Bruce Dickinson: 20 anos de “Skunkworks”

"Skunkworks": o que era para ser uma banda homônima, tornou-se o terceiro álbum da discografia solo de Bruce Dickinson
“Skunkworks”: o que era para ser uma banda homônima, tornou-se o terceiro álbum da discografia solo de Bruce Dickinson

Na última sexta-feira (19), o terceiro álbum da carreira solo de Bruce Dickinson chegou ao 20º aniversário de seu lançamento. Me refiro a “Skunkworks”, o segundo trabalho do vocalista após a sua saída do Iron Maiden. O trabalho é caracterizado por fugir do som e das influências da banda de Steve Harris.

O play é voltado a um estilo mais “post-grunge/metal”, à lá Soundgarden. Também pudera, a produção é assinada por um dos nomes mais representativos do grunge: Jack Endino.

O nome do álbum é referente ao Skunk Works, o departamento de projetos avançados da Lockheed Martin que foi responsável por dezenas de aviões militares, entre eles o U-2, SR-71 Blackbird e mais recentemente o F-35 Lightning II. A designação “Skunkworks” também é amplamente utilizado no mundo dos negócios para descrever um grupo dentro de uma organização com elevado grau de alto autonomia, em geral destinados a pesquisas avançadas ou secretas. Com esse panorama, a maioria das letras do disco aborda a tecnologia.

Esse álbum é diferente do restante da discografia de Bruce, já que pretendia-se que o disco fosse o primeiro de uma banda do mesmo nome, porém, por imposição da gravadora, o projeto, como banda, foi rejeitado e manteve o trabalho com o nome do vocalista, logo, mais um álbum solo. E, por conta das diferenças musicais, o “Skunkworks”, como entidade, deixou de existir após o término da turnê. Aliás, apesar de a ideia era passar o “Skunkworks” como banda e fazer tudo de diferente do que fizera até então, foi durante essa turnê que, pela primeira vez, Bruce Dickinson cantara músicas do Iron Maiden. Na ocasião, o tema “The Prisoner”, do clássico “The Number Of The Beast” fez parte do setlist na época.

Com o fim da banda que gravou o álbum, Bruce Dickinson voltou a trabalhar com Roy Z, que produziu “Balls To Picasso”, em seu álbum seguinte “Accident Of Birth”, que contou com a participação de um velho conhecido, Adrian Smith.

De um modo geral, o disco tem alguns pontos que valem atenção: refrões grudentos e um vocal cantado com muita garra e agressividade, afinal, estamos falando daquele que nos dias de hoje, talvez, seja a maior voz do Heavy Metal juntamente com Rob Halford.

Em 2005, o álbum foi relançado em CD duplo com algumas versões ao vivo de músicas do play, uma releitura de já citada faixa do Iron Maiden e a engraçada “I’m In A Band With An Italian Drummer”, que refere-se ao baterista italiano Alessandro Elena.

As músicas, em sua maioria, são curtas, não chegam a cinco minutos. Os destaques ficam por conta de “Faith”, “Back From The Edge”, “Inside The Machine” e “Strange In Death Paradise”.

Bom, como já foi descrito acima, quem quiser ouvir o álbum e compará-lo logo de cara com os trabalhos anteriores de Bruce Dickinson, inclusive os gravados com o Iron Maiden também, vai quebrar a cara. O negócio é ter uma familiaridade com a sonorização do álbum, pois o play não chama atenção logo de cara. Aliás, apesar de não ser o melhor trabalho do Mr. Air Raid Siren, “Skunkworks” tem suas virtudes, embora esteja longe das qualidades da obra de Bruce Dickinson, o que faz dele o disco preterido dos fãs do vocalista.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist de “Skunkworks”.

Álbum: Skunkworks
Intérprete: Bruce Dickinson
Lançamento: 19 de fevereiro de 1996
Gravadora: Castle
Produtor: Jack Endino

Bruce Dickinson: voz
Alex Dickison: guitarra
Chris Dale: baixo
Alessandro Elena: bateria

CD 1:
1. Space Race (Dickinson / Dickson)
2. Back From The Edge (Dickinson / Dickson)
3. Inertia (Dickinson / Dickson)
4. Faith (Dickinson / Dickson)
5. Solar Confinement (Dickinson / Dickson)
6. Dreamstate (Dickinson / Dickson)
7. I Will Not Accept The Truth (Dickinson / Dickson)
8. Inside The Machine (Dickinson / Dickson)
9. Headswitch (Dickinson / Dickson)
10. Meltdown (Dickinson / Dickson)
11. Octavia (Dickinson / Dickson)
12. Innerspace (Dickinson / Dickson / Dale)
13. Strange Death In Paradise (Dickinson / Dickson)
CD 2:
1. I’m In A Band With An Italian Drummer (Dickinson / Dickson)
2. Rescue Day (Dickinson / Dickson)
3. God’s Not Coming Back (Dickinson / Dickson)
4. Armchair Hero (Dickinson / Dickson)
5. R 101 (Dickinson / Dickson)
6. Re-Entry (Dickinson / Dickson)
7. Americans Are Behind (Dickinson / Dickson)
8. Inertia (ao vivo) (Dickinson / Dickson)
9. Faith (ao vivo) (Dickinson / Dickson)
10. Innerspace (Dickinson / Dickson / Dale)
11. The Prisoner (ao vivo) (Smith / Harris)

Por Jorge Almeida

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s