Exposição “Nordeste Reinventando na Imagem Gravada” no CCSP

"Lampião e Maria Bonita": xilogravura de J. Borges no CCSP. Foto: Jorge Almeida
“Lampião e Maria Bonita”: xilogravura de J. Borges no CCSP. Foto: Jorge Almeida

Com curadoria de Bené Fonteles, a mostra “Nordeste Reinventando na Imagem Gravada” está em cartaz até o próximo dia 12 de outubro no Centro Cultural São Paulo e exibe aproximadamente 200 xilogravuras de 25 gravadores populares do Nordeste brasileiro.

A vasta iconografia da xilogravura nordestina com o seu mais de um século de atuação gráfica procura construir um rico imaginário na cultura popular, seja nos assuntos de cunho político, econômico e religioso. Além disso, recria costumes e crenças.

A arte em gravar na madeira dos artistas populares é uma herança das tradições gráficas da Idade Média e oriunda da Península Ibérica e, em muitos casos, os trabalhos foram inspirados nas experiências pessoais que esses mesmos artistas passaram em certo momento.

Além das ilustrações, a mostra é complementada por vídeo, dezenas de folhetos de literatura de cordel com suas capas ilustradas por xilogravuras e os versos de “A Triste Partida”, clássico poema do cearense Patativa do Assaré.

Merecem atenção a obra “Lampião e Maria Bonita”, de J. Borges, e o “Ensaio Sobre o Cangaço”, de Elias Santos.

SERVIÇO:
Exposição: Nordeste Reinventando na Imagem Gravada
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 12/10/2014; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Vitrine de Projetos: Ensaios Sobre a Fronteira” no Memorial da América Latina

Obra "Descortinar", de Catharina Suleiman, que foi construída ao vivo na Galeria Marta Traba. Foto: Jorge Almeida
Obra “Descortinar”, de Catharina Suleiman, que foi construída ao vivo na Galeria Marta Traba. Foto: Jorge Almeida

Sob curadoria de Angela Barbour, a mostra apresenta projetos e artistas de nove países da América Latina que se desenvolvem na base da residência artística e das relações em rede.

Na forma de ocupação artística processual, recebe projetos desenvolvidos ou a serem desenvolvidos in situ por artistas e curadores de experiências de Residências Artísticas realizadas no Memorial e em espaços parceiros.

A exposição também resgata importantes participações artísticas nas mostras da Galeria Marta Traba nos 25 anos do Memorial da América Latina.

Participam artistas da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Peru e Venezuela.

Além de outros destaques do percurso da Galeria Marta Traba entre eles Portugal, São Tomé e Príncipe, França e Espanha.

A exposição está em cartaz até o próximo dia 12 de outubro.

SERVIÇO:
Exposição: Vitrine de Projetos: Ensaios Sobre a Fronteira
Onde: Memorial da América Latina – Galeria Marta Traba – Avenida Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda
Quando: até 12/10/2014; de terça a domingo, das 9h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Exposição “Equipe 3: 1973-2014” no Solar da Marquesa de Santos

Vista parcial da obra premiada na Bienal de SP de 1973. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da obra premiada na Bienal de SP de 1973. Foto: Jorge Almeida

O Solar da Marquesa de Santos realiza até o dia 12 de outubro a exposição “Equipe 3: 1973-2014”, que exibe os trabalhos de uns dos pioneiros da arte conceitual brasileira formado por Lydia Okumura (1948), Genilson Soares (1943) e Francisco Iñarra (1947-2009), atuando nos primeiros anos da década de 1970.

O grupo realizou produções temporárias que discutiam a inteligência do espaço pelo uso da ilusão de ótica desenvolvido para apropriado conjunto arquitetônico.

O destaque da mostra é a instalação “Ponto de Vista”, premiada na 12ª Bienal de São Paulo, em 1973, e que mostra o vigor artístico do grupo em diálogo com as produções expostas na atual bienal, reacendendo no circuito de arte discussões que permanecem vigentes ao longo dos últimos 40 anos e dizem respeito a arte conceitual produzida ontem e hoje.

Além disso, a exposição que, além do Solar da Marquesa, está em cartaz na Galeria Jaqueline Martins, e mostra também projetos de instalações, registros, documentos e instalação.

SERVIÇO:
Exposição: Equipe 3: 1973-2014
Onde: Solar da Marquesa de Santos – Rua Roberto Simonsen, 136-B – Centro
Quando: até 12/10/2014; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “O Imaginário dos 50 Anos do Golpe” no CCSP

"Ópera do Malandro" (1978), de Chico Buarque: lembrada em exposição no CCSP. Foto: Jorge Almeida
“Ópera do Malandro” (1978), de Chico Buarque: lembrada em exposição no CCSP. Foto: Jorge Almeida

O Centro Cultural São Paulo (CCSP) realiza até o dia 12 de outubro a exposição “O Imaginário dos 50 Anos de Chumbo”, que traz imagens e textos de teatro e dança com adesivagens em vidros espalhados pela instituição.

A mostra compreende a produção de teatro e dança durante o período em que o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que ficou em vigência entre 1968 e 1979, período em que o Brasil ficou entregue às forças mais antiquadas, violentas e obscuras da nossa história.

A exposição “Os Anos de Chumbo” será instalada gradativamente, com painéis também, que teve início em agosto e até ser completada por cinco alas: “Teatro de Agressão contra a Institucionalização do Estado Autoritário”, “Os Estertores da Resistência”, “Os Novos Dramaturgos da Geração de 1969 e Uma Homenagem aos Mestres Plínio Marcos, Oduvaldo Vianna Filho e Gianfrancesco Guarnieri”, “As Feridas Expostas no Palco” e “Teatro, Música, Dança e a Ópera do Fim do Milagre Econômico”.

“Os Anos de Chumbo” dá continuidade à proposta expositiva do projeto “O Imaginário dos 50 Anos do Golpe”, que teve início em abril com a mostra “Fora do Sistema”, sobre a produção artística nos anos de abertura política.

SERVIÇO:
Exposição: O Imaginário dos 50 Anos de Chumbo
Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Quando: até 12/10/2014; de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados e domingos, das 10h às 18h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

ÚLTIMOS DIAS: Exposição “(In)Visível” na Passagem Literária da Consolação

Exposição de Adilson Lopes na Passagem Literária da Consolação. Foto: Jorge Almeida
Exposição de Adilson Lopes na Passagem Literária da Consolação. Foto: Jorge Almeida

A Passagem Literária da Consolação apresenta até o próximo dia 9 de outubro, quinta-feira, a exposição “(In)Visível” do artista visual Adílson Lopes, que é constituído por dois conjuntos de obras.

Um deles é a série de desenhos e colagem que teve como princípio a observação de elementos da natureza e imagens captadas por microscópio, enquanto o segundo é uma instalação colaborativa, que foi idealizada por alunos da rede pública de ensino da capital paulista que residem próximo a um aterro sanitário, e que se encontraram com o artista em um ateliê montado em um espaço escolar.

Para a construção desses trabalhos colaborativos foram utilizados pedaços de aramos e galhos queimados (ou secos).

A ideia de Lopes em interagir com estudantes da rede pública de ensino oriundos de bairros distantes do centro da capital paulista é justamente colaborar para a abrangência artístico e estético dos mesmos para, assim, democratizar o acesso à arte.

De acordo com o curador da mostra, Emanuel Xavier, “Lopes torna visível por meio de seu trabalho coisas que são invisíveis aos nossos olhos”, e suas produções “nos fazem refletir sobre a ligação entre o homem, a natureza e o cosmo”.

SERVIÇO:
Exposição: (In)Visível
Onde: Passagem Literária da Consolação – Rua da Consolação x Avenida Paulista
Quando: até 09/10/2014 (sujeito à alteração); de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h; sábados e alguns feriados, das 10h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Ramones: 30 anos de “Too Tough To Die”

"Too Tough To Die": o disco "Heavy Metal" dos Ramones
“Too Tough To Die”: o disco “Heavy Metal” dos Ramones

Ontem, 1º de outubro, o álbum “Too Tough To Die”, dos Ramones, completou 30 anos de seu lançamento. O disco marcou a estreia do baterista Richie Ramone na banda no lugar de Marky Ramone e também o retorno de Thomas Ederlyi (o Tommy Ramone) na produção de um trabalho do grupo (o ex-baterista fez a co-produção do play com Ed Stasium).

Entre agosto de dezembro de 1983 os Ramones ficaram sem fazer shows. Esse foi o período mais longo que a banda ficou sem tocar ao vivo. O fato se deve ao episódio em que Johnny Ramone se envolveu em uma briga em 15 de agosto. O guitarrista estava em um bar, viu uma garota aparentemente bêbada e foi oferecer ajuda. Porém, para azar dele, o suposto namorado da bêbada o recepcionou com socos, chutes e pontapés na cabeça e precisou parar no hospital para realizar uma complicada cirurgia no cérebro. Johnny esteve entre a vida e a morte em virtude da fratura que sofreu no crânio.

Após a recuperação de Johnny, os integrantes voltaram a sair juntos e, nas turnês, resolveram excursionar sem levar namoradas ou esposas. O incidente brutal envolvendo o guitarrista foi o motivo para tirar o nome do álbum. “Too Tough To Die” significa algo como “Muito durão para morrer”. O título foi dado por Dee Dee em homenagem a Johnny.

Para a gravação do oitavo álbum, os Ramones não estavam preocupados em emplacar um hit e resolveram apostar em uma sonoridade mais pesada, com direito a uso de teclados e sintetizadores, uma vez que o som mais pop dos trabalhos mais recentes não deu à banda o retorno que esperavam.

O disco pode ser considerado um triunfo pessoal de Dee Dee Ramone, já que nove das 13 faixas que compõem o álbum são de sua autoria (algumas em co-autoria com Johnny), além dele cantar dois temas: “Wart Hog” e “Endless Vacation”. Foi a primeira vez que o baixista fez voz solo em músicas inteiras nos Ramones. O restante das faixas trazem duas assinadas por Joey, uma por Richie e outra por Johnny Ramone.

A foto da capa, que mostra as silhuetas dos integrantes da banda escuras e no fundo com iluminação azul e névoa de gelo seco em que eles estão lado a lado debaixo de um arco de passagem subterrânea, foi feita pelo artista George DuBose em um metrô no Central Park, em Nova York. A ideia da capa, de acordo com DuBose, partiu de Johnny Ramone que queria uma imagem que associava à gangue do filme “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick. Assim, a fotografia da capa remete à sequência em que Alex e seus ‘droogs’ vão atacar um homem.

O processo de gravação de “Too Tough To Die”, que foi realizado no verão de 1984 no Sound Studios, em Nova York, foi com a mesma técnica utilizada para gravar o seu ‘debut’, de 1976, ou seja, praticamente ao vivo no estúdio. Além disso, o estilo lírico e de composição retomaram a banda às suas raízes, deixando de lado, pelo menos parcialmente, a musicalidade pop que predominou nos últimos trabalhos.

A sonoridade apresentada no álbum, com grandes riffs, agradou parte da crítica. Contudo, as vendas do play foram baixas, levando ao 171º lugar na Billboard 200.

Quanto ao tracklist, o disco traz 13 temas no melhor estilo ramônico, mas com direcionamento que mescla hardcore punk e beira o Heavy Metal.

Entre os destaques do play estão a faixa de abertura – “Mama’s Boy” -, a faixa-título, “Daytime Dilemma (Dangers Of Love)”, que marca a estreia de Daniel Rey no processo de co-autoria com os integrantes da banda, especialmente Dee Dee, e os dois temas cantarolados pelo baixista: as hardcores “Wart Hog” e “Endless Vacation”. Vale uma menção honrosa a “Durango 95”, o primeiro tema instrumental gravado pelos Ramones. O nome da música é referente ao carro conduzido no filme “Laranja Mecânica”. Inclusive, a instrumental passou a fazer parte da abertura dos shows dos Ramones até o fim da banda, em 1996.

Em 2002, o álbum foi lançado em edição remasterizada e expandida que trazia mais 12 faixas, entre demos e lados B’s, incluindo aí temas com versões que apresentavam o vocal de Dee Dee Ramone.

Embora não tenha sido um dos trabalhos mais vendidos dos Ramones, “Too Tough To Die” foi um dos melhores trabalhos lançados pelos reis do punk rock nos anos 1980 (particularmente, acho que só perde para “Brain Drain”, de 1989). Pois trata-se, praticamente, de um disco de Heavy Metal (aliás, ele é mais “metal” do que alguns trabalhos lançados por bandas “de metal”). Mais que recomendo.

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist (da versão expandida) do disco.

Álbum: Too Tough To Die
Intérprete: Ramones
Lançamento: 1º de outubro de 1984
Gravadora: Sire Records / Beggars Banquet Records
Produtores: Tommy Ramone / Ed Stasium / David A. Stewart (apenas em “Howling At The Moon”)

Joey Ramone: voz
Johnny Ramone: guitarra
Dee Dee Ramone: baixo, backing vocal e voz
Richie Ramone: bateria e backing vocal

Walter Lure: guitarra extra (em algumas faixas)
Jerry Harrison: sintetizador em “Chasing The Night
Bem Tench: teclados em “Daytime Dilemma (Dangers Of Love)

1. Mama’s Boy (Johnny Ramone / Dee Dee Ramone / Tommy Ramone)
2. I’m Not Afraid Of Life (Dee Dee Ramone)
3. Too Tough To Die (Dee Dee Ramone)
4. Durango 95 (Johnny Ramone)
5. Wart Hog (Dee Dee Ramone / Johnny Ramone)
6. Danger Zone (Dee Dee Ramone / Johnny Ramone)
7. Chasing The Night (Busta Cherry Jones / Joey Ramone / Dee Dee Ramone)
8. Howling At The Moon (Sha-La-La) (Dee Dee Ramone)
9. Daytime Dilemma (Dangers Of Love) (Joey Ramone / Daniel Rey)
10. Planet Earth 1988 (Dee Dee Ramone)
11. Humankind (Richie Ramone)
12. Endless Vacacion (Dee Dee Ramone / Johnny Ramone)
13. No Go (Joey Ramone)
Faixas bônus:
14. Street Fightning Man (Jagger / Richards)
15. Smash You (Richie Ramone)
16. Howling At The Moon (Sha-La-La) (Demo version) (Dee Dee Ramone)
17. Planet Earth 1988 (Dee Dee vocal version) (Dee Dee Ramone)
18. Daytime Dilemma (Dangers Of Love) (demo version) (Joey Ramone / Daniel Rey)
19. Endless Vacation (demo version) (Dee Dee Ramone / Daniel Rey)
20. Danger Zone (Dee Dee vocal version) (Dee Dee Ramone / Johnny Ramone)
21. Out Of Here (Ramones)
22. Mama’s Boy (demo version) (Johnny Ramone / Dee Dee Ramone / Tommy Ramone)
23. I’m No An Answer (Ramones)
24. Too Tough To Die (Dee Dee vocal version) (Dee Dee Ramone)

25. No Go (demo version) (Joey Ramone)

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “Kimi Nii Nas Nuvens” na Caixa Cultural

Vista parcial da instalação "Nuvens e Ilhas", de Kimi Nii na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
Vista parcial da instalação “Nuvens e Ilhas”, de Kimi Nii na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural apresenta até o próximo domingo, 5 de outubro, a mostra “Kimi Nii Nas Nuves”, que exibe cerca de 21 esculturas e instalações em cerâmica que fazem uma retrospectiva dos 30 anos de trabalho da conceituada artista plástica e designer japonesa e radicada no Brasil Kimi Nii.

A exposição é dividida em quatro módulos: “Donguri” (esculturas em formatos de avelãs estilizadas); “Variações de Montanhas”, que mostram as esculturas esculpidas com o enfoque geométrico que permeia a produção da artista (nesse módulo a instalação “Nas Nuvens”); “Módulos Quadrados”, que é composto por mosaicos em painéis fechados; e “Objetos Geométricos”, que apresentam cones, esferas, discos e afins.

As esculturas em cerâmica de Kimi Nii têm extraordinária naturalidade nas formas que desafiam o ambiente em uma magnífica variedade de encaixes que propiciam sua sobreposição.

Em meio aos destaques estão “Donguil” (2004) e “Nuvens e Ilhas” (2014), duas instalações feitas com cerâmicas em alta temperatura.

SERVIÇO:
Exposição: Kimi Nii Nas Nuvens
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 05/10/2014; de terça a domingo, das 9h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida