Milan: campeão da Supercopa da Itália 2016

Jogadores do Milan comemoram a conquista da Supercopa da Itália em Doha, no Catar. Foto: Getty Images
Jogadores do Milan comemoram a conquista da Supercopa da Itália em Doha, no Catar. Foto: Getty Images

O Milan é o novo campeão da Supercopa da Itália. Os rossoneros levaram a melhor diante da Juventus nas cobranças por pênaltis por 4 a 3 depois de empate em 1 a 1 (gols de Chiellini e Bonaventura) no tempo normal e igualdade sem gols na prorrogação. A decisão foi realizada nesta sexta-feira (23) no Estádio Jassim Bin Hamad, em Doha, no Catar. A conquista deu fim a um pequeno tabu de cinco anos sem títulos do Milan e quebrou a hegemonia da Juventus na Itália. Além disso, essa foi a sétima Supercopa da Itália conquistada pelo clube rossonero, o que faz dele, ao lado da mesma Juventus, o maior campeão da competição.

O primeiro tempo começou quente já no minuto inicial. Após recuo para Buffon, Bacca caiu na frente da área fora do lance. Torcida pediu falta no atacante, mas a arbitragem ignorou. No minuto seguinte, a Juventus chegou com Sturaro, que bateu de fora da área para a defesa de Donnarumma em dois tempos. Cinco minutos depois, foi a vez de Mandžukić arriscar. O croata recebeu belo lançamento de Rugani, matou no peito e emendou de fora da área para o goleiro rossonero fazer grande defesa. Aos 16, a Juve chegou novamente. Higuaín rolou para Sturaro, que bateu no cantinho no contrapé de Donnarumma, mas o arqueiro fez mais uma grande defesa. No lance seguinte, Pjanić cobrou escanteio, Chiellini se antecipou a Romagnolli e esticou o pé direito para desviar para o gol e colocar o time de Turim na frente.

Depois de sofrer o gol, o Milan resolveu atacar. E a primeira grande oportunidade dos rossoneros veio aos 21 minutos com Suso. O meia recebeu na direita e, na tentativa de um cruzamento ou um chute, a bola levou perigo à direita da meta de Buffon. Ainda no primeiro tempo, a Juventus precisou fazer uma alteração: Alex Sandro, com problemas musculares, deu lugar para o experiente Evra. Aos 38, Suso cruzou de longe da direita para Bonaventura se antecipar a Lichtsteiner e Rugani e cabecear no cantinho de Buffon, que ficou bravo com a falha da marcação de seu sistema defensivo. E a último chance de gol do primeiro tempo foi da Vecchi Signora: aos 41, Mandžukić cruzou da direita, Donnarumma errou na saída em direção à bola e, por pouco, Sturaro não pôs a Juve na frente de novo. Abate apareceu para mandar a esférica para escanteio.

Na etapa complementar, as duas equipes mostraram muito equilíbrio no meio campo e também nas chances desperdiçadas. Primeiro foi a Juve, aos 9 minutos. com Higuaín que, em velocidade, dominou e chutou cruzado para a bola passar à direita da trave milanista. Os rossoneros responderam em seguida, aos 11, com Romagnoli, de cabeça, acerta caprichosamente o travessão. A Juventus levou perigo novamente quatro minutos depois com Khedira. Depois de receber passe de Higuaín, o camisa 6 mandou a redonda na gaveta, mas Donnarumma voou e salvou a pátria milanista ao fazer a defesa de mão trocada. Passados dois minutos desse lance, o Milan contra-atacou com Suso, que bateu cruzado, Buffon se esticou e não achou nada, Bacca não conseguiu chegar a tempo e a bola passou rente ao gol e saiu pela linha de fundo.

Depois de a torcida apelar por Dybala, o técnico Massimilliano Allegri colocou o atacante argentino no lugar de Pjanić. A partir daí, a Juventus criou boas oportunidades. Primeiro, aos 27, com Higuaín fazendo boa jogada na área e chutou rasteiro para a pequena área. A redonda passou por Donnarumma e, quando a bola ia sobrar para Mandžukić com o gol vazio pela frente, Romagnoli apareceu e afastou o perigo. Quatro minutos depois, a equipe da região Piemonte chegou novamente com Dybala, que recebeu passe, disparou de fora da área e a bola passou muito perto da meta de Donnarumma. Três minutos depois, o camisa 21 bianconero recebeu outro passe e soltou a bomba de primeira para a defesa em dois tempos do goleiro milanista. O clube da Lombardia criou suas oportunidades a poucos minutos do fim do tempo normal. Aos 37, em um cruzamento da esquerda, Bacca cabeceou para o chão e Buffon, no puro reflexo, fez excelente defesa. E, aos 46, Bacca apareceu livre e cabeceou por cima do gol da Juve. Assim, a decisão da Supercopa da Itália foi para a prorrogação.

No primeiro minuto do tempo extra, após um cruzamento da direita, Bonaventura aproveitou a sobra e soltou a bomba à queima roupa para grande defesa de Buffon e, no rebote, Bacca demorou para finalizar e permitiu a chegada de Chiellini para salvar a Juve. Essa foi a principal oportunidade criada nos 15 minutos iniciais da prorrogação. No segundo tempo extra, outra chance desperdiçada pelos rossoneros aos 3 minutos. Pašalić recebeu na área, passou por Rugani e bateu colocado, mas a bola saiu à esquerda de Buffon. A Juventus respondeu dois minutos depois com Evra, mas o lateral francês foi flagrado em impedimento. Nos minutos finais, a Vecchia Signora pressionou e, a poucos minutos do final da prorrogação, teve mais três chances: aos 11 com Dybala, que, na marca do pênalti e sem marcação, pegou muito embaixo da bola após cruzamento rasteiro de Evra. No minuto seguinte foi a vez de Higuaín finalizar na rede pelo lado de fora e, aos 14, com Dybala novamente, que saiu na cara de Donnarumma, que fechou bem o ângulo e ganhou o tiro de meta.

Nos tiros penais, Marchisio abriu a contagem para a Juve, que levou vantagem na cobrança defendida por Buffon no chute de Lapadula. Porém, Mandžukić mandou o seu tiro penal no travessão. Na sequência, todos os cobradores converteram Bonaventura, Higuaín, Kucka, Khedira e Suso. Mas Donnarumma voou no canto e fez a defesa no alto na cobrança de Dybala e Pašalić converteu o seu pênalti e deu o título ao Milan. Final da cobrança por pênaltis: Juventus 3, Milan 4.

Juventus e Milan fizeram um jogo muito equilibrado. Tanto que a partida, em boa parte de seu andamento, inclusive na prorrogação, foi disputada no meio campo. Os bianconeros eram melhores no primeiro tempo até a saída do lesionado Alex Sandro para a entrada de Evra. Com essa alteração, Suso aproveitou os espaços deixados pelo lateral francês e permitiu que o Milan passasse a incomodar mais a meta de Buffon, que completara 600 jogos no gol da Juve. Aliás, o arqueiro fez uma grande defesa no final da etapa complementar e levou a decisão para a prorrogação. Se no segundo tempo, o Milan teve a chance de levar o título, a Juve também teve a sua nos últimos minutos da prorrogação com Dybala. O argentino teve a popular “bola do jogo” e, incrivelmente, desperdiçou.

A seguir, a ficha técnica da decisão.

FICHA TÉCNICA: JUVENTUS (3)1×1(4) MILAN
Competição/fase:
Supercopa da Itália 2016 – final (jogo único)
Local: Estádio Jassim Bin Hamad, em Doha, no Catar
Data: 23 de dezembro de 2016, sexta-feira – 13h (horário de Brasília)
Árbitro: Antonio Damato (Itália)
Cartões Amarelos: Lichtsteiner e Higuaín (Juventus); Romagnoli, De Sciglio e Kucka
Gols: Chiellini, aos 18 min do 1º tempo (1-0) e Bonaventura, aos 38 min do 1º tempo (1-1)
Pênaltis convertidos: Marchisio, Higuaín e Khedira (Juventus); Bonaventura, Kucka, Suso e Pašalić
Pênaltis desperdiçados: Mandžukić e Dybala (Juventus); Lapadula (Milan)
JUVENTUS: 1.Buffon; 26.Lichsteiner, 24.Rugani, 3.Chiellini e 12.Alex Sandro (33.Evra); 6.Khedira, 8.Marchisio, 27.Sturaro (18.Lemina) e 5.Pjanić (21.Dybala); 9.Higuaín e 17.Mandžukić. Técnico: Massimilliano Allegri
MILAN: 99.Donnarumma; 20.Abate (31.Antonelli), 29.Paletta, 13.Romagnoli e 2 De Sciglio; 33.Kucka, 73.Locatelli (80.Pašalić) e 91.Bartolacci; 8.Suso, 70.Bacca (9.Lapadula) e 5.Bonaventura. Técnico: Vincenzo Montella

Parabéns a Associazione Calcio Milan pela conquista.

Por Jorge Almeida

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