Queen: 35 anos de “Live Killers”

"Live Killers": primeiro registro ao vivo do Queen que traz a 'classuda' versão acústica de "Love Of My Life"
“Live Killers”: primeiro registro ao vivo do Queen que traz a ‘classuda’ versão acústica de “Love Of My Life”

No ultimo dia 22 de junho, o álbum “Live Killers”, do Queen, completou 35 anos de seu lançamento. Produzido pelos próprios, o disco é o primeiro registro ao vivo (e duplo) lançado pelo quarteto britânico. E também foi o primeiro trabalho mixado nos estúdios de gravação da gravação da própria banda, o Mountain Studios, em Montreaux, Suíça.

A gravação das faixas aconteceu em diversos locais durante a turnê europeia do álbum “Jazz”, entre janeiro e março de 1979. Apesar de terem produzido e mixado o próprio disco, não é segredo pra ninguém que os integrantes não ficaram satisfeito com a mixagem final do álbum, porém, os fãs adoraram e teve vendas significativas que, inclusive, chegou ao terceiro lugar dos charts britânicos e no 16º lugar nas paradas norte-americanas.

A foto da capa, que mostra o Queen em ação, foi registrada por Koh Hasebe, durante a turnê japonesa de “Jazz”, em 1979. Em 1985, o álbum ganhou novas versões, como o lançamento em único LP, no Japão e na Austrália, que foram intitulados como “Queen Live”. E, para angariar novos mercados, ainda em 1985, o disco também chegou ao Brasil (aproveitando-se do embalo do Rock In Rio I que teve a “Rainha” como headline) e na África do Sul.

O tracklist de “Live Killers” é composto por 22 temas (na verdade, hinos), mas que destacam temas dos trabalhos mais recentes da banda na época, como “Jazz” e “News Of The World”, por exemplo. E, antes de optarem para um direcionamento mais pop, como em “The Game” (1980), traz o lado mais Hard Rock da banda.

No palco, o quarteto era incrível. Cada músico dava o melhor de si, tinham garra e determinação. E, apesar de serem competentes, eles – Brian May, Roger Taylor e John Deacon – eram um pouco ofuscados por Freddie Mercury, que era puro talento e carisma nos palcos. Particularmente, o considero (até hoje), o maior frontman da história da música (e não somente do rock).

Mas, voltando ao repertório do álbum, é clássico seguido de clássico. Por se tratar de bandas do gabarito do Queen, um “faixa-a-faixa” desse álbum não é realmente necessário. Pois, quem aprecia a boa música, sabe que qualquer adjetivo para a música do Queen é pouco.

No entanto, em “Live Killers” há algumas faixas peculiares. Como a “versão alternativa” ou, se preferir, a “fast version”, que os caras fizeram para “We Will Rock You”, que abria as apresentações com uma pegada triunfante e que foi lançada como single. A mesma música aparece na parte final do álbum da forma mais conhecida (a do “tum, tum, táh”). As duas versões são magníficas. Só grupos do naipe do Queen para mudar o que já nasceu ótimo, permanecer ótimo.

Outro tema que merece um destaque à parte é “Love Of My Life”. A faixa do álbum “A Night At The Opera” na versão ao vivo só traz Freddie Mercury no vocal acompanhado de Brian May no violão. Na verdade, se analisarmos friamente, essa versão que, inclusive é mais conhecida que a original, pelo menos aqui no Brasil, traz um dueto entre o vocalista e o público. Essa edição ao vivo foi gravada em uma apresentação no Fasthalle, em Frankfurt, na Alemanha, em 2 de fevereiro de 1979. Aliás, “Love Of My Life” (live) foi lançada em single. E adivinhe onde alcançou o primeiro lugar das paradas? É claro que foi no Brasil e na Argentina. Isso porque o Queen havia tocado na América do Sul em 1981, onde fez shows memoráveis. Aliás, os shows da banda pela parte sul do continente americano aconteceu justamente um ano antes da Guerra das Malvinas, que envolveram argentinos e ingleses.

Já em “Bohemian Rhapsody”, o eterno hino da Rainha, traz em sua introdução um trecho de “Mustapha”, faixa de abertura do álbum “Jazz”. E, como sempre foi, a versão encontrada aqui mostra uma parte do Queen tocando o tema ao vivo, depois surge a parte “orquestrada” toca nas PA’s e o grupo executa a parte final ao vivo novamente.

Inclusive, em algumas versões do álbum, há temas omitidos, como “It’s Late”, “If You Can’t Beat Them”, “Somebody To Love” e “Fat Bottomed Girls”.

Enfim, é considerado um dos melhores trabalhos ao vivo da história (inclusive por este que vos escreve). Se bem que outros registros ao vivo que foram lançados postumamente como “Queen On Fire – Live At The Bowl” (2004) e “Queen Rock Montreal” (2007) também são dignos de elogios. Mas, “Live Killers” é ligeiramente superior por soar “mais cru”. Afinal, os álbuns citados acima tiveram todo um tratamento tecnológico para serem lançados, enquanto o registro de 1979 traz apenas o melhor da qualidade de produção da época que, evidentemente, é inferior aos outros. Embora, os integrantes da banda tenham mostrado insatisfação do resultado final.

Bom, nem preciso dizer que é mais que obrigatório, não é mesmo?

Abaixo, a ficha técnica e o tracklist (da versão em CD) do álbum.

Álbum: Live Killers
Intérprete: Queen
Lançamento: 22 de junho de 1979
Gravadora: EMI / Parlophone (Europa) / Elektra e Hollywood (EUA)
Produtor: Queen

Freddie Mercury: voz e piano
Brian May: guitarra, violão, teclados e backing vocal
Roger Taylor: bateria, percussão, backing vocal e voz solo em “I’m Love With My Car
John Deacon: baixo e backing vocal

CD 1:
1. We Will Rock You (fast version) (May)
2. Let Me Entertain You (Mercury)
3. Death On Two Legs (Dedicated To…) (Mercury)
4. Killer Queen (Mercury)
5. Bicycle Race (Mercury)
6. I’m Love With My Car (Taylor)
7. Get Down, Make Love (Mercury)
8. You’re My Best Friend (Deacon)
9. Now I’m Here (May)
10. Dreamer’s Ball (May)
11. Love Of My Life (Mercury)
12. ’39 (May)
13. Keep Yourself Alive (May)
CD 2:
1. Don’t Stop Me Now (Mercury)
2. Spread Your Wings (Deacon)
3. Brighton Rock (May)
4. Bohemian Rhapsody (Intro: Mustapha) (Mercury)
5. Tie Your Mother Down (May)
6. Sheer Heart Attack (Taylor)
7. We Will Rock You (May)
8. We Are The Champions (Mercury)
9. God Save The Queen (Trad.; arr. May)

Por Jorge Almeida

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