Resenha da biografia de Tony Iommi

Capa da autobiografia de Tony Iommi
Capa da autobiografia de Tony Iommi

Em 2012, o lendário guitarrista Tony Iommi lançou a sua biografia intitulada “Iron Man – My Journey Through Heaven And Hell With Black Sabbath”. A versão em português da obra chegou às livrarias do Brasil no ano seguinte com o título “Iron Man – Minha Jornada com o Black Sabbath” e lançada pela Editora Planeta. O livro teve a coautoria de T.J. Lammers e traz em 400 páginas em 90 capítulos a vida e obra de um dos mais importantes guitarristas de todos os tempos.

No livro, Tony começa a contar a sua infância difícil na cidade de Birmingham e menciona que seu pai e sua avó nasceram no Brasil. Assim como a maioria dos músicos relata episódios da adolescência, o contato com o rock e as bandas das quais fez parte antes do estrelato.

Porém, foi no começo da vida adulta que a sua vida (e a do Heavy Metal também) mudou. Iommi trabalhava em uma metalúrgica enquanto era integrante da banda Mythology – da qual Bill Ward também fazia parte -, e no último dia do expediente ele trabalhava em uma prensa no lugar de uma colega que havia faltado. Num momento de distração colocou a mão direita nmáquina e puxou de volta como reflexo de retração, decepando a façange distal dos dedos do meio e anelar. Por ser canhoto, a mão acidente era a que ele utilizar para articular as notas no braço da guitarra e, por conta do acidente, os médicos o aconselharam a seguir a carreira musical. Mas o jovem Tony encontrou motivação ao ouvir o guitarrista belga de jazz Django Reinhardt, que tocava apenas utilizando os dedos indicador e médio. O que o motivou a continuar na música e, para seguir adiante, fez uns encaixes improvisados de plásticos derretido nas pontas dos dedos para poder tocar. Por conta disso, passou a tocar de um jeito que não o prejudicasse e, sem querer, criou um estilo único de tocar.

Na autobiografia, Tony Iommi abordou a criação do Black Sabbath juntamente com Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward. O início de tudo, em 1968, e, consequentemente, as turnês insanas, as loucuras feitas pelos quatro, a criação das músicas, as brigas entre os músicos, as idas e vindas dos componentes do Black Sabbath – ele é o único que ficou na banda desde o seu início até hoje – os problemas financeiros com empresários e os impostos e, claro, as bebidas e as drogas.

Paralelamente à carreira com a banda, Iommi também relata os casamentos e relacionamentos frustrados, assim como a dificuldade em conseguir ficar com a filha Tony-Marie por conta das questões judiciais envolvendo a ex-mulher.

Os pontos altos da obra são as histórias malucas feitas pelos músicos nos hoteis, as brincadeiras (principalmente as que envolveram Bill Ward, o principal alvo dos demais integrantes), o vício de Tony pela cocaína, que lhe fez perder muitas coisas (no aspecto financeiro e amoroso) e como conduziu o Black Sabbath desde a saída de Ozzy Osbourne, em 1979, trabalhando com inúmeros músicos, como Ronnie James Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes, Cozy Powell, Tony Martin, Ray Gillen, entre outros.

Em “Iron Man…”, Tony Iommi mostra porquê é considerado o “pai do Heavy Metal” e justifica a alcunha de “riff master”. Uma autêntica biografia de Rock ‘N’ Roll que deve ser lida e relida. Essencial para os apreciadores da música pesada.

A seguir, a ficha técnica da obra.

Livro: Iron Man – Minha Jornada com o Black Sabbath
Autor: Tony Iommi (com T.J. Lammers)
Editora: Planeta
Ano de lançamento: 2013 (versão em português)
Número de páginas: 400
Preço médio: R$ 40,00

Por Jorge Almeida

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