Exposição de Ana Maria Pacheco na Pinacoteca do Estado

"Memória Roubada I", uma das principais obras da exposição de Ana Maria Pacheco na Pinacoteca. Foto: Jorge Almeida
“Memória Roubada I”, uma das principais obras da exposição de Ana Maria Pacheco na Pinacoteca. Foto: Jorge Almeida

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta até o dia 3 de fevereiro a exposição individual da artista goiana Ana Maria Pacheco. A mostra é a primeira que a artista apresenta no Brasil após deixar o país para radicar-se na Inglaterra, há 40 anos.

A produção de Ana Maria concerne com as tradições da cultura popular brasileira e, aliado ao seu vasto conhecimento de literatura, história e tradição iconográfica, elabora imagens carregadas de ironia e metáforas.

A mostra exibe cerca de 50 obras de Ana Maria Pacheco, entre livros da artista, gravuras e esculturas produzidos entre 1998 e 2012.

Os destaques são a série de sete gravuras intituladas “Dark Event”, a escultura “Memória Roubada I” (foto), de 2001, e “Noite Escura da Alma” (1999), que reúne 18 esculturas em madeira policromada, que compõem uma situação intrigante e assustadora.

SERVIÇO:
Exposição: Ana Maria Pacheco
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02
Quando: até 03/02/2013; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca.

Por Jorge Almeida

Exposição “4 Ensaios Gráficos” na Estação Pinacoteca

A Estação Pinacoteca realiza até o dia 24 de fevereiro a exposição “4 Ensaios Gráficos” que traz 75 gravuras realizadas entre 1989 e 2010, que elucidam a multiplicidade da produção gráfica atual no meio artístico. As obras levam as assinaturas dos artostas Paulo Pt Barreto, Fernando Vilela, Ernesto Bonato e Ulysses Boscolo.

De acordo com o curador da mostra, Claudio Mubarac, “Ernesto Bonato e Fernando Vilela trabalham processos xilográficos associados à fotografia e às suas traduções digitais que funcionam como condutoras de refrações luminosas sutis… (Enquanto) Paulo Pt Barreto e Ulysses Boscolo revisitam a gravura em metal, dando ao desenho do corte e à prova que lhe corresponde a dimensão de sismógrafos poéticos”.

O curador, no texto da mostra, complementa: “Nesses 4 ensaios gráficos, dos muros aos livros, é a lógica construtiva da gravura que se pode notar ativa, transformada radicalmente diante de cada demanda particular, moldada pelas distintas poéticas desses artistas, operando diante dos imaginários e do sabor do tempo presente, como um campo sempre aberto a novas indagações”.

SERVIÇO:
Exposição: 4 Ensaios Gráficos
Onde: Estação Pinacoteca – Largo Gal. Osório, 66
Quando: até 24/02/2013; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca.

Exposição “Aberto Fechado: Caixa e Livro na Arte Brasileira” na Pinacoteca

"Isto Não É Uma Nuvem" (1987), de Lygia Pape, em exibição na mostra. Foto: Jorge Almeida
“Isto Não É Uma Nuvem” (1987), de Lygia Pape, em exibição na mostra. Foto: Jorge Almeida

Com curadoria do reconhecido crítico de arte britânico, Guy Brett, a Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza até o próximo dia 13 de janeiro a exposição “Aberto Fechado: Caixa e Livro na Arte Brasileira”, que reúne cerca de 70 obras realizadas por diversos artistas como: Cildo Meireles, Ferreira Gular, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Regina Silveira, Willys de Castro, entre outros.

O curador britânico propõe, através da mostra, uma análise sobre um fenômeno comum na arte brasileira: o uso da forma-caixa e da forma-livro nas obras de artistas brasileiros na segunda metade do século XX.

As obras selecionadas para a exposição abrange desde os anos 1950 aos anos 2010, com ênfase aos anos 1970, período que contém mais trabalhos no espaço expositivo, cerca de 30.

Entre os trabalhos exibidos, destaques para “Ninhos” (1969, e reconstruído em 2012), de Hélio Oiticica; os dois volumes de “Pulmão (Economia Inflacionária)”, de 1987, de Jac Leirner, obra construída com selos de embalagens de cigarro costurado sobre tecido; e, “Isto Não É Uma Nuvem” (1987), de Lygia Pape (foto).

SERVIÇO:
Exposição: Aberto Fechado: Caixa e Livro na Arte Brasileira
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02
Quando: até 13/01/2013; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca.

Por Jorge Almeida

Analisando “Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”, dos Titãs

Os Titãs tocaram na íntegra o clássico álbum "Cabeça Dinossauro" (1986) para celebrar os 30 anos de carreira em 2012. Foto: divulgação
Os Titãs tocaram na íntegra o clássico álbum “Cabeça Dinossauro” (1986) para celebrar os 30 anos de carreira em 2012. Foto: divulgação

As duas mil pessoas presentes no Circo Voador em 9 de junho de 2012 foram as privilegiadas para participarem e interagirem com os Titãs na gravação do show “Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012”, que celebra os 30 anos de carreira da banda, que brindou os fãs tocando na íntegra o emblemático álbum de 1986.

A gravação do concerto rendeu com o lançamento do CD, DVD e Blu-ray em 2012. Para o registro do vídeo, foram instaladas oito câmeras em pontos estratégicos da tradicional casa de espetáculos carioca. O diretor Oscar Rodrigues fez questão de captar as imagens em preto e branco e sem as pirotecnias cênicas e utilização de gruas.

O projeto de levar ao palco as músicas do álbum já era antigo e foi concretizado a partir do início de 2012, quando os Titãs realizaram uma série de sete shows no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Aliás, a banda só tocaria o álbum na íntegra na casa paulistana. Porém, a procura por ingressos foi tão grande, que se encerraram em apenas duas horas. Então, devido a grande repercussão sobre a “volta do Cabeça”, os Titãs tiveram de estender a série de espetáculos para celebrar as três décadas de estrada e as “bodas de prata” do disco de 1986.

Apesar de os últimos trabalhos de estúdio não terem agradado os fãs “das antigas”, os shows dos Titãs continuam com a mesma energia de outrora como pode ser visto aqui. Pois apresenta um Tony Bellotto inspiradíssimo, a “cozinha” bem preparada por Mário Fabre (músico convidado na bateria) com Branco Mello e Sérgio Britto (e seus rasgados vocais) se revezando no baixo durante o espetáculo e a cativante performance de Paulo Miklos.

As músicas que entraram no lançamento do material foram apresentadas exatamente na mesma ordem do disco original. Ou seja, começa com a faixa-título, passando pelas clássicas “AA UU”, “Igreja”, “Polícia”, “Estado Violência”, “A Face do Destruidor”, “Porrada”, “Tô Cansado”, “Bichos Escrotos”, “Família”, “Homem Primata”, “Dívidas” e termina com “O Quê”.

Certamente, os pontos altos ficam por conta dos petardos “Polícia” e “Bichos Escrotos”, que deixaram a galera ensandecida. Mas também merecem destaques para as execuções de “Igreja” e “Família”, que originalmente foram gravadas com os vocais de Nando Reis, e no show, essas faixas foram cantaroladas por Branco Mello e Sérgio Britto, respectivamente. Aliás, o tecladista aproveitou a canção para soltar uma palhinha de “Panis et Circenses”, dos Mutantes. Assim como “O Quê”, que voltou ao set desde a saída de Arnaldo Antunes e que no concerto foi cantada por Paulo Miklos. E a nova legião de fãs do grupo também é agraciada com duas músicas que os Titãs raramente tocam em seus shows: “A Face do Destruidor” e “Dívidas”, talvez, a faixa menos conhecida de todas.

Quem assistiu os shows do “Cabeça Dinossauro Ao Vivo” sabe que os Titãs não tocaram somente as músicas do disco lançado há 26 anos. O grupo apresentou outros sucessos da carreira, mas que não foram parar no registro. Aí está o grande “defeito” do álbum. Se o intuito é focar apenas as canções de “Cabeça Dinossauro”, que fizessem pelo menos igual o que Dio fez com o seu “Holy Diver Live”, de 2006: um trabalho duplo que reunia no CD 1 todas as faixas do álbum de 1983 e no CD 2 os principais sucessos da banda. Os paulistas poderiam ter feito isso.

Aliás, parece que o pessoal dos Titãs é chegado em preto e branco mesmo. Pois em 2007, o ex-titã Arnaldo Antunes lançou o seu CD e DVD “Ao Vivo no Estúdio” e também foi filmado nesse formato. Seria para combinar com as cores do time de coração deles? Pois Antunes e 3/4 dos Titãs são santistas. Apenas Branco Mello é palmeirense. Claro que não. Foi apenas uma coincidência.

Agora, resta esperarmos se os Titãs lançarão em CD, DVD e Blu-ray o show que fizeram em outubro passado no Espaço das Américas, quando os ex-integrantes Arnaldo Antunes, Charles Gavin e Nando Reis se juntaram aos remanescentes Branco Mello, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto para celebrar os 30 anos de carreira.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Cabeça Dinossauro Ao Vivo 2012
Intérprete: Titãs
Produtor: Titãs
Lançamento: independente
Distribuição: Universal Records
Preço médio: R$ 25,00 (CD), R$ 35,00 (DVD) e R$ 65,00 (Blu-ray)

Branco Mello: voz e baixo
Paulo Miklos: voz e guitarra
Sérgio Britto: voz, teclados e baixo
Tony Bellotto: guitarra
Mário Fabre: bateria (músico convidado)

1. Cabeça Dinossauro (Branco Mello / Arnaldo Antunes / Paulo Miklos)
2. AA UU (Sérgio Britto / Marcelo Fromer)
3. Igreja (Nando Reis)
4. Polícia (Tony Bellotto)
5. Estado Violência (Charles Gavin)
6. A Face do Destruidor (Arnaldo Antunes / Paulo Miklos)
7. Porrada (Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
8. Tô Cansado (Branco Mello / Arnaldo Antunes)
9. Bichos Escrotos (Nando Reis / Arnaldo Antunes / Sérgio Britto)
10. Família (Tony Bellotto / Arnaldo Antunes)
11. Homem Primata (Marcelo Fromer / Ciro Pessoa / Nando Reis / Sérgio Britto)
12. Dívidas (Branco Mello / Arnaldo Antunes)
13. O Quê (Arnaldo Antunes)

Por Jorge Almeida

Exposição de obras do antigo MAM no MAC – Ibirapuera

"Aspecto da exposição de Obras do Acervo, ora instalada no Pavilhão das Indústrias do Parque Ibirapuera, 1958/1959. Crédito: Arquivo MAC USP
“Aspecto da exposição de Obras do Acervo, ora instalada no Pavilhão das Indústrias do Parque Ibirapuera, 1958/1959”. Crédito: Arquivo MAC USP

O Museu de Arte Contemporânea (MAC) apresenta até o dia 28 de julho de 2013, na unidade Ibirapuera, a exposição “Um Outro Acervo do MAC USP: Prêmios-Aquisição da Bienal de São Paulo, 1951-1963” que exibe 117 obras do acervo que passaram ao acervo do antigo MAM, em sua grande maioria, como prêmios-aquisição da Bienal de São Paulo.

Reunindo as obras selecionadas por edição da Bienal, a exposição procura mostrar que os prêmios-aquisição pareciam continuar a obedecer às categorias da premiação regulamentar: compravam-se para o antigo MAM obras representativas da pintura, da escultura e da gravura modernas, com algumas poucas exceções. Também há uma presença bastante significativa de obras em papel, testemunho da forte experimentação com as técnicas tradicionais de gravura, aliadas a técnicas reprográficas, ao uso de novos equipamentos gráficos e de larga tiragem, que levaram à elaboração de proposições únicas pelos artistas do período.

Esta exposição resultou num exercício de voltar às obras e aos artistas ali presentes para que eles sejam compreendidos como possibilidades abertas pela pesquisa artística, demonstrando que o acervo do antigo MAM estava em um diálogo aberto com o seu próprio tempo. A exposição reúne artistas como Robert Adams, Ralph Du Casse, Fritz Winter, Maria Martins, Émile Gilioli, Armando Morales, Henri-Georges Adam, Anna Letycia, Nemesio Antúnez, Prunella Clough, José Luiz Cuevas, Marcel Fiorini, Milton Dacosta, Hans Fischer, Yozo Yamaguchi, Paolo Rissone, Otto Pankok, Marta Peluffo, Jackson Ribeiro, Luiz Martinez Pedro, William Scott, Elisa Martins da Silveira, France Mihelic, Peter Lubarda, Bruno Giorgi e Juan Vilacasas, entre muitos outros.

SERVIÇO:
Exposição: Um Outro Acervo do MAC USP: Prêmios-Aquisição da Bienal de São Paulo, 1951-1963
Onde: Museu de Arte Contemporânea (MAC) – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – portão 3 – Parque Ibirapuera
Quando: até 28/07/2013; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada franca

Créditos: MAC USP Ibirapuera

Exposição CCSP 30 Anos no Centro Cultural São Paulo

O Centro Cultural São Paulo realiza até o dia 3 de fevereiro a exposição “CCSP 30 Anos”, que celebra as três décadas de existência da instituição cultural. A mostra exibe cerca de 60 obras de artistas e intelectuais que têm seus nomes em espaços do local e 60 documentos, fotos e croquis do acervo.

A mostra abrange a Coleção de Arte da Cidade, Arquivo Multimeios, Discoteca Oneyda Alvarenga. Há obras de gente como Adoniran Barbosa, Louis Braille, Henfil (que dá nome à gibiteca), Jardel Filho, Lima Barreto, Sérgio Milliet, Jorge Andrade, Ademar Guerra, Adolfo Volpi, Caio Graco, Flávio de Carvalho, Eurico Prado Lopes, Mário Chamie, Oneyda Almeida, Paulo Emílio Salles Gomes e Tarsila do Amaral, que dá nome à sala de exposição onde está sendo realizada essa mostra.

Entre as inúmeras obras expostas, destaques para “Oswald de Andrade” (1923), um grafite sobre papel feito pela “anfitriã” da sala, Tarsila do Amaral; e “Mário de Andrade” (1939), feito em óleo sobre tela por Flávio de Carvalho.

Vale reforçar que o CCSP fica fechado entre 22 de dezembro e 7 de janeiro de 2013.

SERVIÇO:
Exposição: CCSP 30 Anos
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 03/02/2013; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábado e domingo, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição de gravuras na Estação Pinacoteca

A Estação Pinacoteca realiza até o dia 28 de dezembro de 2014 a exposição “Gravura Brasileira no Acervo da Pinacoteca de São Paulo” que reúne 105 obras que fazem um panorama da produção de gravura no Brasil entre 1910 e 2010.

A mostra está distribuída em três salas do terceiro andar da Estação Pinacoteca, onde estão sendo dedicadas à mostras de longa duração e outras três para exposições temporárias, com diferentes recortes curatoriais.

A exposição aprecia temas relacionados à história da arte brasileira. Por exemplo, o conjunto de obras da Figuração e Expressionismo, apresenta trabalhos realizados entre os anos 1920 e 1970, de artistas como Lasar Segall, Danubio Gonçalves, entre outros. Já a Nova Figuração e Arte Pop exploram temas relativos à repressão política dos anos 1960 e exibe produções de Rubens Guerchman, Antônio Dias e outros.

Enquanto isso, há o conjunto de artistas que tratam sobre a Abstração presentes em seus trabalhos, gente como Fayga Ostrower, Anna Letycia e Ibere Carmago são alguns dos diversos nomes lembrados. Já os Geométricos e Construtivos estão representados pelas produções de Ivan Serpa, Irene Buarque e mais alguns artistas do gênero. E os Contemporâneos são concebidos pelas obras de Maria Lucia Cattani, Marco Butti, Alex Serveney e outros nomes.

SERVIÇO:
Exposição: Gravura Brasileira no Acervo da Pinacoteca
Onde: Estação Pinacoteca – Largo Gal. Osório, 66
Quando: até 28/12/2014; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca.