Show do Creedence Clearwater Revisited no Tom Brasil (06.11.2015)

Creedence Clearwater Revisited em ação no palco do Tom Brasil. Foto: Jorge Almeida
Creedence Clearwater Revisited em ação no palco do Tom Brasil. Foto: Jorge Almeida

E mais uma vez a banda Creedence Clearwater Revisited está em solo brasileiro. Evidentemente que a maior cidade do país não poderia ficar de fora da turnê da “releitura” da icônica banda dos anos 1960, o Creedence Clearwater Revival. Dessa vez, o local de apresentação do grupo foi o excelente Tom Brasil na noite desta sexta-feira (6). A abertura ficou por conta dos brasileiros do República*.

Como já é de conhecimento de todos, o Revisited traz em sua formação dois integrantes da formação original do CCR, o baterista Doug Clifford e o baixista Stu Cook. Afinal, por questões judiciais, eles não podem usar o nome da banda que os consagraram – o vocalista John Fogerty é o detentor da marca Creedence Clearwater Revival. Além deles, completam o time, o carismático vocalista John Tristao, que também faz a guitarra base, Kurt Griffey (guitarra solo) e Steve Gunner (teclados, gaita, violão e backing vocal).

O show da atração principal começou por volta das 22h35. Depois de muita expectativa no local, o CCR subiu ao palco e, em 1h40 de apresentação, tocou um desfiladeiro de clássicos do Rock And Roll. Começaram com “Born On The Bayou”, do disco “Bayou Country” (1969), seguida pelos hits “Green River”, “Lodi”, “Commotion”, a classuda “Who’ll Stop The Rain?”, que foi uma das mais aclamadas da noite, seguida de “Susie Q”, com destaque para a incrível perfomance de Kurt Griffey, e “Hey Tonight”.

A banda deu uma quebrada na “avalanche” de hinos, para que o vocalista John Tristao saudasse o público, fazer todo aquele discurso que todo grupo internacional faz (que ama o Brasil, temos a melhor plateia e todo aquele blá, blá, blá que toda pessoa que foi em show dessa estirpe está mais do que acostumado), apresentou a banda e revezou o posto de porta-voz com Stu Cook. Inclusive, em um desses momentos, Doug Clifford deixou a bateria e foi ao microfone, saudar os presentes, falar um pouco da carreira e do atual momento da sua empreitada iniciada em 1995.

Mas, voltando para o concerto, os clássicos seguiram “Long As I Can See The Light”, “I Put A Spell On You”, “Down On The Corner”, “Lookin’ Out My Back Door” e a versão integral do cover “I Heard It Through The Grapevine”, gravada pela primeira vez por Gladys Knight & the Pips em 1967 e também regravada por Marvin Gaye no ano seguinte, e que aqui ultrapassou os 15 minutos, e outro show de Griffey e também dos fundadores do CCR – Cook e Clifford.

A apresentação estava em sua reta final e, como que estivessem com uma carta na manga, os caras pegaram quatro clássicos inenarráveis: “The Midnight Special”, música popular que John Fogerty fez o arranjo para a versão no álbum “Willy And The Poors Boys” (1969), “Bad Moon Rising”, “Proud Mary” e “Fortunate Son”.

Na volta para o bis, talvez, uma das canções mais conhecidas da história: “Have You Ever Seen The Rain?”, que obviamente foi cantada a pleno pulmões pelo público, e mais dois temas para coroar a grande performance do quinteto: “Travellin’ Band” e “Up Around The Bend”.

Foi mais uma excelente apresentação do Creedence Clearwater Revisited, Jonh Tristao é carismático e a semelhança no estilo vocal de John Fogerty chega a impressionar. Aliás, aqui vale o “momento A Praça É Nossa”, pela situação que ele se encontra, ao tocar ao lado de duas lendas como Stu Cook e Doug Clifford, o nome dele deveria ser “John Contentao” e não “Tristao”. Mas, “infamidades” à parte, graças a Deus que os responsáveis pela “cozinha” do CCR resolveram tocar a vida com esses clássicos, pois, se não fosse por isso, as gerações mais jovens, nunca teriam a oportunidade de ver ao vivo esses clássicos que são atemporais.

Aliás, o repertório estava perfeito. Infelizmente não deu para tocarem “Molina” e nem “Good Golly, Miss Molly”, cover do  Little Richard.Valeu o ingresso.

A seguir, o setlist da apresentação da banda no Tom Brasil.

1. Born On The Bayou (Fogerty)
2. Green River (Fogerty)
3. Lodi (Fogerty)
4. Commotion (Fogerty)
5. Who’ll Stop The Rain? (Fogerty)
6. Susie Q (Hawkins / Broadwater / Lewis)
7. Hey Tonight (Fogerty)
8. Long As I Can See The Light (Fogerty)
9. I Put A Spell On You (Hawkins)
10. Down On The Corner (Fogerty)
11. Lookin’ Out My Back Door (Fogerty)
12. I Heard It Through The Grapevine (Whitfield / Strong)
13. The Midnight Special (Traditional Arr. / Versão: John Fogerty)
14. Bad Moon Rising (Fogerty)
15. Proud Mary (Fogerty)
16. Fortunate Son (Fogerty)
Bis:
17. Have You Ever Seen The Rain? (Fogerty)
18. Travellin’ Band (Fogerty)
19. Up Around The Bend (Fogerty)

* Em virtude de problemas logísticos, não consegui chegar a tempo de ver o show do República, peço desculpas.

Por Jorge Almeida

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