“É, campeão!”. Um resumo das decisões dos Estaduais pelo Brasil

Dos 27 Campeonatos Estaduais, incluindo o do Distrito Federal, nove ainda não foram decididos
Dos 27 Campeonatos Estaduais, incluindo o do Distrito Federal, nove ainda não foram decididos

Neste domingo (19) alguns Estados da Federação tiveram seus campeões proclamados. E, assim, diversos clubes tiveram o privilégio de darem a volta olímpica com a taça de campeão ainda no primeiro semestre, com o início do Brasileirão 2013 chegando. Mais nove clubes ergueram o troféu em seus respectivos Estados.

Depois de uma eliminação na Libertadores na última quarta-feira, o Corinthians se recuperou do baque e sagrou-se campeão paulista ao empatar com o Santos na Vila Belmiro em 1 a 1 e conquistou o Paulistão pela 27ª vez. O Timão havia vencido o primeiro jogo da decisão por 2 a 1 e, por isso, a igualdade lhe valeu o título. Além disso, a equipe de Tite evitou o inédito tetracampeonato do clube praiano.

Nas Minas Gerais, os gols de Cruzeiro e Atlético foram marcados de pênalti. Não, a decisão do Estadual não foi feita nos tiros penais, as cobranças foram feitas durante os 90 minutos mesmo. E a Raposa derrotou o Galo por 2 a 1, mas o Atlético foi campeão mineiro pela 42ª vez por ter vencido o rival na primeira partida por 3 a 0 e, consequentemente, fez 4 a 1 no Cruzeiro no placar agregado.

No Campeonato Baiano, o Vitória praticamente já havia colocado as duas mãos na taça quando derrotou o Bahia por 7 a 3 na Arena Fonte Nova na semana passada. Mas no jogo disputado no Barradão, o rubro-negro empatou com o Tricolor de Aço em 1 a 1 e ergueu pela 27ª oportunidade a taça do Baianão.

O Atlético Goianiense estava se proclamando campeão goiano até os 40 minutos do segundo tempo contra o Goiás, quando vencia o time esmeraldino por 2 a 1, resultado que favorecia o Dragão, até que Neto Baiano empatou o clássico e deu o 24º título ao Goiás. Depois do empate no primeiro duelo em 0 a 0, a igualdade se repetiu e favoreceu o time verde, que jogava por dois resultados iguais.

Em Santa Catarina, a Chapecoense derrotou o Criciúma por 1 a 0 em casa, mas foi o adversário que comemorou o título catarinense de 2013, pois tinha vencido o clube de Chapecó por 2 a 0 no domingo passado no Heriberto Hülse. Assim, o Tigre levantou o 10º caneco do Estadual.

No Campeonato Cearense, o Ceará empatou duas vezes em 1 a 1 com o Guarany de Sobral e conquistou o tricampeonato estadual, o que não acontecia há 15 anos. O Vovô, que jogava por dois resultados iguais, leva para a sua galeria de títulos o 42º Estadual, e se distancia mais do rival Fortaleza, que estacionou nas 39 conquistas.

E no Estado vizinho dos cearenses, o Rio Grande do Norte, teve o Potiguar como o grande campeão. Depois de empatar os dois jogos da final do Campeonato Potiguar contra o América de Natal – 2 a 2 e 1 a 1 -, o time de Mossoró superou o clube da capital na decisão por pênaltis em 5 a 4 e levou para casa pela segunda vez o título Estadual, além de ter se classificado para a Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série D, todos em 2014.

Pela 12ª vez, o Parnahyba é campeão piauiense de futebol. Depois de vencer o Ríver por 1 a 0 no primeiro confronto, o Tubarão do Litoral empatou em 2 a 2 com o Galo Carijó em Teresina e levou a taça.

Apesar de ter começado atrás do marcador, o Paysandu virou a partida para 3 a 1 diante do Paragominas e levou o Parazão pela 45ª vez. O Papão havia derrotado o rival da decisão no primeiro embate por 4 a 0.

No Espírito Santo, a Desportiva Capixaba fez 2 a 1 no Aracruz e garantiu o título estadual de número 17 de sua história. A Locomotiva Grená reverteu a vantagem adquirida pelo Dragão Vermelho, que jogava por um novo empate, uma vez que o confronto de ida terminou em 1 a 1.

E não foi só no domingo que teve campeões estaduais. No sábado, por exemplo, na inauguração do novo Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, que teve a presença da Presidente Dilma Rousseff, o Brasiliense goleou o Brasília por 3 a 0 e levou o Candangão 2013. O Jacaré, que tinha vencido o rival no primeiro jogo pelo placar mínimo, é campeão do Distrito Federal pela oitava vez.

Ainda no sábado, o CRB superou o CSA nos pênaltis por 4 a 3, após ter perdido para o adversário no tempo normal por 1 a 0, mas havia vencido o confronto das finais por 4 a 2. Assim, o Galo da Pajuçara comemora o Campeonato Alagoano pela 27ª ocasião.

Enquanto isso, outros nove Estaduais ainda não tiveram seus campeões declarados. São eles: Acre, Amapá (que nem começou, conforme pesquisa feita no site da Federação Amapaense de Futebol), Amazonas, Maranhão, Paraíba, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Veja a relação dos campeões estaduais até o momento.

Estado – Clube:
Alagoas – CRB
Bahia – Vitória
Ceará – Ceará
Distrito Federal (Brasiliense) – Brasiliense
Espírito Santo – Ferroviária
Goiás – Goiás
Mato Grosso – Cuiabá
Mato Grosso do Sul – Cene
Minas Gerais – Atlético Mineiro
Pará – Paysandu
Paraná – Coritiba
Pernambuco – Santa Cruz
Piauí – Parnahyba
Rio de Janeiro – Botafogo
Rio Grande do Norte – Potiguar
Rio Grande do Sul – Internacional
Santa Catarina – Criciúma
São Paulo – Corinthians

Parabéns a todos os campeões.

Por Jorge Almeida

Corinthians, campeão paulista de 2013

Empate na Vila Belmiro garantiu ao Timão o 27º título estadual e impediu o inédito tetra santista. Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Empate na Vila Belmiro garantiu ao Timão o 27º título estadual e impediu o inédito tetra santista. Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Corinthians voltou a ser campeão paulista depois de quatro anos ao empatar com o Santos na Vila Belmiro em 1 a 1 na tarde deste domingo (19) na segunda e decisiva partida da final do Campeonato Paulista 2013. O Peixe saiu na frente com o ex-sãopaulino Cícero, enquanto outro ex-atleta do São Paulo empatou a peleja, Danilo. Como o Timão havia vencido o primeiro jogo por 2 a 1, o empate foi o suficiente para o clube conquistar pela 27ª vez o Estadual. A conquista serviu de consolo para os corinthianos por conta da eliminação injusta para o Boca Juniors da Libertadores na última quarta-feira e também evitou o inédito tetracampeonato consecutivo santista, o primeiro da era profissional. E, assim, até 24 de julho, quando acontecerá o segundo confronto da decisão da Libertadores 2013, o Timão ostentará o status de atual campeão paulista, continental e mundial.

Depois de ter sido mero espectador no primeiro jogo da final do Paulistão, o técnico Muricy Ramalho resolveu colocar o Santos mais ofensivo e, consequentemente, repetiu a mesma formação que encarou o Corinthians no segundo tempo na partida do domingo passado, um 4-3-3. Assim, os dois times demonstraram um confronto equilibrado com o Peixe levando perigo com o seu trio de atacantes (Felipe Anderson, Neymar e André), enquanto o Timão respondia com a ótima movimentação de seus armadores, principalmente com Danilo e Emerson pela esquerda, com o auxílio do lateral Fábio Santos.

Durante o primeiro tempo, os jogadores das duas equipes reclamaram da arbitragem de Guilherme Ceretta: os santistas protestaram contra duas bolas na mão por parte dos corinthianos dentro da área, além de uma falta de Paulo André que foi ignorada pelo árbitro; já os corinthianos chiaram quando o juiz ignorou um possível pênalti em cima de Fábio Santos.

Aos 26 minutos da primeira etapa, o Santos abriu o placar com Cícero, quando o árbitro Guilherme Ceretta Lima anotou uma falta de Emerson em Neymar. Na cobrança, Felipe Anderson lançou na área, Durval ganhou de Alessandro pelo alto e o ex-sãopaulino pegou de primeira e acertou o ângulo de Cássio, que chegou a tocar na bola. E, enquanto a torcida santista ainda comemorava o gol, os visitantes chegaram ao empate: Paulinho tocou para Guerrero, que fez o pivô, a bola sobrou para Romarinho, que foi travado, na sobra, o camisa 8 chutou, Rafael defendeu parcialmente e Danilo pegou o rebote para empatar o clássico na Vila.

A igualdade do Corinthians no marcador veio como uma ducha de água fria aos anfitriões e, consequentemente, favoreceu os visitantes. Pois, antes do intervalo, o Timão acertou duas vezes a trave de Rafael, com Paulinho e Danilo.

No segundo tempo, o time de Muricy Ramalho partiu para cima do rival em busca do segundo gol para levar a decisão para os pênaltis. Aos 6, André perdeu um gol feito ao mandar a bola à esquerda da meta defendida por Cássio. Minutos depois, o camisa 9 santista foi substituído por Miralles. O Santos buscava o gol a qualquer custo, então, usou e abusou dos cruzamentos à área corinthiana, já que por baixo Ralf e Gil não davam moleza para o ataque do time da casa, especialmente a Neymar.

Enquanto isso, Tite trocou Emerson por Edenílson e, com a alteração, o clube da capital ficou mais veloz no meio-campo e criou boas oportunidades, uma com o próprio Edenílson, que não conseguiu dominar a redonda na frente de Rafael, e outra com Romarinho que, desmarcado, acertou a trave do arqueiro santista.

O Corinthians segurou o alvinegro praiano, que não criou grandes oportunidades de gol, até o fim. E ainda deu tempo para a entrada de Pato e Douglas, mas não acrescentaram nada no jogo. Aliás, o ex-milanista desperdiçou uma chance clara nos acréscimos. A finalização desperdiçada pelo namorado de Barbara Berlusconi não fez falta. E, assim, o Corinthians volta a conquistar o Campeonato Paulista na Vila Belmiro, o que não acontecia desde 1941.

O Coringão está de parabéns pela conquista. Uma vez que encarou o Santos de igual para igual na Vila Belmiro, com Neymar e tudo, e, somando o desempenho das duas partidas, foi superior ao adversário. Além disso, o embate diante dos santistas, que tecnicamente são superiores aos xeneizes argentinos, serviu para comprovar que a eliminação da competição sulamericana foi um acidente. Aliás, um acidente “grave”, já que o Corinthians foi “operado”. Já o Santos demonstrou que ainda está à mercê da “Neymardependência”, ou seja, com a “Joia” é um excelente time, sem ele, é apenas um time comum. Vale destacar também que, enquanto a Libertadores era a prioridade para o alvinegro, o Corinthians fez uma campanha razoável na primeira fase do Paulistão, tanto que se classificou em quinto. Em contrapartida, o Timão não dependeu do fator “casa” para chegar ao título, uma vez que nas fases anteriores da final (quartas e semifinal), a disputa foi feita em campo rival, além de ter feito a partida decisiva como visitante.

Assim, Tite conquistou em três anos de trabalho o seu quarto título: Campeonato Brasileiro 2011, Libertadores e Mundial de Clubes da FIFA, ambos em 2012, e agora o Campeonato Paulista 2013.

Particularmente, o grande destaque dessa decisão foi Danilo. É impressionante como ele desequilibra nas grandes decisões. Se refrescarmos a nossa memória nos últimos títulos do Corinthians, o camisa 20 teve participação direta nos gols que fizeram o clube de Parque São Jorge dar a volta olímpica com a taça: foi ele que deu o toque de calcanhar para Emerson fazer o primeiro dos dois gols na final da Libertadores do ano passado e também foi ele que fez toda a jogada no gol de Paolo Guerrero na decisão do Mundial contra o Chelsea. E sem contar os tentos feitos pelo meia nos Majestosos e também na semifinal da Libertadores contra o Santos e agora na final do Paulistão.

E só um adendo: a Ponte Preta é a campeã do Troféu do Interior ao derrotar a Penapolense por 4 a 2 neste sábado e a artilharia do Estadual ficou com William, atacante da Macaca, com 13 gols.

A seguir a campanha do campeão e a ficha técnica da segunda e decisiva partida.

Data – Jogo – Local:
Primeira fase:
20/01/2013 – Paulista 1×1 Corinthians – Jayme Cintra (Jundiaí)
23/01/2013 – Corinthians 0x1 Ponte Preta – Pacaembu (São Paulo)
27/01/2013 – Mirassol 0x1 Corinthians – José Maia (Mirassol)
30/01/2013 – Corinthians 2×1 Mogi Mirim – Pacaembu (São Paulo)
03/02/2013 – Corinthians 5×0 Oeste – Pacaembu (São Paulo)
06/02/2013 – Botafogo (SP) 0x0 Corinthians – Santa Cruz (Ribeirão Preto)
09/02/2013 – Corinthians 2×2 São Caetano – Pacaembu (São Paulo)
17/02/2013 – Corinthians 2×2 Palmeiras – Pacaembu (São Paulo)
24/02/2013 – Bragantino 2×2 Corinthians – Nabi Abi Chedid (Bragança Paulista)
03/03/2013 – Santos 0x0 Corinthians – Morumbi (São Paulo)
09/03/2013 – Corinthians 3×2 Ituano – Pacaembu (São Paulo)
16/03/2013 – Corinthians 3×0 União Barbarense – Pacaembu (São Paulo)
20/03/2013 – XV de Piracicaba 1×1 Corinthians – Barão de Serra Negra (Piracicaba)
24/03/2013 – Guarani 0x1 Corinthians – Brinco de Ouro da Princesa (Campinas)
27/03/2013 – Corinthians 1×1 Penapolense – Pacaembu (São Paulo)
31/03/2013 – São Paulo 1×2 Corinthians – Morumbi (São Paulo)
07/04/2013 – Corinthians 2×0 São Bernardo – Pacaembu (São Paulo)
14/04/2013 – Linense 2×1 Corinthians – Gilberto Siqueira Lopes (Lins)
20/04/2013 – Corinthians 2×0 Atlético Sorocaba – Pacaembu (São Paulo)
Quartas-de-final:
28/04/2013 – Ponte Preta 0x4 Corinthians – Moisés Lucarelli (Campinas)
Semifinal:
05/05/2013 – São Paulo (3)0x0(4) Corinthians – Morumbi (São Paulo)
Finais:
12/05/2013 – Corinthians 2×1 Santos – Pacaembu (São Paulo)
19/05/2013 – Santos 1×1 Corinthians – Vila Belmiro (Santos)

FICHA TÉCNICA: SANTOS 1X1 CORINTHIANS
Competição/fase: segundo jogo da final do Campeonato Paulista 2013
Local: Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro) – Santos (SP)
Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse e Danilo Ricardo Simon Manis
Cartões Amarelos: Renê Júnior e Arouca (Santos); Fábio Santos, Edenílson e Cássio (Corinthians)
Gols: Cícero, aos 26 minutos do primeiro tempo para o Santos; Danilo, aos 28 minutos do primeiro tempo para o Corinthians
SANTOS: 1.Rafael; 4.Edu Peres, 2.Edu Dracena, 6.Durval e 3.Léo; 5.Arouca, 8.Cícero e 7.Renê Junior (16.Patito Rodríguez); 10.Felipe Anderson, 11.Neymar e 9.André (18.Miralles). Técnico: Muricy Ramalho
CORINTHIANS:12.Cássio; 2.Alessandro, 4.Gil, 13.Paulo André e 6.Fábio Santos; 5.Ralf, 8.Paulinho, 20.Danilo, 31.Romarinho (7.Alexandre Pato) e 11.Emerson (21.Edenílson); 9.Guerrero (10.Douglas). Técnico: Tite

Parabéns ao SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA pela conquista.

Por Jorge Almeida

Exposição “Rubens Mano: Corte e Retenção” na Casa da Imagem

A instalação de Rubens Mano ocupando o Beco do Pinto. Foto: Jorge Almeida
A instalação de Rubens Mano ocupando o Beco do Pinto. Foto: Jorge Almeida

A Casa da Imagem realiza até o dia 26 de maio a exposição “Rubens Mano: Corte e Retenção”, que apresenta 13 fotografias, um vídeo de curta duração que questiona correlações existentes entre as enérgicas de produção do espaço social no interior das metrópoles e a maneira como experimentamos o ambiente ao nosso redor, além de uma instalação.

Em 2012, o artista Rubens Mano presenciou e registrou o trabalho realizado pela prefeitura de São Paulo que destruiu inúmeras caixas de madeiras que eram utilizadas para o transporte de hortifrutis no Ceasa, Zona Oeste da capital paulistas. As caixas eram produzidas e comercializadas informalmente e, empilhadas, ocupavam, de forma vertiginosa, as calçadas nas adjacências do grande mercado.

Então, aproveitando-se dessas caixas, Mano “edifica” esse material entre a antiga Casa no 1 da cidade e o Solar da Marquesa de Santos, ou seja, em um local conhecido como Beco do Pinto, que era uma viela íngreme construída para ligar o centro de São Paulo à região do Rio Tamanduateí, na conhecida Zona Cerealista. Enfim, esse bloqueio funciona como uma espécie de elemento de conexão.

SERVIÇO:
Exposição: Rubens Mano: Corte e Retenção
Onde: Casa da Imagem – Rua Roberto Simonsen, 136B – Centro
Quando: até 26/05/2013; de terça a domingo, das 9h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “Sérgio Sister” na Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado de São Paulo realiza até o dia 26 de maio de 2013 a mostra “Sérgio Sister”, que reúne aproximadamente 30 obras do artista paulistano, entre objetos, desenhos e pinturas criados entre 1990 e 2012. A exposição tem a curadoria de Alberto Tassinari.

Em meio aos destaques está “Pontaletes”, uma série de relevos que juntando vários quadrados – que medem 250 x 250 cm -, em geral recostados na parede são obras mais lúdicas do artista, de acordo com Tassinari.

Outra relevante série que consta na exposição é “Ripas”, onde Sérgio Sister encontra uma solução por meio do relevo, e não da pintura, de como conjugar diferentes cores sob a mesma luz.

SERVIÇO:
Exposição: Sérgio Sister
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, 02
Quando: até 26/05/2013; de terça a domingo, das 10h às 18h
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso e gratuito aos sábados. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca

Iron Maiden: 30 anos de “Piece Of Mind”

Piece Of Mind: álbum que marca a entrada do baterista Nicko McBrain no Iron Maiden
Piece Of Mind: álbum que marca a entrada do baterista Nicko McBrain no Iron Maiden

Na última quinta-feira, dia 16, o clássico “Piece Of Mind”, o quarto trabalho de estúdio do Iron Maiden, fez 30 anos de seu lançamento e marcou a entrada do ex-baterista do Trust Nicko McBrain na banda no lugar do saudoso Clive Burr, que deixou o grupo por problemas pessoais e dificuldades de acompanhar o ritmo da banda.

Gravado no Compass Point Studios, em Nassau, nas Bahamas, entre janeiro e março de 1983, o álbum foi produzido por Martin Birch e chegou ao terceiro lugar das paradas inglesas.

O disco mantém a ‘pegada’ do anterior – o lendário “The Number Of The Beast” -, mas com letras mais trabalhadas que abordavam assuntos como guerras e temas de filmes e livros. Aliás, o “cabeça pensante”, para variar, foi Steve Harris que, sozinho, escreveu quatro faixas e foi co-autor de outras duas. Já Bruce Dickinson escreveu “Revelations” sozinho e colaborou em parceria em outras duas músicas. Lembrando que o vocalista até ajudou a compor algumas canções do trabalho anterior, mas por conta de um contrato, seu nome não pode ser creditado, mas em “Piece Of Mind”, Dickinson já estava “livre”. Adrian Smith ajudou Bruce a escrever “Flight Of Icarus” e “Sun And Steel”, e os dois auxiliaram Harris em “Die With Your Boots On”.

E “Piece Of Mind” é o primeiro de quatro trabalhos de estúdio da vasta discografia do Iron Maiden cujo título não é uma faixa-título (os outros são “The X Factor”, “Virtual XI” e “A Matter Of Life And Death”). Porém, o nome consta na letra de “Still Life”.

O disco abre com “Where Eagles Dare”, de Steve Harris, que, impressionantemente, mostra que o entrosamento do baixo de Harris e da bateria de McBrain logo de cara apontava que os caras não estavam para brincadeira, destaque também para a atuação da dupla Smith e Murray que beiram à perfeição, além das notas altas alcançadas por Dickinson.

Em seguida aparece “Revelations”, que comprova o talento de Bruce Dickinson também como compositor e, assim como Jimmy Page, influenciado por Aleister Crowley.

A terceira faixa é a cadenciada “Flight Of Icarus”, de Dickinson e Smith, que teve influência na mitologia grega com o famoso caso do “voo de Ícaro”. Dizem que Steve Harris queria que a música fosse mais rápida e pesada, mas Bruce insistiu em deixá-la do jeito que foi para o álbum com o intuito de conquistar o mercado norte-americano. Particularmente, não sei se o baixista ficou descontente com a versão imposta pelo vocalista, mesmo sendo uma bela canção. Às vezes fico me imaginando se Bruce Dickinson não questiona porque ela ficou de fora das coletâneas “Best Of The Beast” (1996) e “Ed Hunter” (1999).

Os autores da música anterior, conforme relatado mais acima, ajudaram Steve Harris a compor “Die With Your Boots On”, que é, pelo menos o que eu acho, a que mais se aproxima do “Hard Rock”. Destaques para os solos e as notas atingidas por Bruce, assim como o backing vocal e o refrão acelerado.

E o que falar de “The Trooper”? Um hino que espero que nunca fique fora de um setlist de shows do Iron Maiden. Tudo nela é perfeito: o baixo galopante de Harris, o duelo de solos entre Murray e Smith, a bateria de McBrian, a performance vocal, a letra que, embora não tenha refrão e sim os “Oooh, oooh, oooh,…”, faz de “The Trooper” o clímax de “Piece Of Mind” e um dos principais momentos nos concertos do Iron Maiden.

A única contribuição de Dave Murray surge na sequência, “Still Life”, que traz em seu início uma mensagem subliminar que ironiza as acusações de satanismo impostas ao Maiden. Na verdade, é o baterista Nicko McBrain imitando o ditador Idi Amin Dada dizendo algo do tipo: “não mexa com aquilo que você não entende” acompanhado de um arroto. Apesar de ser uma grande música, ela foi pouco executada por Steve Harris e cia.

A sétima música é “Quest For Fire”, que é, digamos, uma faixa neutra do álbum: ou seja, não tem status de megaclássico como “The Trooper”, contudo, está longe de ser uma música ruim.

O penúltimo tema é “Sun And Steel”, que é a canção mais rápida do disco e apresenta um refrão bacana. A cavalgada dessa vez fica por conta dos riffs.

E, para finalizar, a épica “To Tame A Land”, inspirada no romance de ficção científica de Frank Herbert chamado “Duna”. Aliás, Steve Harris queria dar o nome da canção com o título do livro de Herbert, mas o escritor não autorizou por não gostar de bandas de Heavy Metal. Se ela fosse gravada nos anos 2000, se encaixaria perfeitamente nos últimos trabalhos da “Donzela” por mesclar momentos calmos com progressivo.

Em 1995, “Piece Of Mind” foi relançado com um CD-bônus que trazia duas faixas, na verdade, dois covers: um do Montrose (“I’ve Got The Fire”) e outro do Jethro Tull (“Cross-Eyed Mary”).

A turnê de divulgação do álbum, a “World Piece Tour”, teve início em 2 de maio de 1983, no Hull City Hall, e terminou em 18 de dezembro do mesmo ano, com uma apresentação em uma TV de Dortmund, Alemanha, totalizando 140 shows.

Esse registro do grupo inglês é indispensável porque sintetiza perfeitamente o que é Heavy Metal Clássico.

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist do disco.

Álbum: Piece Of Mind
Intérprete: Iron Maiden
Lançamento: 16 de maio de 1983
Gravadora: EMI
Produtor: Martin Birch

Adrian Smith: guitarra e backing vocal
Bruce Dickinson: voz
Dave Murray: guitarra
Nicko McBrain: bateria
Steve Harris: baixo e backing vocal

1. Where Eagles Dare (Harris)
2. Revelations (Dickinson)
3. Fligth Of Icarus (Dickinson / Smith)
4. Die With Your Boots On (Dickinson / Harris / Smith)
5. The Trooper (Harris)
6. Still Life (Harris / Murray)
7. Quest For Fire (Harris)
8. Sun And Steel (Dickinson / Smith)
9. To Tame a Land (Harris)
CD-bônus:
1. I’ve Got The Fire (Montrose)
2. Cross-Eyed Mary (Anderson)

Por Jorge Almeida

Chelsea é campeão da UEFA Europa League com gol nos acréscimos

Jogadores do Chelsea comemoram o único título conquistado na temporada 2012/2013. Foto: Getty Images
Jogadores do Chelsea comemoram o único título conquistado na temporada 2012/2013. Foto: Getty Images

Depois de terem ficado na fase de grupos na UEFA Champions League 2012/2013, Chelsea e Benfica passaram a disputar a segunda competição mais importante do Velho Continente, a UEFA Europa League a partir da segunda fase. Nessas condições, as duas equipes foram seguindo no torneio até se enfrentarem na decisão, que ocorreu nesta quarta-feira (15) na Arena Amsterdam, na Holanda. E com gols de Fernando Torres e Ivanovic, os Blues derrotaram os Encarnados por 2 a 1 – com Óscar Cardozo anotando, de pênalti, o tento do clube português – e conquistou pela primeira vez o título da competição europeia.

O primeiro tempo mostrou equilíbrio entre os dois times, travando um acirrado duelo no meio campo. Enquanto os Encarnados chegaram à área dos Blues, porém, fizeram troca de passes no setor, mas sem finalizar com êxito à meta de Petr Cech, que praticamente não fez nenhuma defesa difícil. Já o Chelsea, por sua vez, ameaçou duas vezes o gol defendido pelo arqueiro Artur. Aos 26, os ingleses chegaram com Oscar: o meia brasileiro arriscou, mas o goleiro brasileiro fez a defesa em dois tempos. Onze minutos depois, Lampard (o maior artilheiro da história do Chelsea) chutou da entrada da área, a bola fez um efeito e quase enganou Artur, que esticou o braço esquerdo e mandou a redonda para escanteio.

Na etapa complementar, as duas equipes se alternaram no comando do andamento da partida. Aos 4, Cardozo avançou pela direita, tocou para o meio e  Azpilicuelta chegou travando. Dez minutos depois, Petr Cech defendeu uma cabeçada fraca do ataque benfiquista e, com as mãos, lançou rapidamente para o meio-campo, Mata deu um “tapa” na bola, Torres aproveitou o erro de posicionamento da defesa do time português, ganhou de Garay na corrida, tirou Luisão da jogada, driblou Artur e abriu o placar.

Com o resultado adverso, os Encarnados não tiveram outra alternativa a não ser partir para o ataque para buscar o empate, que não demorou: aos 21, Cardozo lançou na área e Azpiliculta na dividida com um jogador português pôs a mão na bola. Pênalti. O camisa 7 das Águias foi para a cobrança e empatou a decisão.

A igualdade no score conquistado pelo Benfica deixou a partida aberta e os dois times tiveram oportunidades para saírem vitoriosos, chances não faltaram. Como aos 36, quando Óscar Cardozo aproveitou a sobra, dominou e, sem deixar a bola cair, arriscou de canhota e obrigou Cech a fazer uma defesaça com as pontas dos dedos e mandar a esférica para o córner. Os Blues deram o troco aos 43 com Lampard, que, da intermediária, mandou um petardo e a bola explodiu no travessão.

E quando todos esperavam o fim do tempo regulamentar para encarar mais 30 minutos da prorrogação, Ramires, aos 47, cavou um escanteio pela direita. O espanhol Mata cobrou e o zagueiro sérvio Ivanovic subiu mais que todo mundo e mandou a bola no canto esquerdo de Artur, que não tinha chance nenhuma de chegar na redonda, e fez o gol do título para o Chelsea, para desespero dos torcedores Encarnados que esperaram mais de 50 anos por um título continental, que não acontece desde a temporada 1962/1963.

Então, o tão contestado Rafa Benítez deixará o comando do Chelsea com o título da UEFA Europa League após perder outras seis competições na temporada 2012/2013. Além disso, os Blues poderão ostentar por pelo menos dez dias, a honra de serem os atuais campeões da UEFA Champions League e da Europa League.

Apesar de não ter a mesma importância e notoriedade da Champions, a Liga Europa está de parabéns pela grande final realizada, pois tanto Benfica quanto Chelsea deram a devida importância para o torneio. Afinal, a partida foi intensa até o último minuto, o que fez valorizar ainda mais o espetáculo. O troféu era importante para os dois clubes. Para os Encarnados, valia o fim de um tabu de mais de cinco décadas sem títulos continentais e também como uma forma de consolo pela derrota para o arquirrival Porto em casa com um gol nos acréscimos e que, praticamente, tirou o campeonato do clube lisboeta. Já para os Blues, a UEFA Europa League era a última oportunidade de salvar a desastrosa temporada. Em 2012/2013, o Chelsea perdeu o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra, a Copa da Liga Inglesa, foi o primeiro campeão da Champions a ficar na fase de grupos na edição seguinte do torneio, foi derrotado na final do Mundial de Clubes para o Corinthians e viu o Atlético de Madrid levantar a taça da Supercopa da UEFA. E, diferentemente dos times brasileiros, que lutam para se classificarem para a Copa Sulamericana (o segundo torneio mais relevante da Conmebol), mas a desprezam, os finalistas da UEFA Europa League trataram a competição como uma “Champions”. Aliás, fica aqui uma sugestão para a FIFA: já que o Mundial de Clubes tem sete equipes, a entidade poderia incluir o oitavo participante que seria definido entre o campeão da Sulamericana e o da Liga Europa, que tal?

A seguir,a campanha do campeão Chelsea e a ficha técnica da finalíssima.

Segunda fase:
14/02/2013 – Sparta Praha 0x1 Chelsea – Arena Generali (Praga)
21/02/2013 – Chelsea 1×1 Spart Praha – Stamford Bridge (Londres)
Oitavas-de-final:
07/03/2013 – Steaua Bucuresti 1×0 Chelsea – Arena Natională (Bucareste)
14/03/2013 – Chelsea 3×1 Steaua Bucuresti – Stamford Bridge (Londres)
Quartas-de-final:
04/04/2013 – Chelsea 3×1 Rubin Kazan – Stamford Bridge (Londres)
11/04/2013 – Rubin Kazan 3×2 Chelsea – Estádio Lujniki (Moscou)
Semifinais:
25/04/2013 – Basel 1×2 Chelsea – St. Jakob-Park (Basileia)
02/05/2013 – Chelsea 3×1 Basel – Stamford Bridge (Londres)
Final:
15/05/2013 – Benfica 1×2 Chelsea – Amsterdam Arena (Amsterdã)

FICHA TÉCNICA: BENFICA 1X2 CHELSEA
Competição/fase: final da UEFA Europa League 2012/2013
Local: Amsterdam Arena, Amsterdã – Holanda
Data: 15 de maio de 2013 – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Björn Kuipers (Holanda)
Assistentes: Sander van Roekel e Erwin Zeinstra, ambos da Holanda
Cartões Amarelos: Oscar (Chelsea), Garay e Luisão (Benfica)
Gols: Fernando Torres, aos 14; Óscar Cardozo (de pênalti), aos 22; e Ivanovic, aos 48 minutos do segundo tempo
BENFICA: 1.Artur; 34.André Almeida, 4.Luisão, 24.Garay (33.Jardel) e 25.Malgarejo (15.John); 19.Rodrigo (11.Lima), 21.Matic e 35.Pérez; 18.Salvio, 7.Cardozo e 20.Nico Gaitán. Técnico: Jorge Jesus
CHELSEA: 1.Petr Cech; 28.Aspilicuelta, 2.Ivanovic, 24.Cahill e 3.Cole; 4.David Luiz, 8.Lampard, 7.Ramires, 11.Oscar e 10.Mata; 9.Torres. Técnico: Rafael Benítez

Parabéns ao Chelsea Football Club pela conquista.

Por Jorge Almeida

Felipão define os 23 jogadores que disputarão a Copa das Confederações

Campeão da competição em 1997, 2005 e 2009, o Brasil busca o quarto título jogando em casa
Campeão da competição em 1997, 2005 e 2009, o Brasil busca o quarto título jogando em casa

O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Luis Felipe Scolari, convocou na manhã desta terça-feira (14) os 23 jogadores que representarão o Brasil na Copa das Confederações 2013 que será disputada entre os dias 15 e 30 de junho em terras tupiniquins. As surpresas ficaram por conta de dois atleticanos: a ausência de Ronaldinho Gaúcho em meio aos selecionados e a presença de seu colega de Galo, o meia Bernard. Ao todo, foram convocados onze jogadores que atuam no Brasil e doze “estrangeiros”.

Alguns nomes já eram esperados na lista, como Neymar, Paulinho, Lucas, Daniel Alves, por exemplo, enquanto outros ficaram apenas na expectativa como Ralf, Ramires, o próprio Ronaldinho Gaúcho e Kaká.

Se mantiver a estratégia adotada em edições passadas da Copa das Confederações – 1997, 2001, 2005 e 2009 -, ou seja, em ano que antecede Copa do Mundo, os selecionáveis de Felipão poderão se contentar, pois, a base da Seleção Brasileira que disputou os Mundiais nos anos posteriores às Copas das Confederações nos anos citados foi formada nessa competição.

O Brasil, que foi campeão da competição em 1997, 2005 e 2009, tem como missão buscar o quarto título do torneio, ainda mais atuando em casa, além de subir algumas posições no ranking da FIFA.

A estreia da Seleção Canarinho na Copa das Confederações está marcada para o dia 15 de junho contra o Japão no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília; depois, o time de Felipão vai até o Castelão, em Fortaleza, encarar o México no dia 19; e encerra a sua participação na primeira fase no clássico diante da Itália, no dia 22, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Aliás, na segunda-feira, a FIFA anunciou os dez trios de arbitragens que atuarão na Copa das Confederações. Nenhum brasileiro foi incluído na lista da entidade.

A seguir, a relação dos convocados por Luis Felipe Scolari.

Goleiros: Diego Cavalieri (Fluminense), Julio César (Queens Park Rangers) e Jeferson (Botafogo);
Laterais-direito: Daniel Alves (Barcelona) e Jean (Fluminense);
Laterais-esquerdo: Marcelo (Real Madrid) e Filipe Luis (Atlético de Madrid);
Zagueiros: Thiago Silva (Paris Saint-Germain), David Luiz (Chelsea), Dante (Bayern de Munique) e Réver (Atlético Mineiro);
Volantes: Paulinho (Corinthians), Hernanes (Lazio), Luiz Gustavo (Bayern de Munique) e Fernando (Grêmio);
Meias: Oscar (Chelsea), Jadson (São Paulo), Bernard (Atlético Mineiro) e Lucas (Paris Saint-Germain)
Atacantes: Neymar (Santos), Hulk (Zenit), Leandro Damião (Internacional) e Fred (Fluminense)

Por Jorge Almeida