Botafogo (SP): campeão brasileiro da Série D 2015

Botafogo F.C. (SP): campeão brasileiro da Série D 2015. Créditos: divulgação
Botafogo F.C. (SP): campeão brasileiro da Série D 2015. Créditos: divulgação

O Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão Preto, é o mais novo campeão brasileiro da Série D. O time paulista empatou em 0 a 0 com o Ríver, do Piauí, na segunda e decisiva partida do campeonato nacional da quarta divisão no Estádio Albertão, em Teresina, neste sábado (14). Como havia vencido o primeiro jogo em casa por 3 a 2, a Pantera da Mogiana conseguiu administrar o resultado necessário fora de seus domínios, pois, caso fosse derrotada por qualquer placar, o título ficaria com o Galo Carijó piauiense.

Os cinco primeiros minutos foram tensos, com os anfitriões errando muitos passes e o Botinha não acertando a marcação. Mas, precisando da vitória, o Ríver tomou as rédeas do jogo e permaneceu mais no campo de defesa do rival, que estava disposto a tentar sair em contragolpes, o que não aconteceu.

A primeira oportunidade do jogo aconteceu aos 29 minutos com Tote arriscando de longe, mas por cima da meta de Neneca. O Botafogo só resolveu tentar algo depois da marca dos 35, com Tiago Dias tirando a bola de Vitinho no momento certo e, aos 37, quando Vitinho cruzou rasteiro e Rafael Araújo mandou para escanteio depois de a bola ter passado pelo goleiro Naylson.

O panorama da primeira etapa se repetiu no segundo tempo: o Ríver com mais posse de bola e o Botafogo se segurando. O Galo Carijó tentou logo no começo com Fabinho, contudo, o arqueiro da Pantera da Mogiana estava atento. E, para aumentar o sofrimento dos botafoguenses, César Gaúcho fez falta dura e levou o segundo cartão amarelo e, obviamente, o vermelho veio em seguida, para desespero do técnico Marcelo Veiga, que estava preparando a entrada de Edu no lugar do “pendurado” camisa 5, mas não deu tempo.

Apesar da desvantagem numérica desde os 10 minutos, o Botafogo quase abriu o placar com Canela aos 13, mas o camisa 11 desperdiçou uma ótima oportunidade ao permitir que o goleiro Naylson espalmasse sua finalização dentro da pequena área.

Com um jogador a menos, Marcelo Veiga fez duas substituições ousadas: tirou a dupla de atacantes – Canela e Nunes – para colocar Matheus Mancini e Dudu com o objetivo de segurar o Ríver o quanto puder, ou seja, abdicou de jogar e sua equipe praticamente atuou com os dez homens no campo de defesa durante todo o segundo tempo.

Evidentemente nestas circunstâncias, o Ríver foi para o abafa: apostou nos cruzamentos, mas que eram interceptados por Neneca ou pela dupla de zaga do Botinha. No entanto, aos 34, o time da casa desperdiçou uma oportunidade incrível: Eduardo dominou na área, chutou firme, mas o goleiro da equipe de Ribeirão Preto fez bela defesa.

Enquanto o Botafogo estava com os seus dez jogadores cercando a sua área, o poderio de ataque do Ríver estava formado por quatro jogadores da posição: Eduardo, Fabinho, Célio Codó e Robinho.

Embora estivesse em desvantagem, o Botinha foi heroico até o fim. Inclusive, contou com a falta de pontaria do ataque do adversário. Aos 47 minutos, Fabinho cruzou para Eduardo, que finalizou, mas Neneca não defendeu na primeira e, no rebote, o camsa 7 chutou para fora. Essa foi a última chance de gol para o Ríver. Final de jogo no Albertão: Ríver 0, Botafogo 0. Dessa forma, o Botinha é o primeiro clube do Estado de São Paulo a conquistar a Série D do Campeonato Brasileiro.

Como era esperado, o Ríver pressionou o Botafogo praticamente o jogo inteiro. Mas a frieza do time de Ribeirão Preto na partida impressionou. E, incrivelmente, o Galo Carijó finalizou pelo menos umas 15 vezes, enquanto a Pantera da Mogiana só levou perigo em três momentos. Para dar mais adrenalina, o Botinha perdeu César Gaúcho no começo do segundo tempo. Com um a menos, Marcelo Veiga foi muito ousado ao colocar em prática o “ônibus” em campo, ou seja, o time protegeu a sua meta com todos os jogadores no campo de defesa. Assim, a equipe da Califórnia Brasileira conseguiu superar a desvantagem numérica, o calor de Teresina (tanto que a partida teve duas paradas técnicas) e os 40 mil riverinos que foram ao estádio.

A seguir, o resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da finalíssima.

Primeira fase (Grupo 6):
12/07/2015 – Gama (DF) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Nacional, Brasília (DF)
19/07/2015 – Botafogo (SP) 0x1 CRAC (GO) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
25/07/2015 – Duque de Caxias (RJ) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Marrentão, Duque de Caxias (RJ)
09/08/2015 – Botafogo (SP) 5×1 Villa Nova (MG) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
23/08/2015 – Villa Nova (MG) 2×3 Botafogo (SP) – Estádio Castor Cifuentes, Nova Lima (MG)
30/08/2015 – Botafogo (SP) 3×1 Duque de Caxias (RJ) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
06/09/2015 – CRAC (GO) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Genervino da Fonseca, Catalão (GO)
13/09/2015 – Botafogo (SP) 0x0 Gama (DF) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
Oitavas-de-final:
27/09/2015 – Botafogo (SP) 3×0 CRAC (GO) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
02/10/2015 – CRAC (GO) 1×0 Botafogo (SP) – Estádio Genervino da Fonseca, Catalão (GO)
Quartas-de-final:
11/10/2015 – Botafogo (SP) 2×1 São Caetano (SP) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
16/10/2015 – São Caetano (SP) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Anacleto Campanella, São Caetano do Sul (SP)
Semifinais:
25/10/2015 – Botafogo (SP) 1×0 Remo (PA) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
1º/11/2015 – Remo (PA) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Mangueirão, Belém (PA)
Final:
07/11/2015 – Botafogo (SP) 3×2 Ríver (PI) – Estádio Santa Cruz, Ribeirão Preto (SP)
14/11/2015 – Ríver (PI) 0x0 Botafogo (SP) – Estádio Albertão, Teresina (PI)

FICHA TÉCNICA: RÍVER (PI) 0x0 BOTAFOGO (SP)
Competição/fase: Campeonato Brasileiro Série D 2015 – final (segundo jogo)
Local: Estádio Governador Alberto Tavares Silva (Albertão) – Teresina (PI)
Data: 14 de novembro de 2015 – 19h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilson Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Cristhian Passos Sorence (GO) e Jesmar Benedito Miranda de Paula (GO)
Cartões Amarelo: Fabinho, Amarildo e Júnior Xuxa (Ríver); César Gaúcho (Botafogo)
Cartão Vermelho: César Gaúcho
RÍVER (PI): 1.Naylson; 2.Tote, 3.Índio, 4.Rafael Araújo e 6.Jadson (22.Robinho); 5.Amarildo (19.Esquerdinha), 8.Thiago Dias, 7.Eduardo e 10.Júnior Xuxa (21.Rafael Freitas); 11.Fabinho e 9.Célio Codó. Técnico: Flávio José Araújo
BOTAFOGO (SP): 1.Neneca; 2.Carlos, 3.Caio Ruan, 4.Mirita e 6.Augusto Ramos, 5.César Gaúcho, 8.Diego Pituca, 7.Daniel Borges e 10.Vitinho (13.Lucas Ribeiro); 11.Canela (14.Matheus Mancini) e 9.Nunes (15.Dudu). Técnico: Marcelo Veiga

Parabéns ao Botafogo Futebol Clube pelo título.

Por Jorge Almeida

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