Conmebol muda regra para a Libertadores 2017

Conmebol permitirá que, a partir de 2017, equipes mexicanas decidam em casa a final da Libertadores, caso faça melhor campanha. Créditos: divulgação
Conmebol permitirá que, a partir de 2017, equipes mexicanas decidam em casa a final da Libertadores, caso faça melhor campanha. Créditos: divulgação

A Confederação Sulamericana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta sexta-feira (23) uma mudança no regulamento da próxima Copa Libertadores da América. De acordo com a entidade, a partir de 2017, equipes mexicanas poderão decidir em casa, caso chegue à final da competição e, por ventura, fizer a melhor campanha em relação ao seu oponente.

A Federação Mexicana de Futebol confirmou a mudança na regra da competição sulamericana: “O futebol mexicano continua trilhando seu caminho para se tornar ainda maior no futebol internacional”, comemorou a entidade em nota oficial.

Desde 1998, a Conmebol aceita a participação de equipes mexicanas em sua principal competição interclubes. E até a edição de 2016 da Libertadores, por conta do regulamento, os times do México, nas condições de finalistas da competição, eram obrigadas a decidir o título na casa do rival, independentemente de ter feito ou não a melhor campanha, como foi na Libertadores de 2015, entre Tigres e River Plate. Na ocasião, os argentinos fizeram uma campanha inferior à do adversário, porém, teve o privilégio de decidir em sua casa o torneio.

Ao longo desses quase 20 anos de participação mexicana na Libertadores, apenas três equipes da América do Norte chegaram à decisão do certame: Cruz Azul, em 2001; Chivas, em 2010; e, conforme citado acima, Tigres, em 2015. No entanto, nas três finais, os representantes do México foram derrotados por Boca Juniors, Internacional e River Plate, respectivamente.

Além disso, por participarem da competição na condição de “convidados”, os clubes mexicanos, em caso de conquista da Libertadores, não poderão disputar o Mundial de Clubes da FIFA como representante da Conmebol, uma vez que são afiliados à Concacaf, que define seu representante pela sua Liga dos Campeões. Ou seja, se por ventura uma equipe do México ganhar a Libertadores, o que ainda não ocorreu, o representante sulamericano na competição da FIFA será o vice-campeão da América.

Opinião. Foi um pequeno passo adiante que a Conmebol deu em relação às normas de competição da Libertadores. Mas ainda está longe do ideal. Uma vez que, em outras decisões, a entidade está longe de ser exemplo de organização. Por exemplo, a obrigatoriedade de duas equipes do mesmo país chegarem as semifinais por chaveamentos diferentes e, para evitar uma eventual “final caseira”, a alteração dos confrontos das semifinais para que os dois postulantes ao título da mesma nação façam o embate antes da decisão. Isso mesmo beira o ridículo. Na Champions League, por exemplo, não tem essas frescuras e, nem por isso, deixa de ser atraente. No caso, a Confederação Sulamericana de Futebol poderia fazer a final em campo neutro com partida única, com a definição do local da decisão sorteado antes mesmo de começar a competição, assim como é feito pela UEFA. E, como a participação mexicana na Libertadores nada mais é do que questão financeira, a Conmebol e a Concacaf poderiam se unir e criar a Liga das Américas ou até mesmo resgatar a extinta Copa Interamericana, que colocava frente a frente o campeão da Libertadores contra o vencedor da “Concachampions”.

Por Jorge Almeida

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s