A biografia de Marky Ramone

Capa do livro de Marky Ramone, o lendário baterista dos Ramones
Capa do livro de Marky Ramone, o lendário baterista dos Ramones

Lançado no Brasil em 2015 através da Editora Planeta, “Minha Vida Como Um Ramone – Punk Rock Blitzkrieg” traz a biografia do lendário Marky Ramone, músico que assumiu por mais tempo as baquetas de uma das mais aclamadas bandas de rock da história, os Ramones. A obra, com cerca de 450 páginas e 21 capítulos e mais apêndice, foi escrita pelo baterista em conjunto com Rich Herschlag e, na versão em português, teve a tradução assinada por Alyne Azuma e a apresentação feita por Clemente Nascimento, integrante das bandas Inocentes e Plebe Rude.

O livro é bem “Ramone” mesmo, ou seja, rápido, básico, sem firulas e nem papas na língua e, em sua maior parte, narra a trajetória de Marky Ramone nos Ramones ao longo do tempo em que ficou na banda sob o seu ponto de vista, é lógico. O baterista relata desde como foi a sua entrada no lugar de Tommy Ramone, os TOCs e os problemas de Joey, as loucuras de Dee Dee, as opiniões reacionárias, extremamente de direita e o autoritarismo de Johnny Ramone e, evidentemente, a sua trajetória dentro do grupo.

A obra é descrita em ordem cronológica, sem necessariamente mencionar datas, e começa desde quando o pequeno Marc Bell (seu nome de batismo) se interessou pela música e as suas experiências, algumas frustradas, por diversas bandas, como Backstreet Boys (NÃO! Não é aquela “boy band” que estourou nos anos 1990), passando pelo Richard Hell e Dust até chegar aos Ramones.

Na primeira passagem pela banda nova-iorquina, Marky descreve os pormenores que aconteceram entre 1978 e 1983, as “tretas” entre eles, os empecilhos que tiveram com Phil Spector na produção do álbum “End Of Century” (1980). Mas o ápice desse trecho do livro é o momento em que Marky Ramone aborda os seus problemas com o alcoolismo e, consequentemente, o prejuízo que o vício lhe causou na banda. Para se ter uma ideia, o baterista chegou a perder um show porque ficou no hotel, bêbado, e o seu estado de embriaguez foi notado pelo piloto de um avião fretado pelo empresário do grupo que recusou a levá-lo até o local do concerto seguinte.

O músico caiu em si e percebeu que ele era o problema e resolveu se tratar ao seguir os passos dos Alcoólatras Anônimos. Depois da recuperação, Marky voltou aos Ramones e descreveu sobre a saída de Dee Dee e a entrada de C.Jay Ramone, o fim do grupo. Mas também não deixou de destacar a gratidão e o reconhecimento do público sulamericano, especialmente argentino e carioca, para com o grupo.

Na parte final da obra, Marky Ramone fala sobre as mortes de Joey, Dee Dee e Johnny Ramone, a frustração de Joey não ter conseguido com que a banda lançasse um single de sucesso, e os seus projetos pós-Ramones. Todavia, o livro deixa o recado de que ele cumpriu o seu papel e a sua importância de ter sido parte de uma das maiores bandas da história do rock.

O livro é mais do que recomendado para os apreciadores do punk rock e, principalmente, fãs dos Ramones (a banda, e não a “grife”). Mais que recomendo.

Livro: Minha Vida Como Um Ramone – Punk Rock Blitzkrieg
Autores: Marky Ramone com Rich Herschlag
Editora: Planeta
Ano de lançamento: 2015
Número de páginas: 447
Preço médio: de R$ 40,00 a R$ 50,00

Por Jorge Almeida

 

 

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