Chile: campeão da Copa América Centenário 2016

Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes
Jogadores chilenos comemoram a conquista da Copa América Centenário em Nova Jérsei. Foto: Epa/Jason Szenes

O Chile derrotou a Argentina por 4 a 2 na disputa por pênaltis após um empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação na final da Copa América Centenário na noite deste domingo (26) no MeltLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O triunfo chileno fez aumentar ainda mais o tabu de conquistas dos argentinos, que já chega a 23 anos (o último título da Argentina foi a Copa América de 1993, no Equador). Assim, como foi na última Copa América, o Chile mais uma vez levou a melhor diante dos argentinos na disputa nos tiros penais.

A partida começou com os argentinos dispostos a acabar com a sina de vices. Antes do primeiro minutos de jogo, os alvicelestes chegaram com Banega, que de fora da área arriscou e a bola passou à direita da meta de Claudio Bravo. Mas, embora pressionasse mais e manteve a posse da bola, os hermanos esbarravam na aguerrida equipe chilena que, por sua vez, não conseguiam atacar. Porém, apesar do predomínio, a Argentina não conseguia criar situações de perigo. O jogo seguiu tenso e pegado e os lances mais ríspidos, como as entradas mais perigosas, deram trabalho para o árbitro brasileiro Heber Roberto Lopes que, de forma criteriosa, distribuía cartões.

A principal oportunidade dos argentinos veio aos 21 minutos com Higuaín. Medel vacilou na intermediária, foi desarmado pelo camisa 9 que avançou, deu um leve toque por cima de Bravo, mas a bola caprichosamente saiu pela linha de fundo. No lance, o chileno chocou-se feio com a trave na tentativa de se redimir da falha ao tentar evitar que a redonda chutada por Higuaín tivesse endereço certo.

Para complicar ainda mais a situação dos atuais campeões da Copa América, Díaz foi expulso aos 31 minutos da primeira etapa após obstruir Messi em um contragolpe. Como havia recebido o primeiro cartão amarelo antes, o defensor chileno recebeu o segundo e, consequentemente, foi mais cedo para o chuveiro.

A partir da expulsão de Díaz, o jogo virou um ataque contra defesa nos 14 minutos seguintes até que o lateral-esquerdo Rojo também foi expulso após entrada dura em Vidal. Com dez para cada lado, a partida seguiu intensa e truculenta.

No segundo tempo, com mais espaço à disposição para duas equipes, o Chile finalmente criou a sua primeira oportunidade. Aos sete minutos, Vargas chutou cruzado, Romero espalmou e a zaga aliviou o perigo. Os Rojos passaram a controlar mais o jogo, mas não criou nada de muito efetivo. A Argentina criou mais duas oportunidades, mas não acertaram o alvo. A final seguiu para a prorrogação.

No tempo extra, o panorama seguiu o mesmo, desgastadas, as duas equipes se alternavam nas principais ações. Mas foi na prorrogação que Bravo fez a defesa milagrosa. Aos 9 minutos, Messi cobrou falta, Kun Agüero cabeceou no ângulo e o arqueiro chileno deu um tapa na bola que tinha endereço certo. A esférica ainda tocou no travessão e saiu. Mas, não teve jeito, assim como na última Copa América, o campeão da edição comemorativa da competição seria definido na disputa de pênaltis.

Nos tiros penais, as duas seleções adotaram estratégias semelhantes: colocaram os seus principais destaques para abrir a série. Os chilenos bateram primeiro. Arturo Vidal chutou a meia altura e parou em Romero. Em seguida foi a vez de Messi. O craque do Barcelona isolou a sua cobrança ao mandar por cima da meta. Na sequência, os jogadores das duas equipes converteram: Castillo, Aránguiz e Beansejour pelos chilenos, enquanto Mascherano e Agüero marcaram para os argentinos. Mas, Bravo defendeu a cobrança de Biglia e Silva fez o gol que deu o título da Copa América Centenário para o Chile. Final da disputa de pênaltis: Argentina 2, Chile 4.

Protagonistas da última Copa América, Argentina e Chile fizeram justiça ao chegarem para a final da Copa América Centenário nos Estados Unidos. Consideradas atualmente as duas maiores potências no futebol sulamericano,as duas seleções fizeram uma boa campanha no torneio. Os argentinos, até então, chegaram com 100% de aproveitamento e estavam confiantes no fim do tabu de 23 anos sem conquistas, enquanto os chilenos, que perderam na estreia justamente para o rival desta noite, cresceu na competição e fizeram uma boa campanha, inclusive com os inesquecíveis 7 a 0 em cima do México nas quartas-de-final. Na decisão, os hermanos mantiveram mais a posse de bola e criaram as melhores oportunidades, enquanto os aguerridos chilenos acreditaram na força do conjunto e seguraram os alvicelestes. Apesar da atuação rígida do árbitro brasileiro, argentinos e chilenos reclamaram bastante de Heber Roberto Lopes. Mas o jogo foi amarrado e brigado do começo ao fim. Messi poderá ficar marcado pelo pênalti desperdiçado, o que seria injusto, pois ele fez uma grande Copa América. No entanto, marcado mesmo ficará Higuaín que, nas três últimas finais disputadas pela sua seleção – Copa do Mundo (2014), Copa América (2015) e Copa América Centenário (2016) -, teve a “bola do jogo”, mas desperdiçou ambas. Resta agora para a geração de Messi, a Copa do Mundo da Rússia em 2018, se a Argentina não levar o Mundial dessa vez, o craque poderá se juntar ao rol de lendas como Cruijff, Platini, Zico e Sócrates – seleto grupo de jogadores consagrados, campeões por onde passaram, mas com a frustração de nunca terem conquistado uma Copa do Mundo.

Aliás, vale reforçar que, mesmo que a Argentina tivesse se sagrado campeã na decisão de hoje, o representante da Conmebol na Copa das Confederações de 2017, que será disputado na Rússia, seria o Chile, por ter sido o campeão da Copa América de 2015 e, ainda, disputará a Copa América em 2019, que será realizada no Brasil, como defensora do título, uma vez que a Copa América Centenário é uma edição especial comemorativa dos 100 anos da primeira realização da competição continental.

Fase de grupos (Grupo D):
06/06/2016 – Argentina 2×1 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
10/06/2016 – Chile 2×1 Bolívia – Gillette Stadium, Foxborough
14/06/2016 – Chile 4×2 Panamá – Lincoln Financial Field, Filadélfia
Quartas-de-final:
18/06/2016 – México 0x7 Chile – Levi’s Stadium, Santa Clara
Semifinal:
22/06/2016 – Colômbia 0x2 Chile – Soldier Field, Chicago
Final:
26/06/2016 – Argentina (2)0x0(4) Chile – MetLife Stadium, Nova Jérsei

FICHA TÉCNICA: ARGENTINA (2)0x0(4) CHILE
Competição/fase:
Copa América Centenário 2016 – final (jogo único)
Local: Estádio MetLife Stadium, East Rutherford, Nova Jérsei (EUA)
Data: 26 de junho de 2016, 21h (horário de Brasília), domingo
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Brasil)
Assistentes: Kleber Lucio Gil e Bruno Boschilia, ambos do Brasil
Cartões Amarelos: Mascherano e Messi (Argentina); Díaz, Vidal, Beausejour e Aránguiz (Chile)
Cartões Vermelhos: Rojo (Argentina); Díaz (Chile)
Pênaltis convertidos: Mascherano e Agüero (Argentina); Castillo, Aránguiz, Beansejour e Silva (Chile)
Pênaltis desperdiçados: Messi e Biglia (Argentina); Vidal (Chile)
ARGENTINA: 1.Romero; 4.Mercado, 13.Funes Mori, 17.Otamendi e 16.Rojo; 14.Mascherano, 6.Biglia e 19.Banega (18.Lamela); 7.Di María (5.Kranevitter), 10.Messi e 9.Higuaín (11.Kun Agüero). Técnico: Gerardo “Tata” Martino
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 18.Jara e 15.Beausejour; 20.Aránguiz, 21.Díaz, 6.Fuenzalida (22.Puch) e 8.Vidal; 7.Sanchez (5.Silva) e 11.Vargas (16.Castillo). Técnico: Juan Antonio Pizzi

Parabéns ao Chile pela conquista

Por Jorge Almeida

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