SÓ ATÉ SÁBADO: Exposição “Olhos Naifs – O Tradicional Contemporâneo” no MAP

O Museu de Arte Popular (MAP), de Diadema, realiza até o próximo sábado, 29 de setembro, a exposição “Olhos Naifs – O Tradicional Contemporâneo” que exibe 22 pinturas, três cerâmicas, duas fotografias e uma imagem de arte sacra do artista mogiano Enzo Ferrara. Além disso, integra a mostra uma máquina de costura antiga.

O artista apresenta telas que retratam assuntos de universais como grito contra a guerra, cultura cigana, imigração ilegal, entre outros.

A mostra celebra os 18 anos de carreira do artista, que deu o título da exposição. Vale destacar que o termo “naif”, vem de arte naif, chamada Arte Primitiva Moderna, que é uma espécie de trabalhos artísticos feitos por artistas que não possuem os dotes (técnicas) acadêmicos sobre o assunto.

Entre os destaques estão: “Operários das Noite”, uma acrílica sobre tela, e “Vaso da Civilização Brasileira”, um vaso de cerâmica bastante colorido.

SERVIÇO:
Exposição: Olhos Naif – O Tradicional Contemporâneo
Onde: Museu de Arte Popular (MAP) – Rua Graciosa, 300 – Centro – Diadema (SP)
Quando: até 29/09/2012; de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, das 14h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Pinacoteca do Estado apresenta exposição dedicada a Willys de Castro

A Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza até o próximo dia 14 de outubro a segunda mostra dedicada a um dos maiores nomes do movimento Concreto e Neoconcreto do Brasil, o mineiro Willys de Castro (1926-1988). Estão expostos objetos, desenhos, pinturas, estudo para pinturas, cenografias, artes gráficas e design.

A mostra apresenta cerca de 130 trabalhos produzidos por Willys entre as décadas de 1950 e 1980, organizadas em ordem cronológica, tendo como ponto de partida “Anjos”, uma pintura de 1952.

Além das obras, que estão distribuídas em três espaços, a exposição é complementada com catálogos, folders, convites e esboços.

Em meio aos destaques estão “Pintura 162” e a série “Pluriobjetos A6” (1988), cuja produção é feita com estrutura de madeira vertical.

SERVIÇO:
Exposição: Willys de Castro
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02
Quando: até 14/10/2012; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca.

Por Jorge Almeida

Os 25 anos de “Crazy Nights”, do Kiss

Crazy Nights: o quarto álbum do Kiss lançado durante a “unmasked era”

No último dia 18 de setembro, completou-se 25 anos do lançamento do décimo quarto álbum de estúdio do Kiss, “Crazy Nights”, o quarto disco da fase “unmasked”. Depois de dois álbuns produzidos por Paul Stanley – “Animalize” (1984) e “Asylum” (1985), o último foi co-produzido com Gene Simmons -, a banda contou com a produção de Ron Nevison.

A obra foi gravada entre março e junho de 1987 nos estúdios Can-AM Recorders, One On One Recording e Rumbo Recorders, todos na Califórnia, e sua capa feita por Dennis Woloch, seguindo ao pedido de Paul Stanley, que solicitou que a imagem da capa tivesse imagens dos integrantes do Kiss refletidas em um espelho quebrado.

A princípio, “Crazy Nights” seria lançado em 1986 como “Condomnation”, porém, por conta de uma indisposição do produtor Ron Nevison, o álbum foi adiado para o ano seguinte. Aliás, pela primeira vez, desde o início da carreira discográfica da banda, em 1974, o Kiss ficou um ano sem lançar nenhum álbum na praça.

As músicas de “Crazy Nights” tiveram a sua maioria assinada por Paul Stanley, que utilizou o teclado como uma tentativa de mudar o seu estilo de compor, enquanto Gene Simmons estava mais preocupado com a sua carreira cinematográfica de ator e produtor do que com a banda. Isso ficou evidente pela quantidade de músicas escritas por Stanley em relação a Simmons (7 a 4 para o guitarrista).

Aliás, por conta da “falta de interesse” do baixista, Paul também contou com a parceria do guitarrista Bruce Kulick em quatro canções e outros nomes, como Adam Mitchell e o ‘hitmaker’ Desmond Child, por exemplo.

Contudo, muitas músicas foram compostas para o disco, mas ficaram de fora, como “Are You Always This Hot”, “‘X’ Marks the Spot“, “Scratch and Sniff“, “What Goes Up“, “Hunger For Love“, “Dirty Blonde“, “No Mercy“, “Sword And Stone”. Já “Time Traveler” foi inserida no “Kiss Boxset” (2001) e “Boomerang” foi gravada em “Hot In The Shade” (1989).

Musicalmente, o Kiss, na época, mesclava o glam rock e o pop-metal. Por isso, nem todas as faixas se destacaram, a não ser a faixa-título, a balada “Reason To Live” e “Turn On The Night”, que foram lançadas como singles e ganharam videoclipes. Mas há canções boas, como “Bang Bang You” que, segundo Paul Stanley, trata da “clássica história de garotos com seus brinquedos” e “Thief In The Night”, escrita por Gene Simmons e Mitch Weissman e que foi gravada pela primeira vez por Wendy O. Williams em seu álbum solo “W.O.W.” (1984).

Mesmo trazendo boas músicas, “Crazy Nights” está longe de ser um álbum clássico do Kiss nos moldes de “Destroyer” ou “Rock And Roll Over”, mas não merece ser ignorado. Costumeiramente, os fãs da banda, ao fazer a coleção de discos do grupo, deixam o álbum entre os últimos a serem adquiridos.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist de “Crazy Nights”.

Álbum: Crazy Nights
Intérprete: Kiss
Lançamento: 18 de setembro de 1987
Gravadora: Mercury Records
Produtor: Ron Nevison

Paul Stanley: voz e guitarra-base
Gene Smmons: voz e baixo
Bruce Kulick: guitarra solo, baixo em “Hell Or High Water” e backing vocal
Eric Carr: bateria, percussão e backing vocal

Phil Ashley: teclados
Tom Kelly: backing vocal

1. Crazy Crazy Nights (Stanley / Mitchell)
2. I’ll Fight Hell To Hold You (Stanley / Mitchell / Kulick)
3. Bang Bang You (Stanley / Child)
4. No, No, No (Simmons / Kulick / Carr)
5. Hell Or High Water (Simmons / Kulick)
6. My Way (Stanley / Child / Turgon)
7. When Your Walls Come Down (Stanley / Mitchell / Kulick)
8. Reason To Live (Stanley / Child)
9. Good Girl Gone Bad (Simmons / Sigerson / Diggins)
10. Turn Of The Night (Stanley / Warren)
11. Thief In The Night (Simmons / Weissman)

Por Jorge Almeida

Exposição “Obra e Documento – Arte/Ação e 3nós3” no CCSP

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) realiza até o próximo dia 14 de outubro a exposição “Obra e Documento – Arte/Ação e 3nós3” que apresenta cerca de 200 fotografias produzidas entre as décadas de 1970 e 1980 da dupla Genilson Soares e Francisco Iñarra (Arte/Ação) e do trio Mario Ramiro, Rafael França e Hudnilson Junior (3nós3).

Além das imagens, a mostra exibe vídeos e impressos que destacaram os trabalhos de ambos.

Os dois coletivos atuaram em São Paulo durante os anos 70 e 80 com suas intervenções nas ruas e pontos históricos da capital paulista. Apesar de serem contemporâneos, eles tinham propostas diferentes: enquanto o Arte/Ação atuou em museus e salões, o 3nós3 atuavam fora desse contexto, no circuito alternativo.

Por exemplo, a série “Ensacamento” (1979) exibe 15 imagens que mostram o grupo cobrindo cerca de 60 esculturas e monumentos da cidade com sacos de lixo preto, de Arte/Ação, e “Ênfase à Escultura”, de 1977, de 3nós3.

SERVIÇO:
Exposição: Obra e Documento – Arte/Ação e 3nós3
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 14/10/2012; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábado e domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Horizonte Maior” na Casa do Olhar

Alguns dos trabalhos de Norberto Stori expostos na Casa do Olhar. Foto: Jorge Almeida

A Casa do Olhar apresenta até o próximo dia 29 de setembro a exposição “Horizonte Maior”, que reúne 15 obras entre aquarelas e pinturas a óleo do artista Norberto Stori.

Na mostra, alguns dos trabalhos do artista destacam o horizonte mesclando cores e aponta a interferência do homem com a cor cinza em algumas paisagens. Já em outros, há uma mistura de céu e terra, campo e cidade.

Com curadoria de Douglas Negrisolli, a exposição também apresenta algumas produções inéditas de Stori, o artista plástico que tem mais de 40 anos de carreira.

SERVIÇO:
Exposição: Horizonte Maior
Onde: Casa do Olhar – Rua Campos Sales, 414 – Centro – Santo André (SP)
Quando: até 29/09/2012; de terça a sábado, das 10h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Museu exibe exposição sobre o Esporte Clube Santo André

Fachada do Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa

O Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa realiza até o próximo dia 29 de setembro a exposição “Tuas cores nos encantam”, que aborda sobre uma das principais instituições esportivas da cidade: o Esporte Clube Santo André.

A mostra reúne 25 camisas do clube que estão expostas em ordem cronológica e, cada uma delas, se destaca por um momento histórico da agremiação esportiva: desde a primeira (quando adotava as cores verde e amarelo), de 1968, e até o modelo atual, utilizado na disputa do Campeonato Brasileiro da Série C.

Além das camisas, a exposição apresenta algumas fotos, documentos, recortes e revistas de jornais sobre o Santo André, com destaque para o título da Copa do Brasil de 2004 conquistado pelos andreenses, a faixa de campeão da competição e uma das medalhas concedidas pela CBF ao elenco que derrotou o Flamengo em pleno Maracanã na decisão da competição.

A vestimenta utilizada no jogo histórico está separada em uma vitrine e apresenta a assinatura de todos os atletas campeões. Os organizadores da exposição destacou o feito como o “segundo Maracanazzo”, fazendo uma referência ao feito uruguaio no mesmo Maracanã em que a Celeste derrotou o Brasil na decisão na Copa do Mundo de 1950 para a frustração dos mais de 100 mil presentes no estádio.

O Santo André foi fundado em 18 de setembro de 1967 como Santo André Futebol Clube e mudou de nome em 1975, quando adotou o atual Esporte Clube Santo André.

Outras camisas do Ramalhão também merecem destaque: como a de 1984, quando o time disputou pela primeira vez o Campeonato Brasileiro daquele ano quando terminou em décimo; a de 1995, que trazia o desenho do Estádio Bruno José Daniel; a de 2003, ocasião em que derrotou o Palmeiras na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior; e a de 2005, quando participou de sua primeira Taça Libertadores da América. Nessa edição da competição, o clube aplicou a maior goleada do torneio: 6 a 0 em cima do Deportivo Táchira, da Venezuela.

A exposição é recomendada para quem gosta de futebol (não apenas ao time de coração, mas desse esporte bretão como um todo) e, infelizmente, por uma política do museu, não é permitido tirar fotos do espaço expositivo onde se encontra a mostra.

SERVIÇO:
Exposição: Tuas cores nos encantam
Onde: Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa – Rua Senador Fláquer, 470 – Centro – Santo André (SP)
Quando: até 29/09/2012; de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30; sábado, das 9h às 14h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “João Suzuki: Fantasia Aprisionada” na Caixa Cultural

A Caixa Cultural apresenta até o próximo domingo, 23 de setembro, a exposição “João Suzuki: Fantasia Aprisionada” que reúne cerca de 70 obras que fazem um panorama da produção do artista entre os anos 1950 e 2010, ano de sua morte.

Na mostra, segundo a curadora Agda Carvalho, “identificamos um olhar atento aos fatos e às histórias que são reveladas na representação minuciosa”.

Entre os destaques está “Anotação do tema de estudos do acalanto maior” (2001); “Ovoide” (1978), um óleo sobre papel; e um óleo sobre madeira intitulado “Pater/ra/mão”, de 1995.

SERVIÇO:
Exposição: João Suzuki: Fantasia Aprisionada
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 23/09/2012; de terça a domingo, das 9h às 21h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida