Uriah Heep: 40 anos de “Firefly”

"Firefly", o primeiro dos três discos do Uriah Heep que tem a presença de John Lawton
“Firefly”, o primeiro dos três discos do Uriah Heep que tem a presença de John Lawton

Neste mês de fevereiro, o álbum “Firefly”, do Uriah Heep, completa 40 anos de seu lançamento. Gravado entre outubro e novembro de 1976 no Roundhouse Recording Studios, em Londres, o álbum teve a produção assinada por Gerry Bron e foi lançado pela Bronze, no Reino Unido, e Warner Bros., nos EUA. O trabalho é o primeiro dos três discos lançados com John Lawton (ex-Lucifer’s Friends).

Após um concerto do Uriah Heep na Espanha, David Byron saiu do grupo em julho de 1976. E o fim de uma era dessa grande banda estava decretado. Além do talentoso vocalista, o Heep ainda ficou desfalcado do baixista/tecladista John Welton. Mas o show precisava continuar, então, John Lawton (ex-Lucifer’s Friend) e Trevor Bolder (ex-David Bowie and The Spiders from Mars) foram recrutados. Nomes como David Coverdale (sim, o próprio!) e Danny Ball (baixista, ex-Bedlam e Big Bertha) chegaram a ser testados, mas foram preteridos. A vinda de Lawton e Bolder deu uma reanimada na banda, que entrou em estúdio para as gravações do bom “Firefly”. Com essa nova line-up, o som ficou mais comercial, porém, mais direto, como uma espécie de resgate à fórmula do início dos anos 1970, mas o sucesso diminuiu.

Embora o novo frontman do Uriah Heep não tivesse os atributos físicos de Byron, como o alcance multi oitavas e nem o seu cabelo engraçado, os vocais “bluesy” e estilo alimentaram a esperança de um futuro para o grupo. Assim, a banda apresentava um trabalho impressivo e um Hard Rock enriquecido com instantânea sinergia.

Algumas faixas desse play se tornaram clássicas para os fãs, como “The Hangin Tree”, que abre o disco, uma trama dramática e assustadora que mistura sintetizadores cheios de ecos com as guitarras clássicas de Mick Box. O enredo traz a narrativa sobre um fora-da-lei. Outros temas memoráveis do álbum ficam por conta de “Who Needs Me”, um ótimo Boogie Rock com um estupendo refrão; a faixa-título, que trata-se de um mescla de prog, balada, Hard Rock e Folk; “Wise Man”, o primeiro single com a nova formação, que é uma música romântica e tornou-se um clássico; e a pesada “Sympathy”.

Aliás, como já fora dito acima, o álbum marca a estreia de Trevor Bolder na banda. Tirando um período de 18 meses no início dos anos 1980, quando fora substituído por Bob Daisley, o músico permaneceu no Uriah Heep até a sua morte, em 2013.

Evidentemente que, nada em “Firefly” é comparado a “Gypsy” ou “July Morning”, mas, certamente, é um dos melhores trabalhos do Uriah Heep “pós-Byron”.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Firefly
Intérprete: Uriah Heep
Lançamento: fevereiro de 1977
Gravadora: Bronze (UK); Warner Bros. (EUA)
Produtor: Gerry Bron

Mick Box: guitarra
John Lawton: voz
Trevor Bolder: baixo
Lee Kerslake: bateria e voz em “Firefly
Ken Hensley: teclados, guitarras e voz em “Firefly

1. The Hanging Tree (Hensley / Williams)
2. Been Away Too Long (Hensley)
3. Who Needs Me (Kerslake)
4. Wise Man (Hensley)
5. Do You Know (Hensley)
6. Rollin’ On (Hensley)
7. Sympathy (Hensley)
8. Firefly (Hensley)

Por Jorge Almeida

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