Real Madrid: campeão da UEFA Champions League 2015-2016

Jogadores do Real Madrid comemoram o título da Champions. Foto: EFE
Jogadores do Real Madrid comemoram o título da Champions. Foto: EFE

Depois de um empate em 1 a 1 no tempo normal, que persistiu na prorrogação, o Real Madrid levou a melhor na disputa de pênaltis diante do arquirrival Atlético de Madrid por 5 a 3 na final da UEFA Champions League 2015-2016, em partida disputada no Estádio San Siro, em Milão, neste sábado (28). Os Merengues saíram na frente com Sergio Ramos no primeiro tempo e o reserva Carrasco empatou para os Colchoneros na etapa final. Nas disputa por pênaltis, Juanfran desperdiçou a sua cobrança e Cristiano Ronaldo converteu a cobrança que deu ao Real a sua 11ª taça do torneio interclubes mais cobiçado do Velho Continente.

O primeiro tempo começou com o Real Madrid mais disposto a fazer o gol. Tanto que, logo aos cinco minutos, os Merengues tiveram uma excelente oportunidade com Benzema, que aproveitou-se da falta cobrada por Bale e desviou na pequena área, mas Oblak salvou a meta Colchonera com os pés.

A partida seguiu intensa, com muita disputa dos dois lados, com direito a uma entrada mais ríspida de Carvajal em Griezmann, digna de cartão amarelo, que foi prontamente apresentado pelo árbitro.

Aos 15 minutos, o algoz do Atlético da final de 2014 apareceu novamente. Kroos levantou a bola na área pela esquerda, Baile resvalou de cabeça e, Sergio Ramos – em impedimento – tocar para as redes e fazer 1 a 0 para o Real Madrid. O tento do defensor do Real veio como um balde de água fria para a torcida colchonera, que calou-se imediatamente.

O jogo seguiu com o Real Madrid ditando o ritmo de jogo e os Rojiblancos tentando entrar no jogo. Assim, o Atlético melhorou apenas depois dos 30 minutos, quando, minutos depois, teve algumas chances. Primeiro aos 33 com Griezmann, mas Navas defendeu e evitou o empate. Dois minutos depois, o atacante francês pegou de primeira e o arqueiro merengue fez linda defesa, mas o lance foi invalidado porque o atacante estava impedido. E Griezmann finalizou outra vez aos 43, quando veio pelo meio e bateu, mas a bola passou muito perto da trave defendida por Navas.

No início do segundo tempo, o time de Diego Simeone veio com tudo em busca do empate. E, com menos de dois minutos, veio uma grande oportunidade para o Atlético de Madrid. Fernando Torres se enrosca com Pepe dentro da área e o árbitro inglês marcou penalidade máxima. Na cobrança, Griezmann encheu o pé, mas acertou o travessão de Navas.

Apesar do penal desperdiçado, o Atlético não se abateu e, diferentemente da etapa inicial, foi para cima e deixou a partida franca. Dessa forma, os Colchoneros tiveram uma chance aos 8, quando, depois de um cobrança de escanteio, a esférica foi desviada e Savić chutou e mandou pelas redes do lado de fora. Seis minutos depois, Saúl pegou de primeira de dentro da área e quase empatou o jogo.

O Atlético de Madrid estava indo para cima e ficou sujeito aos contragolpes. E, em um deles, aos 24, Modrić lançou Benzema, que partiu livre pela direita, avançou, entrou na área e finalizou em cima de Oblak. Enquanto isso, Cristiano Ronaldo, que estava sumido na partida, levou perigo.O gajo chutou forte, mas o arqueiro defendeu. Em seguida, após jogada de Bale, CR7 chutou em cima de Oblak e, na sequência, o galês fintou o goleiro, bateu cruzado e Koke salvou em cima da linha.

Melhor no jogo, no lance seguinte, o Atlético chegou ao empate. Aos 33, Juanfran recebeu por cima e, de primeira, cruzou a meia altura para Carrasco empatar o jogo. Os Colchoneros foram à loucura.

Os comandados de Simeone, pouco tempo após o empate, quase viraram o placar com Torres. Aos 38, Juanfran cruzou da direita e “El Niño”, desviou levemente, mas para fora. Na sequência, foi a vez de Bale fazer grande jogada pela esquerda e bater cruzado para boa defesa de Oblak.

Na prorrogação, quem levou perigo primeiro foi o Real Madrid. Aos 4, depois a cobrança de escanteio, Cristiano Ronaldo cabeceou e quase põe o Real à frente. O primeiro tempo extra seguiu com os jogadores das duas equipes exautos. Mas, ainda deu tempo de o Atlético criar a sua oportunidade aos 15. Koke cobrou escanteio, a redonda sobrou para Griezmann, que acertou uma bicicleta, mas a bola passou por cima da meta de Navas.

No segundo tempo da prorrogação, o jogo seguiu carregado, com os jogadores das duas equipes desgatados, com todas as substituições feitas, e praticamente se arrastando em campo, os últimos 15 minutos de decisão ficaram marcados pelos atletas caídos no gramado, com dores e mancando. E, assim, os dois times não viam a hora da disputa por pênaltis.

Nas cobranças por pênaltis, prevaleceu a qualidade dos batedores em relação aos goleiros. KeylorNavas e Oblak não defenderam nenhuma cobrança. Contudo, para tristeza dos Rojiblancos, Juanfran acertou a trave. Então, coube a Cristiano Ronaldo converter a cobrança que garantiu o 11º caneco da Champions para o Real Madrid.

A final da UEFA Champions League foi digna de um derby citadino. Real e Atlético fizeram um jogo intenso, equilibrado e nervoso. No primeiro tempo, os Merengues foram ligeiramente superiores e abriram o marcador antes da metade da etapa inicial com Sergio Ramos, o algoz atleticano da mesma competição há duas temporadas. O time alvirrubro, aos poucos, se recuperou do baque e equilibrou as ações. Todavia, foi na etapa complementar, que o Atlético deu canseira nos comandados de Zinedine Zidane. Depois de desperdiçar um pênalti com Griezmann, os Colchoneros não se abateram e foram dispostos a buscar o empate, que veio aos 33 minutos, através de Carrasco, que entrou no lugar de Fernandéz. Com uma postura mais ofensiva, boa parte se deve à entrada do camisa 21, e motivado pela torcida e pelo enérgico treinador, o Atlético de Madrid criou outras oportunidades, e tal postura, permitiu que a partida seguisse franca, já que os Rojiblancos à medida que iam para cima, deixava espaços para os contragolpes do arquirrival, que até estiveram perto do segundo gol. Mas, com o empate sacramentado no tempo normal, a final partiu para uma modorrenta prorrogação, onde em 30 minutos as duas equipes pouco produziram, situação absolutamente normal, uma vez que ambas equipes estavam fisicamente esgotadas. Porém, enquanto Zidane errou nas alterações e “queimou” as trocas muito cedo, e tirou Benzema que fazia um bom jogo, a equipe de Simeone não soube tirar proveito no tempo extra, uma vez que o treinador fez duas das três substituições ao longo da prorrogação, assim, teoricamente, teria “mais gás” para virar o jogo, o que não foi possível. Na disputa por pênaltis, prevaleceu a técnica dos jogadores do Real Madrid, já que nenhum dos goleiros brilharam nos tiros penais. Pelo que produziu no jogo, o Atlético de Madrid merecia levar a sua tão sonhada “orelhuda”, mas, assim como em 2014, ficou “no quase”.

Os Colchoneros não tem o direito de atribuir o erro da arbitragem o insucesso na disputa do título. Se por um lado, houve um erro do trio inglês que não assinalou o impedimento de Sergio Ramos no lance do gol do Real, por outro lado, o juiz Mark Clattenburg errou ao marcar a penalidade no lance envolvendo Pepe e Fernando Torres. Na disputa, o luso-brasileiro se antecipou ao atacante colchonero, que se enroscou e foi ao chão.

Aliás, dois “jogadores-símbolos” das equipes tiveram participações em lances cruciais do jogo. Pelo lado merengue, Sergio Ramos foi “o cara”: fez o gol, assim como em 2014, foi seguro e ainda marcou o seu na disputa por pênaltis. Pelo lado colchonero, Juanfran foi protagonista em três momentos: no gol do Real Madrid, foi ele quem cometeu a falta inútil que originou o tento do rival, o lateral também participou no gol de empate ao cruzar na medida para Carrasco e o camisa 20 foi o único jogador que errou a cobrança nos pênaltis.

Já no setor ofensivo, pelo Atlético, a dupla Griezmann e Torres até se esforçou, mas não foi eficaz. O francês desperdiçou a cobrança no tempo normal e, depois disso, sumiu do jogo, enquanto o seu companheiro de ataque até se esforçava, mas não dava certo. Já no Real Madrid, o trio BBC teve boa atuação, especialmente Bale e Benzema, que criaram boas chances. Já Cristiano Ronaldo teve uma jornada discreta e só ganhou notoriedade por ter sido o responsável pela última cobrança que deu o título à sua equipe.

A seguir, o resumo da campanha e a ficha técnica da final.

Fase de grupos (Grupo A):
15/09/2015 – Real Madrid (ESP) 4×0 Shakhtar Donetsk (UCR) – Santiago Bernabéu, Madri
30/09/2015 – Malmö (SUE) 0x2 Real Madrid (ESP) – Estádio Swedbank, Malmö
21/10/2015 – Paris Saint-Germain (FRA) 0x0 Real Madrid (ESP) – Parc des Princes, Paris
03/11/2015 – Real Madrid (ESP) 1×0 Paris Saint-Germain (FRA) – Santiago Bernabéu, Madri
25/11/2015 – Shakhtar Donetsk (UCR) 3×4 Real Madrid (ESP) – Arena Lviv, Lviv
08/12/2015 – Real Madrid (ESP) 8×0 Malmö (SUE) – Santiago Bernabéu, Madri
Oitavas-de-final:
17/02/2016 – Roma (ITA) 0x2 Real Madrid (ESP) – Estádio Olímpico, Roma
08/03/2016 – Real Madrid (ESP) 2×0 Roma (ITA) – Santiago Bernabéu, Madri
Quartas-de-final:
06/04/2016 – Wolfsburg (ALE) 2×0 Real Madrid (ESP) – Volkswagen Arena, Wolfsburg
12/04/2016 – Real Madrid (ESP) 3×0 Wolfsburg (ALE) – Santiago Bernabéu, Madri
Semifinais:
26/04/2016 – Manchester City (ING) 0x0 Real Madrid (ESP) – Etihad Stadium, Manchester
04/05/2016 – Real Madrid (ESP) 1×0 Manchester City (ING) – Santiago Bernabéu, Madri
Final:
28/05/2016 – Real Madrid (ESP) (5)1×1(3) Atlético de Madrid (ESP) – San Siro, Milão

FICHA TÉCNICA: REAL MADRID (ESP) (5)1×1(3) ATLÉTICO DE MADRID (ESP)
Competição/fase: UEFA Champions League 2015-2016 – final (jogo único)
Local: Estádio San Siro, Milão, Itália
Data: 28 de maio de 2016, sábado – 15h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Mark Clattenburg (ING)
Auxiliares: Simon Beck (ING) e Jake Collin (ING)
Cartões Amarelos: Carvajal, Navas, Casemiro, Sergio Ramos, Pepe e Danilo (Real Madrid); Fernando Torres e Gabi (Atlético)
Gols: Sergio Ramos, aos 15 min do 1º tempo (1-0); Carrasco, aos 34 min do 2º tempo (1-1)
Pênaltis:
Real Madrid: Lucas Vázquez, Marcelo, Bale, Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo – converteram
Atlético de Madrid: Griezmann, Gabi, Saúl Ñíguez (converteram) e Juanfran (errou)
REAL MADRID (ESP): 1.Navas; 15.Carvajal (23.Danilo), 3.Pepe, 4.Ramos e 12.Marcelo; 14.Casemiro, 8.Kroos (22.Isco) e 19.Modrić; 11.Bale, 9.Benzema (18.Lucas Vásquez) e 7.Cristiano Ronaldo. Técnico: Zinedine Zidane
ATLÉTICO DE MADRID (ESP): 13.Oblak; 20.Juanfran, 15.Savić, 2.Godín e 3.Filipe Luís (19.Lucas Hernández); 6.Koke (22.Partey), 14.Gabi, 12.Fernandéz (21.Carrasco) e 17.Saúl Ñíguez; 7.Griezmann e 9.Fernando Torres. Técnico: Diego Simeone

Parabéns ao Real Madrid Club de Fútbol pela conquista.

Por Jorge Almeida

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