Luto no futebol: morre Carlos Alberto Torres, o capitão do tri

O "Capita" Carlos Alberto Torres, que morreu na manhã desta terça-feira, no Rio. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O “Capita” Carlos Alberto Torres, que morreu na manhã desta terça-feira, no Rio. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O ex-jogador e comentarista Carlos Alberto Torres morreu na manhã desta terça-feira (25) em sua casa, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto fulminante. Ele foi o capitão da Seleção Brasileira na conquista do tricampeonato da Copa do Mundo disputada no México, em 1970. O “Capita”, como era conhecido no meio futebolístico, era comentarista do SporTV, onde dois dias antes de sua morte participara do programa Troca de Passes.

Nascido no Rio de Janeiro em 17 de julho de 1944, Carlos Alberto Torres começou a carreira no Fluminense em 1963 e foi campeão carioca no ano seguinte. Em seguida, foi transferido para o Santos, onde fez história ao lado de feras como Gilmar dos Santos Neves, Zito, Pelé e Pepe. Com a camisa do alvinegro praiano foram cinco paulistas, uma Taça Brasil, um Roberto Gomes Pedrosa e um Torneio Rio-São Paulo.

O bom desempenho na equipe praiana o levou para a Seleção Brasileira e, consequentemente, a disputar a Copa do Mundo. No Mundial, o lateral-direito foi capitão do selecionado nacional comandado por Zagallo. Aliás, foi dele o último tento na final daquela Copa contra a Itália na vitória por 4 a 1. E, claro, foi Torres quem ergueu a Taça Jules Rimet.

Em 1971, autuou por empréstimo no Botafogo, onde entrou em campo em apenas 22 oportunidades. No retorno ao Santos, ainda faturou mais um Campeonato Paulista, o polêmico título de 1973, que fora dividido com a Portuguesa.

Voltou para o Fluminense quando fez parte do timaço montado pelo cartola Francisco Horta e que ficou conhecido como “Máquina Tricolor”, e levou os campeonatos cariocas de 1975 e 1976. Em seguida, em 1977, foi para o Flamengo, época em que Zico começava a se tornar ídolo do rubronegro.

Ainda em 1977, Carlos Alberto Torres foi com o amigo Pelé para o New York Cosmos, dos Estados Unidos, e, por lá, ainda vestiu a camisa do California Surf antes de encerrar a carreira no Cosmos em 1982.

Depois de pendurar as chuteiras, Torres se dedicou à profissão de treinador de futebol e, em seu primeiro trabalho na nova função, sagrou-se campeão brasileiro de 1983 à frente do Flamengo. No ano seguinte, comandou o Fluminense na conquista do Campeonato Carioca daquele ano. Em 1985, ajudou o Náutico a ser bicampeão pernambucano. A sua última conquista como treinador foi a Copa Conmebol de 1993 com o Botafogo.

Além desses clubes, o ex-lateral treinou Corinthians, Miami Freedom (EUA), os colombianos Once Caldas e Unión Magdalena, os mexicanos Monterrey, Tijuana e Querétaro, além de Atlético Mineiro, Paysandu e das seleções de Omã e do Azerbaijão. Entre 1989 e 1993, Carlos Alberto Torres foi vereador pelo PDT.

Muitos cronistas dizem que foi um dos maiores laterais-direitos de todos os tempos. Tinha habilidade, respeito dos companheiros e, como uma de suas características principais, uma forte personalidade e  marcou sua história em todos os times que jogou, pois conseguiu se firmar e ganhar respeito em vários times de craques, mesmo na Seleção Brasileira tricampeã de 1970, onde era um dos líderes e o capitão da equipe.

E, ao longo do dia, clubes, amigos boleiros e ex-jogadores rechearão as redes sociais e a mídia para prestar as homenagens, mais que merecidas por sinal, ao eterno “Capita”.

Obrigado, Carlos Alberto Torres. Sem você, o futebol está um pedaço mais órfão.

Descanse em paz eterno capitão.

Por Jorge Almeida

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