AC/DC: 30 Anos de “Fly On The Wall”

"Fly On The Wall" (1985): o disco que marca a estreia de Simon Wright na bateria do AC/DC
“Fly On The Wall” (1985): o disco que marca a estreia de Simon Wright na bateria do AC/DC

Aproveitando que hoje, 9 de julho, o lendário Bon Scott completaria 69 anos de idade se estivesse no meio de nós, resolvi abordar sobre um disco da banda que consagrou o boêmio vocalista, me refiro ao AC/DC, mais especificamente ao disco “Fly On The Wall”, que completou 30 anos de seu lançamento recentemente.

No último dia 28 de junho o álbum “Fly On The Wall”, do AC/DC, completou três décadas de vida. Infelizmente, o play é mais lembrado porque marca a estreia de Simon Wright nas baquetas no lugar de Phil Rudd. Já que não fora bem recebido pelos críticos e suas vendas foram modestas – cerca de dois milhões de cópias -, o que contrasta com os clássicos anteriores, como “Back In Black” (1980) e “For Those About To Rock (We Salute You)” (1981).

Produzido pelos irmãos Young – Malcolm e Angus -, o disco foi gravado no Mountain Studios, em Montreaux, Suíça, entre novembro de 1984 e janeiro de 1985. “Fly On The Wall” foi o décimo trabalho de estúdio do AC/DC (o nono se levarmos em conta apenas a discografia internacional da banda).

Antes do lançamento do álbum, a situação não era das melhores no AC/DC. Uma vez que o relacionamento entre o guitarrista Malcolm Young e o baterista Phil Rudd não era dos melhores. Em meio aos abusos de drogas e álcool, os dois acabaram se desentendendo e chegaram “as vias de fato”. Com isso, sobrou para o baterista, que saiu no final de 1983 e foi substituído por Simon Wright.

A fase do AC/DC já não era das melhores e, para piorar a situação, a turnê do álbum foi marcada pela publicidade negativa da banda por conta da detenção do serial killer Richard Ramírez, cujo apelido dado pela imprensa era “Night Stalker”. Em depoimento à polícia, ele disse que a música “Night Prowler”, do disco “Highway To Hell” (1979), o motivou a cometer os assassinatos. A polícia ainda afirmou que Ramirez foi visto com uma camiseta do AC/DC e ainda deixou um boné que levava o nome do grupo em um dos locais do crime que cometera. E, diante dessa situação, a letra de “Night Prowler” passou a ser minuciosamente analisada por alguns tabloides com o objetivo de associar o satanismo de Ramirez ao AC/DC e, assim, para chegar a bizarra conclusão que o nome do grupo, na verdade, é uma sigla que significava “Anti-Christ/Devil’s Child” (Anti-Cristo/Criança do Diabo). Obviamente, a banda negou essa conotação e afirmou que a música em questão, na verdade, trata de uma situação em que um garoto, sorrateiramente, vai passar a noite no quarto da namorada enquanto os pais dela estão dormindo.

E, antes da finalização do álbum, o AC/DC veio pela primeira vez ao Brasil para tocar na primeira edição do Rock In Rio. Os australianos tocaram em duas noites do festival – nos dias 15 e 19 de janeiro de 1985 – para mais de 200 mil pessoas.

Apesar de não ser um trabalho tão aclamado, “Fly On The Wall” traz coisas boas, como a faixa-título, com o riff “angusyounguiano” e um vocal mais rasgado que o habitual de Brian Johnson, seguida das excelentes “Shake Your Foundations” e “First Blood” até chegar à ‘blueseira’ “Danger”, que antecede à clássica “Sink The Pink”. O disco continua com a pesada “Playing With The Girls”, acompanhada por “Stand Up”, que é bem conduzida pela bateria de Wright e um refrão fácil. E o play entra em reta final com três bons temas “Hell Or High Water”, “Back In Business” e “Send For The Man”.

Embora não seja um dos trabalhos mais aclamados do AC/DC, “Fly On The Wall” está longe de ser um disco ruim ou mediano. É um bom trabalho, mas não no mesmo patamar dos discos citados acima. Mas é melhor que o disco que o antecede, o “Flick Of The Switch” (1983) – vale lembrar que entre o lançamento desses dois discos, o AC/DC homenageou Bon Scott com o ótimo EP “’74 Jailbreak” (1984). Pode escutá-lo sem medo.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist do play.

Álbum: Fly On The Wall
Intérprete: AC/DC
Lançamento: 28 de junho de 1985
Gravadora: Albert Productions / Atlantic Records
Produtores: Angus Young e Malcolm Young

Angus Young: guitarra solo
Brian Johnson: voz
Malcolm Young: guitarra-base e backing vocal
Cliff Williams: baixo e backing vocal
Simon Wright: bateria

1. Fly On The Wall (Young / Young / Johnson)
2. Shake Your Foundations (Young / Young / Johnson)
3. First Blood (Young / Young / Johnson)
4. Danger (Young / Young / Johnson)
5. Sink The Pink (Young / Young / Johnson)
6. Playing With Girls (Young / Young / Johnson)
7. Stand Up (Young / Young / Johnson)
8. Hell Or High Water (Young / Young / Johnson)
9. Back In Business (Young / Young / Johnson)
10. Send For The Man (Young / Young / Johnson)

Por Jorge Almeida

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