Exposição “Árvores da Mata Atlântica” no Metrô Sé

O Metrô exibe até o final do mês de abril (dia 30) a exposição “Árvores da Mata Atlântica”, do artista Luiz Mendes, na Estação Sé.

Para as 16 obras que compõem a mostra, Mendes utilizou uma técnica originária da Indonésia (o Batik), para ilustrar as variadas espécies da floresta que ainda podem ser encontradas no cotidiano, como “Bico de Pato (Manchaerium nyctitans)”.

SERVIÇO:
Exposição: Árvores da Mata Atlântica
Onde: Estação Sé do Metrô
Quando: até 30 de abril de 2011

Por Jorge Almeida

Exposição “Relicário” no Instituto Tomie Ohtake

O Instituto Tomie Ohtake exibe a exposição “Relicário”, de Vik Muniz, até o próximo dia 24 de abril. A mostra é formada por cerca de 30 obras (entre objetos e fotos), recriadas com objetos cotidianos, entre lixo e materiais nobres.

Vik Muniz é um artista plástico paulistano radicado em Nova York e é conhecido por fazer experimentos com novas mídias e materiais, inclusive, recicláveis, como as quatro toneladas de material utilizados pelo artista para a obra que apareceu durante a abertura da novela Passione, da Rede Globo.

Algumas dessas produções exibidas no Instituto Tomie Ohtake não são exibidas há duas décadas. Dentre os que chamam a atenção do público estão: “Museu”, instalação feita com água, vidro e bonecas que lembram fetos em fracos de formol; “Entomologia gráfica” (2010), obra que exibe mais de 100 borboletas; “A Ampulheta” (2010), feita com vidro, argila e madeira; além de 20 fotografias de “emulsão de prata tonalizada”.

SERVIÇO:
Exposição: Relicários
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Av. Brig. Faria Lima, 201 (entrada pela R. Coropés) – Pinheiros
Quando: até 24/04/2011; de terça a domingo, das 11h às 20h
Quanto: entrada gratuita.

Por Jorge Almeida

Exposição “Miro 35 Anos” na Estação Luz do Metrô

O Metrô exibe até o dia 30 de abril próximo na Estação da Luz a exposição “Miro 35 Anos”, que conta com 17 registros de Azemiro de Souza, o Miro.

A exposição faz uma retrospectiva de algumas imagens do consagrado fotógrafo, conhecido pelo seu perfeccionismo técnico e expressividade, principalmente, vinculados à publicidade e à moda.

SERVIÇO:
Exposição: Miro 35 Anos
Onde: Estação Luz do Metrô
Quando: até 30 de abril de 2011

Por Jorge Almeida

Exposição “Visões – Paisagens Surreais a Bico de Pena e Gravuras em Metal” no MuBE

O Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) exibe até o próximo dia 29 de abril a exposição “Visões – Paisagens Surreiais a Bico de Pena e Gravuras em Metal” que conta com aproximadamente 30 obras que retratam as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e outras metrópoles, assinaladas pelo artista lusitano radicado no Brasil Pedro de Kastro.

O artista desenvolveu a prática e o domínio da técnica do desenho a lápis, bico de pena e gravuras em metal. Além disso, dedicou-se a conhecer os meios expressivos do desenho, tendo como inspiração o período do renascimento, incluindo aí, o mestre Leonardo da Vinci.

Na mostra, o Pedro se concentra na paisagem urbana, com técnicas tradicionais praticadas no século XVIII, cujos personagens centrais são os edifícios das cidades.

Dentre os destaques estão: “Os Herdeiros” (1995), “Hibakusha” (1996) e “Os Loucos” (1997), todos feitos com nanquim e bico de pena sobre papel.

SERVIÇO:
Exposição: Visões – Paisagens Surreiais a Bico de Pena e Gravuras em Metal
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) – Avenida Europa, 218
Quando: até 29/04/2011; de terça a domingo, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Exposição “A Descida da Cruz” no Metrô Tiradentes

O Metrô apresenta até o próximo dia 30 de abril a exposição “A Descida da Cruz” que conta com quatro esculturas que remetem à imagem de Nossa Senhora da Piedade.

A imagem representa a Virgem Maria recebendo em seus braços o corpo morto de Jesus Cristo, após a crucificação. Na Itália, a figura religiosa é conhecida como “Pietà” (que quer dizer piedade conforme o idioma local), enquanto no Brasil, ela é conhecida como Nossa Senhora da Piedade.

As imagens presentes na mostra são três intituladas “Nossa Senhora da Piedade”, uma feita com pó de mármore e as outras duas elaboradas com barro cozido policromado; além de outra creditada como “Nossa Senhora da Boa Morte”, feita com gesso oco policromado.

SERVIÇO:
Exposição: A Descida da Cruz
Onde: Estação Tiradentes do Metrô
Quando: até 30 de abril de 2011

Por Jorge Almeida

O “gênio da garrafa” se despediu dos paulistanos no Ego Club (show das Velhas Virgens)

A banda Velhas Virgens fez a sua última apresentação na capital paulista da turnê “Ninguém Beija Como as Lésbicas” no Ego Club neste sábado, 9 de abril. O grupo, após este concerto, continuará viajando pelo país para o restante desta turnê até junho quando iniciará a uma nova série de espetáculos, desta vez em comemoração aos 25 anos de carreira.

Vale lembrar que o Ego Club está instalado no antigo Ocean Club, que era, digamos, uma “casa de tolerância em que mulheres trabalhavam vendendo seus corpos”. Inclusive, o palco ainda conta com a presença de dois balaústres onde as meretrizes faziam strip tease e apresentações de pole dance, além dos espelhos em volta. E, conforme lembrado por Paulão, no local foi realizado o clipe de “Beijos de Corpo”, música que faz parte do tracklist do álbum “Vocês Não Sabem Como É Bom Aqui Dentro!”, de 1997.

Antes de a maior banda independente do Brasil entrar em ação, os presentes na casa ficaram espalhados pelas dependências acompanhando apresentações de bandas cover* ou aguardavam à chegada das Velhas Virgens ao som dos clássicos do rock que eram executados nas “pickups”. Eis que por volta das 2h30 adentram ao palco principal do recinto: Paulão de Carvalho (voz e gaita), os guitarristas Roy Carlini e Alexandre Cavalo, Tuca Paiva (baixo) e Simon Brow (bateria) e já mandam bala com “O Gênio da Garrafa”, música de abertura do CD “Ninguém Beija Como as Lésbicas”.

Em seguida, sem pausa, a banda vem com a divertida “Esta Mulher Só Quer Viver na Balada”, com direito a trecho da clássica “Surfista Calhorda”, dos gaúchos do Replicantes. Após a tradicional saudação ao público, as Velhas Virgens continuaram o show com a ‘ramônica’ “Tudo O Que A Gente Faz” (sim, qualquer semelhança com “I Wanna Be Sedated”, dos punks nova-iorquinos, não é mera coincidência) e “Toda Puta Mora Longe” e, antes da próxima, o “gênio da garrafa” Paulão anuncia a presença “daquela que deu uma ‘dedada’ em Bono Vox”, Juliana Kosso, para a alegria dos marmanjos de plantão. Enquanto a vocalista soltava a voz em “Cafajeste”, Paulão deixa o palco para a troca de figurino e na volta, caracterizado como “velho”, faz a segunda parte da canção seguinte, “Velho Safado”.

E como o show não pode parar, vieram “Eu Bebo Sim”, “Ninguém Beija Como As Lésbicas – a música que dá nome à turnê e ao álbum -, com direito à presença de uma fã dançando e beijando Paulão, que deixou o microfone para o guitarrista Roy Carlini para cantarolar “Strip & Blues” em dueto com Juliana Kosso. Ainda com a jundiaiense no comando, o grupo executa a clássica “O Que É Que A Gente Quer (B.U.C.E.T.A.)”, com o vocalista, ‘bebum’ e corinthiano dando continuidade na canção e caracterizado como padre.

O espetáculo chegou na sua parte mais “religiosa”, com direito a Paulão dando sermão contra àqueles que denigrem a imagem do rock. Os principais alvos do “pároco” foram os ‘axezeiros’ Asa de Águia e Chiclete Com Banana que, de acordo com o vocalista, são intitulados em Salvador como “bandas de rock só porque têm guitarra”, além dos coloridos do Restart. Ainda em seu discurso, ele assegurou que rock de verdade é com Led Zeppelin e Deep Purple, além das Velhas Virgens e Camisa-de-Vênus – só para exemplificar. Além disso, o líder das Velhas Virgens tratou de falar da salvação: a consumação dos etílicos, é claro. Em seguida, foram executadas “Se Deus Não Quisesse”, “A Última Partida de Bilhar”, a ‘masturbatórica’ “Siririca Baby”, “Madrugada e Meia” (com solo de Roy Carlini no final) e “Abre Essas Pernas”, com direito à galera cantando em uníssono.

A banda sai do palco e, após uma pausa de três minutos, voltam Paulão, Tuca, Simon e Roy para o bis e tocam “Amor É Outra Coisa”, em seguida, já com Juliana Kosso e Cavalo, a banda presta uma homenagem à Adoniram Barbosa com “O Samba do Arnesto” que, de acordo com Paulão de Carvalho, fez seus sambas antes do surgimento do rock and roll e, mesmo assim, o compositor é mais “rocker” do que Restart, seguida de “Beijos de Corpo” e “Uns Drinks”, com solo de Simon no final. Fim de show, a banda se despede dos paulistanos e o “gênio da garrafa” voltou para dentro da garrafa com a certeza de que “Ninguém Beija Como As Lésbicas”.

As Velhas Virgens estão mais uma vez de parabéns pela performance, assim como o seu público, que provou ser um dos mais fieis da música brasileira, cantando todo o repertório e considerados como os principais responsáveis em manter a banda na ativa. Sim, porque mesmo sem ter grandes aparatos de divulgação como “jabás” nas rádios, aparições em programas de auditórios e rejeição por parte dos canais de música, a banda lotou o Ego Club e está com a agenda lotada, em função das turnês de “Ninguém Beija Como As Lésbicas” e “Carnavelhas 2”, além de estar se preparando para as comemorações dos 25 anos de estrada.

A seguir o setlist da apresentação feita no Ego Club:

1. O Gênio da Garrafa (Paulão de Carvalho)
2. Esta Mulher Só Quer Viver na Balada / Surfista Calhorda (Paulão de Carvalho / Carlos, Heron)
3. Tudo O Que A Gente Faz (Paulão de Carvalho)
4. Toda Puta Mora Longe (Paulão de Carvalho)
5. Cafajeste (Alexandre “Cavalo” Dias / Paulão de Carvalho)
6. Velho Safado (Paulão de Carvalho)
7. Eu Bebo Sim (Paulão de Carvalho)
8. Ninguém Beija Como As Lésbicas (Alexandre “Cavalo” Dias / Paulão de Carvalho)
9. Strip & Blues (Roy Carlini)
10. O Que É Que A Gente Quer (B.U.C.E.T.A.) (Paulão de Carvalho)
11. Se Deus Não Quisesse (Paulão de Carvalho / Alexandre “Cavalo” Dias)
12. A Última Partida de Bilhar (Alexandre “Cavalo” Dias / Paulão de Carvalho)
13. Siririca Baby (Paulão de Carvalho)
14. Madrugada e Meia / solo Roy Carlini (Paulão de Carvalho)
15. Abre Essas Pernas (Paulão de Carvalho)
BIS:
16. Amor É Outra Coisa (Paulão de Carvalho)
17. O Samba do Arnesto (Adoniram Barbosa)
18. Beijos de Corpo (Paulão de Carvalho)
19. Uns Drinks / solo Simon Brow (Paulão de Carvalho)

*Raimundos Cover – AmeaçA, Raul Seixas Tributo – Dienpax, Matanza Cover – Banda Club dos Canalhas e Banda Roadkillers – Covers variados, conforme lembrado pelo comentário assinalado por “Digão”.

Por Jorge Almeida
Com agradecimento especial à minha amiga Carla de Deus

Exposição “Artistas de Minas Gerais” na Galeria Pontes

A exposição coletiva “Artistas de Minas Gerais” estará em exibição na Galeria Pontes até o dia 30 de abril, e conta com obras de artistas mineiros (evidentemente), sobretudo com destaques nas esculturas em madeira.

A curadora da exposição, Edna Matosinho de Pontes, dá voz à cultura do povo do Estado de Minas Gerais. Além de esculturas em madeira, a mostra exibe também estatuários feitos com cerâmica, ratificando, assim, o trabalho dos artistas do Estado.

Dentre os participantes, assinam obras gente como Antônio Julião, Zézinha, GFO (Geraldo Fernandes de Oliveira), Willi de Carvalho, Guto, Vicentina Julião, Higino, Naninho, Mário Teles, entre outros, que constatam toda a multicultura de Minas Gerais.

SERVIÇO:
Exposição: Artistas de Minas Gerais
Onde: Galeria Pontes – Rua Minas Gerais, 80 – Higienópolis
Quando: até 30/04/2011; de segunda a sexta-feira, das 10 às 19h; sábados, das 10h às 17h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida