Exposição “Novo Banco Photo 2014” no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake (foto) está localizado em Pinheiros. Foto: Jorge Almeida/arquivo
O Instituto Tomie Ohtake (foto) está localizado em Pinheiros. Foto: Jorge Almeida/arquivo

A mostra “Novo Banco Photo 2014” segue em exibição até o próximo dia 11 de janeiro, domingo, no Instituto Tomie Ohtake, e reúne cerca de 30 obras dos finalistas do antigo prêmio BESphoto, direcionado a produção fotográfica de artistas em Portugal, no Brasil e nos países africanos de língua oficial portuguesa.

Na edição, participam trabalhos do angolano Délio Jasse, do português José Pedro Cortes e da brasileira Letícia Ramos.

Após essa etapa, os selecionados são convidados a produzir uma obra comissionada, cujo resultado é analisado para a decisão do vencedor. O júri foi composto por Bisi Silva, diretora do Centre for Contemporary Art, em Lagos, João Fernandes, subdiretor do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madri, e Jacopo Crivelli Visconti, curador independente em São Paulo, que escolheram os finalistas desta edição.

Já o júri de premiação, constituído por Elvira Dyangani Ose, curadora de arte internacional da Tate Modern de Londres, Luis Weinstein, fotógrafo e organizador do Festival Internacional de Fotografia de Valparaíso, e María Inés Rodríguez, diretora do CAPC, Museu d’Art Contemporain de Bordeaux, que elegeu Letícia Ramos como a grande vencedora da 10ª edição do mais importante prêmio de fotografia português (ex-BES Photo).

Entre os destaques estão “Série Ausência Permanente” (2014), de Délio Jasse; “Um Eclipse Distante” (2014), de José Pedro Cortes; e “Meteorito” (2014), de Letícia Ramos.

SERVIÇO:
Exposição: Novo Banco Photo 2014
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 11/01/2015; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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Exposição “Música & Cinema: o Casamento do Século?” no Sesc Pinheiros

Trecho da exposição sobre música e cinema no Sesc Pinheiros que aborda os documentários de rock. Foto: Jorge Almeida
Trecho da exposição sobre música e cinema no Sesc Pinheiros que aborda os documentários de rock. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Pinheiros promove até o próximo domingo, 11 de janeiro, a exposição “Música & Cinema: o Casamento do Século?”, trazida diretamente da Cité de la Musique, de Paris, onde ficou em cartaz entre março e agosto de 2013 e vista por mais de 90 mil pessoas.

Concebida pelo crítico, diretor, professor e curador N. T Binh, a mostra permite ao visitante conhecer diversos ambientes que mostram os bastidores das grandes produções da história do cinema, através de itens originais como manuscritos, storyboards, manuscritos, instrumentos, capas de álbuns e fotografias, além de diversos trechos de filmes e trilhas sonoras, inclusive de produções nacionais.

A exposição ainda exibe vídeos com relatos de cineastas, compositores, entrevistas relacionados aos mais diversos gêneros, sempre destacando a importância da trilha sonora na película.

A interatividade se faz presente na mostra através de objetos como um jukebox, que traz 40 trilhas sonoras, entre elas, “Staying Alive”, do Bee Gees, que fez sucesso em “Os Embalos de Sábado à Noite” (1977); e “A Hard Day’s Night”, dos Beatles, que foram os protagonistas do filme “Os Reis do Iê Iê Iê”, de 1964.

Outra parte que merece destaque na mostra são os espaços dedicados aos documentários de rock, a música clássica, a música companheira dos filmes mudos e também da música inspiradora do filme, como “The Wall”, cujo disco foi lançado em 1979 e o filme em 1982; e “Garota de Ipanema”, lançada como musica em 1962 e o filme editado cinco anos depois. E vale conferir alguns exemplos que enfatizam a parceria entre compositor e diretor, como Carlos Diegues e Chico Buarque em “Quando o Carnaval Chegar”, de 1972.

A mostra é ideal para quem gosta tanto de música quanto de cinema, mas é obrigatório para quem curte as duas artes. Recomendável.

SERVIÇO:
Exposição: Música & Cinema: o Casamento do Século?
Onde: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros
Quando: até 11/01/2015; de terça a sexta, das 10h30 às 21h30; sábados, das 10h30 às 21h; domingos e feriados, das 10h30 às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição homenageia Vinícius de Moraes na Caixa Cultural

Elifas Andreato homenageia Vinícius de Moraes em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
Elifas Andreato homenageia Vinícius de Moraes em exposição na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

Está em cartaz até o próximo domingo, 11 de janeiro, a mostra “O Haver – Pinturas e Músicas Para Vinícius”, que traz cerca de 30 obras que homenageiam um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos: Vinícius de Moraes. A mostra é uma forma de gratidão ao poeta prestada por Elifas Andreato.

A exposição traz telas pintadas pelo próprio Andreato e também por gente como Toquinho, Gabriel O Pensador, Chico Buarque, Zeca Baleiro, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, entre outros. Além de exibir trechos de poemas de Vinícius, assim como o caderno de estudos para  a criação das obras de Elias Andreato, e também vídeo e ateliê.

Responsável pelo design de diversas capas de álbuns da MPB, Elifas Andreato já trabalhou para nomes como Adoniram Barbosa e Chico Buarque. O tributo a Moraes foi a maneira que Elias encontrou em retribuir a colaboração dos poemas de Vinícius em ajudar a resolver os problemas internos e constituir a sua família.

SERVIÇO:
Exposição: O Haver – Pinturas e Músicas Para Vinícius
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 11/01/2015; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ DOMINGO: Exposição “Cidade Gráfica” no Itaú Cultural

"Ainda Paisagem", de Daniel Escobar, em exposição no Itaú Cultural
“Ainda Paisagem”, de Daniel Escobar, em exposição no Itaú Cultural

O Itaú Cultural está com a exposição “Cidade Gráfica” em cartaz até o próximo domingo, 4 de janeiro, e traz um panorama da produção gráfica brasileira representada por 40 obras de 36 artistas.

A mostra indica as maneiras e formas de como as paisagens e o cotidiano são interpretados por designers de diversos cantos do País. E o público pode conferir tanto os projetos convencionais, como livros e cartazes, quanto as pesquisas acadêmicas e obras de artistas que lidam tanto com as artes plásticas quanto ao design gráfico.

O material da exposição exploram as mais diversificadas questões: desde a publicidade de rua ao direito à moradia.

Entre os destaques estão “Ainda Paisagem” (da série Perto Demais, de 2008), de Daniel Escobar (foto); “Cidade Limpa”, de 2001 a 2007, projeto fotográfico de Hélvio Romero, repórter-fotográfico de O Estado de São Paulo; e “Qual Ônibus Passa Aqui?”, de 2000 e 2013, da dupla Marcelo Zocchio e Mariana Bernard, que registraram 16 pontos de ônibus em dois momentos distintos separados por um hiato de 13 anos e que traziam algo em comum: a falta de informação ao usuário sobre as linhas de ônibus que passam pelos locais registrados.

SERVIÇO:
Exposição: Cidade Gráfica
Onde: Itaú Cultural – Avenida Paulista, 149 – Paraíso
Quando: até 04/01/2015; de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

10 horas de rock n’O Kazebre (20 e 21.12.2014)

O Kazebre apresentou mais de 10 horas de rock. Créditos da Imagem: divulgação
O Kazebre apresentou mais de 10 horas de rock. Créditos da Imagem: divulgação

Últimos dias do ano, aquelas coisas de sempre: festa de confraternização na empresa, amigo secreto, especial do Roberto Carlos na Globo, ceia de Natal, retrospectiva do ano, etc. O Kazebre, tradicional reduto rocker da ZL, entrou nesse clima, mas não da forma convencional.

A casa resolveu celebrar o fim de 2014 com uma ceia “diferente” para os seus frequentadores: saíram panetone, chester, peru e escambau e entraram riffs, solos, baterias, baixo e muito rock. Enfim, rock pra ninguém botar defeito e para todos os gostos com as apresentações dos Melhores do Ano: 13 bandas que se destacaram no ano (entre covers nacionais e internacionais) no recinto proporcionaram ao público que compareceu ao local mais de 10 horas de rock na noite do último sábado, começo de domingo (dias 20 e 21 de dezembro). Os artistas/bandas homenageados na noite iam desde Elvis Presley a Cássia Eller. Os grupos se revezavam nos palcos Raul e Bob.

A primeira atração da noite foi o grupo Sempre Frágil, composto por Agatha Castro (voz e baixo), Simone Santos (guitarra e backing vocal) e Adaene Melo (bateria), que se apresentou no palco Bob às 21h e, em uma hora de apresentação, o trio fez um tributo digno à inesquecível Cássia Eller. O público pode relembrar clássicos como “O Segundo Sol”, “Malandragem”, “Por Enquanto”, entre outros. Aliás, vale lembrar que estamos às vésperas de completar 13 anos da morte da cantora (que morreu em 29 de dezembro de 2001).

Enquanto as meninas do Sempre Frágil terminavam a sua apresentação, surgia a primeira banda a tocar no palco Raul às 21h50: o excelente Master Tribute, cuja line-up é composta por Igor Moedim (voz e guitarra), Ricardo Shiro (guitarra), Wagner Magni (baixo) e Davi Padovan (bateria). O quarteto executou os principais clássicos do Metallica com maestria. Temas como “One”, “Enter Sandman”, “Master Of Puppets”, por exemplo, foram lembrados.

E enquanto o Master Tribute fazia a saideira com “Seek & Destroy”, lá no palco Bob, os caras do Original 80 (Thiago Pher: voz e guitarra, Danilo Pereira: guitarra e voz, Danilo Moraes Dom: baixo, Paulo Sergio: Bateria e Voz, Luis Andrade: trompete / Ricardo de Sá: Trombone) já agitava a galera com os clássicos do rock brasileiro dos anos 1980. Bandas como Titãs, Paralamas, Legião Urbana, Plebe Rude, entre outras da época, foram lembradas pelo grupo, através de temas como “Sonífera Ilha”, “Bichos Escrotos”, “Até Quando Esperar?”, “Há Tempos” e ainda deu tempo para saudar Raul Seixas com “Aluga-se” e também homenagear um dos principais nomes do rock oitentista internacional, The Cure com o seu maior sucesso: “Boys Don’t Cry”.

Correndo para o palco Raul, às 23h20, foi a vez da turma do Catrupe entrar em ação e mandar um desfiladeiro de clássicos da maior banda brasileira dos anos 1990: os Raimundos. Antes do show do Catrupe, o mestre de cerimônia do Kazebre desafiou a plateia com uma cerveja dos Raimundos para ver quem saberia cantar um “lado B” do grupo. Primeiro tentou com ver quem conseguiria cantar um verso da esquecida “Wipe Out”, do injustiçado “Lapadas do Povo”, mas como ninguém ousou em cantarolar a faixa “trava-língua”, o apresentador precisou recorrer a “Infeliz Natal” e um contemplado ganhou a breja. Depois, foi só “pedrada” e rodas de pogo. Só para citar: “Bestinha“, “Nêga Jurema“, “Esporrei na Manivela” (com participação especial de Rafiusk Roots no triângulo), “Mulher de Fases“, “O Pão da Minha Prima” e “Puteiro em João Pessoa“, e outros.

Enquanto a performance do Catrupe chegava em seus momentos finais, no palco Bob, Edinho Ramalho e sua banda (composta por Cleusa Coradini, Thiago Coradini, Salvador Guize, Nelson Lima, Sergion Gandolfo e Itamar Silveira) apresentavam uma sequência de sucessos do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. Músicas como “A Dança das Borboletas”, “Chão de Giz”, “Avohâi”, “Entre a Serpente e a Estrela” e, claro, “Admirável Gado Novo” não poderiam faltar.

Em se tratando de “melhores do ano”, não poderia faltar ele: sua majestade, o Rei Elvis Presley, que foi bem representado por Adam Presley e Elvisback Big Band – Adam Roman: voz; Mari Rocha: backing vocal; Manases Nascimento: bateria; Marcelo Ceglie: guitarra; Renatinho Santos: baixo; e Anderson Silva: teclados. Nos primeiros minutos do domingo, Adam e o Elvisback apresentaram um vasto repertório do Rei do Rock, como as obrigatórias “Blue Suede Shoes“, “Jailhouse Rock“, “It’s Now Or Never“, os covers de Frank Sinatra – “My Way” – e de Johnny Rivers – “You’ve Lost That Lovin’ Feeling” – e, após vários hits, o gran finale veio com “Suspicious Mind“. Apesar do intenso calor que fazia no local, Adam Presley tentou permanecer com a roupa de couro o maior tempo possível, mas não teve jeito, precisou tirar uma das indumentárias que o caracterizava como Elvis.

E, praticamente paralelamente à apresentação do Elvisback, no palco Bob, os apreciadores do Metal Alternativo foram agraciados com o som do Genocide (formada por Eder de Faria; Francisco de Assis Abreu; Augusto Belina; Tulio Aranon e Marcos Mikyo), que tocou músicas do System Of A Down, como as obrigatórias “Chop Suey”, “Toxicity” e “Aerials”.

Assim que acabou a performance do Genocide, as atenções voltaram para o palco Raul com o pessoal da Casa do Rock (Ton Gondin: voz, Jon Murari: guitarra, Mark Vinny: teclados, Eduardo Sanches: baixo e Marcinho Batera: bateria), que executaram clássicos do rock, mais especificamente o Hard Rock/Heavy Metal dos anos 1970. O concerto começou com “Burn”, do Deep Purple, e depois uma avalanche de hits: “Rock And Roll”, do Led Zeppelin; “Roadhouse Blues”, dos Doors; “Highway Star”, do DP; “Highway To Hell”, do AC/DC; “Rock And Roll All Nite”, do Kiss, entre outros tantos para delírio dos presentes.

Porém, enquanto os caras da Casa do Rock estavam na parte final da sua apresentação, os “titânicos” dos Insensíveis já estavam em ponto de bala no palco Bob para executarem temas dos Titãs da sua fase mais pesada. Com a formação constituída por Carlos Garcia: voz, guitarra e baixo; Adão Penna: guitarra e voz; Luiz Tadeu Santos: baixo e voz; Thiago “Woody” Carvalho: guitarra; e Rafael Bubenik: bateria, a banda tocou “Nem Sempre Se Pode Ser Deus”, “AA UU”, “Diversão”, “Sonífera Ilha” (com direito à coreografia), “Bichos Escrotos” (com Thiago “Woody” indo pra galera, literalmente). Vale destacar a excelente dobradinha “Fardado”/”Polícia”. O quinteto encerrou ciclo de apresentações no palco Bob. A partir de então, as atrações seguintes foram realizadas apenas no palco Raul.

Às 3h20, a banda Voz Em Fúria – composta por Paulo Hirayama, José Roberto Hirayama, Thiago Baor e Fábio Rodolgo – deu as caras e aproveitou a sua hora para tocar temas do Rage Against The Machine, como “Killing In The Name”, “Bulls On Parade” e “Freedom” e, enquanto isso, mais mosh pit na pista.

Na sequência, os saudosos Mamonas Assassinas foram homenageados com o show do Diet Music – Beto Guerreiro: voz; Marcos Iahn: teclados e voz; Marcelo Negri: guitarra; Fabio: bateria e Gilberto Camargo: baixo. Evidentemente que o repertório apresentado foi o ‘debut’ lançado pelo grupo de Guarulhos na íntegra, acrescidos de algo como “Melô do Piri Piri” em “Robocop Gay”, a intro de “The Number Of The Beast”, do Iron Maiden, e também com direito a figurinos e efeitos especiais idênticos aos ídolos. Os pontos altos ficaram por conta de “Vira-Vira”, “Robocop Gay”, “Jumento Celestino” e, óbvio, “Pelados em Santos”.

E quando o domingo já estava amanhecendo, o Wild Pussy (Diego Fioroto: voz; Elder “Ace” Sicoli: baixo e backing vocal; Marcelo Rodrigues: teclados e backing vocal; Walter Rodrigues: guitarra e backing vocal; e “Ari” Peliçon: bateria) adentrou ao palco principal e desempenhou com “responsa” os clássicos de uma das principais bandas de Hard Rock dos anos 1980: o Bon Jovi. Claro que sucessos como “You Give Love A Bad Name”, “Livin’ On A Prayer”, “Keep The Faith” e “It’s My Life” não poderiam ficar de fora.

E, finalmente, já com o Sol raiando firme, o pessoal do Dirty Jack (César: vocal; Willian Mendes e Leonardo Mendes: guitarras; Evandro: baixo; e Lucas: bateria) ficou encarregado para encerrar o evento. A banda tocou os hinos do rock consagrados por uma das melhores bandas de todos os tempos: o AC/DC. Temas como “Back In Black”, “Highway To Hell”, “The Jack”, “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” e “Jailbreak” foram lembrados pelo grupo.

Infelizmente, algumas bandas tiveram os tradicionais problemas técnicos ao longo das apresentações, mas nada que comprometesse. No entanto, quem estava disposto a ver todas as bandas, independentemente do palco, teve momentos em que tinha de perder parte de uma das apresentações para ver a que ocorria simultaneamente outro palco (Nota: este que vos escreve, por exemplo, perdeu a parte final da performance da Casa do Rock e também o momento inicial do show dos Insensíveis). No final, o saldo foi positivo.

Como já faz parte da tradição do Kazebre, entre uma atração e outra, houve a tradicional entrega da pinga com mel pelo mestre de cerimônia da casa e, no final, houve o sorteio de um violão.

Se, por ventura, O Kazebre resolver repetir a dose no Carnaval 2015, certamente os que compareceram neste fim de semana voltarão.

Abaixo um resumo do cronograma das atrações da noite dos Melhores do Ano.

Palco Raul:

21h50 às 22h50 – Master Tribute (Metallica)

23h20 à 0h20 – Catrupe (Raimundos)

0h40 à 1h40 – Elvisback (Elvis Presley)

2h às 3h – Casa do Rock (Clássicos do Rock)

3h20 às 4h20 – Voz em Fúria (Rage Against The Machine)

4h40 às 5h40 – Diet Music (Mamonas Assassinas)

5h40 às 6h40 – Wild Pussy (Bon Jovi)

7h às 8h – Dirty Jack (AC/DC)

Palco Bob:

21h às 22h – Sempre Frágil (Cássia Eller)

22h20 às 23h20 – Original 80 (Rock Nacional dos anos 1980)

23h40 à 0h40 – Edinho Ramalho (Zé Ramalho)

1h às 2h – Genocide (System Of A Down)

2h30 às 3h30 – Insensíveis (Titãs)

Por Jorge Almeida

 

Analisando “Cantigas de Garagem”, dos Raimundos

"Cantigas de Garagem": álbum ao vivo dos Raimundos gravado em estúdio lançado pela Som Livre
“Cantigas de Garagem”: álbum ao vivo dos Raimundos gravado em estúdio lançado pela Som Livre

No início desse mês de dezembro, os Raimundos lançaram em CD e DVD “Cantigas de Garagem”, um álbum ao vivo diferenciado pelo fato de a banda não ter feito a sua gravação em um show, mas sim em um ensaio fechado, no Nacena Studios, em São Paulo.

O material traz as 12 faixas do último registro de estúdio do quarteto, o elogiável “Cantigas de Roda” e que foi acrescido de quatro faixas da época em que Rodolfo Abrantes fazia parte da banda e outra do fraco “Kavookavala” (2002).

O disco foi lançado pela Som Livre, o primeiro lançado pela banda por uma grande gravadora desde 2002, já que o EP “Pt Qq cOizAh” (lê-se “Ponto qualquer coisa”), de 2005, foi lançado de forma independente, assim como o já citado “Cantigas de Roda”, enquanto o “Roda Viva” (ao vivo) foi lançado por uma gravadora de menor porte – ST2 Records.

Para promover o álbum, no entanto, o site da Multishow exibiu durante 24 horas (meio-dia de 17 a 18 de novembro de 2014) o DVD na íntegra.

O álbum abre com a ‘pedrada’ “Cachorrinha” que fala de uma mulher que pode ser comparada com a canina vira-lata, mas, por conta da “gravação ao vivo”, teve o vocal de Digão quase inaudível. No entanto, há ótimas linhas de guitarras e Marquim detona no solo. É um verdadeiro “trava-língua”. Há a participação especial de Frangokaos, do grupo Galinha Preta. A versão de “Cantigas de Roda” está mais “audível”.

Depois o quarteto manda “BOP”, que fala sobre a maconha e ganha notoriedade também por causa do uso do triângulo, instrumento bastante usado pela banda nos primórdios por conta do seu “forrocore”.

E, por falar em primórdios, a terceira faixa – “Baculejo” – é um punk básico e quase “ramônica”. Tem potencial de se tornar um clássico.

O quarto tema do play é “Gato de Rosinha”, que tem na autoria um velho conhecido dos caras, o sanfoneiro Zenilton (autor de pérolas como “O Pão da Minha Prima”, por exemplo). A música sarcasticamente fala a respeito do felino de Rosinha que atende pelo nome de danado. Repente misturado com rock and roll. Uma das melhores.

A faixa cinco é “Cera Quente”, uma das mais comerciais de “Cantigas de Roda”. A música, como o título entrega, aborda um tipo de depilação feita por uma mulher que antes lembrava a Playboy da Cláudia Ohana (quem já viu sabe do que estou falando).

O “ao vivo no estúdio” segue com a hardcore “Rafael”, que também traz o triângulo e é outra que remete ao passado dos Raimundos.

Em “Descendo Na Banguela”, a perfomance fica mais amena, embora tenha peso. Outra faixa nostálgica e uma letra que merece atenção.

Já “Dubmundos”, traz a participação “digital” de Sem Dog (do Cypress Hill), e foge um pouco do convencional em se tratando de Raimundos. É um ska bem feito e que ganha destaque no uso de metais.

A nona faixa é “Nó Suíno”, outro tema hardcore. Apesar do título, a música não fala nada relacionada a porcos. Na verdade, é um trocadilho de “nosso hino”.

Posteriormente, os caras executam “Importada do Interior”, que mais uma vez traz o velho triângulo e um excelente riff.

Gordelícia”, a 11ª faixa, é uma das melhores dessa nova fase dos Raimundos. Um ska certeiro. É impossível não vir à mente as clássicas “Me Lambe” ou “Opa! Peraí, Caceta!”. Os metais, mais uma vez, se sobressaem.

E a última faixa de “Cantigas de Roda” executada aqui é “Politics”. A primeira música escrita para o álbum de estúdio e, como o título sugere, mostra uma clara indignação da situação política no Brasil e nos protestos que tomaram as ruas em 2013. Enfim, é uma letra séria à la “Lapadas do Povo”. Há a participação especial do rapper Cipriano.

Depois de apresentar ao vivo o seu último trabalho de estúdio na íntegra, “Cantigas de Garagem” segue com mais cinco temas das antigas, sendo um do fraco “Kavookavala” – “Mas Vó” -, e os demais da fase Rodolfo Abrantes, que são os eternos hinos: “Eu Quero Ver o Oco”, “Esporrei Na Manivela”, “Be a Bá” e “Puteiro Em João Pessoa”.

O conteúdo do CD e do DVD é o mesmo – pelo menos no tracklist, diferentemente dos lançamentos de trabalhos feitos pelas bandas/artistas, onde o DVD sempre traz mais faixas. O extra do DVD traz o making off do ensaio e entrevistas com os integrantes. Pra quem é fã “das antigas” e não conseguiu comprar o “Cantigas de Roda” pelo “crowdfunding”, essa é a melhor oportunidade de conferir um dos melhores trabalhos lançados pela banda e, definitivamente, “é por isso que os Raimundos nunca vai se acabar”, como eles mesmos diziam em “Marujo”, faixa do ‘debut’ dos caras lançado no longínquo ano de 1994.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do CD/DVD.

Álbum: Cantigas de Garagem
Intérprete: Raimundos
Lançamento: dezembro de 2014
Gravadora: Som Livre
Produtor: Denis Porto e Raimundos
Preço médio: R$ 24,90 (CD)/R$ 29,90 (DVD)

Digão: voz, guitarra e triângulo
Canisso: baixo e backing vocal
Marquim: guitarra e backing vocal
Caio: bateria e backing vocal

Frangokaos: voz em “Cachorrinha
Sen Dog: voz em “Dubmundos
Cipriano: voz em “Politics

1. Cachorrinha (Marquim / Canisso / Caio / Digão / Frangokaos)
2. BOP (Marquim / Canisso / Caio / Digão)
3. Baculejo (Digão / Denis Porto / Canisso / Caio / Marquim)
4. Gato de Rosinha (Zenilton / João Caetano)
5. Cera Quente (Canisso / Caio / Marquim / Digão)
6. Rafael (Digão)
7. Descendo Na Banguela (Canisso / Caio / Marquim / Digão)
8. Dubmundos (Marquim / Canisso / Caio / Digão / Sen Dog)
9. Nó Suíno (Canisso / Caio / Marquim / Digão)
10. Importada do Interior (Canisso / Caio / Marquim / Digão)
11. Gordelícia (Canisso / Caio / Marquim / Digão)
12. Politics (Caio / Marquim / Canisso / Digão / Cipriano / Billy Graziadei)
13. Mas Vó (Digão / Telo)
14. Eu Quero Ver o Oco (Canisso / Digão / Rodolfo)
15. Esporrei Na Manivela (Fred/Digão/Rodolfo/Paulinho Mattos/Guilherme Bonolo)
16. Be a Bá (Digão / Canisso / Fred / Rodolfo)
17. Puteiro Em João Pessoa (Fred / Canisso / Digão / Rodolfo)

Por Jorge Almeida

Exposição “84 Vezes Silvio Santos” no Metrô República

Caricatura de Silvio Santos feito por Dilmar Junior em exibição na Estação República do Metrô. Foto: Jorge Almeida
Caricatura de Silvio Santos feito por Dilmar Junior em exibição na Estação República do Metrô. Foto: Jorge Almeida

A mostra “84 Vezes Silvio Santos” está em cartaz na Estação República do Metrô até o próximo dia 31 de dezembro e homenageia o maior comunicador brasileiro de todos os tempos: o inigualável Silvio Santos, que chegou aos 84 anos no último dia 12 de dezembro.

A mostra é composta por 60 caricaturas do ícone da TV brasileira feita por diversos cartunistas como um tributo para àquele que “invade” nossas casas todo domingo há mais de 50 anos levando entretenimento e bom humor para as famílias brasileiras com o seu, como diria Raul Seixas em “Super Heróis”, “sorriso franco e puro” característico.

Muitas dessas caricaturas e charges feitas em homenagem ao apresentador já saíram publicadas na mídia. Nomes como Mauricio de Sousa, Aroeira, André HQ, Sérgio Gomes, Silvio Brum, entre outros, juntamente com a Associação dos Cartunistas do Brasil, juntaram essas caricaturas para homenagear o Senor Abravanel, nome de batismo de Silvio Santos.

A exposição é itinerante, e, após o período de exibição na Estação República, irá para a Estação Clínicas, da Linha 2-Verde, onde ficará em cartaz entre os dias 10 e 31 de janeiro de 2015 e, na sequência, na Estação Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha, no período entre os dias 10 e 28 de fevereiro de 2015.

Entre as caricaturas, merecem atenção a de Mauricio de Sousa, pois nela Silvio Santos ficou semelhante ao próprio criador da Turma da Mônica, e a de Dilmar Junior (foto), que homenageia ao mesmo tempo o “Homem do Baú” e o Chaves, personagem do já saudoso Roberto Gómez Bolaños.

SERVIÇO:
Exposição: 84 Vezes Silvio Santos
Onde: Estação República do Metrô (Linhas 3-Vermelha e 4-Amarela) – Rua do Arouche, 24
Quando: até 31/12/2014; de domingo a sexta-feira, das 4h40 à 0h25; sábado, das 04h40 à 1h
Quanto: R$ 3,00 (valor integral da tarifa do Metrô/SP)

Por Jorge Almeida