Chile: campeão da Copa América 2015

Jogadores do Chile erguem a até então inédita Copa América. Foto: Henry Romero / Reuters
Jogadores do Chile erguem a até então inédita Copa América. Foto: Henry Romero / Reuters

A Seleção Chilena de Futebol conquistou pela primeira vez em sua história uma edição da Copa América após vencer a Argentina na disputa de pênaltis por 4 a 1, depois de um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. A decisão, disputada no Estádio Nacional de Santiago neste sábado (4), ficou marcada para os jogadores da La Roja, que entraram para a história do esporte do País. Na cobrança por pênaltis, todos os jogadores chilenos converteram, enquanto isso, pelo lado argentino, Messi acertou a sua, enquanto Higuaín e Banega desperdiçaram. Depois da cobrança de Alexis Sánchez, que determinou o título para o Chile, uma verdadeira (e merecida) festa tomou conta pelas ruas de Santiago.

A decisão começou movimentada, com os dois selecionados chegando com certa facilidade ao ataque. Mas a primeira chance concreta de gol foi dos anfitriões aos 13 minutos com Vidal, que pegou a sobra da zaga, chutou cruzado e obrigou Romero a espalmar para o lado. A Argentina deu o troco momentos depois. Aos 17, Messi cobrou escanteio fechado, Agüero fez um leve desvio de cabeça e Bravo praticou ótima defesa. O jogo permaneceu equilibrado, com as duas seleções apresentando dificuldades na armação de jogadas e o time de Tata Martino precisou fazer uma alteração precocemente. Di María lesionou-se e foi obrigado a dar lugar para Lavezzi. E, já nos acréscimos do primeiro tempo, os alvicelestes estiveram perto de abrir o placar. Aos 46, Pastore deu ótimo passe para Lavezzi na área, mas o arqueiro chileno, mais uma vez, fez excelente defesa.

No segundo tempo, pelo menos até a sua metade, o Chile mostrou melhor postura e controlou a posse de bola, enquanto os argentinos abusavam nos passes errados e chegava pouco ao gol de Bravo. Então, a tática era ficar recuados e partir em contra-ataques. O principal lance de perigo dos anfitriões na etapa complementar aconteceu aos 36 minutos. O colorado Aránguiz deu lindo passe para Sánchez na área e o atacante finalizou rente à trave direita. Já a Argentina por pouco não fizera o gol do título nos acréscimos. Aos 46, Lavezzi, dentro da área, chutou cruzado e Higuaín surgiu na segunda trave e finalizou para as redes do lado de fora. Assim, depois de um equilibrado 0 a 0, as duas seleções partiram para a prorrogação (na Copa América, em partidas eliminatórias, apenas a final tem prorrogação, enquanto nas fases anteriores, a vaga fora decidida nas disputas de pênaltis).

No primeiro tempo da prorrogação, a igualdade entre chilenos e argentinos prevaleceram e, consequentemente, as chances de gol foram mínguas. A maior delas aconteceu aos 14 minutos. Mascherano fura bisonhamente no meio-campo, Sánchez puxou um veloz contragolpe pela direita, invadiu a área e finalizou por cima da meta. Na fase complementar do tempo extra, não houve nenhum lance que arrancasse um “uh!” do torcedor. Compreensível, uma vez que as duas equipes pareciam dispostas em decidir o título nos tiros penais e foi justamente isso que aconteceu. Fim de jogo no Estádio Nacional de Santiago, Chile 0, Argentina 0.

Nas cobranças por pênaltis, todos os chilenos – Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez – converteram suas cobranças. Enquanto pelo lado da Argentina, apenas Messi converteu o seu tiro penal com sucesso (o primeiro da série de cinco), pois Higuaín isolou a sua cobrança e Banega parou em Bravo. Assim, o Chile bateu a Argentina por 4 a 1 nas cobranças de pênaltis e, finalmente, conquistou a sua primeira Copa América.

Chile e Argentina fizeram por merecer para chegarem à final da Copa América. Embora a decisão não tenha sido de encher os olhos, os argentinos eram favoritos para conquistarem o caneco e pôr fim a um tabu de 22 anos sem títulos oficiais pelo selecionado principal. Além disso, os hermanos vinham de um grande resultado diante do Paraguai na semifinal (vitória por 6 a 1), o que poderia ser uma motivação a mais. Por outro lado, a equipe comandada pelo argentino Jorge Sampaoli foi motivada pela sua torcida e, para não decepcionar os seus compatriotas em casa, deram o melhor de si e não facilitaram a vida de Messi e companhia, com marcação forte e uma obediência tática impressionante. Inclusive, chegaram a mostrar melhores condições físicas e psicológicas perante os argentinos. E, nos pênaltis, brilhou a estrela de Bravo, que defendeu a cobrança de Banega e também a ousadia de Sánchez ao dar uma “cavadinha” no tiro penal derradeiro que culminou com a conquista chilena. Dessa forma, pela primeira vez, o Chile disputará em 2017 a Copa das Confederações em solo russo como representante da Conmebol. Já a Argentina, desde o seu último título oficial (a Copa América de 1993), acumula o seu quinto vice-campeonato (sem contar as duas edições do Superclássico das Américas vencidas pelo Brasil).

E, na disputa do terceiro lugar, o Peru bateu o Paraguai por 2 a 0.

A seguir, um resumo da campanha do campeão e a ficha técnica da final.

Primeira fase (Grupo A):
11/06/2015 – Chile 2×0 Equador – Estádio Nacional de Chile, Santiago
15/06/2015 – Chile 3×3 México – Estádio Nacional de Chile, Santiago
19/06/2015 – Chile 5×0 Bolívia – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Quartas-de-final:
24/06/2015 – Chile 1×0 Uruguai – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Semifinal:
29/06/2015 – Chile 2×1 Peru – Estádio Nacional de Chile, Santiago
Final:
04/07/2015 – Chile (4)0x0(1) Argentina – Estádio Nacional de Chile, Santiago

FICHA TÉCNICA: CHILE (4)0x0(1) ARGENTINA
Competição/fase: Copa América 2015 – final (jogo único)
Local: Estádio Nacional de Chile, Santiago (Chile)
Data: 4 de julho de 2015 – 17h (horário de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzmán e Christian de la Cruz, ambos da Colômbia
Cartões Amarelos: Medel, Silva, Díaz e Aránguiz (Chile); Rojo, Mascherano e Banega (Argentina)
Pênaltis: Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez converteram para o Chile; Messi converteu para a Argentina; Higuaín e Banega erraram
CHILE: 1.Bravo; 4.Isla, 17.Medel, 5.Silva e 16.Beausejour; 8.Vidal, 21.Díaz, 20.Aránguiz e 10.Valdívia (14.Fernández); 11.Vargas (22.Henríquez) e 7.Alexis Sánchez. Técnico: Jorge Sampaoli
ARGENTINA: 1.Romero; 4.Zabaleta, 15.Demichelis, 17.Otamendi e 16.Rojo; 6.Biglia, 14.Mascherano e 21.Pastore (19.Banega); 10.Messi, 11.Agüero (9.Higuaín) e 7.Di María (22.Lavezzi). Técnico: Gerardo “Tata” Martino

Parabéns a Seleção Chilena de Futebol pelo título.

Por Jorge Almeida

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