Exposição “A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016” no MASP

"São Jorge", escultura feita em madeira policromada, do século XVIII, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida
“São Jorge”, escultura feita em madeira policromada, do século XVIII, em exibição no MASP. Foto: Jorge Almeida

O Museu de Arte de São Paulo (MASP) promove até o próximo domingo, 22 de janeiro, a exposição “A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016”, que celebra a mostra organizada por Lina Bo Bardi que inaugurou a sede do museu na Avenida Paulista em 1969. A representação da mostra de Lina é feita por meio de quase mil objetos da cultura popular como carrancas, tecidos, ferramentas, brinquedos, mobiliário, adornos, utensílios, imagens sacras, ex-votos, esculturas e pinturas de diversos artistas.

A mostra, concebida por Lina em conjunto com Pietro Maria Bardi (diretor do MASP na época), o cineasta Glauber Rocha e Martim Gonçalves (diretor de teatro) tinha sido um desdobramento de outras mostras organizadas pela arquiteta do MASP, em 1959, em Salvador (1963) e Roma (1965), onde foi fechada por mando do governo militar brasileiro, o que motivou o artigo do arquiteto Bruno Zevi intitulado “L’arte dei poveri fa paura ai generali”.

As produções, consideradas marginalizadas pelo museu e pela história da arte, foram valorizadas pelo MASP, que realizou uma mudança radical de “descolonização”, ou seja, repensar a arte a partir de uma perspectiva de baixo para cima, apresentando a arte como trabalho. Nesse contexto, uma pintura de Candido Portinari, por exemplo, e uma enxada são consideradas um trabalho, logo, uma espécie que extrapola as elevações entre arte, artefato e artesanato.

Em sua nova fase, o MASP procura restituir e aprofundar sua afinidade com essa produção, adotando como ponto de partida a reencenação de uma de suas exposições mais icônicas.

Evidentemente que uma reconstrução “à risca” de “A Mão do Povo Brasileiro” é impraticável e, devido a isso, o museu optou por seguir o espírito da curadoria original com alguns ajustes, pois não foi encontrado a lista das obras completa, mas listagens de colecionadores e museus sim, e que foram novamente procurados e recolheu obras similares e obedecendo as tipologias dos objetos. Além disso, para a reedição da exposição de 1969, foi decidido que não atualizar a mostra e os objetos reunidos foram confeccionados antes de 1970.

Em meio aos destaques estão “São Jorge” (foto), obra feita em madeira policromada, do século XVIII; e “Jogo do Bicho” (1958), uma pintura sobre metal; além de itens como ferramentas, adornos, móveis, canoa de pesca, oratórios, potes, colchas de retalhos, colheres de pau, utensílios domésticos, lamparinas, entre outros.

SERVIÇO:
Exposição:
 A Mão do Povo Brasileiro, 1969/2016
Onde: Museu de Arte de São Paulo (MASP) – Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César
Quando: até 22/01/2016; de terça a domingo, das 10h às 18h (bilheteria aberta até às 17h30); quinta-feira, das 10h às 20h (bilheteria aberta até às 19h30)
Quanto: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (meia-entrada/estudantes/professores e maiores de 60 anos); menores de 10 anos não pagam ingresso; entrada gratuita às terças-feiras
Estacionamento: Convênios para visitante MASP, período de até 3h. É preciso carimbar o ticket do estacionamento na bilheteria ou recepção do museu.

Por Jorge Almeida

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