Joana Flor faz show de Indivíduo Lugar

Artista se apresenta de graça no Centro Cultural da Cidade Tiradentes. Foto: Divulgação
Artista se apresenta de graça no Centro Cultural da Cidade Tiradentes. Foto: Divulgação

Joana Flor e os Ervas Daninhas se apresentam nesta sexta-feira, 10 de junho, às 20h, no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Rua Inácio Monteiro, 6900, São Paulo) e é de graça. Joana dá continuidade a turnê de seu mais recente álbum Indivíduo Lugar (2015) e canções ainda acrescenta canções dos EPs Viva (2012) e Em Progresso (2014).

Indivíduo Lugar é composto por oito músicas e é separado no que a artista diz ser dois lados: Lado A, com versões de músicas que lhe marcaram a carreira, como “A Rita” (Chico Buarque), “Samba Erudito” (Paulo Vanzolini), “Zamba Bem” (Marku Ribas) e “Eu te amei como pude (Feito Gente)” (Walter Franco). E o Lado B: com as autorais são “Sine Qua Non”, “Película” e as inéditas “Nuvens” e “Cores”. O disco tem produção de Manoel Barenbein (que trabalhou em Tropicália ou Panis et Circencis).

As canções foram gravadas no estúdio Musiclave, em São Paulo. A capa do álbum é uma tela do artista Marcos Coimbra, “Magna Musa” (2013). O disco está disponível para audição nas plataformas de streaming Spotify, Deezer e Google Play, além de estar à venda em todas as lojas de discos do país com distribuição da Tratore.

Mais sobre Joana Flor

Com formação musical em canto lírico e violão popular, a carioca chegou a São Paulo em 2004 e montou o trio “Joana Flor e Seus Dois Maridos”. Com este trabalho, apresentou-se em diversas casas em São Paulo e foi Prata da Casa no Sesc Pompeia.

Com a dissolução do trio, ela seguiu carreira solo. Em 2011, participou de uma faixa no álbum Literalmente Loucas, projeto de Zé Pedro em parceria com Patrícia Palumbo, que reuniu cantoras da nova geração em versões de músicas de Marina Lima. Além disso, a cantora lançou informalmente o EP Viva (2012) gravado nos estúdios da Trama Virtual e que alcançou mil downloads em apenas um dia, pelo site A Musicoteca. O EP a levou a tocar por várias unidades do Sesc de São Paulo.

Em 2014, lançou o EP Em Progresso (2014), com shows de lançamento no Sesc Vila Mariana (SP) e no Solar de Botafogo (RJ).  Versátil, já fez shows em homenagem à Tim Maia (Galeria Olido) e Rita Lee (Sesc Santo André).

Faixa a faixa:

1. “A Rita
(Chico Buarque)
Essa é uma música que eu toquei muito na noite. E era uma música que eu tinha bastante afinidade, mas acho que a letra pede um rock. Já que o “vilão ficou mudo”, liguei a guitarra!

2. “Samba Erudito
(Paulo Vanzolini). Participações especiais: Johnny Guima (Tan-tan, cuíca, tamborim, ovinho) e Vinicius Almeida (violão de 7 cordas, cavaquinho)
Essa foi o Manoel quem chegou e disse: “Essa música é a sua cara!” e quando ele me mostrou eu pensei: “Nossa tudo a ver!”. E já comecei a fazer a produção em casa e tive essa ideia de fazer um samba com referências à Chiquinha Gonzaga, com piano meio de maxixe, tem até caixinha de fósforo na música.

3. “Zamba Bem
(Marku Ribas). Participação especial: Johnny Guima (Tamborim, ganzá)
Todas as releituras que a gente tem dessa música são samba-rock e fazendo uma reverência ao autor e a música original. Então, pensei em fazer uma “bossinha”. E o Manoel veio com a história de fazer uma bossa meio Tom Jobim, com orquestra, com piano, uma bossa meio jazz.

4. “Eu Te Amei Como Pude (Feito Gente)
(Walter Franco)
Eu já tinha feito essa no estúdio que tenho em casa. Então, só gravei com bateria de verdade, porque a bateria tinha sido feita em midi. Mas eu mantive muita coisa original que eu fiz em casa.

5. “Cores
(Joana Flor). Vinícius Almeida (guitarra portuguesa, baixo)
Essa música é uma das últimas que eu compus. Ela era originalmente um xote, eu tenho essa influência da música oriental, flamenca e cigana e ao mesmo tempo nordestina, porque para mim tem a mesma origem. Ela tinha um escala meio espanhola. Daí, o Manoel deve essa ideia de fazer uma coisa meio fado. Na primeira versão, ela tinha uma viola caipira e o Manoel deu a ideia de chamar uma guitarra portuguesa. E eu chamei o Vinícius. Ele gravou e ficou maravilhoso!

6. “Nuvens
(Joana Flor) Participação especial: Pax Bittar (Orquestra de Aquários e kalimba). Claudio Erlam (baixo fretless).
Estava passando por um momento de “apaixonamento”, então foi um momento de resignificar a vida, a minha forma de me apaixonar e o meu jeito de ser. Ela é bem autobiográfica. E foi meio psicografada, porque eu fui fazendo a harmonia, junto com letra, tudo ao mesmo tempo e quase não reescrevi nada. Fiz uma gravação bem simples em casa e nesse meio tempo, conheci o Pax num curso e ele tem essa história da orquestra de aquários, que eu me apaixonei quando vi aquilo ao vivo. Inclusive, meu filme preferido do Fellini, que é o “E La Nave Va” (1983), tem uma cena com uma orquestra de taças de cristal. Essa cena me marcou desde que vi o filme. Quando vi isso ao vivo, pensei: “Preciso fazer alguma coisa com isso”. Então, imaginei que este era o momento.

7. “Película
(Joana Flor). Participação especial: Johnny Guima (cuíca e ovinho)
Essa é uma música que eu chamo de “Bossa-Orla”, porque ela tem essa coisa de estar caminhando no Rio e vendo a paisagem. Só que eu a compus em São Paulo, indo para a faculdade ouvindo um cantor chamado Kevin Johansen, que é argentino e eu pensei: “Bem que eu podia fazer uma música assim, meio pop, meu suingue, mas com essa característica de flerte”.

8. “Sine Qua Non
(Joana Flor). Participações especiais: Johnny Guima (pandeiro, bongô e reco-reco) e Vinícius Almeida (baixo)
É uma música de uma fase mais antiga minha. Eu tinha me mudado para São Paulo há pouco tempo e tinha ainda bastante a coisa do samba rock. Ela originalmente era uma bossa para frente. Quando estava gravando a versão que está no álbum, segui  a sugestão do operador do estúdio, que era fazer algo mais “Jorge Ben”. E eu gostei muito, porque a música ficou mais para frente. Nessa versão, gravei, aquela guitarrinha marota, que dá um “tchan” na canção.

SERVIÇO:
Joana Flor & Os Ervas Daninhas
Local: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (Rua Inácio Monteiro, 6900, São Paulo)
Dia: 10 de junho (sexta-feira), às 20h
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Entrada Gratuita

Mais Informações sobre Joana Flor: http://www.facebook.com/JoanaFlorMusic

Por Canal Aberto Assessoria de Imprensa / Márcia Marques

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