Show das Velhas Virgens no Café Aurora (07.03.2011)

Segunda-feira de Carnaval, eu em casa, lá fora um frio desgraçado e sem nada para fazer. Eis que uma amiga minha me liga e durante a nossa conversa ela disse: “Por que você não vai ao show das Velhas Virgens hoje?”. “Claro!”, exclamei. Não demorou 20 minutos de conversa e lá estava eu indo no ônibus rumo ao Terminal Bandeira para ir ao Café Aurora.

Cheguei lá por volta das 22h30 e me acomodei no local até a hora do show das Velhas Virgens começar – me disseram que a banda dali mesmo ia para o Aeroporto porque tinha show para fazer em Salvador. Foi quando que em torno da 1h30 subiram ao palco do Café Aurora: Alexandre “Cavalo” Dias, Simon Brow, Roy Carlini, Tuca Paiva, Marcelo Adrio (percussão) e Paulão de Carvalho com os seus trajes de “farofeiros” para iniciarem ali o Carnaval das Velhas Virgens. Começaram o show com “Praia de Paulista”, seguida de “Um Chopps e Dois Pastel”, “Nos Bares da Vila Madalena”, “Hino dos Solteiros”, “Turma do Funil”, “Garrafa Cheia”, até que antes de executarem a sétima da noite, Paulão chamou para subir ao palco, Juliana Kosso, a “rainha da bateria das Velhas Virgens”.

Com o lineup completo, a banda continuou o espetáculo com mais marchinhas, tanto com as tradicionais, as de autoria própria, Juliana, por exemplo, cantou as tradicionais “Mamãe Eu Quero”, “Cachaça”, ainda com homenagens a Ary Barroso (com “Eu Dei”) em dueto com Paulão, assim como na versão rock de “Samba do Arnesto”, de Adoniram Barbosa. Ainda, eles tocaram uma que, segundo a minha irmã Jane, foi feita em homenagem à minha pessoa: “Mauro, Eu Mesmo e Eu”, com a sua introdução ao marco zero do Heavy Metal: “Black Sabbath”, da banda homônima. Ao longo do show Paulão esclareceu que Chiclete com Banana não é Led Zeppelin (concordo em gênero, número e grau. Aliás, quem fez esta infeliz comparação?) e duas gostosas subiram ao palco para cantar e dançar junto de Paulão, que as banhou com cerveja. Além disso, o vocalista usou o calçado de uma delas como copo para tomar uma “loirinha”. E após executarem 22 músicas, com “O Que é o Que Você Tem na Boca Maria?” encerrando a primeira parte do show.

Para o bis, a banda continua com “DNA de Malandro”, “Adão e Eva”, uma homenagem a outro Ary, o Toledo, com “O Vendedor de Bucetas”, “Hino do Terra Nova”, “Marcha do Tira Roupa” e finaliza com a minha faixa favorita de Carnavelhas 2: “A Marcha do Diabo”. Fim do concerto, a galera faz fila para sair do Café Aurora (aproveitei para comprar três CD’s da banda que estavam à venda no estande, agora só faltam dois para a coleção ficar completa: Pirataria Autorizada 1 e 2). E até este que vos escreve seguiu a dica que Paulão faz em “Feijuca na Madruga”: após o show fui até o Estadão apreciar uns acepipes.

Por isso que agradeço imensamente às Velhas Virgens por terem me tirado do tédio no feriado.

Abaixo o setlist da apresentação das Velhas Virgens no Café Aurora:

1. Praia de Paulista
2. Um Chopps e Dois Pastel
3. Nos Bares da Vila Madalena
4. Hino dos Solteiros
5. Turma do Funil
6. Garrafa Cheia
7. Mamãe Eu Quero
8. Cachaça
9. Me Dá Um Dinheiro Aí
10. Maria Sapatão
11. Eu Dei
12. São Paulo, Minha Menina
13. Samba do Arnesto
14. SP Pornô
15. Aposentadoria de Malandro
16. Mauro, Eu Mesmo e Eu
17. Em Tese
18. Turnê do Chopp
19. Feijuca na Madruga
20. Samba da Natasja Kinski
21. Homem do Bigode Cheiroso
22. O Que é Que Você Tem na Boca, Maria?
Bis:
23. DNA de Malandro
24. O Vendedor de Bucetas
25. Adão e Eva
26. Hino do Terra Nova
27. Marcha do Tira Roupa
28. Marcha do Diabo

Por Jorge Almeida

Das arquibancadas dos estádios para a passarela do samba

Hoje será realizado o desfile das campeãs do Carnaval de São Paulo 2011. Além da Vai-Vai, campeão do Grupo Especial deste ano, o evento terá a presença das escolas Unidos de Vila Maria, Acadêmicos do Tucuruvi, Gaviões da Fiel, Mancha Verde e as duas agremiações campeã e vice do Grupo de Acesso: Dragões da Real e Camisa Verde e Branco.

Logo, para a edição de 2012, o Grupo Especial do Carnaval paulista terá escolas de samba com torcidas organizadas que representam os três principais clubes do Estado: os corinthianos da Gaviões, a Mancha Verde e seus palmeirenses e a estreia dos são-paulinos da Dragões da Real. Ou seja, já tem pessoas que temem pela segurança do evento, preocupadas para que a violência das arquibancadas do futebol afete o Carnaval.

Os presidentes das três torcidas garantem que tudo será feito pacificamente. Porém, as providências já estão sendo tomadas desde já: hoje, por exemplo, a entrada dos fãs das três escolas será realizada em portões diferentes. E é óbvio que Gaviões, Mancha e Dragões desfilarão no mesmo dia no Carnaval do ano que vem. Até então, os alvinegros e os alviverdes entravam na avenida em dias distintos. Então, como será organizada a ordem dos desfiles com as três instituições?

Como sugestão: uma vai para a avenida marcando o início do desfile (na sexta-feira), outra encerra as apresentações do primeiro dia (na madrugada de sexta para sábado), e a terceira termina o desfile no dia seguinte.

E antes disso, a Liga das Escolas de Samba se reúna junto com a Polícia Militar e os representantes das três agremiações para decidirem que a escola que for responsável por algum ato de violência ficará banida do Carnaval. E o efetivo policial será mais intensificado do que em dias de clássico. E que esse efetivo não fique restrito apenas nas imediações do Sambódromo e também que continue no dia da apuração.

É esperar para ver.

Por Jorge Almeida

ÚLTIMOS DIAS: Exposição “De Tempos em Tempos, o Tempo” na ABRA

A ABRA – Academia Brasileira de Arte – Vila Mariana exibe a mostra “De Tempos em Tempos, o Tempo” de Ângela Camata. A artista faz uma experimentação no universo do desenho.

As obras são feitas com peças de acrílico transparente como apoio e grafite sobre tela. Dentre os quais estão “Um Fio, Dois Fios”, em que Camata utiliza fios de cabelos que são colocados entre as peças, formando linhas quase imperceptíveis; e “Retrato”, aqui a artista marca as peças de acrílico com o seu próprio rosto e com as digitais das mãos.

Outras duas obras completam a mostra.

SERVIÇO:
Exposição: De Tempos em Tempos, o Tempo
Onde: ABRA – Academia Brasileira de Arte (Vila Mariana) – Rua Domingos de Morais, 2267 – Vila Mariana
Quando: até 19/03/2011; de segunda a quinta-feira, das 9h às 20h; sexta-feira, das 9h às 19h; sábados, das 9h às 14h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

ÚLTIMOS DIAS: Exposição “Louça Morena do Povoado de Poxica” n’A Casa

A exposição “Louça Morena do Povoado de Poxica” está em cartaz até o próximo dia 18 de março n’A Casa – Museu do Objeto Brasileiro. São peças de louças de barro feitas pela população de Itabaianinha (SE).

A mostra exibe xícaras, travessas, sopeiras, farinheiras, agridais, pratos e tigelas feitos em cerâmica moldada e pintada à mão. Além das peças, a exposição exibe fotos e slides sobre estes trabalhos artesanais produzidos e comercializados pelos sergipanos.

E também a presença de cinco painéis que explicam sobre a louça de Poxica: desde o preparo do barro, até a última queima, incluindo a decoração das peças.

Ah, vale ressaltar que todo esse processo de produção não é feito exclusivamente por mulheres.

SERVIÇO:
Exposição: Louça Morena do Povoado de Poxica
Onde: A Casa – Museu do Objeto Brasileiro – Rua Cunha Gago, 807 – Pinheiros
Quando: até 18/03/2011; de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ SÁBADO: Exposição “Coração Frio da Princesa” na Choque Cultural

A Choque Cultural exibe até sábado, 12 de março de 2011, a exposição “Coração Frio de Princesa”, que reúne 10 obras do artista norte-americano Adam Wallacavage.

A produção de Adam na mostra é constituída pelos seus famosos “lustres”, elaborados com drystone (um tipo de gesso sintético), pó iridescente e resina.

A influência do oceano e as velhas Igrejas se marcam presentes no trabalho do artista, que retratou a figura do polvo em seus lustres e candelabros.

Além dos “lustres”, Adam desenhou com spray nas paredes da instituição alguns polvos.

SERVIÇO:
Exposição: Coração Frio de Princesa
Onde: Choque Cultural – Rua João Moura, 997 – Pinheiros
Quando: até 12/03/2011; de terça a sábado, das 12h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

SÓ ATÉ SÁBADO: Exposição de pinturas à óleo na Choque Cultural

A Choque Cultural apresenta até o próximo sábado, 12 de março, a exposição “Curiosa Symphonia para Orquestras de Cores e Formas”, que conta com 12 pinturas à óleo do paranaense Rafael Silveira.

O artista também esculpe as molduras que envolvem as telas. Nas pinturas de Silveira, percebemos a atrelamento com a música, principalmente o rock e o jazz, e anúncios publicitários das décadas de 1950 e 1960.

Além das telas, há vídeos que fazem referências às obras.

SERVIÇO:
Exposição: Curiosa Symphonia para Orquestras de Cores e Formas
Onde: Choque Cultural – Rua João Moura, 997 – Pinheiros
Quando: até 12/03/2011; de terça a sábado, das 12h às 19h
Quanto: entrada gratuita

Por Jorge Almeida

Os 20 anos de “Innuendo”, do Queen

Innuendo: o último álbum de estúdio do Queen com Freddie Mercury

No último dia 5 de fevereiro, comemorou-se os 20 anos do lançamento do último álbum de estúdio do Queen enquanto Freddie Mercury ainda estava vivo, trata-se de “Innuendo“. O disco foi gravado entre março de 1989 e novembro de 1990 nos Estúdio Metropolis (em Londres) e no Moutain Studios, em Montreux (Suíça).

A ideia inicial era para que “Innuendo” fosse lançado no fim de 1990 para, assim, aproveitar a época de Natal para alavancar suas vendas. Porém, em função da fragilizada da saúde do vocalista Freddie Mercury as gravações ocorreram mais lentamente, propiciando para que o disco fosse lançado em fevereiro de 1991.

Assim como no álbum anterior, o excelente “The Miracle”, a autoria das faixas estão creditadas como “Queen”, exceto em “All God’s People” que é de autoria da banda e Mike Moran. Isso se deve ao fato de que a faixa foi gravada inicialmente no álbum solo de Mercury, “Barcelona”, em que Moran ajudou o vocalista nas composições.

O disco é considerado o mais triste produzido pelo grupo, uma vez que durante os clipes, especialmente em “These Are The Days Of Our Lives”, percebe-se um Mercury claramente fraco e abatido (por isso que o clipe foi lançado em preto e branco para “disfarçar”), em função da AIDS que ele contraiu há alguns anos e que foi mantida em sigilo pelo vocalista, que só pronunciou-se para dizer que era soropositivo no dia anterior à sua morte, ocorrida em 24 de novembro de 1991.

A faixa-título começou como uma começou jam session na Suíça, entre maio de Taylor e Deacon, na Primavera de 1989. Mercury estava lá em cima e ouvi-los tocar o ritmo, ea transformou em uma música, criar a melodia e começando a letra. Foi lançada como single e ficou em primeiro lugar nas paradas do Reino Unido. Já a faixa seguinte, “I’m Going Slightly Mad“, foi iniciada na casa de Mercury em Londres, depois que ele teve a ideia de escrever uma canção sobre a loucura. Enquanto isso, a terceira canção, “Headlong”, seria para um álbum solo que Brian May estava fazendo paralelamente. Mas ao ouvir Mercury cantando-a, ele achou que seria melhor como “uma música do Queen”. Logo, a banda, como um todo, fizeram modificações na música.

Assim como “Headlong”, “I Can’t Live With You”, a quarta canção, era inicialmente para ser incluída no álbum solo de Brian May, mas entrou no tracklist de Innuendo pelo fato dos outros integrantes terem gostado dela. Sua sucessora, “Don’t Try To Hard” foi escrita com características semelhantes de músicas que fizeram parte do “The Game” (álbum do Queen lançado em 1980). A metade de Innuendo chega com “Ride the Wild Wind” que foi composta por Roger Taylor, que gravou uma demo com sua própria voz. A versão definitiva é cantada por Mercury com Taylor nos vocais de apoio. É como se fosse uma continuação de “I’m Love With My Car”, hit composto pelo baterista no clássico “A Night At The Opera”, de 1975. Como já foi dito acima, a sétima canção, “All God’s People” foi composta inicialmente para ser incluída no álbum solo de Mercury, que teve Mike Moran como co-autor. Logo em seguida, “These Are The Days Of Our Lives” (de Taylor), além da parte do clipe citado acima, é harmonicamente uma das canções mais simples do Queen. A percussão foi gravada por David Richards.

E Freddie Mercury resolveu homenagear a sua gata de estimação em “Innuendo”, de nome “Delilah”. A música só foi incluída no tracklist após a insistência do vocalista para com o baterista Roger Taylor que não gostava da canção. A antepenúltima faixa do disco é “The Hitman” e nesta todos os backing vocais foram feitos por May. A versão demo é cantada pelo guitarrista, com Freddie fazendo os comentários falados (como “Bite the bullet baby!”). A penúltima faixa, “Bijou”, composta pela dupla Mercury e May, foi executada em 2008 pelo “Queen + Paul Rodgers” na turnê de Cosmos Rock em que a reprodução do verso era ao vivo e os vocais de Mercury em estúdio enquanto o telão mostrava imagens do show do grupo em Wembley em 1986. E, para finalizar, “The Show Must Go On”, uma grande letra que, apesar das condições de saúde de Freddie Mercury, serviu para comprovar todo o talento único e peculiar do saudoso vocalista. Vale a pena.

E só por curiosidade: “Innuendo” foi eleito o 94º melhor álbum de todos os tempos em uma pesquisa realizada em 2006 pela BBC.

A seguir, a ficha técnica e o tracklist de “Innuendo”:

Álbum: Innuendo
Intérprete: Queen
Gravadoras: Parlophone (Reino Unido) e Hollywood Records (EUA)
Produtores: Queen e David Richards
Lançamento: 5 de fevereiro de 1991

Freddie Mercury: voz, piano, backing vocal, sintetizadores e programação
Brian May: guitarra, backing vocal, sintetizadores e programação
Roger Taylor: bateria, percussão, backing vocal, sintetizadores e programação
John Deacon: baixo, backing vocal, sintetizadores e programação

Músicos convidados:
Steve Howe: guitarra clássica em duo com May (“Innuendo“) (creditado como “Wandering Minstrel”, em português, algo como: “O Menestrel Errante”)
Mike Moran: piano, sintetizadores, programação (em “All God’s People”)
David Richards: programação e sintetizadores
Zellis Brian: programação

1. Innuendo (Queen)
2. I’m Going Slightly Mad (Queen)
3. Headlong (Queen)
4. I Can’t Live With You (Queen)
5. Ride the Wild Wind (Queen)
6. All God’s People (Queen / Moran)
7. These Are the Days of Our Lives (Queen)
8. Delilah (Queen)
9. Don’t Try So Hard (Queen)
10. The Hitman (Queen)
11. Bijou (Queen)
12. The Show Must Go On (Queen)

Por Jorge Almeida

Resenhas e sinopses de exposições, livros, álbuns, rock, museus e, claro, futebol escrito por dois apaixonados pelo assunto.

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