Monsters Of Rock (25.04.2015)

Ozzy Osbourne: headline do primeiro dia do Monsters Of Rock. Foto: Junior Lago/UOL
Ozzy Osbourne: headline do primeiro dia do Monsters Of Rock. Foto: Junior Lago/UOL

O primeiro dia da edição 2015 do Monsters Of Rock que começou hoje em São Paulo já teve de tudo: vaias, show cancelado, filas quilométricas, etc. Mas valeu a pena para quem estava disposto para ver as duas principais atrações do primeiro dia do festival: Judas Priest e Ozzy Osbourne. Os bangers ficaram frustrados pelo cancelamento do show do Motörhead, uma das atrações mais aguardadas do dia.

Os portões da Arena Anhembi abriram por volta das dez horas. A primeira atração do dia foi o De la Tierra, único representante latino-americano (antes da apresentação improvisada do Sepultura com o Motörhead). Pontualmente, ao meio-dia, sob um Sol forte, a banda apresentou sete temas, sendo que um deles foi “Polícia”, dos Titãs, puxado por Andreas Kisser, para delírio dos presentes.

Em seguida, foi a vez dos alemães do Primal Fear entrar em ação. Com 20 anos de estrada, a banda subiu ao palco às 13h e animou o público em uma apresentação de um pouco mais de 40 minutos. Essa foi a primeira vez que Aquiles Priester se apresentou com a banda em solo brasileiro, o baterista sulafricano radicado no Brasil foi ovacionado pela plateia.

Na sequência, adentrou ao palco do Monsters Of Rock, a banda de New Metal, Coal Chamber. Apesar do empenho, as guitarras industriais e o estilo do grupo não ganharam grande notoriedade do público porque ao longo de sua apresentação, a galera ainda estava a adentrar na arena e também cuidando de outros afazeres, como ir se alimentar e fazer as suas necessidades, e também buscar o melhor lugar para se acomodar pra ver as principais atrações. Para falar que o grupo não passou despercebido, teve uma tímida roda de pogo mais próxima do palco.

O show do Rival Sons ficou caracterizado pela sonoridade que remetia aos anos 1970 e pelo esforço que os californianos fizeram para conquistar o público “sedento” pelos pesos-pesados que se apresentariam mais tarde. Aos poucos, os caras foram conseguindo conduzir o show sem problemas, destaque para os virtuosismos da dupla Buchanan (vocalista) e Scott Holiday (guitarrista).

O sol estava baixando quando o pessoal do Black Viel Brides chegou para se apresentar. Com um visual mostra a nítida influência ao glam metal (com aparência que lembra o Motley Crüe), a banda recebeu uma sonora vaia dos bangers que esperavam pelos “medalhões”. Enquanto eram xingados, vaiados e recebiam os gritos pelo Motörhead, a banda que mistura hard rock com hardcore tocou seis músicas e o vocalista Andy Biersack que, apesar de incomodado com a situação, se diz feliz por estar ali e que, assim como àqueles que o vaiaram, disse gostar de Motörhead.

Depois da situação emblemática com o Black Viel Brides, os súditos de Lemmy Kilmister receberam um banho de água fria com a informação que chegou às vésperas do Motörhead subir ao palco. Por conta de um problema gástrico que o vocalista sofreu no hotel na sexta-feira (24), o show do Motörhead foi cancelado. Então, para preencher a lacuna, os demais integrantes da banda – o baterista Mikkey Dee e o guitarrista Phil Campbell – juntamente com a organização do festival contornaram a situação: convidaram o Sepultura para uma jam. Assim, o “Sepulhead” se apresentou e tocaram apenas três músicas do Power trio: “Orgamastron”, “Ace Of Spades” e “Overkill”, para aumentar ainda mais a frustração dos que estavam ali para ver Lemmy. Então, para compensar, o setlist do Judas Priest foi ampliado.

Após a baixa do dia, o Judas Priest entrou em ação e fez uma apresentação excelente. O show começou com “Dragonault”, do mais recente trabalho do quinteto de Birmingham (“Redeemer Of Souls”) seguida de uma avalanche de clássicos dos Metal Gods. Claro que os pontos altos ficaram por conta de “Breaking The Law”, “Hell Bent For The Leather”, com a tradicional entrada do vocalista com uma motocicleta, e “Painkiller”, no bis. No auge de seus 63 anos, Rob Halford esbanjou energia e uma voz bem conservada, é só conferir os agudos e os graves quase guturais que ele dava ao longo do espetáculo. O show do Judas Priest teve três músicas a mais no set. Na opinião deste que vos escreve, só faltou tocarem “Freewheel Burning” para ser a “cereja do bolo”. Mas foi um tremendo show.

Finalmente, depois de ter acontecido quase de tudo no primeiro dia do MOR, o festival chegou ao seu ápice às 22h28 quando o headline da noite deu as caras. Sim, ele, Ozzy Osbourne cativou o público e fez do palco o seu “playground”. Ali, o Madman pulava, fazia careta, molhava a plateia com uma espécie de metralhadora de espuma. Enquanto isso, a banda que o acompanhava formada pelos competentes: Gus G (guitarra), Blasko (baixo), Adam Wakeman (teclados – sim, o filho “do homem”, o lendário Rick Wakeman) e Tommy Clufetos (bateria e que esteve com o Madman em 2013 quando veio com o Black Sabbath durante a turnê de “13”), mandavam bala nos clássicos desse ícone.

O show de Ozzy Osbourne começou com uma trinca de hits de sua carreira solo: “Bark At The Moon”, “Mr. Crowley” e “I Don’t Know”. Posteriormente veio a primeira “sabática” do show, “Fairies Wear Boots”. Na sequência, mais dois sucessos do Madman – “Suicide Solution” e “Road To Nowhere”, seguida de “War Pigs”, do Black Sabbath, “Shot In The Dark”. A banda de Ozzy aproveitou para tocar a instrumental “Rat Salad”, do Black Sabbath, para inserir na execução os solos de guitarra e bateria. Na volta do vocalista, outro clássico da banda de Birmingham: “Iron Man”. Após isso, o concerto foi finalizado com “I Don’t Want The Change The World” e “Crazy Train”. Ozzy saiu para o bis e, na volta, cantou “Paranoid” e só, para a frustração de alguns fãs que esperaram que o vocalista cantasse “No More Tears” ou ainda “Mama, I’m Coming Home”, o que não aconteceu. Enquanto as PA’s ecoava pelo espaço a versão insossa de “Changes”, sucesso do Sabbath, na versão que o Madman fez com a sua filha Kelly, o público foi deixando a arena com sentimentos que mesclavam satisfação pelo que viu de Judas Priest e Ozzy Osbourne e frustração por ter perdido a oportunidade de ver Lemmy Kilmister.

Abaixo, o setlist das apresentações das bandas que tocaram no primeiro dia do Monsters Of Rock 2015.

DE LA TIERRA:
1. D.L.T. (intro)
2. Somos uno
3. Maldita historia
4. Polícia
5. San Asesino
6. Detonar
7. El Chamán de Manaus
8. Cosmonauta Quechua

PRIMAL FEAR:
1. Introduction
2. Final Embrace
3. Nuclear Fire
4. Unbreakable Pt. 2
5. When Death Comes Knocking
6. Angel In Black
7. Chainbreaker
8. Metal Is Forever
9. Running in the Dust

COAL CHAMBER:
1. Loco
2. Big Truck
3. I.O.U. Nothing
4. Fiend
5. Rowboat
6. Something Told Me
7. Clock
8. Drove
9. Not Living
10. Dark Days
11. I
12. Rivals
13. No Home
14. Oddity

RIVAL SONS:
1. Electric Man
2. Play the Fool
3. Secret
4. Pressure and Time
5. Torture
6. Tell Me Something
7. Where I’ve Been
8. Get What’s Coming
9. Open My Eyes
10. Keep On Swinging

BLACK VEIL BRIDES:
1. Heart of Fire
2. I Am Bulletproof
3. Wretched and Divine
4. Knives and Pens
5. Overture
6. Shadows Die

JUDAS PRIEST:
1. Dragonaut
2. Metal Gods
3. Devil’s Child
4. Victim of Changes
5. Halls of Valhalla
6. Love Bites
7. Turbo Lover
8. Redeemer of Souls
9. Jawbreaker
10. Breaking the Law
11. Hell Bent for Leather
Bis 1:
12. The Hellion
13. Electric Eye
14. You’ve Got Another Thing Comin’
15. Painkiller
Bis 2:
16. Living After Midnight

OZZY OSBOURNE:
1. Bark at the Moon
2. Mr. Crowley
3. I Don’t Know
4. Fairies Wear Boots
5. Suicide Solution
6. Road to Nowhere
7. War Pigs
8. Shot in the Dark
9. Rat Salad with guitar & drum solo
10. Iron Man
11. I Don’t Want to Change the World
12. Crazy Train
Bis:
13. Paranoid

Por Jorge Almeida

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