Exposição “Farnese de Andrade, Arqueologia Existencial” na Caixa Cultural

"Anunciação": assemblage de 1972, de Farnese de Andrade, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida
“Anunciação”: assemblage de 1972, de Farnese de Andrade, na Caixa Cultural. Foto: Jorge Almeida

A Caixa Cultural apresenta até o próximo domingo, 12 de julho, a exposição “Farnese de Andrade, Arqueologia Existencial”, que traz cerca de 40 obras, entre gravuras, esculturas, pinturas e assemblages criadas entre as décadas de 1970 e 1990 por Farnese de Andrade (1926-1996). Além disso, a mostra apresenta uma cronologia ilustrada, textos críticos, fotos, vídeos, objetos de trabalho e material iconográfico do artista mineiro natural de Araguary.

As obras expostas pertencem a coleções particulares e herdeiros do artista. E o público pode conferir de perto em linha tênue a trajetória e a personalidade difícil de Farnese à produção que, em muitos casos, está fortemente vinculada ao seu criador. Não é à toa que nas obras, é possível revelar a carregada trajetória pelas reminiscências da infância, do pai, da mãe, dos irmãos, da sagrada família mineira e de sua fase oceânica. Encarcerado em sua própria solidão, propagou em sua obra a luta de seus sentimentos: medos, rancores, dores, tristezas, perdas, fetiches e algumas alegrias, entre outros anseios.

Farnese de Andrade começou a carreira como desenhista e gravador e, desde 1964, passou a criar objetos ou assemblages com objetos como cabeças e corpos de bonecas, santos de gesso e plásticos, todos coletados nas praias, aterros e no mar. Além disso, passou a comprar materiais diversos como redomas de vidro, oratórios, caixas, etc. e utilizou constantemente fotografias antigas familiares e postais para dar início aos trabalhos com resina de poliéster, técnica até então não muito praticada no Brasil, o que fez dele um pioneiro no uso do material.

A inspiradora obra de Farnese de Andrade resistiu às outras tendências do período, como as da arte construtiva e concreta.

Em meio aos destaques estão o vídeo “Farnese” (1970); “Viemos de Mar”, obra feita em resina; e “Anunciação” (foto), uma assemblage de 1972.

SERVIÇO:
Exposição: Farnese de Andrade, Arqueologia Existencial
Onde: Caixa Cultural – Praça da Sé, 111 – Centro
Quando: até 12/07/2015; de terça a domingo, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

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