Exposição “Adornos do Brasil Indígena: Resistências Contemporâneas” no Sesc Pinheiros

Parte do acervo preservado pelo MAE-USP em exposição no Sesc Pinheiros. Foto: Jorge Almeida
Parte do acervo preservado pelo MAE-USP em exposição no Sesc Pinheiros. Foto: Jorge Almeida

O Sesc Pinheiros está com a exposição “Adornos do Brasil Indígena: Resistências Contemporâneas” em cartaz até o próximo dia 8 de janeiro e traz um conjunto de cerca de 200 itens, entre peças, objetos e documentos indígenas preservados no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP).

A mostra apresenta representações culturais indígenas contemporâneas de distintas regiões brasileiras, como Guarani (SP), Waurá (MT), Krahô (TO), Suyá (MT), Karajá (GO), Kayapó-Xikrin (PA), entre outros, assim como vestígios arqueológicos da Amazônia e São Paulo, evidenciando a longa duração dessas expressões culturais, que simbolizam a resistência das populações nativas do Brasil.

Na exposição, o corpo indígena é retratado como obra de resistência. Os auja usam garras de onça para fazer sobre a pele cicatrizes permanentes, tatuagens que marcam a identidade. Já as máscaras representam entidades sobrenaturais. Elas são usadas pelos homens da etnia ticuna durante o ritual de iniciação feminina. Há também a vestimenta usada pela liderança guarani em cerimônias religiosas.

Além dos objetos, a exposição traz também arte contemporânea. Há uma vídeoinstalação que é a reprodução do discurso do Airton Crenaqui que, plena Assembleia Constituinte, em 1987, ocupou a tribuna do Congresso Nacional para denunciar o desrespeito aos povos indígenas. Ele pinta o rosto de jenipapo que, na cultura crenaqui, significa o luto. A mostra traz ainda registros médicos dos ianomamis, fotografados por Cláudia Andujar. Já Benê Fonteles vestiu um cocar carajá na estátua que representa Justiça na Praça dos Três Poderes, Em Brasília.

A mostra inclui ainda trabalhos selecionados para o projeto de artistas contemporâneos como Ailton Krenak, Delson Uchôa, Paulo Nazareth e Thiago Martins de Melo.

Entre os itens, o público pode conferir também um crânio humano feminino com adornos Sambaquieros encontrado no Guarujá (SP) datado em cerca de 2000 a.C; as urnas funerárias Marajoara, da Ilha de Marajó (PA), de cerca de 1300 d.C.; e as máscaras (foto), dos Ticuna (AM).
PS: aconselhamos a não visitar a unidade entre os dias 31 de dezembro de 2016 e 2 de janeiro de 2017 em virtude das festividades de Ano Novo.

SERVIÇO:
Exposição:
Adornos do Brasil Indígena: Resistências Contemporâneas
Onde: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros
Quando: até 08/01/2017; de terça a sexta, das 13h às 22h; sábados, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 18h30
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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