Paulo Miklos deixa os Titãs

Paulo Miklos foi um dos fundadores dos Titãs, em 1982. Foto: Felipe Dana/AP
Paulo Miklos foi um dos fundadores dos Titãs, em 1982. Foto: Felipe Dana/AP

A banda Titãs anunciou na manhã desta segunda-feira (11) em sua página oficial no Facebook que o vocalista Paulo Miklos não faz mais parte da banda. Ainda de acordo com o comunicado, a saída do músico foi devido a uma “decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais”. O grupo, na mesma nota, anunciou que Beto Lee (filho de Rita Lee e Roberto de Carvalho) foi integrado à banda. Paulo Miklos, por sua vez, comentou também sobre o seu desligamento dos Titãs para “alçar voo sozinho”.

Com a saída de Miklos, os Titãs passarão a ter apenas três de seus nove membros fundadores – Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto. Antes de Miklos, saíram do grupo: Ciro Pessoa (em 1983, antes da gravação do primeiro álbum da banda); André Yung (baterista do ‘debut’ do grupo e, na virada de 1984 para 1985, fora substituído por Charles Gavin, que atuou no grupo de 1985 a 2010); Arnaldo Antunes, que se desligou do grupo em 1992; Nando Reis, em 2002; além de Marcelo Fromer (guitarrista morto em 2001).

Paulo Roberto de Souza Miklos nasceu a 21 de janeiro de 1959, em São Paulo, e, em 1982, foi um dos fundadores dos Titãs – antes disso, ele havia participado da banda Perfomática, do multiartista José Roberto Aguilar.

Como membro dos Titãs, Paulo Miklos lançou 19 álbuns, sendo 14 de estúdio. E ele foi o vocalista de grandes clássicos da banda, tais como: “Sonífera Ilha”, “Bichos Escrotos”, “Diversão”, “Domingo”, a versão acústica de “Pra Dizer Adeus”, a releitura de “É Preciso Saber Viver”, de Roberto Carlos, “Vossa Excelência”, entre outras.

Embora tenha atuado com sucesso como um dos vocalistas do grupo, Miklos se destacou também por ter tido êxito ao tocar diversos instrumentos ao longo dos seus 34 anos de Titãs: baixo, teclados, sax, bandolim, banjo, guitarra, flauta transversal, gaita, bateria (na faixa “Um Copo de Pinga”, do disco “Domingo”, de 1995, foi ele quem assumiu as baquetas).

Paralelamente aos Titãs, Paulo Miklos lançou dois álbuns solo (um autointitulado em 1994 e “Vou Ser Feliz e Já Volto”, em 2001), atuou em diversos trabalhos na televisão e nos cinemas, com destaque para o filme “O Invasor” (2001), em que fora o protagonista, além de outras colaborações em projetos diversos.

Sem o músico, os Titãs remanescentes da formação inicial seguirão a cumprir os compromissos reforçados com Beto Lee na guitarra e com Mário Fabre, que acompanha o grupo desde a saída de Charles Gavin, em 2010.

A seguir, o comunicado dos Titãs e o texto publicado por Paulo Miklos.

Os Titãs informam que Paulo Miklos se desliga da banda, por decisão pessoal, para se dedicar a projetos individuais.

Branco Mello, Sergio Britto e Tony Bellotto prosseguem como Titãs, com o apoio da gravadora Som Livre e de seu imenso público, honrando compromissos assumidos e outros que venham a surgir, fazendo shows com as canções que imortalizaram o grupo e criando novas músicas e projetos.

O guitarrista Beto Lee se junta ao baterista Mário Fabre na dupla de músicos especialíssimos que acompanharão os Titãs de agora em diante, nessa nova geração.

Os Titãs, ao longo de 34 anos de uma carreira exitosa, experimentaram várias formações sempre preservando a essência e o vigor de suas canções. Como um organismo coletivo que suplanta as individualidades que o compõem, os Titãs seguem determinados, impulsionados por inquietação e ambição artística, e orgulho das glórias conquistadas.”.

Abaixo, a publicação de Paulo Miklos:

Queridos irmãos de banda, 34 anos são uma vida. Crescemos juntos, descobrimos o Brasil e o mundo. Criamos nossa marca e deixamos um legado precioso. Nossa ligação é mais do que familiar, uma vez que escolhemos trabalhar, conviver, apoiar e amar uns aos outros. Chegou a hora de alçar voo sozinho, mas levando comigo a escola e a família titânica na minha formação como artista e pessoa. Deixo mais que amigos na melhor banda de todos os tempos da música brasileira, que segue em frente. A todos que me acompanham dentro e fora dos Titãs, o meu eterno agradecimento. Uma carreira longa com tantas glórias também tem seus momentos de adversidade. E, nestas horas, o apoio incondicional dos fãs foi sempre fonte de energia vital para a superação. Agora, anuncio um novo caminho na música, como intérprete e compositor, assim como na minha carreira de ator. Tenho muita música e emoção para compartilhar com vocês.”.

Então, boa sorte para Paulo Miklos nesse “novo voo” e também vida longa aos Titãs.

Por Jorge Almeida

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