Os 35 anos de “A Night At The Opera”, do Queen

A Night At The Opera: considerado o melhor álbum do Queen

O Queen lançou em 21 de novembro de 1975 o seu quarto álbum de estúdio, o clássico “A Night At The Opera”. O disco foi produzido pela própria banda e por Roy Baker, e gravado entre agosto e novembro daquele ano nos melhores estúdios da época. Tanto que a bateria foi gravada em um estúdio, o baixo em outro, e assim por diante. Há quem diga que esse trabalho é como uma espécie de “Álbum Branco” do Queen. O título do disco vem de um filme dos Irmãos Marx, e foi considerado, na ocasião, o álbum mais caro já produzido. Após o seu lançamento, o novo trabalho da “Rainha” ficou nove semanas na primeira posição dos charts ingleses e na quarta colocação nas paradas norte-americanas. E outro detalhe: aqui todos os integrantes da banda tiveram canções de suas respectivas autorias no álbum.

E, desde então, “A Night At The Opera” é constantemente lembrado por várias revistas e sempre é mencionado em rankings de “melhores álbuns”, tanto que ele consta no livro “Os 1001 discos que você tem que ouvir antes de morrer”.

O álbum abre com “Death On Two Legs (dedicated to…)”, que trata de uma “homenagem” da banda para o ex-empresário, Norman Sheffield, em que Freddie Mercury mostra o seu ódio ao “manager”, que foi considerado desonesto para com o grupo. Embora, em sua letra, não faça nenhuma referência direta a Sheffield. Mas Mercury, durante as performances ao vivo, costumava dedicá-la para “um verdadeiro filho da puta que eu conheci”.

Em seguida, vem a curta “Lazing On A Sunday Afternoon”, em que Freddie tocou piano e fez todos os vocais. Em outro estúdio, um microfone captou o som de um balde de lata, em que dá ao megafone um som “oco”.

A terceira faixa é “I’m In Love With My Car” é uma das faixas mais famosas assinadas por Roger Taylor. O baterista fez o vocal em função de Freddie Mercury se recusar a cantá-la. E por ter gostado muito da música, Taylor pediu para que sua canção foi incluída no lado de B de “Bohemian Rhapsody”.

Depois vem “You’re My Best Friend”, uma linda música composta pelo baixista John Deacon em homenagem à sua esposa Veronica Tetzlaff.

A quinta canção é “’39”, de Brian May, cujo enredo aborda sobre um grupo de exploradores do espaço que embarcam para uma viagem de um ano. Na volta, eles se deparam que, na verdade, passaram-se 100 anos, devido ao efeito de dilatação do tempo na Teoria da Relatividade, e os entes queridos que haviam deixado para trás estão todos mortos. Há quem diga que o nome da música faz referência a 1939, ano em que começou a Segunda Guerra Mundial. Coincidentemente, em uma eleição feita pela revista Rolling Stone, Brian May apareceu na 39ª posição, dentre os “100 maiores guitarristas de todos os tempos”.

A penúltima canção do “lado A” de “A Night At The Opera” é “Sweet Lady”, que contém um grande riff de Brian May.

A música número sete do disco é “Seaside Rendezvous”, de Mercury, é conhecida por um trecho em que o vocalista e o baterista Roger Taylor imitam instrumentos de sopro. Além disso, Freddie Mercury toca piano de cauda.

Brian May colabora mais uma vez como compositor em “The Prophet’s Song”, em que o guitarrista compôs depois de um sonho que ele teve enquanto estava se recuperando de uma doença durante as sessões de gravações de “Sheer Heart Atack”. Nesta, há uma forte influência de rock progressivo. Com aproximadamente oito minutos, foi a canção mais longa da banda até a faixa instrumental sem título de “Made In Heaven”. E a letra da música conta com referências da Bíblia.

A faixa seguinte é um dos maiores sucessos do Queen, trata-se de “Love Of My Life” em que Freddie Mercury fez para a namorada na época, Mary Austin, que continuou amiga do vocalista após ele assumir a sua homossexualidade. O vocalista tocou o piano, fez todos os vocais, enquanto May tocou harpa e a guitarra acústica (uma Gibson Hummingbird). E quando a banda passou a executar a música ao vivo, Mercury costumava parar de cantá-la e o público assumia o vocal. Logo, a versão “live” é mais conhecida do que a original. No Brasil, “Love Of My Life” virou febre em 1981, quando o Queen veio pela primeira vez ao país.

O guitarrista ainda escreveu e cantou “Good Company”, em que sua letra trata de um conto de narrativa, contada por um homem que em idade jovem foi aconselhado por seu pai para “cuidar das pessoas que você chamar de seu, e manter uma boa companhia”. Em seus anos mais jovem, o cantor segue o conselho de seu pai, mantendo os seus amigos e se casar com uma garota chamada Sally. No entanto, após seu casamento, ele começa a perder o interesse em seus amigos, que desaparecem gradualmente. Como ele cresce, torna-se cada vez mais qualificados e dedicados para a sua profissão, trabalhando noites e negligenciar sua família.

A penúltima faixa de “A Night At The Opera” é o maior sucesso do Queen, trata-se de “Bohemian Rhapsody”, uma ópera-rock com quase seis minutos de duração e que foi o primeiro single do álbum, considerado naquele momento uma ousadia. Toda a parte instrumental (partes do piano, baixo, bateria e vocais) foi pensada por Freddie Mercury que escreveu a música em blocos. Internamente, “Bohemian Rhapsody” era chamada pelos demais integrantes do Queen como “Fred’s Thing”, algo como “A coisa de Freddie”. É considerada uma das músicas mais importantes da história do rock.

E, para finalizar, “God Save The Queen”, o hino britânico, em que Brian May tocou os seus acordes em um piano e acrescentou várias camadas de guitarra. Na ocasião, ele se inspirou em Jimi Hendrix, que poucos anos antes, fez uma versão de “The Star-Spangled Banner”, o hino norte-americano, com a sua guitarra.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist de “A Night At The Opera”:

Álbum: A Night At The Opera
Intérprete: Queen
Lançamento: 21 de novembro de 1975, na Europa e 2 de dezembro de 1975, nos EUA
Produtores: Roy Thomas Baker e Queen

Freddie Mercury: vocal, piano e vocal de apoio
Brian May: violão, guitarra, koto, ukelele, harpa, vocal e vocal de apoio
Roger Taylor: bateria, gongo, tímpano, pandeiro, vocal, efeitos de guitarra e vocal de apoio
John Deacon: contrabaixo e piano

1. Death On Two Legs (Dedicated To…) (Mercury)
2. Lazing On A Sunday Afternoon (Mercury)
3. I’m In Love With My Car (Taylor)
4. You’re My Best Friend (Deacon)
5 ’39 (May)
6. Sweet Lady (May)
7. Seaside Rendezvous (Mercury)
8. The Prophet’s Song (May)
9. Love Of My Life (Mercury)
10. Good Company (May)
11. Bohemian Rhapsody (Mercury)
12. God Save The Queen (Beethoven)

Por Jorge Almeida

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