Cia LaMínima faz últimas apresentações do espetáculo Pagliacci

Cena de Pagliacci. Foto de Paulo Barbuto

Depois de uma temporada de sucesso de crítica e público, termina no próximo dia 02 de julho de 2017 a temporada do espetáculo Pagliacci, da LaMínima Cia de Teatro. Baseado na obra de Ruggero Leoncavallo, com direção artística de Chico Pelúcio e texto de Luís Alberto de Abreu, os atores Alexandre Roit, Carla Candiotto, Fernando Sampaio, Fernando Paz, Filipe Bregantim e Keila Bueno dão um ‘até breve’ para os personagens vividos na história de Pagliacci, uma trupe de palhaços com suas histórias de ciúme, traições e vilanias. O espetáculo faz parte do projeto LaMinima 20 anos que tem a realização do Sesi São Paulo e contou com várias ações para a comemoração dos 20 anos da cia.  A concepção do projeto é de Domingos Montagner e Fernando Sampaio.

O espetáculo, dirigido por Chico Pelúcio e escrito por Luís Alberto de Abreu, coloca em cena os personagens Canio (Alexandre Roit), chefe da companhia de saltimbancos e Nedda (Keila Bueno),  esposa de Canio e foco do amor de Silvio (Fernando Sampaio), ator da companhia circense. Tonio (Filipe Bregantim), com sua índole questionável, namora a sedutora e voluptuosa Strompa (Carla Candiotto) e Peppe (Fernando Paz) é o dramaturgo da companhia, o bufão.

Pagliacci é, originalmente, uma ópera em dois atos, com música e libreto compostos por Ruggero Leoncavallo e representada pela primeira vez no Teatro dal Verme de Milão, em 21 de maio de 1892. Obra mundialmente conhecida, é um melodrama de um amor fracassado e traído envolvendo atores de uma companhia circense.

Nessa estreia do LaMínima, da ópera de Leoncavallo há apenas o título e os personagens. Para Abreu, autor desse texto escrito ineditamente para o grupo, a questão era beber na fonte do “[mote original] sério, pesado, melodramático e prisioneiro da moral do século XIX” e buscar os elementos da dramaturgia “na própria linguagem teatral e circense: a narrativa, a farsa, o melodrama, o metateatro, a eliminação da linearidade, tão característica da linguagem circense e do teatro de variedades”.

O diretor Chico Pelúcio considera que essa montagem, aliada à sólida linguagem teatral construída pelo LaMínima, será um “encontro dos primórdios da encenação do I Pagliacci, no tempo em que a ópera era apresentada para grandes públicos, populares em sua maioria, que encontravam ali uma comunicação forte, direta e reveladora. As óperas não eram para elites mas para a grande população”. E complementa que, “entrelaçar o circo, a música, a palhaçaria e a adaptação do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, em uma obra, permitirá pesquisar um Brasil que transforma antropofagicamente suas influências”.

Histórico do grupo
O Grupo La Mínima, criado em 1997, é uma dupla de palhaços, com origem circense cujo princípio é pesquisar o repertório clássico do palhaço, adaptá-lo e aplicá-lo a diversos suportes dramatúrgicos.

O palhaço está nas ruas e nas feiras, nos parques de diversão, nas histórias em quadrinhos, no cinema mudo ou falado, nos espetáculos de variedades e nos textos clássicos. O palhaço vai existir sempre. Ele nos possibilita perceber limites, diferenças e semelhanças através de um universo fantasioso, mas não menos objetivo. É ele que nos permite rir de nós mesmos. De Homero a Bocaccio, de Carlitos a Oscarito, de Leonardo da Vinci a Laerte, a humanidade há pelo menos 28 séculos registra o humor e ri dela mesma.

Os 20 anos do LaMínima
O ano de 2016 já deixava vislumbrar, para os atores do LaMínima, que as duas décadas de estrada poderiam ser comemoradas no ano seguinte com uma estreia acalentada há tempos por Domingos Montagner e Fernando Sampaio, seu parceiro de grupo: Pagliacci. Em uma sinopse escrita no ano passado por Domingos para apresentar o projeto LaMínima 20 anos, seu texto acabava com a  palavra “generosidade” para conceituar a arte do palhaço, “ (…) uma arte exigente, que pede vocabulário e apuro técnico dos seus intérpretes, anos de prática, um profundo conhecimento da alma humana e acima de tudo, generosidade”.

É essa generosidade que permeia os 14 trabalhos estreados pela companhia até hoje e se materializa ao dar a chance ao público de fruir uma nova estreia teatral, uma exposição com fotos, figurinos e objetos e fazer circular pela cidade de São Paulo seis espetáculos de seu repertório.

Ficha Técnica
Concepção: Domingos Montagner e Fernando Sampaio/ Texto e adaptação: Luís Alberto de Abreu/ Direção: Chico Pelúcio/ Diretor assistente: Fabio Caniatto/ Direção musical e música original: Marcelo Pellegrini/ Elenco: Alexandre Roit (Canio), Carla Candiotto (Strompa), Fernando Paz (Peppe), Fernando Sampaio (Silvio), Filipe Bregantim (Tonio) e Keila Bueno (Nedda)/ Iluminação: Wagner Freire/ Cenografia: Marcio Medina e Maristela Tetzlaf/ Figurino: Inês Sacay/ Adereços: Cecília Meyer/ Visagismo: Simone Batata/ Pintura artística dos telões: Fernando Monteiro de Barros/ Assistente de pintura: Jonathas Souza Braga/ Costureiras: Benê Calistro, Célia Calistro e Cidinha Calistro/ Direção de Produção: Luciana Lima/ Produção executiva: Priscila Cha/ Administração: José Maria (Nia Teatro)/ Assistência de produção e de administração: Chai Rodrigues/ Assistência de produção: Karen Furbino/ Assessoria de imprensa: Márcia Marques (Canal Aberto)/ Programação visual: Sato Brasil  e Murilo Thaveira (Casa Da Lapa)/ Fotos: Carlos Gueller e Paulo Barbuto/ Supervisão geral: Fernando Sampaio e Luciana Lima.

Ficha Técnica Musical
Música originalmente composta e arranjada por Marcelo Pellegrini/ Produção musical: Surdina/ Músicos: Gabriel Levy (Acordeon), Luiz Amato (Violino), Adriana Holtz (Violoncelo), Maria Beraldo Bastos (Clarinete), Rubinho Antunes (Trompete), Paulo Malheiros (Trombone), Tuto Ferraz (Bateria), Pedro Pastoriz (Banjo), Ronem Altman (Bandolim) e Leonardo Mendes (Guitarra)/ Projeto de sonorização: Bruno Pinho/ Músicas incidentais adicionais: “Intermezzo” e “Vesti la Giubba” da ópera “Pagliacci” (Rugero Leoncavallo), “Preludio – Ato I” da ópera “La Traviata” (G. Verdi), “Coro di zingari” da ópera “II Trovatore” (G. Verdi), “Preludio – Ato I” da ópera “Carmen” (G. Bizet), “Valsa – Ato I” de “Coppélia” (L. Delibes) e “Minha Vontade” (Chatim)/ Alexandre Roit (Flauta, Trombone, Piano de Garrafa e Percussão), Carla Candiotto (Acordeon e Percussão), Fernando Paz (Serrote, Trompete e Acordeon), Fernando Sampaio (Sousafone, Concertina, Piano de Garrafa, Teclado de Buzina e Percussão), Filipe Bregantim (Saxofone, Piano de Garrafa e Percussão) e Keila Bueno (Voz e Percussão)

Serviço
Pagliacci
Até 2 de julho de 2017
Datas e horários: quinta à sábado, às 20h e domingo, às 19h.
Classificação Indicativa: 14 anos
Duração: 80 Minutos
Local: Teatro do SESI-SP, Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Grátis. As reservas antecipadas de ingressos podem ser realizadas on-line pelo sistema Meu Sesi (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, conforme horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30, e aos domingos, das 11h às 19h30).
Mais informações em http://www.centroculturalfiesp.com.br.

Assessoria de Imprensa Sesi-SP | http://www.sesisp.org.br/cultura/
Raisa Scandovieri: raisa.scandovieri@fiesp.com.br
Telefone: (11) 3549-4846

Informações à imprensa
Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques | Daniele Valério
Fones: 11 2914 0770 | Celular: 11 9 9126 0425
Email: marcia@canalaberto.com.br | http://www.canalaberto.com.br

Créditos: Daniele Valério | Canal Aberto

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