Exposição de arte contemporânea no Instituto Tomie Ohtake

A obra com bolas de bilhar desmedidas de mesa, de José Damasceno, em exibição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida
A obra com bolas de bilhar desmedidas de mesa, de José Damasceno, em exibição no Instituto Tomie Ohtake. Foto: Jorge Almeida

O Instituto Tomie Ohtake exibe até o próximo domingo, 23 de outubro, a exposição “Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea na Coleção Andrea e José Oympio Pereira”, que ocupa praticamente todos os espaços expositivos da instituição com cerca de 250 obras, entre pinturas, esculturas, instalações, fotografias e vídeos de uma das coleções particulares mais relevantes do país.

A coleção começou a ser formada no início dos anos 1940 e tem uma quantidade significativa de obras excepcionais de inúmeros artistas que se destacaram nos últimos 40 anos.

Com curadoria do crítico norte-americano Robert Storr, a exposição articula dois conteúdos especiais reunidos na mesma coleção: obras referenciais na história da arte geométrica no Brasil e uma série de trabalhos idealizados por artistas muito jovens, que tiveram suas carreiras iniciadas nos últimos dez anos.

A primeira sala (no piso superior) está destinada às obras de artistas fundamentais para a história da arte conceitual do país, como Waltercio Caldas. Na sala seguinte, no mesmo piso, a singularidade da imagem e a abundância de experimentos pictóricos produzidos nos anos 1980. Já no átrio, há uma série de esculturas e obras de média e grande escala, que carregam um espólio surrealista. A terceira sala do piso superior é voltada para as figurações das cidades, monumentos, casarões e pessoas retratados em imagens fotográficas e vídeos. Enquanto isso, no térreo, duas salas reservam um olhar aos trabalhos em referências históricas da arte contemporânea brasileira, as gerações das vanguardas construtivas e a arte da abstração geométrica do país.

A exposição exibe obras de nomes como Willys de Castro, Geraldo de Barros, Ivan do Espírito Santo, Vik Muniz, Tatiana Blass, Odires Mlászho, Ivan Serpa e outros.

Em meio aos destaques estão “Isto É Uma Droga” (1971/2004), assemblage de caixa de remédio, de Paulo Bruscky; “Anda Uma Coisa no Ar” (2002), constituída por vidro, aço e carvão, de Waltércio Caldas; “Barco” (2012), um óleo sobre tela, de Ana Prata; “Integrated Circuit” (foto), de 2010, composta por uma mesa de snooker e 22 pedras semipreciosas, de José Damasceno; além de fotografias de nomes como Pierre Verger e Marcel Gautherot.

SERVIÇO:
Exposição: Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea na Coleção de Andrea e José Olympio Pereira
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 (entrada pela Rua Coropés, 88) – Pinheiros
Quando: até 23/10/2016; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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