição de Libertadores. Os uruguaios venceram os Xeneizes em La Bombonera, enquanto os argentinos devolveram a derrota no Uruguai.

Já no grupo 2 passaram o desacreditado Palmeiras e o surpreendente Tigre (ARG). Até duas rodadas atrás, muita gente dizia que o Verdão, dentre os clubes brasileiros, não passaria de fase. Porém, com uma vitória em cima do Libertad (PAR) na quinta rodada aliado com o triunfo do Tigre em cima do Sporting Cristal (PER), o Palmeiras garantiu a sua classificação de forma antecipada e, de quebra, ficou com o primeiro lugar empatado com o Tigre, com 9 pontos, mas levando vantagem no saldo de gols. Já o atual vice-campeão da Copa Sulamericana conseguiu um impressionante triunfo em cima do Libertad na casa do rival por 5 a 3, o terceiro tento dos paraguaios tirou o primeiro lugar do Tigre.

Os dois brasileiros do grupo 3 avançaram de forma bem distinta: enquanto o Atlético Mineiro voou nos cinco primeiros jogos, com aproveitamento de 100%, o São Paulo dificultou a própria classificação ao terminar empatado na segunda colocação com o Arsenal de Sarandí (ARG) – ambos com 7 pontos, e só permaneceu no torneio devido ao saldo de gols (0 a -6).

O Vélez Sársfield (ARG) e o Emelec (EQU) foram os primeiros e segundos colocados, respectivamente, do grupo 4. Os argentinos estrearam a Libertadores com derrota para o próprio Emelec. No entanto, o revés foi o único na competição e o time evoluiu. Enquanto os equatorianos travaram um duelo ponto a ponto com o Peñarol ao longo da primeira fase até a última rodada, mas aí o Emelec foi até Buenos Aires e voltou com um pontinho precioso e salvador.

O saldo de gols (mais uma vez) foi determinante para definir o primeiro lugar do grupo 5, que teve o atual campeão da Libertadores – Corinthians – e o desconhecido e impressionante Tijuana (MEX) classificados, ambos com 13 pontos. O Timão sofreu mais com os problemas extra-campo (caso Kelvin Espada) do que com os adversários do grupo, só os mexicanos que aprontaram um pouco ao derrotar o clube brasileiro na grama sintética de seu estádio por 1 a 0. Já o Tijuana teve a sua casa como principal aliado, além disso, a vitória diante do Millonarios (COL) fora de casa contribuiu bastante para sua classificação.

O fraco grupo 6 teve como classificados o Santa Fé (COL) e o Real Garcilaso (PER). Os colombianos se classificaram com 14 pontos e são os detentores da segunda melhor campanha até o momento, ficando atrás apenas do Atlético Mineiro, além disso, são os únicos invictos do torneio. A grande decepção foi a vexatória campanha do tradicional Cerro Porteño (PAR): seis jogos, cinco derrotas e um empate, que foi justamente com o algoz do Corinthians na Libertadores de 2011, o Tolima (COL), que, por conta desse resultado, foi eliminado.

O Olimpia (PAR) e o Newell’s Old Boys (ARG) serão os representantes do grupo 7 nas oitavas-de-final. O único paraguaio detentor de Libertadores fez uma campanha tranquila, perdendo apenas para os Leprosos de Rosário, que chegou aos nove pontos juntamente com o Universidad de Chile (CHI), mas a La U ficou em terceiro por causa do saldo de gols.

E, finalmente, o surpreendente grupo 8, que teve os tricolores Fluminense e Grêmio classificados. Os quatro times do grupo chegaram na última rodada com chances de classificação, mas a vitória do Fluzão diante do Caracas (VEN) no Rio assegurou a primeira posição, enquanto o Tricolor dos Pampas foi até o Chile para “matar ou morrer” diante do Huachipato, já que ambos tinham 7 pontos. O Grêmio começou na frente, mas os chilenos empataram aos 43 do segundo tempo, então, o Imortal Tricolor administrou a igualdade do placar para selar o seu acesso na próxima fase. Então, com as duas equipes com 8 pontos, o time gaúcho seguiu por conta do saldo.

Como todo mundo sabe (ou não) os confrontos das oitavas-de-final da Taça Libertadores da América são definidos da seguinte maneira: as equipes foram divididas entre os primeiros e os segundos colocados na fase de grupos, definindo os cruzamentos da seguinte forma: primeiro versus 16º, 2º vs. 15º, 3º x 14º, e assim por diante, sendo de primeiro a oitavo, os primeiros colocados de cada grupo e de 9º a 16º os segundos. Logo, os confrontos das oitavas ficaram assim: Atlético MG x São Paulo; Santa Fé x Grêmio; Olimpia x Tigre; Corinthians x Boca Juniors; Vélez Sársfield x Newell’s Old Boys; Fluminense x Emelec; Nacional x Real Garcilaso; e Palmeiras x Tijuana.

E na tarde desta sexta-feira (19), a Conmebol definiu as datas de todos os jogos das oitavas-de-final, que será disputada entre 24 de abril e 16 de maio.

Confira os oito duelos abaixo*.

ATLÉTICO MINEIRO (BRA) x SÃO PAULO (BRA):
Ida: 02/05 (quinta-feira), às 20h15 – Morumbi
Volta: 08/05 (quarta-feira), às 22h – Independência

SANTA FÉ (COL) x GRÊMIO (BRA):
Ida: 01/05 (quarta-feira), às 19h30 – Arena Grêmio
Volta: 07/05 (terça-feira), às 22h – El Campín

OLIMPIA (PAR) x TIGRE (ARG):
Ida: 30/04 (terça-feira), às 20h15 – José Dellagiovanna
Volta: 16/05 (quinta-feira), às 21h15 – Defensores del Chaco

CORINTHIANS (BRA) x BOCA JUNIORS (ARG):
Ida: 01/05 (quarta-feira), às 21h50 – La Bambonera
Volta: 15/05 (quarta-feira), às 22h – Pacaembu

VÉLEZ SÁRSFIELD (ARG) x NEWELL’S OLD BOYS (ARG):
Ida:
24/04 (quarta-feira), às 21h15 – Marcelo Bielsa
Volta: 14/05 (terça-feira), às 19h30 – José Amalfitani

FLUMINENSE (BRA) x EMELEC (EQU):
Ida: 02/05 (quinta-feira), às 21h30 – George Campwell
Volta: 08/05 (quarta-feira), às 22h – São Januário

NACIONAL (URU) x REAL GARCILASO (PER):
Ida:
25/04 (quinta-feira), às 22h15 – Inca Garcilaso de La Veja
Volta: 09/05 (quinta-feira), às 21h15 – Centenário

PALMEIRAS (BRA) x TIJUANA (MEX):
Ida: 30/04 (terça-feira), às 22h30 – Caliente
Volta: 14/05 (terça-feira), às 22h – Pacaembu

A partir de agora, a história é outra.

Por Jorge Almeida

* De acordo com o horário de Brasília