Exposição “Coleções em Diálogo: Museu Mariano Procópio e Pinacoteca de São Paulo” na Pinacoteca

"Tiradentes Esquartejado", de Pedro Américo: considerada uma das obras mais impactantes da arte brasileira. Foto: Jorge Almeida
“Tiradentes Esquartejado”, de Pedro Américo: considerada uma das obras mais impactantes da arte brasileira. Foto: Jorge Almeida

A Pinacoteca do Estado de São Paulo está com a exposição “Coleções em Diálogo: Museu Mariano Procópio e Pinacoteca de São Paulo” em cartaz até o próximo dia 19 de abril. A mostra apresenta aproximadamente 50 obras, entre esculturas, desenhos e pinturas, do Museu Mariano Procópio, de Juiz de Fora, que é o primeiro museu de Minas Gerais (fundado em 1915) e que possui um dos maiores acervos do País com cerca de 50 mil peças.

De acordo com as curadoras da Pinacoteca Fernanda Pitta e Valéria Piccoli, a ideia da mostra é confrontar o acervo da Pinacoteca com obras de oriundas de outras instituições, o que possibilita renovar a interpretação da própria coleção do museu.

Com obras de artistas importantes para a história da arte brasileira, as obras estão distribuídas em três salas do segundo andar do centenário prédio, onde elas “conversam” com as do acervo da Pinacoteca. Enfim, os dois museus têm trajetórias paralelas, com coleções constituídas em períodos semelhantes e coincidências com relação aos artistas representados.

Como fora dito, a exposição está instalada em três salas, que organizam a mostra em três momentos: “A Pintura de Paisagem”, “Programas Decorativos e As Imagens Para a Nação” e “Representações do Feminino”.

Na sala que traz o momento “A Pintura de Paisagem” é exibida 12 obras de pintura de paisagem brasileira e estrangeira pertencente à coleção do Museu Mariano Procópio. Entre elas, por exemplo, estão “Cena Rural”, de Antônio Carvalho da Silva Pinto, e “Praia do Leme”, de Benno Treidler, ambas em óleo sobre tela, criadas no final do século XIX. Outros artistas também são representados no espaço como Henri Nicolas Vinet, Hippólito Caron, Henrique Bernardelli, Antônio Parreiras, o francês Charles François Daubigny, o espanhol Pinelo Lull e os portugueses Silva Porto e Queirós.

Enquanto isso, na sala que traz as obras do núcleo “Programas Decorativos e As Imagens Para a Nação” expõe trabalhos temáticos ligados à história do Brasil em que tentavam constituir uma pintura histórica no meio artístico brasileiro. O conjunto de obras, do Museu Mariano Procópio, é composto por 16 pinturas e um busto (“Busto de Tiradentes”, de 1921, feito em bronze e mármore por Décio Villares). É neste espaço que está uma das obras mais impactantes da história da arte brasileira: “Tiradentes Esquartejado” (foto), de 1893, de Pedro Américo. O conjunto de estudos de Henrique Bernardelli e João Baptista da Costa evidencia a importância que a pintura decorativa conquistou no meio artístico brasileiro no período republicano complementa a sala.

Já a última parte da exposição, intitulada “Representações do Feminino”, exibe obras criadas por artistas do sexo feminino ou que ratificam a representação da mulher artista. Nessa sala há pinturas de artistas como Maria Pardos, Georgina de Albuquerque, Belmiro de Almeida, João Baptista da Costa e José Julio de Souza Pinto, além de uma escultura de bronze e mármore de Nicolina Vaz de Assis, denominada “O Segredo”. Entre os destaques estão o retrato de Nair de Teffé, a irreverente caricaturista esposa do presidente Hermes da Fonseca, feito por Georgina de Albuquerque, e também a pintura “Conciliadora” (1916), de Maria Pardos, além das representações da mulher negra por Henrique Bernardelli e Armando Viana.

SERVIÇO:
Exposição: Coleções em Diálogo: Museu Mariano Procópio e Pinacoteca de São Paulo
Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo – Praça da Luz, s/nº – Luz
Quando: até 19/04/2015 de terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até às 18h); as quintas até às 22h.
Quanto: R$ 6,00; R$ 3,00 (estudantes e professores da rede privada); entrada gratuita para alunos e professores da rede pública (em excursão escolar); pessoas menores de 10 e maiores de 60 anos, a entrada é gratuita e para o público em geral, o acesso é gratuito aos sábados e a partir das 17h nas quintas. O ingresso também dá direito à visitação à Estação Pinacoteca

Por Jorge Almeida

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