Sesc Pinheiros recebe o espetáculo “Solos (Seuls)”, com texto, direção e interpretação de Wajdi Mouawad

 No solo, autor de “Incêndios” mistura elementos autobiográficos a sua admiração por Robert Lepage para questionar o significado de raízes, valores, cultura e vida. Créditos: Thibaut Baron

No solo, autor de “Incêndios” mistura elementos autobiográficos a sua admiração por Robert Lepage para questionar o significado de raízes, valores, cultura e vida. Créditos: Thibaut Baron

Em novembro, o Sesc Pinheiros recebe o espetáculo “Solos (Seuls)”, com texto, direção e interpretação de Wajdi Mouawad. As apresentações ocorrem nos dias  56 e 7 de novembro (quinta-feira, sexta e sábado), sempre às 21h, noTeatro Paulo Autran. Os ingressos vão de R$ 9 (credencial plena) a R$ 30 (inteira).

Nesse solo, Wajdi Mouawad mantém a intuição de que é hora de questionar o que acontece com sua língua materna quando tudo começa a funcionar em outro idioma – um idioma aprendido, monstruosamente adquirido. Na pele de Harwan, um estudante de Montreal prestes a defender sua tese, encontra-se preso numa das salas do Museu Hermitage, em São Petersburgo, onde faz questionamentos sobre o significado da vida, raízes, valores e cultura.

Como fazer quando, para voltar a ser o que era, é preciso tornar-se outra pessoa? Essa questão estranha está intimamente ligada ao corpo, à voz e ao ser. Não poderia, então, ser outro ator a ser testemunhado pelo autor-diretor senão o próprio autor-diretor. Assim, o multi-artista franco-libanês assume a tripla missão misturando elementos autobiográficos e sua admiração por Robert Lepage em uma peça de sua completa autoria.

E como se dá a formatação de uma sensação, o lento nascimento do texto? Em “Solos (Seuls)”, Mouawad também materializa o processo de escrita usando fotos, quadros, páginas de anotações e histórias buscando contar o gênesis polifônico de seu último espetáculo até o resultado textual e cênico enquanto percorre um caminho pontuado por quatro grandes etapas: sentir, ouvir, esperar e olhar.

Sobre Wajdi Mouawad

Nascido em outubro de 1968, Wajdi Mouawad passa a infância no Líbano e a adolescência na França antes de se estabelecer no Québec onde, formado pela Escola Nacional de Teatro do Canadá em 1991, empreende uma carreira quádrupla como ator, diretor, autor e diretor artístico. Interpreta papéis em vários de seus próprios espetáculos, mas também sob a direção de outros artistas como Brigitte Haentjens em “Calígula”, de Albert Camus (1993), Dominic Champagne em “Cabaret des Neiges noires” (1992), Daniel Roussel em “As Cadeiras”, de Eugène Ionesco (1992) e Stanislas Nordey, interpretando Stepan Fedorov em “Os Justos”, de Albert Camus (2010). Premiado com inúmeras honrarias, incluindo o Prêmio do Governador-geral em 2000 por “Littoral”, é nomeado Cavaleiro da Ordem Nacional das Artes e Letras em 2002 e depois Artista da Paz em 2006 pela organização epônima, e três anos mais tarde pela Ordem do Canadá, além de receber um Doutorado Honoris Causa da Escola Normal Superior de Letras e Ciências Humanas de Lyon e do Grande Prêmio do Teatro concedido pela Academia Francesa. Suas peças foram traduzidas em mais de quinze idiomas e apresentadas em todas as regiões do mundo, em países como Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Espanha, Japão, México, Austrália, Estados Unidos e Brasil. Cofundador, com a atriz Isabelle Leblanc, de sua primeira companhia, o Théâtre Ô Parleur, diretor artístico do Théâtre de Quat’Sous em Montreal de 2000 a 2004, cria no ano seguinte as companhias Au Carré de l’Hypoténuse, em Paris, e Abé Carré Cé Carré, em Montreal. De 2007 a 2012, integra o Centro Nacional das Artes como diretor artístico do Théâtre Français. Em 2009, como artista associado da 63ª edição do Festival de Avignon, cria o quarteto Le Sang des Promesses, composto por “Littoral”, “Incendies”, “Forêts” e “Ciels”. É associado ao Grand T, teatro de Loire-Atlantique, e reside na França.

Ficha técnica:
Texto, direção e atuação: Wajdi Mouawad
Dramaturgia, escritura de tese: Charlotte Farcet
Conselho artístico: François Ismert
Assistência de direção: Irène Afker
Cenografia: Emmanuel Clolus
Iluminação: Eric Champoux
Figurinos: Isabelle Larivière
Direção sonora: Michel Maurer
Música original: Michael Jon Fink
Direção de vídeo: Dominique Daviet
Acompanhamento artístico em turnê: Alain Roy
Direção de palco: Eric Morel
Técnico de som: Olivier Renet
Técnico de luz: Eric Le Brec’h e Annabelle Courtaud
Técnico de vídeo: Olivier Petitgas
Vozes:
Layla Nayla Mouawad
Professor (Rusenski Michel Maurer)
A livreira (Isabelle Larivière)
Robert Lepage (Robert Lepage)
O Pai Abdo (Mouawad)
O Médico Eric (Champoux)
Músicas adicionais:
Al Gondol Mohamed (Abd-Em-Wahab)
Habaytak (Fayrouz)
Una furtiva lacrima (de Donizetti por Caruso)
Texto adicional:
O retorno do filho pródigo, Lucas 15-21 – tirado da tradução da Bílbia de Jerusalém
Construção do cenário: François Corbal, Eric Terrien, Yann Malik, Sébastien Grangereau e Benjamin Leroy
Direção geral Au Carré de l’Hypoténuse: Arnaud Antolinos
Direção de produção Abé Carré Cé Carré: Maryse Beauchesne
Assistente de produção: Mariane Lamarre
Direção técnica: Pierre-Yves Chouins
Secretária geral: Marie Bey
Imprensa: Dorothée Duplan
Produção e agenciamento no Brasil: Performas Produções
Direção de produção: Andrea Caruso Saturnino
Produção executiva: Ariane Cuminale e Beatriz Sayad
Direção técnica: André Boll e Raquel Balakian

SERVIÇO:
SOLOS (SEULS) – Wajdi Mouawad
Onde: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran – Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros
Quando: 05, 06 e 07 de novembro (quinta, sexta e sábado), às 21h
Duração: 120 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
Ingressos: R$ 30(Inteira), R$ 15 (Meia: estudante, servidor de escola público, +60 anos, aposentados e pessoas com deficiência), R$ 9 (Credencial Plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). Ingressos à venda a partir de 27/10, às 16h30, pelo portal www.sescsp.org.br, e a partir de 28/10, às 17h30, nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo. Venda limitada a quatro ingressos por pessoa. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.
Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 22h; Sábado, domingo, feriado, das 10h às 19h. Taxas (veículos e motos): credenciados no Sesc: R$ 6,00 nas três primeiras horas e R$ 1,00 a cada hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 8,00 nas três primeiras horas e R$2,00 a cada hora adicional.

Por Canal Aberto | Márcia Marques | Fernanda Araujo com Poliana Queiroz | Érica Georgino | Isabela Lisboa

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