Show JOGOS DA NOITE, com Suzana Salles e Pepê Mata Machado, traz novas canções dedicadas à poesia de esquecidos poetas simbolistas brasileiros

Suzana Salles e Pepê Mata Machado trazem aos palcos show com canções inéditas, vertidas a partir de ícones da poesia simbolista brasileira. Foto: divulgação
Suzana Salles e Pepê Mata Machado trazem aos palcos show com canções inéditas, vertidas a partir de ícones da poesia simbolista brasileira. Foto: divulgação

Pepê Machado e Suzana Salles estão em cartaz com o show Jogos da Noite até 25 de outubro de 2015 no Teatro de Arena Eugenio Kusnet, no centro de São Paulo.

Pepê Mata Machado é compositor e violonista. Suas mais recentes canções lançadas encontram-se no CD Tremor Essencial, de Celso Sim. Participa também, em parceria, com uma canção no novo álbum de Elza Soares, A Mulher do Fim do Mundo. Os arranjos criados para este trabalho contam com as participações fundamentais de Sérgio Reze, bateria e percussão e do violoncelista Filipe Massumi, numa formação arrojada, com violão, violoncelo e bateria.

Suzana Salles integra o espetáculo como intérprete e coautora. O show conta ainda com a direção cênica e luz de Cibele Forjaz.

No repertório, poesias conhecidas como Ismália, de Alphonsus de Guimaraens, e poetas relevantes vindos de cidades de norte a sul do país, como Álvaro Moreyra, Da Costa e Silva e Emiliano Perneta, em versos que, muitas vezes, poderiam ter sido escritos para o Brasil e para o nosso mundo contemporâneo.

Os autores escolhidos, nascidos em sua maior parte entre os anos 60 e 80 do século XIX, fizeram parte do movimento simbolista em suas diversas gerações. Exceção se faz a um poeta, nascido algumas décadas antes, cujo poema Saudades integra este cancioneiro pela força expressiva de seus versos e pela potência criativa e popularidade de seu autor, Casimiro de Abreu (1839-1860).

Presente na literatura como movimento inovador e estudado hoje por meninos colegiais, o simbolismo representa, na verdade, o início de transformações estéticas que eram então o reflexo do descontentamento com a “Razão Triunfante”, conceito largamente difundido a partir do desenvolvimento científico e industrial e de uma concepção materialista do mundo, hoje dominante.

O simbolismo na poesia brasileira é um precursor e influenciador do movimento Modernista. Nos informa Manuel Bandeira:

“A influência dos simbolistas estendeu-se às gerações posteriores, até à dos modernistas, os da primeira hora formados sob aquela influência. O Panorama de Muricy (Panorama do Movimento Simbolista Brasileiro – Andrade Muricy) inclui, com retratos e notas biobibliográficas, poemas de Manuel Bandeira, Hermes-Fontes, Álvaro Moreyra, Felipe d’Oliveira, Ronald de Carvalho, Rodrigo Otávio Filho, Homero Prates, Murilo Araújo, Alceu Wamosy, Raul de Leoni, C. Tavares Bastos, Durval de Morais, Cecília Meireles e outros. Deveria ter incluído também Ribeiro Couto, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet e até o Mário de Andrade de Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema”.

Bandeira M., in Antologia dos Poetas Brasileiros, 1967, pags.16,17.

Poesia e música no Brasil sempre estiveram unidas, com sabidas relações de colaboração e grande êxito popular entre poetas, perpassando nomes como os de Fagundes Varela e Vinícius de Morais, e compositores populares, criando uma percepção que, nos sendo comum, é única no mundo.

Listagem dos poetas trabalhados neste cancioneiro:

Cruz e Souza (1861-1898), Emiliano Perneta (1866-1921), Azevedo Cruz (1870-1905), Alphonsus de Guimaraens (1870-1921), Da Costa e Silva (1885-1950), José Albano (1888-1923), Álvaro Moreyra (1888-1964), Eduardo Guimarães (1892-1928), Casimiro de Abreu (1839-1860)

Ficha técnica:
Suzana Salles – intérprete
Sérgio Reze – bateria e percussão
Filipe Massumi –  violoncelo
Pepê Mata Machado violões, composição e arranjos, direção musical
Cibele Forjaz –  direção cênica e iluminação
Produção: Casa.Livre
Contato: musicaparapoetas@gmail.com

SERVIÇO:
Show Jogos da Noite
Onde: Teatro de Arena Eugênio Kusnet – Rua Teodoro Baima, 94 – Centro – Tel.: 11-3256-9463
Quando: Temporada aos sábados e domingos sempre às 21h, até 25/10
Quanto: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia para artistas e estudantes); não aceita cheques e nem cartões
Ingressos: 20 reais inteira / 10 reais meia para artistas e estudantes
Não aceita cheques nem cartões

Por Márcia Marques

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